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domingo

Fiber Trek da Sarah, a minha companheira virtual de agulhas



O meu dente de leão acabou guardado na lanterna que aguarda uma vela.

A Sarah, junto com a Susan B. Anderson e a Kate Davies, foram as artesãs que mais me inspiraram quando retomei a malha, depois de mais de 30 anos sem pegar em agulhas de tricot! Contínuo atenta a todas as publicações que fazem mas, mais recentemente, aquela que me tem inspirado é a Sarah. O seu estilo de vida, a região fascinante em que vive (lembrei-me da Mary Jane Mucklestone, que me esqueci de referir há pouco!), a variedade de trabalhos manuais que faz e as espontâneas e enriquecedoras partilhas conquistaram-me e merecerem o meu contributo como Patron. É o primeiro que faço e 3$ por vídeo, penso serem bem merecidos pelos conteúdos que a Sarah oferece. (Engraçado que, assim que me comecei a interessar pelo trabalho da Edyta Sitar (na Craftsy), a Sarah começou também um trabalho de patchwork da Edyta.)







Para me sentir acompanhada pela Sarah, aderi ao seu projecto de The Lost Words, escolhendo o Dente de Leão. Não fui criativa mas estou a gostar bastante deste Kit, da Jiggery Pokery.Tendo-o comprado no dia em que o meu neto Vasco nasceu, crio uma memória física dos seus primeiros dias passados em casa da avó Sofia.

#Dicadebordado

Começo o bordado com pequenos pontos para prender a linha e termino da mesma forma, dispensando qualquer tipo de nó.




sexta-feira

Malha de Março

A algibeira tinha sido terminada em Fevereiro, mas com pompons.
Nestas fotografias os pompons já estão retirados, apenas os coloquei junto da algibeira para terem uma ideia de como tinha ficado.
Acabei por retirar os pompons e guardá-los para um taleigo.
Com a vida de pernas para o ar, vi-me forçada a colocar de lado a camisola que estava a fazer e substitui-la por um projecto mais portátil, umas meias.
Para me despedir de Março, terminei as caneleiras poveiras que tinha iniciado o ano passado para um vídeo, que me pediram. As caneleiras serviram de estudo, uma vez que tricotei uma em liga e a outra em meia, cruzando todos os fios.
Resta-me escolher de qual gosto mais!
Aprendi que a Beiroa apresenta uma "espessura", ligeiramente, diferente em função do tinto, algo que em nada afectou o resultado final deste projecto, mas que terei em conta em futuros projectos.
Com estes trabalhos participei em diferentes KALs:
Obrigada a todas por promoverem o contacto entre tricotadeiras, muita troca de ideias, partilha, entreajuda e conversas que me fizeram sorrir entre laçadas!

Nota: pormenores dos projectos no Ravelry.

segunda-feira

Livros e Listas

A "agenda" 52 semanas de listas de projectos, foi uma das minhas aquisições de Inverno. Entre as inúmeras listas terei certamente a hipótese de programar livros que quero ler, trabalhos que quero fazer e viagens que quero concretizar.
Os trabalhos manuais irão desde a malha, ao bordado conjugado com patchwork e aplique. Para este tipo de projectos adquiri dois livros da Lynnete Anderson, Country Cottage Quiting e It`s Quilting Cats & Dogs.
Em termos de malha quero explorar tranças/torcidos e para isso tenho o livro que vi partilhado num dos meus blogs favoritos, Fringe Association . Há muito que ando com esta ideia, o que me faz olhar para os nosso castelos, monumentos  e calçada portuguesa com outros olhos!
Talvez venha a incluir, numa das listas, uma experiência em tecelagem, com a Vânia, da Two Hands textile studio, apenas porque herdei recentemente dois teares! Hesito bastante pois já me disperso o suficiente, mas talvez seja uma forma de aproveitar as sobras dos fios dos trabalhos de malha. Ainda pensei em fazer um retiro promovido pela "Laine", mas atendendo ao preço prefiro conciliar um retiro, com uma viagem a um local que ainda não conheça!
Parecem muitas semanas, mas se pensarmos em estações do ano são apenas 4! Considerando que estão sempre a ser lançadas novas publicações, com novos modelos, como por exemplo a Laine, e que depois vimos pessoas como a Sarah descreverem modelos (um vestido com tranças!) com tanto entusiasmo (ver minuto 23) fica difícil gerir informação, desejo de aprender com o querer fazer. Para me dispersar ainda mais, gosto de explorar livros e projectos relacionados com os destinos das viagens que quero fazer (o que me levou a adquirir "Iceland")!
O ano passado fiz várias tentativas de organização e registo. Mantenho o meu caderno de projectos, que fui simplificando (e muito!), a agenda deste ano é do Mr. Wonderful, presente dos meus filhos, desisti  deste dossier e aprendi a tirar mais partido da minha conta Ravelry (um dia falarei da forma como utilizo o Ravelry!). Sinto que, neste momento, tenho mais tempo para os meus trabalhos, estando mais disciplinada e menos dispersa. Esta "agenda" de listas ao ritmo das estações do ano, pareceu-me simples e permite-me tirar algum prazer enquanto planeio e reflicto, sem me fazer perder tempo! 
The 52 Lists Projects

Vou iniciar as minhas "listas" hoje, com o Equinócio da Primavera, uma estação marcada por inícios, para uma bióloga como eu (infelizmente é igualmente marcada pelo início das minhas alergias!)

terça-feira

Lar doce Lar

Individual/pano de tabuleiro, bordei para a minha filha
Bainhas abertas algo que também gosto de fazer, muito relaxante!
O fim-de-semana convidava a ficar em casa e foi mesmo isso que fiz! O desenrolar lento do tempo em sintonia com o desenrolar dos meus novelos, à medida que ia tecendo os últimos pontos nas luvas da minha irmã, momento acompanhado por um chá e mais um filme francês, foi extremamente relaxante. Tão relaxante que dei comigo a meio da tarde com vontade de dormitar! Reagi e fui para a cozinha, respondendo assim a um pedido da minha filha. Fiz doce de limão/Lemon Curd (com os limões da minha escola) e de framboesa em quantidades generosas para distribuir pela família.
Limoeiro da minha Escola

Consegui finalmente terminar as luvas da minha irmã e as minhas estão quase finalizadas (tive de desmanchar uma até ao polegar por ter mais uma repetição do esquema, 12 carreiras!). Entretanto tenho andado a pesquisar modelos com torcidos, como já tinha escrito na quarta-feira passada. Com a leitura de blogues que sigo fielmente encontrei a leitura ideal para o ponto em que me encontro, apetece-me fazer camisolas e aprender sobre as diferentes construções. Já tenho dois pacotes de aulas da Craftsy, um da Amy Herzog e um da Amy Detjen . Estou na fase em que quero decidir o modelo e deitar mãos à obra, mas hesito pois não sei por onde começar! Yoke. cardigan, camisola simples,...O que será mais indicado para começar? Estou perdida entre vários modelos que gostava de fazer e de ter, já mudei tantas e tantas vezes de ideia! Uma coisa é certa, gostava de um modelo com torcidos (na publicação nº2 Making, Fauna, há uma camisola que me anda a tentar, a mesma que a Fabi falou aqui!) e quero utilizar a lã que tenho em casa, talvez a Amélia ou a Wollmeise, evitando gastos desnecessário e participando assim no KAL da Raquel. Não quero perder mais tempo a pesquisar, alguma sugestão?! Gostava de começar um novo projecto no próximo fim-de-semana, já com a camisola "Lobo Ibérico" terminada!

Nota: O episódio 22 da Fruity Knitting Podcast tem a informação que obtive nas aulas da Craftsy, acerca da construção de camisolas e adaptação à nossa forma/medida. Recomendo, tem interesse e a convidada deste episódio é a Ann Budd, que fala igualmente na construção de diferentes tipos de camisolas.

quarta-feira

As luvas das Manas

As da Mana:
As minhas:
Malha:
Hoje é dia de "malha interrompida", desafio lançado pelo grupo das Cenouras. Comecei com as luvas da minha irmã, mas a pensar já no próximo passeio de todo o terreno, também estou a tentar terminar as minhas luvas e a camisola "Lobo Ibérico". O modelo da camisola é simples e cresce rapidamente, no entanto, quando terminei a frente e as costas achei que o modelo era demasiado curto e que não a iria usar, algo que me fez desanimar. Chegou o calor e senti que não era urgente terminar a camisola pois, até chegar o frio, teria muitos meses pela frente para a terminar. Resultado? Ficou esquecida na cesta das lãs, para ser desmanchada até às cavas e ser retomada! Já a retomei uma vez e faltam apenas as mangas. Será o próximo projecto a que dedicarei as quartas-feiras, e não só, tal como as luvas que irão preencher os meus serões de malha enquanto não as terminar. As da minha irmã não podem mesmo passar para a próxima semana, já esperou tempo demais!

Leituras:
Continuo a ler o mesmo livro da semana passada apesar do entusiasmo com que vivo a descoberta dA verdade sobre o caso de Harry Quebert. O livro é tão pesado que fica todo o dia na minha cabeceira à espera da hora de me deitar e ler (os livros são os culpados da despesa extra numa cama articulada!).
A leitura que passeou comigo foi a The Knitter. Há um tempo que não investia nesta revista, o que me levou a comprá-la foi encontrar neste número um casaco a cores e um modelo da Isabell Kraemer, com torcidos e texturada.
Free pattern, Halle by Courtney Spainhower
Tem ainda um modelo de meias lindíssimas com torcidos.
Estou a pensar adiar o modelo "Florence" e usar a Amélia na camisola da Isabell Kraemer, não porque não goste do modelo da Carrie, mas porque apetece-me experimentar fazer torcidos. O ano passado foi o ano de xailes, algumas meias e fair isle, este ano quero (até à data!) que seja o ano das camisolas e dos torcidos. Xailes só estou a pensar terminar os dois que tenho nas agulhas e gostava muito de fazer o Void. Terei tempo para tanta coisa?! Duvido, ainda assim planifico o que quero fazer como se fosse possível fazer malha, patchwork e bordar tudo o que quero! Mas sou feliz vivendo num idealismo longe da realidade e quanto mais faço mais me aproximo desse "ideal/sonho" e mais tenho consciência da forma como devo rentabilizar o meu tempo livre.
Às quartas, livros e malha aqui

Serões de Inverno


Malha:
O "Céu de Inverno" faz parte dos meus últimos serões (a ver a nova série da FOXCrime, "Os mistérios de Miss Fisher", após a repetição de um episódio da famosa "tricotadeira" Miss Marple). Pensei em desmanchar e fazer com um tom mais escuro e contrastante, como tinha pensado inicialmente e se o tivesse feito não estaria preocupada com a quantidade de lã que tenho. Dada a necessidade  de o terminar até ao final da semana, resolvi não desmanchar, ficando um gorro mais "discreto". Está a ficar bem quentinho, pois todo ele é "duplo", sempre tecido com dois fios que cruzo em todas as malhas.
Sendo hoje quarta-feira, terei de esticar a minha tarde para dedicar algum tempo da malha às luvas para a minha irmã, participando assim no KAL "Time for UFOs"
Leitura:
Termino o serão a ler, mas já no conforto da cama!
Ainda estou muito no principio atendendo às 680 páginas deste policial, ainda assim as primeiras linhas de imediato prenderam-me "À Verdade sobre o caso Harry Quebert"! Em numerosas visitas à Bertrand, este livro chamou por mim. Sempre me fiz de surda atendendo ao peso com que tinha que contar na mala, onde tenho sempre um livro como companheiro das minhas agulhas (já para não falar na "consideração" que tenho pelas minhas cervicais!). Outro dia, não resisti e acabei por não recusar trazê-lo comigo. Por respeito com o livro não o corto ao meio, algo que a minha prima, companheira de interrail, fazia para não sobrecarregar a mochila e que me punha os cabelos em pé (agora até compreendo o vandalismo do acto, embora me custe aceitá-lo)! Estou a gostar imenso da escrita do Joel Dicker, consegue levar-me para "dentro" do enredo e sentir-me a circular entre as personagens, só falta mesmo começar a falar com elas. "A verdade sobre o caso Harry Quebert", por agora, tem apenas o defeito do peso das suas páginas.
quarta-feira o tempo de leitura e de partilha é aqui

segunda-feira

Filme e malha

Nas agulhas:
Iniciei o primeiro projecto de malha 2017, um gorro para mim (este vai ser o ano da "malha egoísta!). Na manhã de sábado foi a excitação de todos os começos! A dúvida do modelo a escolher, a selecção do fio, pensar nas cores, não só se combinam mas também dando-lhes um sentido, estudar as agulhas e até o melhor comprimento dos cabos. Hoje em dia já não dispenso a consulta do projecto no Ravelry, lendo as informações partilhadas e consultando os blogs associados ao modelo.   
As cores foram limitadas em função dos novelos que tinha em casa, participando assim no KAL #stashbusting2017, da Raquel. O castanho é a cor da terra que alimenta os bosques, o azul do céu de Inverno (espero que chegue!), o branco é do meu sonho, onde os meus passos quebram o silêncio e onde me perco na paz de um bosque vestido de neve.
Preciso de o tentar terminar até sexta-feira, para o passeio do próximo fim-de-semana. Vamos ver se consigo! Se não conseguir terminar será o projecto de Janeiro para partilhar no KAL,12 meses=12 projectos, da Maria Cenoura.
As primeiras voltas foram tecidas, durante o serão, em frente à televisão a ver o filme "Dancing At Lughasa" ("A dança das paixões de 1998, um filme com a Meryl Streep).
O filme em palavras soltas:
Irlanda, família, fair isle, malha, chá, trabalhos nas agulhas, irmãs, lareira, Donnegal, campo, ovelhas, professora, galinhas, artesanato/fábricas, piquenique, álbum de fotografias, à volta da mesa, memórias.

As fotografias são de domingo, um dia em que levei a malha literalmente a passear! 
Mais do passeio no meu "diário"  fotográfico.