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quarta-feira

Adeus à casa Amarela

Teve mesmo de ser, quem fica a perder mais é a "trupe canina". A crise económica, as obras durante o fim de semana na casa da vizinha,  a juntar-se à adolescência de um filho,  complicou tudo!
E a propósito de filhos, quando amamentava o António dei comigo a questionar o pediatra " Como é que sei que já mamou o suficiente? A maminha não é transparente, nem graduada!". Os filhos dão sempre muito que pensar, são todos tão diferentes! Deviam vir com um  manual de instruções para nos ajudar...orientar...! Mas quando é necessário eles sabem  como me mimar e  também me receberam sem um manual! A partilha de cada momento e o crescermos juntos criou laços e uma grande cumplicidade.
Apesar de há mais de 20 anos trabalhar entusiasticamente com adolescentes, algo nada monótono, um desafio constante que tem os seus momentos  bem animados, quando se trata do meu filho o desafio desgasta-me e por vezes causa-me uma profunda mágoa e questiono-me "Em que é que falhei?!".
Consta por aí que Homens e Mulheres vêm  de planetas diferentes, cá em casa a adolescência das minhas filhas foi bem diferente da do meu filho, será por isso?!
Voltando ao que me faz menos feliz e mais cansada com tanta mudança, largar o meu "Refúgio".
A fofinha tentou animar-me "adoçando" os meus pensamentos e a minha alma, com umas "fabulásticas" bolachas com pepitas de chocolate e muffins.


 Depois dos mimos, deliciosamente apaladados, consegui ver as coisas de outra forma. Fiquei com mais tempo não só para a família como também para os amigos, sendo apenas "dona de casa" de um apartamento na cidade, restando-me ainda quartos "Entre a Serra e o Mar" na casa de uma belíssima "dona de casa" chamada Fatita, a minha Mãe!
 E com todo o meu optimismo, vou "vivendo" num Mundo fantástico, povoado por fadas e duendes, entre linho e linhas coloridas, tentando sempre Reinventar a felicidade!

segunda-feira

A casa Amarela

Estou a gozar os últimos dias, enquanto posso, neste meu Refúgio  entre "A Serra e o mar".  Replantei algumas das minhas plantas em vasos, para me acompanharem para outras paragens.
Para me animar abandonei a terra e dediquei-me às linhas...
As minhas "sombras" sempre fazendo-me companhia...
Quando saí, fui surpreendida por esta praga caminhando à conquista do "meu" muro...
 Junto ao mar em perpétuo movimento,
tão inconstante a cada momento,
em eterna renovação...
e tendo-o como pano de fundo,
 ... afoguei os meus pensamento no horizonte, vim à tona com o fôlego quase me escapando, mas com ideias claras, límpidas. Estou pronta para terminar o capítulo da "Casa Amarela". Agora que virei a página, só falta deitar mãos à obra e partir, com a certeza porém de que...
Boa semana!

terça-feira

No campo é assim...

Depois de jogarem ao dominó as "Ti" seguem em romaria para desfrutarem do pôr do sol. Primeiro chegam as que têm os músculos cansados de uma vida a trabalhar a terra e para elas há sempre um lugar no sofá (ali colocado pelos homens da aldeia!), às mais novas resta-lhe o banco de pedra. O silêncio é cortado pelo cantar dos pássaros porque a conversa, essa ficou no café. E todos os dias me encanto com esta visão, o cão sempre de guarda e as "Ti" da "minha" aldeia banhadas com as cores de mais um final de tarde. Um dia quero ser assim!

sábado

Na casa Amarela...



Eles dormiram...eu coloquei em ordem as pastas do meu computador, organizei as ideias e fiz uma lista de  projectos outonais.

terça-feira

Manta de crochet terminada!

Mais um dia na Casa Amarela

Onde os pássaros voam e cantam fora de gaiolas...
almofada de alfazema, bordada com um pássaro
 Onde as gaiolas são dominadas por plantas e borboletas...
 Onde os cães correm e brincam até "caírem" para o lado...
"- Malibu, já estás a dormir?!"


"-Então também já posso dormir:)" - Pensamentos da Golden
 Onde bordar dá outro prazer! Voltei a pegar no meu "Gardener's journal" do stitch-a-long.
 Enquanto isso, o velhote  ressonava debaixo da minha cadeira.
Que bem que se está no campo!

segunda-feira

Últimos dias de férias!!

Há que aproveitar bem, começando  pelo pequeno almoço ao ar livre, porque depois será dentro de 4 paredes.
 A trupe canina sempre por perto à espera das côdeas. Reparem no Malibu...
 Esta manhã dediquei o meu tempo a fazer o bloco para o patchsolidário.
Mesmo na deadline
Tentei terminar alguns trabalhos pendentes mas, uma vez mais, dediquei-me a bordar um novo desenho, não tenho mesmo solução!
O final da tarde foi de jardinagem. Enquanto limpava o terreno com o ancinho não me faltou o "apoio moral" do Malibu.
Terminei o dia com um "mergulho" na "minha" Serra.

quarta-feira

Por aqui, ouvi dizer...

"Isto é tão bom que o Inverno decidiu passar cá o Verão"!
Pois hoje ele deve ter ido fazer turismo para outro lado;)

terça-feira

"Inventei a felicidade"

A  avó Teresa, com 96 anos, outro dia disse à minha Tia:
- Teresinha adoro uma frase, mas não sei se li ou se pensei nela!
- Qual, mãezinha?!
- "Inventei a felicidade".
A minha avó sempre disse que eu era muito parecida com ela e aqui está mais uma prova, fiquei fascinada com esta frase e  tento viver "inventando" constantemente a felicidade.

Hoje seria o aniversário da Avó Nazareth, mãe de seis filhos!! Recordo-me sempre desta minha avó açoriana  viver, quando entrou na casa dos 90, com um gato por companhia, passando horas a ver fotografias (guardadas numa mala, que agora está em casa do meu Pai) alternando com momentos passados à janela .
Os meus pensamentos mais carinhosos dedico-os hoje às minhas avós. 

sábado

No meu "Refúgio"

Acordei tarde, descansada e sentindo..."que bem que se está no campo"! O meu corpo moído de trabalhar a terra e de alancar com um termo acumulador ( ver se é desta que tenho duche quente!), precisava mesmo de uma noite tranquila. Calmamente levantei-me, não saltei da cama como sempre faço na cidade. Vesti "qualquer coisa" porque no campo "qualquer coisa" fica sempre bem e caminhei até ao centro da aldeia. Os velhotes da terra já lá estavam conversando animadamente.Aos que iam chegando davam-se os bons dias, eles eram todos "Ti", Ti João...Ti Joaquim...elas eram as "Ti", Ti Maria e as Donas,Dona Elzira...Dona Henriqueta...Perguntava-se pelos filhos, Pais, netos...faziam-se planos para o almoço,trocavam-se convites e graças. Senti-me fazendo parte da aldeia, de uma grande "família", ninguém me conhece, mas todos me falam.Um dia ainda me vão ver de carrapito ou de lenço na cabeça e serei a Ti Sofia;) Meio dia em ponto, ouve-se uma buzina e chega a carrinha do pão. Mal a carrinha pára os mais jovens, mas com uns largos anos a mais do que eu, abrem as portas das traseiras. O "Ti" que vinha ao volante, apesar da idade sobe agilmente para a carrinha e dá início ao ritual da venda do pão.A ordem de chegada não sei, nem ninguém sabe, o que não tem qualquer importância pois no fundo a ordem é dos menos jovens, que não reconhecem o próprio cansaço,mas que transparece, seguindo-se os que têm mais pressa, terminando nos que gostam de conversar. Peguei no pão quentinho,regressei ao meu refúgio caminhando em direcção à "minha" Serra,como se nela mergulhasse.
Depois de  uma semana a viver com a minha "trupe canina" no campo, sei e sinto profundamente que o meu lugar é sem dúvida "Entre a Serra e o Mar"!

o meu refúgio

quinta-feira

4 estações do ano...

...num só dia! É assim por aqui, lembrando os Açores para que a minha costela açoriana não se ressinta.