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domingo

Uma casa no Pinhal

 Uma das minhas séries favoritas, do meu tempo de miúda, era Uma casa na Pradaria. Também vi, mais do que uma vez, Os pequenos vagabundos  e todos os episódios da Pipi das meias altas (um carnaval a minha mãe conseguiu vestir-me e pentear-me igual à Pipi).

Eu de Pipi

 Livros foram os da Enid Blyton que preencheram as minhas tardes de Verão (vi o filme Enid e senti algum desconforto com a revelação da vida/personalidade da escritora). Regressando ao passado apercebo-me que sempre sonhei viver no campo. O campo era sinónimo de liberdade e aventura. Não tenho uma Casa na Pradaria mas estou a viver o meu sonho numa Casa no Pinhal. Nesta casa estou a construir o Lar  para os meus netos e juntos construímos as memórias da "casa da avó Sofia". Ainda tenho muito por fazer para personalizar a nossa casa, mas com tempo tudo se consegue.

Perdi-me ao voltar à minha meninice! Voltando a Uma Casa Na Pradaria.

Mais fotografias em Quilting With Laura Ingalls Wilder

Fotografia encontrada no Pinterest Cut Sew Quick

No Instagram, a ver as novidades das designers que sigo, o meu feed foi interrompido com um reel da ModernPrairie. Reconheci de imediato a actriz Melissa Gilbert.* Consultei a conta e descobri que vai iniciar a sua jornada no pathwork havendo um kit da Riley Blake que irá ser lançado este Outono. Uma coisa leva a outra e resolvi adquirir o último audiobook da Melissa, que tive a escutar esta semana.

Autobiográfico, com pdfs de receitas de culinária tipicamente americanas

Na minha meninice, quando sonhava com o campo via-me sempre vestida com jardineiras ou vestidos compridos com roda, mas nunca pedi à minha mãe para me fazer uma das peças pois não estaria de acordo com os padrões ditados pela moda. A idade faz-nos ignorar modas e, tal como a Melissa, gosto de jardineiras e se pudesse só usava vestidos da Son de Flor. De vestido ou jardineiras,  entretenho-me de volta dos meus tecidos e linhas, no meu telheiro em madeira, numa casa no Pinhal, numa aldeia Entre a Serra e o Mar e sou feliz com o que conquistei. Sinto que estou a viver o meu sonho, o que me faz sentir bem onde estou, sem urgência de ir de férias. Férias fazem sentido, não para fazer uma pausa, mas para estar em família e viajar. Para a felicidade e tranquilidade ser completa falta o meu filho encontrar o seu caminho.

*Nota: Melissa Gilbert looks back on "Little House on the Prairie" (youtube.com)

quarta-feira

De volta às agulhas e não só!

A coruja

O Vasco escolheu a roupa do esquilo para a raposa


Nas férias do Natal, com os bonecos, que queria fazer para os netos, quase terminados, pedi ao Vasco para ir escolhendo qual o boneco que queria que nascesse das minhas mãos e qual a roupa que queria vestir nos diferentes animais. A  ideia era, até ao Natal, terminar os bonecos como se fosse um calendário de Advento, um boneco ou uma peça de roupa por dia. Os meus braços estiveram ocupados com abraços e mimos dos netos, o tempo preenchido com atividades com e para os netos e visitas familiares, tendo voltado a acontecer o mesmo do ano passado, muitas ideias para o Natal mas todas ficaram por concretizar! Sinais de  uma vida preenchida.
Para a minha mãe queria ter tricotado uma bolsa protetora para um saco de água quente, modelo da Kate Davies mas tive de ficar pela promessa de fazer nos próximos tempos.



Com o aproximar do meu dia de anos, quis terminar o meu casaco para estrear e por isso dei-lhe prioridade subindo para o topo da fila dos projectos por terminar. Ainda assim só vou conseguir terminar o casaco para estrear na festa de 19 anos da minha sobrinha (espero eu!), que apelidei de Compincha. 

Com o Novo Ano chegou o momento tão esperado, iniciar, para os netos, a manta de patchwork We are Family, tendo encontrado mais um tutorial, da Margaret Mew  que acabei por não seguir neste projecto, embora tenha experimentado! Numa fase de constante aprendizagem e pensando nos blocos feitos à máquina,  assinei, novamente, o patreon da Kate, para acompanhar tutoriais de patchwork.



Comecei por fazer os 4 blocos com aplicação de círculos. Tentei três técnicas diferentes, sugeridas pela Sarah, optando por needle turn applique, por ser, para mim,  a mais agradável de fazer. 



Durante o processo fui alterando os tecidos escolhidos, estando numa fase em que não sei o caminho que devo tomar! Se colocar ao centro do painel a representação da avó Sofia dedicada a fazer o que mais gosta, enquanto conta histórias aos netos com base nas personagens que a rodeiam, ou se faça novos blocos com padrão mais simples, talvez abstractos e geométricos, pontualmente com uma ou outra figura, para que seja uma manta apropriada a netos crescidos, de forma a durar mais tempo.
De momento agrada-me mais o trabalho com tecidos do que a malha, sinto que consigo ser mais criativa, conseguindo contar histórias, revelar pensamentos, com os padrões dos tecidos e com as linhas.
Para me tornar mais activa e uma avó com flexibilidade e resistência para grandes aventuras e brincadeira, vou manter as caminhadas, tendo feito a primeira no Dia dos Reis, estando previstas umas quantas com o nosso grupo de amigos.





Os serões têm sido passados à lareira, em família e com os amigos de 4 patas, sempre com agulhas na mão, a ver séries e filmes. Finalmente consegui ver na Amazon Prime The Secret Garden (já tinha ouvido o audiobook) e, por sugestão da Kate,  Birdy. Vi alguns lançamentos recentes na Netflix, por ter subscrito na altura das férias de Natal, mas irei cancelar, uma vez mais, até haver algo novo do meu agrado.


Livros, malha e um filme

Decidida a utilizar novelos há muito esquecidos, tendo-os comprado apenas para aproveitar uma mega promoção da Drops, resolvi fazer um xaile. A minha escolha prendesse sobretudo com o facto de um xaile ser sempre fácil de adaptar, no caso da falta de fio, já uma camisola é mais difícil, pelo menos para mim, calcular o risco e remediar a falha. Podia ter consultado os modelos da Drops, mas na altura tal não me ocorreu!
Optei por um modelo gratuito, que estava na minha lista do Ravelry, guardado enquanto assistia ao podcast Espace Tricot.
Estou a gostar bastante do processo, do resultado e do comportamento do fio de alpaca, da Drops.

Descanso as mãos das agulhas folheando livros. O livro, companheiro deste xaile, foi "A minha prima Rachel", de Daphne Maurier. Vi também o filme, baseado na obra, no canal Disney, tendo gostado mais do livro, mas o filme permite ter as mãos ocupadas com as agulhas!
Costumo proteger os livros com capas em tecido feitas e bordadas por mim, no caso desta com um bordado de ponto de cruz.

quinta-feira

Livros, revistas e outras leituras

Livros na cabeceira
Com as leituras mantenho um pé cá e um pé lá, no pitoresco campo inglês. Os últimos dias passei-os na companhia da discreta e sagaz Miss Marple, com a edição especial de um Anúncio de um Crime, tendo ouvido a versão em inglês, não de um audiobook, mas de um vídeo no youtube.

Estava uma temperatura muito agradável no jardim do vicariato. Uma daquelas vagas de calor de Outono abatera-se sobre Inglaterra (...). A luz do sol, a tranquilidade, o barulho compassado das agulhas de Miss Marple, tudo se combinava, transmitindo ao inspector uma sensação sonolenta.(...)
(...) As agulhas de Miss Marple pararam por um instante. Os seus plácidos olhos azuis claros olharam-no pensativamente.

Guiada pelas palavras, escritas como eu gosto, da Ruth Hogan contínuo viajando com a Laura, a assistente do "Guardião dos Objetos Perdidos".


Livros e revistas na sala
Na sala vou folheando a revista de Natal Country Living. Há um tempo que deixei de comprar revistas, mas vou consultando a página e as partilhas no Instagram. A edição de Natal foi uma excepção!
Com o Brexit, passei a comprar alguns livros com entrega na casa da minha filha e quando uma de nós visita a outra, é feita a entrega dos livros. Da última vez tinha à minha espera mais um livro da Tasha Tudor.
Na fotografia apanhei a árvore de Natal que temos desde que mudámos para o campo, onde as árvores ficam lá fora.

Para alegria dos netos temos esta com bonecos e, este ano, acrescentámos uma com os animais do bosque, por cima do aparador.
Adquiri na Mica.Mica

Outras leituras - Blogue
O Instagram cada vez tem mais anúncios e sei que vou perdendo muita informação de contas criativas e de materiais que sigo, daí manter a leitura de blogues. Partilho o Stiching Notes, com canal no youtube e ideias simples e bonitas para o Natal e não só. O blogue da Sarah é uma partilha dos links que refere no seu podcast, que acompanho há anos e de quem já fui patron, por uns meses. Saltito de patreon em patreon, uma forma de gratidão partilhada pelas criativas que me inspiram.

Redes Sociais, vício ou fonte de inspiração e aprendizagens?





Graças às redes sociais a Luísa foi conhecendo alguns dos meus gostos pelos meus perfis públicos e partilhas e apresentou-me a  Christie Jones Ray. Desde o primeiro contacto com as partilhas da Christie, que fiquei dependente dos seus vídeos, de uma forma obsessiva! Quando estou mais ansiosa e cansada da escola, procuro alguma serenidade e paz escutando a sua voz de embalar. Com a Christie regresso aos dias felizes da minha infância, à  sua semelhança, uma infância numa família de quatro irmãos, vivida de uma forma frugal. Tal como eu, tinha como programas favoritos Uma casa na Pradaria, brincava com agulhas, tinha (e ainda tem) uma Holly Hobbie, eu tive estampagem da Holly Hobbie num diário e numa vela, presente do meu pai, com uma frase e a Holly Hobbie (infelizmente na última mudança de casa perdi a vela que guardei todos estes anos). 

Simultaneamente, encontro imensos pontos em comum, no meu dia-a-dia de professora, avó, tricotadeira e viciada em epp

O bordado que fiz para um dos meus sobrinhos aqui e esquema aqui. O livro de contos adquiri numa das minhas últimas idas a Lisboa, para ler aos meus netos, quando ficarem em casa da Avó Sofia (um vídeo  e um filme divertidíssimo, que adorei, para ver um dia com os netos). A toalha de chá e o iman que coloquei no candeeiro de bordar, foram as memórias físicas que escolhi da visita à exposição da Beatrix Potter

Mais uma aquisição, esta em segunda mão, o que tem sido quase sempre a minha escolha.

Christie rendeu-se à vida e Mundo da Beatrix Potter e da Tasha Tudor, que eu desconhecia de todo e que rapidamente me cativou pela coragem de viver na maior simplicidade, apesar de isso implicar uma vida dura. Sorri quando li que a Tasha Tudor gostava de andar descalça, algo que eu também faço, sempre que me é possível.

Será que as redes sociais são apenas viciantes? Serão apenas fonte de inspiração? Ou serão uma mistura de ambas? Confesso que a Christie me cativou no primeiro instante, a ponto de ter passado horas nas redes sociais vendo todos os seus vídeos. São muitas horas, mas sempre de agulhas na mão e horas verdadeiramente inspiradoras. Horas que me guiaram até este novo projecto a que tenho me dedicado desde o Verão. Horas de muita aprendizagem, que me remeteram para pessoas interessantes.

Toalhas de chá compradas na minha primeira visita à loja da Jessie, pensando um dia em bordá-las.

Umas já conhecia, como a Jessie Chorley, Ann Wood, Nicki Franklin, Julie Arkell Fiquei a conhecer a portuguesa, Filipa Pereira Nobrega que dá vida a bonecas lindas, num canto de Inglaterra e a australiana da Strawberry Thief a quem comprei uma passagem, com um ano de atraso, para uma Volta ao Mundo e onde encontrei aplicações para calcular o número de hexágonos em função da sua dimensão e do tamanho da manta, entre outros truques e dicas. 

O problema de seguir tanta mulher inspiradora é a vontade de querer tudo fazer e tudo comprar! Comprei vários livros, tentei comprar tecido da Cabbages and Roses, sem sucesso e estou tentada em adquirir, finalmente, tecidos da Tilda.

Conclusão, as redes sociais são um vício inspirador, com conta peso e medida, são uma fonte de novas aprendizagens/competências e, infelizmente, podem levar a um aumento de despesas, que admito que tive nestes últimos meses, apesar de pensar sempre que são um investimento e que é preferível gastar dinheiro em materiais para manter as mãos e a mente ocupadas, do que gastar em consultas de psiquiatria!

Última compra do mês, um livro da Edyta. A motivação principal para esta aquisição foi o projecto da capa.

quarta-feira

Preto no Branco

Malha:
Preto no branco*foi o nome que dei a estas luvas que estou a fazer para a minha irmã. Apesar de ser o branco que faz padrão no fundo preto, quis dar este nome ao meu projecto a fim de deixar bem claro (preto no branco) que a minha irmã é a melhor irmã, filha, neta, prima, tia que alguém pode ter! Tem um coração do tamanho do mundo, é de uma extrema sensibilidade e de uma generosidade sem fim, estando sempre presente para todos. Foi o melhor presente que os meus pais me deram, quando fiz seis anos. Sim, presente, fiz seis anos no dia 1 de Janeiro  e no dia 4 recebi a minha maninha de presente. Os meus irmãos já eram dois, mas eu estava sozinha no meu quarto. Claro que a nossa relação teve pontos altos e baixos, seis anos de diferença, quando eu era adolescente e ela uma criança, levou-nos a guerrear bastante no nosso quarto. Desde pequena que cresceu a adaptar-se aos outros, conquistando o seu lugar num grupo de 11 primos e de mais uns quantos "irmãos adotivos", todos ligeiramente mais velhos. Apesar de algumas barreiras que encontrou em virtude de ser a mais pequena, sempre tentou integrar-se nas nossas brincadeiras e jogos, tentando comportar-se "à altura"! Recordo-me de a ver brincar "às escondidas" com as bonecas, numa altura em que nós já as tínhamos colocado de parte. De meninas a mulheres, a distância dos anos que nos "separavam" esbateu-se, chegámos a um ponto de grande cumplicidade em que conseguimos comunicar apenas com uma troca de olhares. Para ela, que nunca diz que "não posso", "hoje não"...teço estas luvas há tempo demais! (se fosse ao contrário ela já as teria terminado!). Fiquei desmotivada porque a primeira luva não me correu bem, embora a minha irmã diga que "assim está bem"! 
Troca de posição da lã! Agora estou mais atenta!
Por todas as razões e mais algumas decidi que este seria o primeiro projecto inacabado que iria terminar este ano, para que as suas mãos não passem mais frio. A minha avó Nazareth sentindo as nossas mãos frias dizia: "Mãos frias, coração quente" (o provérbio: amor ardente, paixão para sempre), talvez por isso as suas mãos andem sempre geladas!

Leituras 
Continuando a falar da minha irmã, ela é aquilo que chamo a Dona de Casa ideal, tudo sempre limpo, arrumado e organizado. Para manter o seu nível de exigência, quando se viu obrigada a ganhar espaço, ofereceu-me uns quantos livros, o que me vai ajudar a economizar uns trocos para mais uma viagem! Ontem comecei a ler um dos livros que herdei,  "O Regresso a Madison County", a continuação das Pontes de Madison County, que simplesmente adorei bem como o filme com a grandiosa Meryl Streep (recomendo este vídeo, Golden Globes 2017) e o não menos espectacular Clint Eastwood.
Antes tinha estado a ler a minha última compra aproveitando as regalias de ser Leitor Bertrand"Um Conto de Inverno" de Trisha Ashley. Escrita simples sem preciosismos, enredo "leve", algo que muitos designam por um "romance de cordel", noutra altura talvez tivesse olhado para o livro e não lhe tivesse dado uma hipótese. Felizmente dei o que ajudou esta Sofia a andar nas limpezas (não como as da minha irmã!) e arrumações a par e passo com a Sophy, até os aspiradores eram da mesma marca (Dyson)! A Sophy é uma criativa com tecidos, fazendo patchwork e estas suas palavras podiam ser minhas.
"Com uma cintilante variedade de sedas de cores vivas e retalhos de cetim espalhada pelo tampo polido da mesa de costura, uma lareira, fingida mas alegre, (...) e Charlie (o cão) aos meus pés (ou mesmo em cima dos meus pés), sentia-me perfeitamente feliz".
Para quem não é exigente e até lê romances de cordel, recomendo, o importante é tirarmos prazer da leitura.

 * Modelo da Kate Davies aqui no Ravelry

às quartas feiras 

 A quarta feira passada foi o aniversário da minha irmã e, por isso, retomo as minhas partilhas no Yarn Along apenas hoje daí ter falado em dois livros.
As próximas quartas feira partilharei apenas projectos que tenho por acabar participando assim no"Time for UFOs" do grupo "Cenouras", da Maria Cenoura.

quinta-feira

Um bom serão

Gosto de ir ao cinema e adoro ir com os meus filhos. Ontem fui com a minha Inês ver um filme a não perder. Carente como ando da companhia dos meus filhos (são fases!), soube-me "pela vida"!
Não sou boa com as palavras por isso apenas direi, vão ver "Words and pictures" !
Não quero dizer nada sobre o filme, mas fica a pergunta, a menos importante, para os meus colegas: O que me dizem da sala de professores?! Como vos disse, é a questão menos importante e mais superficial que se podia fazer! Colegas, e não só, vão ver o filme!