Mostrar mensagens com a etiqueta EPP2025. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EPP2025. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira

Mês dedicado unicamente ao patchwork

O calendário deste mês, que serve como um registo do meu progresso nos trabalhos de agulhas, está quase inteiramente preenchido com EPP (English Paper Piecing), uma consequência natural das histórias que me acompanharam durante este tempo.

Tenho o hábito de escutar audiobooks enquanto tenho as mãos ocupadas, o que não me permite folhear um livro. Neste mês, deixei-me envolver pelos romances de Gill Hornby, "Miss Austen" e "Godmersham Park". As narrativas transportaram-me para cenários domésticos de grande quietude, dedicados a EPP e bordados. As palavras de Gill Hornby ecoaram no meu trabalho, tornando-me ainda mais consciente do valor dos momentos silenciosos e das pequenas alegrias que o trabalho manual me proporciona.

O que mais me fascina no EPP é a sua portabilidade e versatilidade, mas sobretudo ser um processo mediativo. Diferente de outras formas de patchwork que exigem uma máquina de costura e um espaço definido, o EPP pode ser feito em qualquer lugar: no sofá, no jardim, até mesmo durante uma viagem. Talvez seja por isso que tantas mulheres ao longo dos séculos tenham se dedicado a essa prática.  

Em EPP fiz o quarto bloco para o Queens walk:


E estou a transformar o falhanço de EPP com tecidos William Morris, num caminho de mesa. Comecei por atribuir o falhanço deste projeto à falta de tecido para repetir padrões uma vez que optei por fazer com um charm pack e 3 ou 4 tecidos adquiridos a metro. Mas depois a minha mente viajou no tempo e recordei que, propositadamente, evitei cruzes no meu padrão e tentei realçar um desenho de estrela! O resultado da tentativa de fugir ao desenho da cruz é evidente nos blocos das pontas, onde realcei 4 pontas a azul escuro e a vermelho forte. O bloco do meio fiz passado quase um ano, e o resultado foi totalmente diferente. O que aprendi com este projeto é a necessidade de planear as cores, os contrastes e a continuidade de um padrão, neste tipo de projeto, já que não é apenas uma junção aleatória de pequenos tecidos, como eu pensei fazer, pensando no contexto sócio económico em que este tipo de trabalho era realizado e não no contexto do trabalho da Lucy Boston
Canto dos trabalhos por terminar

Em relação ao Queens walk, aprendi que o melhor é colorir a página que a Sarah fornece e só depois escolher os tecidos e sua distribuição nos blocos.

Cheguei a um ponto que não queria lidar mais com o  caminho de mesa e retomei o Prince Quilt que, apesar de também ter os seus erros, dá-me sempre prazer retomar, corrigir e adaptar. Estou a pensar bordar uma das frases do meu Pai, no centro do painel.


As agulhas, juntamente com a música tiveram um efeito terapêutico de combate à tristeza da ausência física do meu pai,  mais sentida neste mês de Março.


sábado

Bordado terminado, retomei o EPP com tecidos William Morris

Terminei o bordado dos dentes-de-leão, mas optei por não emoldurá-lo para facilitar o transporte até Inglaterra, onde ofereci ao Vasco no seu quarto aniversário. Confesso que este trabalho foi um daqueles que acabaram por cair no esquecimento. Adquirido no dia em que ele nasceu e iniciado assim que chegou, só o retomei quatro anos depois! Na verdade, ainda não está completamente finalizado, pois não consegui emoldurá-lo durante a minha estadia em casa da minha filha – nem sequer o passei a ferro!

Nesta minha viagem mais recente consegui finalmente visitar a William Morris Gallery , localizada em Walthamstow, Loyd Park, uma zona que, confesso, não me cativou.

A galeria, situasse no edifício histórico Water House, exibe a maior coleção mundial de obras de William Morris, além de acolher exposições contemporâneas.





A visita foi inspiradora e levou-me a retomar o projeto de EPP, utilizando tecidos de William Morris. No entanto, à conta da falta de conhecimento e de alguns erros cometido, como ter poupado no investimento em tecidos, sei que o resultado não vai  ser o desejado. 

O facto de saber que não vai resultar tem, inesperadamente, sido o que me motiva a avançar com este projeto, para lhe por um fim rapidamente! Tudo porque quero retomar o Prince Quilt e o Queens Walk, além de estar desejosa de iniciar o novo Kit da Sarah, que me esperava em Londres. Este Kit  faz parte de um curso no qual tive de me inscrever para ter acesso às instruções e onde tenho adquirido e consolidado alguns conhecimentos.

Sempre uma apresentação cuidada!

Sinto-me igualmente ansiosa por iniciar um projeto em EPP, no âmbito das comemorações dos 250 anos do nascimento de Jane Austen. Para a adaptação que pretendo fazer do quilt Jane Austen tinha alguns tecidos e os EPP necessários, à minha espera em casa da minha filha. Desde o Brexit, antes de viajar, planifico antecipadamente a aquisição de materiais ingleses.

Adquiri a caixa de chá do Peter Rabbit, para colocar os papeis deste EPP.

Estou super satisfeita com as aquisições desta viagem. Consegui até adicionar à minha coleção de chávenas (memórias físicas das minhas viagens) uma chávena pintada com os pontos do bordado tradicional, da Royal Scholl of needle work! Visitei a loja da escola no dia de anos do Vasco, enquanto os netos brincavam no parque infantil de Hampton Court

terça-feira

Escutar e folhear Miss Austen


Celebrando os 250 anos de Jane Austen procuro escutar e ler o que ainda não conheço. O mais recente audiobook Miss Austen, que escutei enquanto fazia malha, deu-me imensa vontade de voltar ao patchwork.

Retirei algumas passagens do livro, na Fnac, onde diz "folhear" , que aqui partilho, como uma justificação da vontade que tenho de retomar EPP.

"(Cassandra) She tucked in her feet, opened her valise and took out her work. How useful it was to sew, to fuss about with a needle, to keep your eyes on the stitch. It was always her armour in difficult situations, the activity itself a diver sion from the awkwardness of the company. She often wondered how men managed, without something similar. Although it did seem that they were so less often stuck for words. She had only brought with her patchwork. Her eyes were no longer good enough for anything finer by lamplight. ‘Do you not have work, Isabella dear?’ She slotted the paper behind the shape of sprigged cotton 12 and started to stitch around. ‘Nothing with which you are busy?’ Isabella, staring into the fire, shook her head. ‘I was never terribly good at that sort of thing.’ Cassandra, who could patchwork with her eyes closed, looked up with some surprise.

(...)  She began to pack away her work. Isabella’s new-found loquacity had quite seen off the evening. At last it was an hour at which they could respectably retire

A realidade é que gosto de sonhar e viajar com as leituras que faço e, como tal, tenho de me identificar com as personagens e até mesmo com locais que quero visitar ou que já tenha visitado. Talvez por isso tenha sido de difícil leitura O Ateliê dos Recomeços, talvez por ser de uma autora coreana ou simplesmente porque ando adoentada e cansada.

Desta leitura, apenas retive:
"Se calhar, só quando uma pessoa se tornava capaz de optar por descansar e definir o seu próprio ritmo é que tinha realmente crescido."
"Quem já provou a felicidade é quem desfruta mais dela (...) quanto mais reparares na tua felicidade, mais ela se torna tua."
"Por vezes, são as coisas que não conseguimos explicar que deixam os ecos mais distintos (...) estrelas cadentes e auroras – coisas que as pessoas se permitem amar sem necessidade de questionar o que as torna belas."

Sem dúvida que reconheço mérito na escrita de Yeon, com descrições lindíssimas do passar das estações e um paralelismo com o trabalho de um oleiro/ceramista e as pequenas grandes coisas de uma vida comum. Mas não me identifiquei com as jovens personagens, nem com as suas vidas.

Quanto à malha, o casaco que estou a fazer apenas com as sobras de projetos anteriores vai avançando, mas, infelizmente, está a ficar um pouco mais escuro, uma vez que restava pouco de cores vivas.

Influenciada pela Miss Austen, retomei o EPP com tecidos de William Morris.


No "quarto dos brinquedos", como apelidei o quarto que partilho com os meus  netos, de momento reinam os brinquedos da avó Sofia, os tecidos, as lãs, EPP, agulhas... 

domingo

Mais um exercício de escrita: balanço do 1º mês do ano.

 Começo por dizer que submeti o meu exercício de escrita ao chatGPT, para ter um "professor", corrigindo e avaliando a minha escrita. Partilho o resultado, com o comentário final de uma IA. Como professora tinha de experimentar a ferramenta!

Neste calendário, presente da minha filha Madalena, anoto todos os dias o que fiz de trabalhos manuais.

Janeiro foi simpático comigo, passou ao ritmo da estação, um inverno que consente descanso à natureza, um restaurar de forças para despertar vigorosamente na primavera. Em termos do meu físico, tentei fazer comigo o mesmo, mas tive alguns percalços! O colesterol que tinha de baixar ainda deve estar alto, e o peso que ganhei nas festas ainda está cá todo. Caminhadas? Se não estou enganada, não fiz nem uma! Tenho fevereiro para recuperar!


Para lá do bem-estar físico, as rotinas da escola, apesar do "pára, arranca, pára" de um final de semestre, alinharam-se com as rotinas da casa e da família, e consegui, praticamente todos os dias, um tempo para mim. No princípio do mês, fui mais criativa, de volta dos tecidos. Retomei e avancei bastante no painel The Prince e apliquei EPPs antigos num tecido da Tilda. Depois, influenciada pela Sarah, regressei à malha e quase conseguia terminar todos os trabalhos inacabados — sem contar com uma manta.

Ao casaco da Kate Davies faltam os botões, e acho que me vou arrepender de ter feito a altura recomendada e de não ter acrescentado mais uns centímetros. O colete da Marie Wallin, apesar de falhar em termos de detalhe de instruções, acho que vai acabar por ficar bem. A camisola Poppy, desconfio que vai ficar um bocado larga nas mangas. Mas, voltando à Sarah, que anda no meu radar (por coincidência tem um calendário igual ao meu!)! De tanto a Sarah falar Shetland e da qualidade única da lã, estou a pensar antecipar a viagem que queria fazer na reforma, já para este ano. Comigo levarei a Shetand Sweater que finalmente estreei, depois de lhe adicionar o ponto de cruz em branco!

Influenciada pela Sarah, adquiri mais um modelo da Kate Davies para utilizar as sobras que tenho do fio da Jamieson & Smith. Iniciarei só após terminar o que tenho em mãos. Como tudo na Sarah me cativa e convence, talvez faça mais um Ishbel com alguns novelos que sobraram de outros projetos e uma manta log cabin com todas as restantes sobras, ou mais um modelo da Kate Davies.

Em fevereiro, tentarei fazer malha ao serão e, durante o dia, dedicar-me ao patchwork e a um bordado que quero terminar ainda este mês.

Janeiro foi um mês pobre em leituras. Li apenas O olhar de Sophie, terminei Adeus para Sempre e iniciei O ateliê dos Recomeços . Literatura asiática, tal como eu receava, não me diz muito. É difícil seguir o enredo em termos de personagens por causa dos nomes e, quando utilizam alguns termos na língua de origem, a coisa ainda se complica mais. Não tem sido uma leitura fluída, ainda assim, estou curiosa.

Como cheguei a este livro? Por um clube de leitura que irá reunir-se em fevereiro na Biblioteca Municipal de Cascais. Com a mudança para o campo, para combater o isolamento, tento participar neste tipo de atividades culturais, inscrevi-me, também, num clube de teatro amador e participo em encontros de malha, embora não o faça há já algum tempo.

Graças à minha família, o isolamento nunca será um problema! Este mês, houve alguns aniversários, começou com o meu, tendo recebido uma medalha da Nossa Sra do Ar (a protetora dos pilotos, do meu Paizoco) e um álbum com fotografias desde 1965 até 2025! Falhei o aniversário da minha Compincha, mas terminei o mês em grande, celebrando a maioridade de mais dois sobrinhos gémeos, a Vera *e o Luís


"As correções foram principalmente ortográficas e de pontuação, garantindo uma leitura mais fluída. Se quiser manter algum detalhe original ou precisar de ajustes, é só dizer! 😊"

ChatGPT

Em vez de pedir ajuda, fiz eu os ajustes, passando para itálico tudo o que não era português e adicionando os links, para designers, marcas, modelos e remetendo para textos mais antigos meus. Nas correções e pesquisas reli:

* o que me inspira

DayBook do dia 2 de Fevereiro