domingo

Continuando a conversar com as meadas




São horas a fio de conversa com as novas meadas, no jardim e em casa, procurando estabelecer boa vizinhança entre elas, mas ainda não cheguei a nenhuma conclusão! *Fui procurar um fio que destacasse a harmonia entre as meadas, na Cooperativa da Aldea. É bom saber que tenho fios portugueses, de qualidade, aqui mesmo ao lado e onde posso encontrar uma grande variedade de artigos para a casa, cozinha, jardim e até comer por lá.






*Entretanto vi um podcast, que uma amiga me enviou, onde é abordado uma das muitas opções para se fazer o modelo que vou seguir para estas meadas

sábado

Camisolas Talvinen e Shifty




Não vejo a hora de  terminar a camisola Talvinen a Douro! Ainda não tinha sido publicada e já sonhava em a tricotar. Sou de impulsos e tenho aprendido bastante com os resultados de aquisições que faço durante os picos de entusiasmo. Sei que muitas vezes diminui, correndo o risco de fazer investimentos que depois acabam por me impor a realização de modelos que já não me dizem muito. Iniciei a camisola não com o mesmo entusiasmo de quando comprei o modelo e as meadas, ainda assim, à medida que teço os meus pontos o entusiasmo cresce e agora é imenso.

Acerca da camisola, estou a gostar bastante de trabalhar o fio Douro e da forma como resulta em peça. O modelo da camisola também me agrada imenso. Ainda bem que na escola corre o "rumor" de irmos passar muito frio no inverno, excelente para dar bastante uso às minhas malhas. As pausas maiores da escola continuam a ser passadas no carro, uma oportunidade para tirar a máscara e dar ao dedo.


Já adquiri meadas na Ovelha Negra para a Shifty Sweater da Andrea Mowry, modelo que tive vontade de fazer assim que foi publicado, mas que só faz parte da minha biblioteca desde há uns dias. Consultando a etiqueta acedi ao site da marca Litlg, e dei de caras com a camisola, ficando feliz por ter esperado para comprar as meadas ideais para este modelo. Estou a pensar usar, uma vez mais, lã portuguesa,  Douro da Rosários4, como cor principal.


As dúvidas são uma característica do início do meu processo criativo, por vezes subsistem ao longo do desenrolar das meadas e por isso vou tirando fotografias e deixando as meadas falarem comigo, até encontrar o equilíbrio de cores desejado.



Lendo o blogue da marca das meadas que escolhi simplificou as modificações que tinha de fazer.

Although the Shifty Sweater is designed for a sport-weight yarn, I found I achieved a similar gauge by using a LITLG Singles (a fingering weight, single-ply yarn) and going down one needle size.

Andrea Mowry splits the mosaic knitting stitch motifs into two charts, which she calls “Big Blips” and “Little Blips,” that alternate throughout the sweater. I decided to stripe my three contrasting colors: starting with Bronze, continuing to Oxidized, and then using Burnished. After one section of “Big Blips” and one section of “Little Blips,” I would change my contrasting color.

Com o tempo aprendi que antes de iniciar um projecto é sempre bom pesquisar sobre o mesmo. A era digital, apesar de distanciar as pessoas quando as redes sociais são mal utilizadas, aproxima imenso pessoas com os mesmos gostos, ainda que virtualmente, uma prova disso mesmo é a comunidade mundial de tricotadeiras.


A malha segue a um ritmo lento, porque é o ritmo que escolhi para os meus dias intensamente vividos, apreciando o lado bom desta opção de vida que fiz. Em jeito de prece meditativa, olhando o horizonte, tomo consciência da gratidão que sinto.

segunda-feira

Outono, mudança de rotinas

 

Com os dias mais curtos, mas ainda não muito frescos, vamos fazendo a mudança das nossas rotinas e preparando a casa para os dias mais frios.

Esta semana, finalmente, não há teletrabalho cá em casa. A casa fica mais tranquila e retoma o adequado ritmo familiar. 
Nem tudo voltou ao que era dantes, ainda contínuo a dar aulas de máscara, o que me obriga a pausas no carro, para aliviar a pele e interromper a falsa sensação de falta de ar.

Malha
Quando tirei esta fotografia, confirmei o que já suspeitava, as cores não fazem o contraste que é pretendido. Já recomecei com Douro natural, mantendo o Douro rosa, nas carreiras que emolduram os pássaros. 

A vontade de voltar a fazer malha, regressou em pleno com a chegada do Outono. Este modelo adquiri o ano passado, bem como a lã cinza, na Craft&Company. A vida meteu-se pelo meio e este projecto ficou abandonado, mas não esquecido, até este Outono.
Retomei o visionamento de alguns podcasts de malha e tenho aprendido alguns truques com a Andrea Mowry.
Livros
Não tenho lido muito. Deixei de andar de comboio e em Setembro com a casa, quase sempre cheia, ficava cansada sem conseguir ler, por muito tempo, ao deitar-me. Ainda assim fui lendo, livros de leitura fácil e que me agradaram. Destaco o livro de Rosamunde Pilcher, Os apanhadores de Conchas e a coleção, próximo do género policial, da Elizabeth Edmondson. Cheguei a estes livros seguindo as sugestões da Miranda Mills.
Outubro começo por retomar a coleção da Elizabeth Edmondson.
Para aperfeiçoar o meu inglês vou ouvindo os contos do Luke.
Descobri a Dora em Setembro e à conta do #septemberthrills estou a pensar regressar a outo tipo de leitura.
De malha chegou hoje o livro Japanese Knitting, Stitch Bible. Estava na minha lista da Amazon há algum tempo, com uma opinião  da podcast, Taylor Owentomei a decisão de o integrar na minha biblioteca de livros de malha.

quarta-feira

Na ida pulo na Serra e na volta mergulho no mar




 Vou para a escola não a pé, mas de carro, o que aumenta os meus níveis de ansiedade (sempre com medo de acidentes!), mas quando avisto a minha Serra deixo escapar um sorriso e sigo o meu caminho feliz. No regresso quando avisto o mar sinto uma paz que não sei explicar!
Esta mudança radical, com a qual há muito sonhava, tem momentos de intensa felicidade e momentos em que me sinto perdida. Não é fácil "sentir-me em casa", sentir que pertenço a este lugar, depois de uma vida inteira a viver no mesmo bairro, na minha pequena aldeia dentro da grande cidade. Aqui tenho outra qualidade de vida, mas sinto-me fora do meu casulo. O facto de não ter a família por perto é talvez o que pesa mais. Se voltava atrás? Não, nunca! Se era isto que eu queria? Sim. Porque sinto que não pertenço a este lugar? Talvez porque sonhei sempre com o Banzão, Praia das Maçãs e Azenhas do Mar e fiquei na fronteira da zona que queria. Talvez porque ainda tenho muitas horas de trabalho pela frente para tornar a minha casa numa casa acolhedora, numa casa de família. Os pequenos detalhes tornam-se grandes quando estão ausentes! Preciso de deitar mãos à obra e fazer desta casa a nossa casa, antes do Inverno chegar. As rotinas diárias serão responsáveis pela conquista de um sentimento de pertença a este lugar, Entre a Serra e o Mar.

Sentimentos de culpa e uma dica culinária

Quando vendi a casa de Lisboa o lado mais negativo foi o sentimento de culpa, que nunca mais me abandonou, por sair de perto dos meus pais na velhice. Fui enganando-me, dizendo a mim própria que os iria continuar a ver o mesmo número de vezes, ou mais. Ao princípio assim foi, estava a dar aulas em Lisboa e visitava-os todos os dias. Com a mudança de escola as idas a Lisboa são raras e, sempre que tenho um tempo livre, penso ir a Lisboa para os ver, mas não passa de um pensamento, não tendo nunca passado à ação. Finalmente, hoje fui visitar os meus pais depois de ter sido mimada pelo meu filho, com um English Breakfast (How To Make Eggs Benedict )Não lhe surgiu a ideia do nada!

Tal como a mãe, assim que tem algo novo para experimentar, não pode ficar para o dia a seguir. Comprei na Amazon espanhola (também há na Fnac) este acessório para os ovos e recomendo! Desta vez os ovos não tiveram qualquer adereço, mas para a próxima serão enriquecidos com molho e bacon, para o qual também adquiri um acessório Lékué para evitar confusão e cheiros na cozinha.