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quarta-feira

Vestidos de malha e sacos de maternidade



A Sandra Magalhães, da Agasalhos e Bugalhos, é das designers de malha que mais cuidado tem nas instruções dos seus modelos. Mesmo uma principiante, seguindo atentamente o passo a passo escrito, com fotografias legendadas e com vídeos, consegue fazer qualquer modelo, sempre com bons resultados. Conhecendo o profissionalismo da Sandra, depois de ter adquirido uns modelos da Knitting for Olive, optei por fazer primeiro uns modelos da Sandra, para ficar segura do tamanho visto que é uma estreia para mim tricotar vestidos. 



Depois de ter concluído o primeiro vestido, senti-me confiante para iniciar o vestido Cornélia, da Knitting for Olive. Mas, logo no início das instruções, optei por não seguir a sugestão para a montagem de malhas e montei-as recorrendo a um cordão em crochet. Não vejo necessidade de montar malhas provisórias para depois fazer um i-cord, mas, ainda assim, segui as instruções. São acessíveis, mas não tão detalhadas como as da Sandra, por exemplo não referia qual o melhor método para costurar a bainha. Tive de ir consultar os modelos que fiz no passado, tendo optado por seguir as instruções que vi num vídeo no YouTube, uma vez que a costura da camisola Swett Melody, da qual tinha um tutorial, ficava visível no lado direito do vestido. Apesar de bastante diferentes, gosto do resultado final de ambos os vestidos. Agora é esperar para ver qual é que veste melhor. 

Adquiri os sacos de maternidade na Zara e, num deles, apliquei uma flor em EPP*, com tecidos da Liberty. Não reparei a tempo que o tecido era transparente, não escondendo a palavra Clothe. Solucionei colocando uma hexiforme no hexágono do centro, à volta do qual bordei, com fio DMC, a ponto de pé de flor. Com o mesmo fio, contornei toda a flor aplicada no saco, para a realçar. No outro saco apliquei à máquina uma flor Tilda que tinha há muito tempo. Estes serão os sacos para estes vestidos e estou a planear fazer uns gorros com o que sobrou dos fios, modelo da Sandra Magalhães. 

Saco de projectos, da avó Sofia, com a mesma flor do saco da neta

Ainda tenho um terceiro saco, para mais um vestido, no qual quero bordar o nome Teresa. Ainda quero bordar uma fralda,  com o mesmo desenho que bordei para todos os netos e para o meu filho António.

 A ideia era que estes três sacos fossem na mala para a maternidade, mas a minha filha disse-me que, em Inglaterra, nos hospitais públicos, não é suposto a mãe levar sacos de maternidade, muito menos 3! Quando o Francisco nasceu de cesariana, a Madalena teve alta no dia seguinte e o Francisco apenas usou a roupa do Hospital. 

Apesar de saber que estes conjuntos, da avó Sofia, não farão parte da mala para a maternidade, Tradição é Tradição e a Teresa terá os conjuntos à sua espera em casa.

* Nota: O regresso a EPP definiu uma das leituras deste mês: o livro "Nomes", de Florence Knapp. Contava que uma das personagens se dedicasse a esta técnica, mas não. Florence revela ter conhecimento de outros tipos de trabalhos manuais, desde ourivesaria a um tipo de renda que fazem na Irlanda, semelhante, talvez mesmo igual, à nossa renda de Bilros. Na sala onde foi gravada uma entrevista extremamente interessante sobre o livro, está um painel de EPP na parede, lindíssimo. Florence estabelece semelhanças entre técnicas de patchwork e  a escrita de um livro, comparando-a com este tipo de construção de narrativa.

Uma queda e tenho o caldo entornado

Ainda não cheguei aos 60 e já dei duas grandes quedas! A última deu-me cabo da mão esquerda, depois apanhou o braço todo e, a dormir, talvez para me defender da dor, fiquei toda apanhada do lado direito. Bastou uma queda para entornar o caldo! Um contratempo inesperado afastou-me das agulhas e da jardinagem. A ansiedade estava a ganhar terreno e, para que não galopasse por aí acima, aproveitei esta pausa para olhar para todos os projetos que tenho em curso. Inicialmente ainda fiquei mais ansiosa com tanto projeto inacabado! Quero fazer tudo e perco a noção do tempo de que realmente disponho e do que sou capaz de fazer nesse tempo. Talvez reduzindo o espaço para ter os projetos em curso forçasse alguma disciplina! De imediato idealizei mais uma renovação da casa, que é nova! Se deixasse de ter um quarto destinado ao meu lazer, onde tenho estantes de livros, maioritariamente relacionados com agulhas, duas cómodas só com tecidos, inúmeros sacos e cestas de projectos, talvez limitasse o número de projectos em andamento. Há que pensar no preço do m2 das casas, certo? Se transformasse este quarto no dos netos/ hóspedes e fizesse do deles uma sala de jantar para receber a família e amigos, será que seria uma melhoria para a família e para mim? Tenho pensado muito nisto até porque pouco podia fazer com a mão magoada. Vou deixar passar uns meses de volta desta ideia, para ter a certeza do que quero fazer.



Malha

Recentemente, com a melhoria da mão e atenuação da dor, retomei a malha tendo nas agulhas um casaco , da Kate Davies, quase terminado e uma camisola, Poppy. Como queria participar no KAL da Susan Crawford, a rainha dos modelos vintage, tive de iniciar a camisola sem ter terminado o casaco. Tive a sorte da Susan ter pegado precisamente no modelo da Poppy para os primeiros tutoriais, no Patreon, que irão fazer parte do KAL


Patchwork

Para não forçar a mão, executando continuamente os mesmos movimentos, retomei também o EPP, para o painel The Prince.

Todos estes projetos irei colocar de parte, não por ser indisciplinada, mas por uma excelente causa! Irei iniciar os preparativos para o Baptizado dos meus netos, bordando as toalhas e as fitas das velas e tricotando um colete para o mais velho. 

Regresso

 O Verão, as férias e a FAMÍLIA.

Ainda em casa.



Alguns primos, não todos!

Francisco, o mais novo.

Mais uns dias em casa...
Perto de ti Paizoco, mas tão longe! Doeu!
Inglaterra.

Jardim do Museu de História Natural, Londres


Voltar à rotina foi o que me permitiu conseguir voltar às minhas agulhas e ter algo para partilhar convosco. Foi um Verão com a cabeça e tempo preenchidos a fazer de avó, sendo a melhor forma de lidar com a dor da perda (da qual não irei escrever).  

Era suposto terminar para este Natal o Calendário do Advento, mas fiquei sem motivação. Não quero estrear este painel no primeiro Natal em que não vamos estar todos. Assim, e apesar do calor, procurei retomar o equilíbrio interior, ao ritmo das agulhas de tricot. Ainda assim, há uns dias, entretive-me com  tecidos.



Voltando à malha!

Após o último insucesso de um casaco de malha, para dar caminho ao fio já adquirido, decidi fazer o modeloEpistrophy, da Kate Davies, do livro Yokes. Com este é o quarto modelo que faço deste livro. Suspeitei, logo nas primeiras carreiras, que o cós estava errado e suspeitei bem, mas edição do livro não tem errata. Fui ver no dowload do livro e de facto havia uma atualização com correção das instruções para o cós do corpo. Não desanimei, desmanchei uma vez mais, mas apenas parte do cós e recomecei.

O que me levou a fazer este modelo? Vários motivos! Queria um casaco para os vestidos da Son de Flor, que desse para levar em Agosto para Inglaterra, de fácil execução e, já agora, da Kate Davies, que influenciou a escolha das minhas leituras de Verão.

Fiquei satisfeita com o resultado final, mas acabei por não levar o casaco para Inglaterra. Quero substituir os botões! Entretanto a minha filha Madalena trouxe-me um kit da Marie WallinJá iniciei o colete Keris mas as instruções são pouco detalhadas, como noutros modelos da Marie Wallin. Por outro lado tive de adaptar para tricotar em circular até às cavas. As cavas têm sido a minha dor de cabeça! Embora a Marie Wallin seja uma artista na seleção e conjugação de cores e padrões, para mim, não é das designers que melhor escreve instruções, por exemplo neste caso nem centrou os padrões! Continuarei a tentar fazer alguns dos seus modelos porque uns dos trabalhos que mais gosto de fazer é lançar padrões de Fair Isle nos trabalhos de malha. Encontrei um vídeo tutorial da Hazel Tindall, para um marcador de livro em Fair Isle. Farei para a minha mãe, num serão de Outono.  A minha mãe precisa, mais do que nunca, do mimo dos filhos!

E consegui retomar a minha escrita! Dói muito, mas o Paizoco abençoou-me com uma família que me permite enfrentar tudo sem nunca deixar de sorrir à vida!

Nota : para evitar erros, recorro ao FLiP (sugestão que dou aos alunos), porque ainda não consigo escrever ao correr da pena seguindo o acordo ortográfico! Agosto, Verão e Outono não consigo, ainda, publicar escrito com minúscula, entre outros erros! Paizoco não está no FLiP, uma palavra que criei e me pertence.