segunda-feira
Um saco para a Teresa
domingo
S de Setembro e de Sampler*
O plano inicial seria começar um Sampler em Setembro. Sendo o dia 4 de Setembro o dia em que se pensa que Hannah terá morrido, para celebrar a sua obra, teria sido uma boa escolha, iniciar o seu Sampler. Até porque é também o início de mais um ano letivo e a sua vida foi dedicada a um colégio. Com receio de que a cor do linho que já tenho para o Sampler da Hannah Whitaker seja demasiado escura, comprei, no dia 4 de setembro, o mesmo linho, mas num tom mais aberto, que estará à minha espera em casa da minha filha Madalena. Apesar de ter muita vontade de iniciar mais um Sampler, consegui resistir, uma vez que ainda tenho algumas “coisas” que quero fazer para a minha neta Teresa. Quero também focar-me no quarto dos netos, o que implica, igualmente, trabalhar num Sampler, o da Beatrix Potter**.
Quando voltei a pegar no Sampler da Hannah, lembrei-me novamente da série Um Veterinário de Província. Talvez porque a série é passada em Yorkshire, a mesma região onde viveu Hannah Whitaker. E ainda bem que me lembrei! Descobri entretanto que saiu mais uma nova temporada, a sexta, da série.
No episódio quatro, adorei a história por trás de uma manta de patchwork e o facto de Helen — casada com o veterinário James Herriot — ter acrescentado à manta um quadrado bordado que contava um pouco da sua história. E, como se isso não bastasse, desafiou também a irmã mais nova, Jenny, a colocar um quadrado que contasse a sua própria história.
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| Escolha do fio, com a carta de cores da D.M.C |
As histórias contadas na ponta da agulha, traçadas com fios, são sempre algo que me fascina! Depois de ver a Helen acrescentar um bordado à manta, pensei que também eu poderia deixar a minha marca na manta que fiz mais recentemente, para que não se perdesse uma data especial. Decidi, então, que tinha de arranjar tempo para o fazer. Redigi a caneta, sem fazer um rascunho, e assinei para que a caligrafia ficasse o mais próxima possível da minha, embora escrita na ponta da agulha. Não fiz correções e bordei tal como saiu à primeira. Apliquei o coração e agora fiquei a pensar que gostava de ter mais tempo para fazer mais pontos de acolchoamento. Aliás, é algo que quero fazer, também, na manta que fiz para os netos. Um dia faço, com tempo!
Notas:
* Em Inglês conhecido por Sweet Sampler September
** Inscrevi-me num SAL, no grupo Across The Pond, apesar de já ter começado o meu Sampler! Este será o segundo SAL em que estou a participar de ponto de cruz. Embora não lide bem com prazos, gosto da companhia virtual e das partilhas, uma vez que bordar é uma atividade que pode ser muito solitária.
quarta-feira
Vestidos de malha e sacos de maternidade
A Sandra Magalhães, da Agasalhos e Bugalhos, é das designers de malha que mais cuidado tem nas instruções dos seus modelos. Mesmo uma principiante, seguindo atentamente o passo a passo escrito, com fotografias legendadas e com vídeos, consegue fazer qualquer modelo, sempre com bons resultados. Conhecendo o profissionalismo da Sandra, depois de ter adquirido uns modelos da Knitting for Olive, optei por fazer primeiro uns modelos da Sandra, para ficar segura do tamanho visto que é uma estreia para mim tricotar vestidos.
Depois de ter concluído o primeiro vestido, senti-me confiante para iniciar o vestido Cornélia, da Knitting for Olive. Mas, logo no início das instruções, optei por não seguir a sugestão para a montagem de malhas e montei-as recorrendo a um cordão em crochet. Não vejo necessidade de montar malhas provisórias para depois fazer um i-cord, mas, ainda assim, segui as instruções. São acessíveis, mas não tão detalhadas como as da Sandra, por exemplo não referia qual o melhor método para costurar a bainha. Tive de ir consultar os modelos que fiz no passado, tendo optado por seguir as instruções que vi num vídeo no YouTube, uma vez que a costura da camisola Swett Melody, da qual tinha um tutorial, ficava visível no lado direito do vestido. Apesar de bastante diferentes, gosto do resultado final de ambos os vestidos. Agora é esperar para ver qual é que veste melhor.
Adquiri os sacos de maternidade na Zara e, num deles, apliquei uma flor em EPP*, com tecidos da Liberty. Não reparei a tempo que o tecido era transparente, não escondendo a palavra Clothe. Solucionei colocando uma hexiforme no hexágono do centro, à volta do qual bordei, com fio DMC, a ponto de pé de flor. Com o mesmo fio, contornei toda a flor aplicada no saco, para a realçar. No outro saco apliquei à máquina uma flor Tilda que tinha há muito tempo. Estes serão os sacos para estes vestidos e estou a planear fazer uns gorros com o que sobrou dos fios, modelo da Sandra Magalhães.
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| Saco de projectos, da avó Sofia, com a mesma flor do saco da neta |
Ainda tenho um terceiro saco, para mais um vestido, no qual quero bordar o nome Teresa. Ainda quero bordar uma fralda, com o mesmo desenho que bordei para todos os netos e para o meu filho António.
A ideia era que estes três sacos fossem na mala para a maternidade, mas a minha filha disse-me que, em Inglaterra, nos hospitais públicos, não é suposto a mãe levar sacos de maternidade, muito menos 3! Quando o Francisco nasceu de cesariana, a Madalena teve alta no dia seguinte e o Francisco apenas usou a roupa do Hospital.
Apesar de saber que estes conjuntos, da avó Sofia, não farão parte da mala para a maternidade, Tradição é Tradição e a Teresa terá os conjuntos à sua espera em casa.
* Nota: O regresso a EPP definiu uma das leituras deste mês: o livro "Nomes", de Florence Knapp. Contava que uma das personagens se dedicasse a esta técnica, mas não. Florence revela ter conhecimento de outros tipos de trabalhos manuais, desde ourivesaria a um tipo de renda que fazem na Irlanda, semelhante, talvez mesmo igual, à nossa renda de Bilros. Na sala onde foi gravada uma entrevista extremamente interessante sobre o livro, está um painel de EPP na parede, lindíssimo. Florence estabelece semelhanças entre técnicas de patchwork e a escrita de um livro, comparando-a com este tipo de construção de narrativa.
domingo
Terminar o mês em grande!
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| Villa Craft beer&bread |
Sábado fui passear até à vila de Sintra com os homens da casa e domingo tive uma tarde de avó. Um fim de semana que deu para recarregar a bateria da felicidade. Bem preciso, a saudade aperta e a apreensão com o futuro do meu filho angustia-me!
Durante a semana, as agulhas são a minha fuga para a paz de espírito. Para a próxima semana preparei os círculos para aplicar no painel central do quilt The Prince.
Enquanto fazia o meu novo estojo de agulhas, kit da Sarah Edgar, vi os seus vídeos e já decidi como irei fazer as flores de EPP para aplicar neste quilt. Irei preparar os hexágonos alinhavados, sem prender o papel, depois passo a ferro, retiro o papel e aplico com o alinhavo. A Sarah tem bons tutoriais e partilha gratuitamente, não só no seu site, como também no seu canal do youtube.











































