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| Modelo no Ravelry, instruções completas num vídeo |
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domingo
terça-feira
Mar rima com tricotar
Adoro o Mar e não me imagino a viver num lugar onde não o tenha ali, mesmo à mão! Este ano troquei uns dias de praia por uma viagem. Espero que a "injecção" de saúde que consigo com os mergulhos, não me faça falta!
Sentindo a falta da praia, decidi tricotar este xaile e chamar-lhe "Ondas do mar". O desenho rendado lembra o traço do ondulado do mar e a cor do fio também tem tudo a ver!
Tudo a postos, para iniciar o rendado:- Contador a zero,
- livro da minha Mãe, para tirar dúvidas que vão surgindo.
Esta tarde, para descontrair e mimar os filhos, dediquei-me também a fazer uma tarte de Nutella, leite condensado e framboesas, com um toque original! Uma das partes não levou suspiro e assim consigo agradar a todos. Quem disse que é impossível agradar a "gregos e a troianos"?!
| Acabadinha de sair do forno! |
Já agora mostro os crachás, do meu saco de tricot,comprados este Verão!
Giros, não são?!
sexta-feira
Encontro de tricotadeiras
Chegou-me aos ouvidos o "canto" de uma andorinha e nele pedia um um novo Encontro de Tricotadeiras na Mercearia Criativa. Pois é, todas gostamos de bordar e tricotar na Mercearia, onde sempre nos fazem sentir em casa, por isso marquei um novo Encontro.
No Encontro, o bolo de chocolate, os novelos e o chá intrometiam-se nas nossas conversas cruzadas e davam um toque especial a mais um serão deliciosamente passado na Mercearia.
No Encontro, o bolo de chocolate, os novelos e o chá intrometiam-se nas nossas conversas cruzadas e davam um toque especial a mais um serão deliciosamente passado na Mercearia.
Por me distrair com facilidade, iniciei um xaile para tricotar no encontro. Sabia que levando os livros das tapeçarias ainda teria mais motivos, do que o costume, para me distrair e queria evitar "destricotar", como sempre acontece quando "alinho" tricotar em público!
Neste Encontro estiveram algumas caras novas e outras já conhecidas. Aprendo sempre alguma coisa, mas desta vez além de aprender recebi um presente da Paula, que carinhosamente se lembrou de mim, durante as arrumações da sua loja. Ofereceu-me um conjunto de amostras para "reciclar" os fios, bordando-os. Que boa ideia!


Ficou o convite da Mercearia para novos Encontros e nós voltaremos com o frio. Fico a sonhar com o chocolate quente!
quarta-feira
Meias, um projecto portátil
Na passada 6ªf, fui aprender a tricotar meias com a Filipa, mais conhecida, por aqui, pela Nionoi. Foi uma tarde muito bem passada, que me permitiu tirar mais algumas dúvidas, além de ter aprendido a tricotar meias.
Como aguardo, a chegada do meu kit de agulhas para meias, resolvi tricotar com as únicas agulhas que tenho, que são número 4. Este número calhou mesmo bem, pois tive de fazer ginástica mental para adaptar o tamanho, logo no primeiro par de meias que tricotei. Por outro lado permitiu-me aproveitar sobras de um colete que uma amiga tricotou para a minha filha. O modelo do colete foi pensado para aquecer enquanto é necessário trabalhar e ter mobilidade de braços. As meias completam o conjunto dando conforto a quem gosta de trabalhar descalça, como é o caso da minha filha.
Como aguardo, a chegada do meu kit de agulhas para meias, resolvi tricotar com as únicas agulhas que tenho, que são número 4. Este número calhou mesmo bem, pois tive de fazer ginástica mental para adaptar o tamanho, logo no primeiro par de meias que tricotei. Por outro lado permitiu-me aproveitar sobras de um colete que uma amiga tricotou para a minha filha. O modelo do colete foi pensado para aquecer enquanto é necessário trabalhar e ter mobilidade de braços. As meias completam o conjunto dando conforto a quem gosta de trabalhar descalça, como é o caso da minha filha.
Ainda bem que segui o conselho da Filipa e tricotei logo as meias como T.P.C, consolidando as novas aprendizagens e tirando dúvidas na hora (graças à internet e à simpatia/disponibilidade da Filipa!). Não fiz a "meia do Corvo" (uma meia para guardar com a "cábula" do projecto, que a tricotadeira colocava num ramo para o corvo levar) como a Filipa sugeriu, mas fiz duas meias para a "Esquilinho", alcunha da minha filha. Acho que vai virar vicio, tricotar meias! Estou desejando experimentar pontos, brincar com as cores e tudo com um resultado quase imediato, dado o tamanho do projecto, com a vantagem de ser um vício bastante económico.
Esta foi a minha segunda aula de tricot com a Filipa e aconselho vivamente a quem gosta de um ensino personalizado e motivador!
Esta foi a minha segunda aula de tricot com a Filipa e aconselho vivamente a quem gosta de um ensino personalizado e motivador!
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| fotografia copiada do facebook da ComTradição |
segunda-feira
O que me faz bem!
Antes de regressar ao ritmo de mais um ano lectivo, fui carregar baterias "Entre a Serra e o Mar"!
Aproveitei um pinheiro e a "Loira" como modelos para fotografar a "echarpe" que tricotei este Verão, em ponto de rosas abertas.
E gozámos mais uma tarde "Entre a Serra e o Mar"!
...o Z. moldando o que por ali apanhou!
terça-feira
Bordando umas calças de ganga - #3
Finalmente as fotografias do trabalho concluído!
Para as noites frescas de Verão, já tenho um xaile tricotado, que gosto de ver com as calças.
domingo
Alentejo
segunda-feira
Hora do Tricot
A História Tradicional, que o Luís Correia nos contou...
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.
Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
Obrigada Rosa Pomar, por esta "Hora do Tricot".
A Moça Tecelã
Marina Colasanti
Marina Colasanti
" Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, um longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.
Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta
à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha
nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário,
e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias,
os jardins. Depois desteceu os criados e o
palácio e todas as maravilhas que continha. E
novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido estranhando
a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não
teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o
desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito
aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a
moça escolheu uma linha clara. E foi
passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do
horizonte."
Os contos da Ana Sofia, quer o cantado, quer o contado também foram muito bem escolhidos e contados, mas não os tenho para partilhar com vocês.Obrigada Rosa Pomar, por esta "Hora do Tricot".
domingo
segunda-feira
Made by me - #3; 2014
Tricoto lentamente este xaile. Preciso de tempo e neste momento para o tricot sobra pouco.
Mas não resisto e vou comprando fios!
Mas não resisto e vou comprando fios!
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