segunda-feira
terça-feira
Sózinhos em casa! E agora?
Deixámos a nossa casa de há 20 anos, eu num misto de emoções, o Zé todo entusiasmado resultado do cansaço de viver num prédio. A verdade é que fui extremamente feliz numa casa situada numa pequena aldeia, dentro de Lisboa, "aldeia" em que nasci e cresci. Foi bom para todos especialmente para os meus filhos. Mas com a saída do meu filho mais novo, o último a sair, é que senti mesmo o "ninho vazio". Termos saído agora da cidade foi como um marco, o fechar de um capítulo, o virar da página, diria mesmo o iniciar do volume II de um romance. Romance que começa agora, num dia-a-dia a dois, numa casa preenchida com silêncios, muito mais tempo juntos nesta fase de teletrabalho, todos os serões apenas os dois, só nalguns finais do dia os filhos "entram" em nossa casa, ou melhor na casa em que estamos a viver só de passagem, por vídeo chamada.
O que nos tem ocupado quase todo o tempo são as obras e projectos da nova casa. Ainda assim tentamos implementar rotinas saudáveis, a começar por caminhadas pelo pinhal e arredores, ainda sem ter acertado num horário conveniente para os dois. Estamos indisciplinados mas não importa desde que vamos fazendo as coisas acontecer. Procuramos viver com o mínimo de stress em tempos tão difíceis como estes.
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| Noite sobre as águas de Ken Follett |
Contínuo a ir à "minha aldeia" para estar com os meus pais e para dar as minhas aulas, ou melhor, "vender" as minhas aulas por uma pechincha apesar de ter mais de 30 anos de serviço. Corta Sofia, apaga esses pensamentos negativos, esquece a tua carreira e vive, vive sem stress, sem arrependimentos! Se começar a pensar muito na minha carreira não há motivação que resista e os prejudicados serão apenas os meus alunos e a minha tranquilidade.
Falar da minha carreira e das condições actuais de trabalho numa escola fez-me perder o fio à meada, terei de ficar por aqui.
sábado
10 10 20 20
Sou uma pessoa de números e, como tal, pareceu-me bem estrear o meu novo portátil no dia 10/10 de 2020 voltando a este meu espaço de escrita e partilha. Muito teria para dizer se tentasse recuperar os meses de ausência por aqui, mas não me apetece fazê-lo e não o vou fazer. Retomo começando por revelar que, finalmente, vou deixar a cidade! Se estou eufórica e a explodir de alegria, como era de esperar, não estou. Estes últimos meses foram bastante dolorosos para toda a família, apesar da chegada do neto. O que vivemos fez-me pensar que talvez esteja a mudar na pior altura da minha vida. Agora queria ficar próxima dos meus pais mas já não me é possível mudar de ideias. O que vale é que os meus pais têm uns filhos mais extraordinários do que outros e por isso sei que posso ficar tranquila.
Felizmente a chegada dos netos reforçou o sentido da mudança para o campo. O desejo de querer construir memórias com eles, numa vivência tranquila, entre a Serra e o Mar, a pouco e pouco devolve-me a alegria de estar a um passo de uma nova etapa da vida. A "estranha forma de vida" que vivo na escola e que vivi durante o isolamento, deu-me igualmente vontade de "fugir" do meu dia-a-dia. Fugir é próprio dos fracos, mas considero que o meu "fugir" foi mais um acto de coragem já que virei costas a um conforto e estabilidade que construí ao longo dos últimos anos. Na família sou vista como a que é diferente, "coisas à Sofia", "só mesmo a Sofia", "Vivias a uns minutos a pé da escola e vendeste a casa?!"...Pois! O sonho vai virar um pesadelo ou uma coleção de desafios e histórias para contar? Só o tempo o dirá!
Entretanto acampo na casa de férias e fins de semana dos meus pais, enquanto vejo de perto a conclusão da nossa casa "Entre a Serra e o Mar".
quarta-feira
Yarn Along - May
Malha:
quinta-feira
Não tenho mais tempo, o tempo ficou apenas diferente!
Com a certeza de que é preciso continuar, tento não me atormentar mantendo as mãos ocupadas. Mas as agulhas direccionam o meu pensamento para os dias do longo internamento em que troquei ideias de bainhas abertas e bordados com enfermeiras pacientes e conversei com médicos dedicados acerca da perfeição dos seus pontos e de formas da recuperação da minha motricidade fina. Enfim, memórias positivas que consigo ter desses dias graças a médicos e enfermeiras/os formidáveis que tive, que temos e que hoje lutam por todos nós. Revolta-me saber que há quem não fique em casa desrespeitando todos os que estão na linha da frente empenhados em defender a nossa saúde!
Talvez por isto e por muito mais, a minha concentração esteja sempre a ser testada e consecutivamente falho. Estando de férias de Páscoa e fechada em casa, aparentemente teria mais tempo, mas não, não tenho mais tempo. Tenho apenas um tempo diferente, uma interrupção, que coloca na minha frente um caminho novo.
quarta-feira
Yarn-Along April
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| O modelo da esquerda foi criado e tricotado pela minha mãe |
Não vou pedir desculpa pelo desabafo. Poderão pensar que neste contexto não faz muito sentido, mas estou aliviada! Em contrapartida espero que os mais pacientes, que leram até aqui, tirem algum proveito das restantes partilhas.
Estes dias provaram que tenho razão em querer sair da cidade, o que me levou a reactivar o anúncio de venda da nossa casa, numa altura que não faz nenhum sentido, mas nunca se sabe!
domingo
#euficoemcasa com linhas, agulhas e séries
Hoje tenho consciência que o isolamento vai ser por um período bem mais longo do que aquele com que estava a contar, como tal, terei de retomar os projectos interrompidos que precisam de ser concluídos. Vou fazê-los pensando que o meu neto irá nascer num Mundo Melhor, acreditando que a humanidade terá tido este tempo para repensar alguns valores e formas de vida.
Ao serão o trabalho das mãos é acompanhado pela série "Rosemary and Thyme", disponível no YouTube, a qualidade de imagem é fraca, ainda assim recomendo, sendo uma excelente forma de aprender ou actualizar o Inglês. Nos primeiros episódios, da temporada 1, a Rosemary veste uns coletes de Fair Isle , com combinações de cores únicas, geniais!
Na Netflix recomendo The English Game embora não ligue nenhuma a futebol, na verdade é uma série que aborda muito mais para além de futebol, com interpretações brilhantes que me comoveram até às lágrimas.
Com alguma regularidade visito algumas podcasters, mas as escolhas que faço são diferentes das que fazia. Não perco um episódio do Arne&Carlos, gosto de estar no sofá verde da Kate, com quem faço pathwork e de passear na auto-caravana da Anna, responsável pela minha descoberta da Sue Spargo, tendo recentemente criado um segundo canal dedicado ao ponto de cruz. As duas têm uma incrível capacidade de me acalmarem, tendo interesses comuns aos meus, sendo boas companheiras em tempo de isolamento.
Procurando manter uma alimentação saudável, esta semana estive mais atenta às publicações da Sadia e a Lisa .
sábado
Bolo para o Pai, Diário de Gratidão e materiais para #euficoemcasa
* Receita adaptada, mas não deixem de visitar o podcast The Bakery Bears
Numa taça colocar:
250gr de farinha (peneirada, substitui 50gr por farinha de avelã),
1 colher de chá de canela,
1 colher de chá de gengibre (bom para o sistema imunitário),
230gr de açúcar castanho mascavado,
250gr de cenoura ralada grosseiramente;
3 ovos batidos com um garfo num prato de sopa e só depois é que são adicionados,
150 ml de óleo de girassol,
raspa de uma clementina (como não tinha foi raspa de meio limão e de meia lima- fica delicioso!).
Vai ao forno a 170ºC por uma hora
Recheio e, se gostar, cobertura:
50gr de manteiga batida, acrescentar 200gr de queijo Philadelfia, 100gr de icing sugar e raspa de uma laranja.
Vai para o frigorífico durante 1h e só se coloca no bolo depois de este arrefecer.
terça-feira
#euficoemcasa no Dia do Pai
Numa altura em que todos precisamos de nos sentir acompanhados, principalmente os mais velhos, achei por bem partilhar esta ideia, que poderão adaptar para o Dia do Pai.
Nota: o cartaz foi montado numa imagem do céu porque o meu pai é piloto e, quase todos os desenhos, tinham aviões. Nenhum neto sabia o que o outro estava a desenhar ou pintar.


















































