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segunda-feira

A avó blogger faz exercício e a Bisavó pensa nos bordados







Segunda-feira é o meu dia sem componente lectiva e aproveito para fazer uma lista de assuntos para tratar, planificar a semana e organizar a casa. Melhor dizendo, deveria ser o dia para fazer tudo isto mas penso sempre, deixa-me mas é prolongar o fim-de-semana só mais um bocadinho! 
Cheia de vontade de zelar pela saúde para ter pedalada para os netos, estava mesmo decidida a ir ao ginásio, mas ainda não foi desta. Para compensar resolvi ir a pé até Campo de Ourique, fazendo uma boa caminhada. Peguei no telemóvel consultei o meu destino e o tempo de caminhada. Já fui até à escola a contar passos, assim fiz exercício físico e mental. Como sou distraída tenho de abandonar esta prática. A questão é que não sei se quero ter uma pulseira que me dá ordens para andar, que controla o meu exercício, calorias e sei lá o que mais! Tenho de ponderar se é mais uma tecnologia dos "novos loucos anos 20" a que devo aderir, ou se continue a contar apenas o tempo de duração das minhas caminhadas. Pensei na pulseira como forma de evitar o ginásio, mas não dá! Caminhar é um complemento ao ginásio. Azar Sofia, tens mesmo de ir ao ginásio.
Voltando à minha caminhada, ponto de partida, zona do Areeiro, consultei o telemóvel e vi que a caminhada teria a duração de 51min, 3,9 Km.  Fui bem até ao Corte Inglês, onde apanhei o autocarro que estava a passar. À medida que o autocarro fazia o seu percurso sentia-me perdida com a volta que estava a dar e simultaneamente divertida pensando nos nomes que os portugueses dão às paragens de autocarro "Cruz das Almas", "Terramotos", "Prazeres" (para um cemitério)!
Cheguei ao destino certa que se tivesse continuado a minha caminhada teria chegado mais ou menos na mesma altura, como tal, regressei a pé*!
Antes de ir para casa fui até à Auri escolher botões para o neto. Como não levei os trabalhos de malha não deu para escolher os botões, mas a minha mãe conseguiu arranjar tecido de algodão para bordar os lençóis do bisneto. Os lençóis das fotografias (a qualidade das fotografias está muito má, ainda assim não quis deixar de partilhar os bordados da minha mãe) são  de 3 dos 11 netos, que serviram para a minha filha escolher os desenhos e cores. Para fazer conjunto com os lençóis, bordei uma, duas, três, quatro capas de edredom para os berços.
*Foi uma excelente caminhada e sinto-me cheia de energia para mais uma semana de aulas.

sábado

Guimarães, o Berço da Nação


A nossa visita começou pelo Paço Ducal.
Fiquei fascinada com os tectos...

As colchas de seda, bordadas à mão são um espectáculo!

O Noc Noc encheu as ruas e ruelas de Guimarães, era uma festa! Adorei!
Ainda tive tempo para uma paragem na feira de rua, onde vendiam linhos antigos.
Cobicei uns gelados italianos, mas depois do almoço já não conseguia comer mais nada!
1º Kimono tricotado por mim!

E comprei uma peça com bordado de Guimarães, na Oficina.
Como fazer aqui, passo a passo. Obrigada Méri!
Um excelente dia na companhia dos nossos amigos portuenses, guias e companheiros das nossas aventuras pelo norte de Portugal!

sexta-feira

Paragem no Casaínho




Ralph - Atira-me a laranja!
Tobias
Jardim de Inverno
 Jardim de Inverno


 No Casaínho, o jardim de Inverno, nesta altura do ano é o meu lugar favorito. Aqui dedico-me aos bordados e costuras. Desta vez bordei uma fadinha dos dentes numa bolsa, "para a troca".

A Loira, do lado de lá, tentava cuscar o que eu estava a fazer!

quinta-feira

My Creative Space #14

A minha caricatura, vestida para o Inverno, já que estou de botas e a saia e gola foram bordadas a lã.
Ainda me faltam os óculos!

segunda-feira

Mãe e filha bordadeiras

Cá por casa é assim! A minha paixão pelo bordado tinha de vir de algum lado. Todas as 5ªf , eu e a minha mãe vamos aprender um pouco mais de bordado tradicional. Na passada quinta-feira, a sortuda da minha mãe - professora reformada- foi aprender na "Oficina" com as bordadeiras de Guimarães. Baldei-me à aula de bordados porque sem a minha mãe para mim esta aula perde  o sentido, é o nosso momento de "mãe e filha"! Enquanto os meus Pais andavam por Guimarães comunicávamos pelo telemóvel, aproveitei e fiz as visitas virtuais com eles! Começámos pelo Museu, seguimos para a Oficina e terminámos na Loja.
 Desta visita acentuou-se a vontade de visitar o berço da nossa Nação.
 No regresso recebi estes mimos dos meus Pais.
 O saco de sementes para aliviar e relaxar os músculos na zona das cervicais!

 A bolsinha das agulhas onde consegui aprender como se faz a bainha nestes bordados.
 E uma meada para as minhas aulas, acompanhada da história do bordado de Guimarães.
Tenho de aprender o ponto de veludo que, em teoria, até o meu Pai aprendeu "bordas, cortas e depois fazes o canotilho por cima" disse-me ele entre sorrisos. As nossas caras metades de tanto serem arrastadas para museus, exposições, lojas...já se sentem no direito de dar palpites! 

sexta-feira

Aula de baínhas abertas

Unha de Princesa...
remate pela professora
 O lenço de namorados que a minha mãe fez para a minha irmã, serve-me de cábula para a sequência de cores, até porque estou a utilizar as suas linhas.

Professoras, mãe e filha, no final do dia invertem os papeis e são alunas juntamente com médicas, arquitectas, outras mães e filhas. Partilham vivências ao ritmo das agulhas que vão picando o linho. Surgem árvores da Vida de Castelo Branco, bainhas abertas, lenços de namorados, peças antigas recuperadas. Há quem arrisque e aposte na criatividade, conjugando bordados tradicionais numa diversidade de peças actuais. Há quem traga ilustres convidados, como Fernando Pessoa, como?! Bordando-o! Uma inspiração para mim.
O trabalho é individual mas todas damos sempre um palpite, uma dica, "Talvez este ponto! E que tal esta cor?!". No ar paira uma constante motivação! A linha deu um nó, reza-se "Santa Ana por aqui passou, e o nó levou". A uma aula destas ninguém falta, somos todas alunas empenhadas e assíduas, é um momento nosso!

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." 
Fernando Pessoa