quarta-feira

Sobre a malha mais recente



Para o Vasco levar consigo, para as terras de sua Majestade, retomei o Tsutsu BearO esquema é detalhado e simples de seguir, mas tenho de estar sempre a consultar. Como tal, à noite, ocupo as mãos com o Half-Half xaileo segundo xaile escolhido para acabar com os novelos de alpaca há muito guardados. O primeiro é o da fotografia que se segue e é do arrojado Stephen West.




domingo

Fiber Trek da Sarah, a minha companheira virtual de agulhas



O meu dente de leão acabou guardado na lanterna que aguarda uma vela.

A Sarah, junto com a Susan B. Anderson e a Kate Davies, foram as artesãs que mais me inspiraram quando retomei a malha, depois de mais de 30 anos sem pegar em agulhas de tricot! Contínuo atenta a todas as publicações que fazem mas, mais recentemente, aquela que me tem inspirado é a Sarah. O seu estilo de vida, a região fascinante em que vive (lembrei-me da Mary Jane Mucklestone, que me esqueci de referir há pouco!), a variedade de trabalhos manuais que faz e as espontâneas e enriquecedoras partilhas conquistaram-me e merecerem o meu contributo como Patron. É o primeiro que faço e 3$ por vídeo, penso serem bem merecidos pelos conteúdos que a Sarah oferece. (Engraçado que, assim que me comecei a interessar pelo trabalho da Edyta Sitar (na Craftsy), a Sarah começou também um trabalho de patchwork da Edyta.)







Para me sentir acompanhada pela Sarah, aderi ao seu projecto de The Lost Words, escolhendo o Dente de Leão. Não fui criativa mas estou a gostar bastante deste Kit, da Jiggery Pokery.Tendo-o comprado no dia em que o meu neto Vasco nasceu, crio uma memória física dos seus primeiros dias passados em casa da avó Sofia.

#Dicadebordado

Começo o bordado com pequenos pontos para prender a linha e termino da mesma forma, dispensando qualquer tipo de nó.




terça-feira

O meu espaço Entre a Serra e o Mar

 

Tenho um quarto/atelier para dar asas à imaginação, criar com pontos e linhas, experimentar trapos e brincar com cores. O que torna mais fácil o momento criativo é ter tudo à mão e aos olhos, organizado q.b. e pronto a ser pegado. Para isso doei linhas e lãs, revistas de modelos e alguns livros que fizeram as delícias das artistas e criativas do Mucifal. Combatendo a ansiedade que me provoca ter "materiais" à espera da minha vontade e disponibilidade, ataquei uma coleção de novelos de alpaca, que adquiri impulsivamente numa promoção da Drops, e estou a tricotar um xaile, pegando aleatoriamente nos novelos que coloquei numa cesta. Até conseguir esvaziar a cesta vou tricotando xailes, o próximo que estou a pensar tricotar é o Half+Half . Dada a dimensão dos dois xailes, penso que terei feito uma boa opção para solucionar o acumular de novelos da Drops. 
De hoje em diante espero conseguir comprar materiais, desde lã a tecidos, apenas quando tiver um projeto em vista. Quero pôr um fim a compras impulsivas, com a desculpa de que são um investimento, porque "aproveitei promoções!".
Memórias físicas das viagens vou tentar limitar às chávenas de chá e às chamadas Tea Towels, materiais (lã e tecidos) só se for em quantidade suficiente para um determinado projeto em vista. Isto vai ser o mais difícil de cumprir tal como planeado, mas quero manter este espaço "Entre a Serra e o Mar", tal e qual como sonhei e idealizei um dia! 
 

domingo

Os milagres existem


Os milagres existem sim, mas temos de nos empenhar para que eles se realizem. É necessário dar uma ajudinha do lado de cá, todos os dias da nossa vida. Foi o que o meu paizoco fez e por isso fomos com ele agradecer à Mãe das Mães. Gostava de ter mais fé, nem sei no que acredito, mas é preciso sentir que existe algo superior a nós com que podemos contar. Os seres espirituais encontram felicidade na força do poder espiritual. Não sei o que penso, nem sei mesmo o que estou para aqui a escrever, mas tive lágrimas sentidas ao som dos sinos e nas minhas preces de agradecimento! Senti uma certa paz no fecho deste ciclo de sofrimento, lutas e vitórias. Gostava de ser como a minha irmã, mas já é uma grande bênção ter alguém como ela na nossa vida. Quando fui com a minha irmã fazer uma última prece, no fim ela beijou-me o rosto e eu explodi de alegria, com a certeza que tudo vai ficar sempre bem, desde que a tenha ao meu lado, mais os meus irmãos. 

sexta-feira

Uma nova casa para os meus livros




 Uma casa nova levou-nos a um novo estilo de vida. Começámos por tentar "destralhar" de tudo um pouco e passámos à etapa da procura de espaços públicos onde tudo aquilo que apreciamos pudesse ser desfrutado por outros. É a casa mais minimalista que alguma vez tivemos, o que nos permite mais liberdade e nos dá mais espaço e tempo. Não somos escravos da casa. Rotinas simples são suficientes para manter tudo limpo e em ordem. Ainda temos um longo caminho pela frente, mas ganhar coragem para os primeiros passos foi o mais difícil, depois fica mais fácil abdicarmos de algumas coisas e evitarmos consumir/acumular.  
Criamos novos hábitos, em vez de irmos regularmente a livrarias vamos a Bibliotecas. Aqui partilho o exterior de uma das minhas bibliotecas favoritas.

Em termos de roupa a razia foi brutal. Ainda assim quero rever o que tenho.
É tão mais simples viver com menos! 

quinta-feira

Trabalhando a "cura"





Finalmente retomei as agulhas. Se por um lado sentia a falta de ter as mãos ocupadas, por outro lado não tinha vontade de fazer nada, nem de ver nada, nem de ouvir nada! Não era eu. Regresso aos poucos à Sofia que sempre fui. Recomecei a caminhar, percorrendo as ruas desta aldeia em verso, que me levam até ao mar e comecei a ter "vontade". Comecei por um projeto pequeno de malha, o ursinho Tsutsu, com fio Vovó, recuperado da camisola que desmanchei. Simultaneamente reconquistei a concentração na leitura e devorei, literalmente, "Uma vida e três cães", de Abigail Thomas. A um ritmo mais lento, regressei a experiências culinárias, mas ainda não organizei a cozinha nova, que me tem dado dores de cabeça, por erros sucessivos e não assumidos, da projetista! O que salva a situação é a cozinha ser de facto bonita e de qualidade.

quarta-feira

Sem vontade de fazer malha, preparo-me para a mudança de casa

 Amanhã será o primeiro dia do começo da mudança de casa. Espero que não seja "mentira"* da empresa de mudanças!

Com a mudança à vista e tendo já concluído tudo para o neto e a camisola que estava a fazer, resolvi iniciar um Xaile, para utilizar as sobras de alpaca, mas não estou com vontade de fazer malha. Apesar de estar desligada da comunidade do tricot e dos podcasts assiti e recomendo a consulta das gravações da Sandra, onde ensina/explora como utilizar todas as potencialidades do Ravelry.




Kit epp, com tecidos com padrões copiados da colcha feita por Jane Austen, em conjunto com a mãe e as irmãs.

De momento virei-me para o patchwork, tendo investido em alguns livros, tecidos e num Kit.

Retomei trabalhos antigos, colocados de parte, quando comecei a pensar que não conseguiria mudar de casa. Agora, esses trabalhos, merecem toda a minha atenção. Só penso na nova casa e em pequenos detalhes que quero fazer.

Tenho visto muitos tutoriais e aulas em diferentes plataformas, além do investimento em livros de patchwork e hoje virei-me para os livros de cozinha, The Bloomsbury Cookbook e The Official Downton Abbey Afternoon Tea Cookbook: Teatime Drinks, Scones, Savories & Sweets (Downton Abbey Cookery) Cheguei a estes livros pela Miranda´s Notebook

Não vejo a hora de estar instalada. Posso ir montando a casa a pouco e pouco mas, o quarto destinado a trabalhos criativos, meus e deles, será o primeiro a ficar pronto!

Preciso muito disto! Têm sido momentos difíceis, noites de insónia e muita ansiedade. Trabalhar na cura deste mal-estar passa por deitar mãos à obra e pelo tempo em que invisto nas diferentes etapas do processo criativo.

*1 de abril, dia das mentiras

domingo

Caitlin Hunter e uma questão de números

Hoje é 21-2-21, como tal escolhi, uma vez mais, o dia de hoje para colocar a escrita em dia.





Tenho andado horas-a-fio de agulhas nas mãos a rever episódios das Knitters League, foi a forma que encontrei para me sentir acompanhada durante este isolamento. Assim que der, e numa tentativa de criar laços com a nova comunidade a que pertenço, pretendo desafiar as tricotadeiras, e não só, para um encontro de agulhas, talvez na Aldeia da Praia. Embora me considere introvertida, tenho saudades dos encontros de tricot!

Em relação à camisola que estou a fazer:

Fui cativada por uma fotografia da Luísa Ló, da Malhas&Cia e, de imediato, comecei a trocar mensagens com a Luísa, que se ofereceu para fazer um kit com a lã necessária para uma camisola, num dos meus fios preferidos, Rowan Felted Tweed. A Luísa apresentou-me duas sugestões, uma com a cor cereja e outra em amarelo. Evitando ficar sem mais uma das minhas camisolas, optei, estrategicamente, pelo cereja, uma vez que a minha filha, que mais me "leva" camisolas, adora o amarelo! Estou a gostar bastante do resultado. As instruções são claras e fáceis de seguir, no entanto os aumentos junto das tranças não me convencem, sendo feitos de igual modo, quer incline para a esquerda, quer para a direita. A primeira camisola que fiz da Caitlin Hunter, Birkin Outonalé uma das minhas favoritas, a próxima que vou fazer é também da Caitlin Hunter, mas, a meu ver, recentemente revela uma certa tendência para modelos muito curtos. Evidentemente que ela sugere, para quem gosta de camisolas mais compridas, o local onde deve acrescentar carreiras, algo a que tenho de estar sempre atenta na hora de adquirir os fios. Outro modelo, que terei de repetir, é o que acabou por ficar para minha filha Madalena, Flores de Outono.

A malha tem sido uma ajuda de peso no combate à ansiedade!

Não vejo a hora de me instalar na nossa casa nova.

Do outro lado da rua, a vista da janela do meu futuro quarto


Por agora contento-me com caminhadas pela zona e a travar conhecimento com a gente da terra, que tem muito para me ensinar!


Antes de terminar, hoje fomos apanhar ramos de eucalipto para coroas anti-traça, uma proteção eficaz das lãs.



quarta-feira

Yarn-Along - February



Malha

Nas agulhas tenho, na fase final, mais um conjunto da PetitKnit. A agulha dos bordados vou ocupar a bordar a primeira fralda, do próximo neto, igual à do primo

A minha filha está a fazer uma manta e transformou um esquema num documento excel, de forma a não se perder, já que é o seu primeiro trabalho, após anos sem fazer malha! Já sei a quem recorrer quando quiser transformar modelos.

Terminados os projectos para o neto, terei de terminar a camisola a que dei o nome de Simplesmente Vanilla. Uma camisola que teve como único objectivo experimentar o fio Finull Rauma, sabendo que seria um modelo rápido e confortável, uma vez que já fiz o mesmo modelo para a minha filha.

Segue-se uma camisola para o avô e mais uma para a avó sofia.

fotografia copiada do Ravelry

Quero ainda experimentar o fio Aurora da Rosários 4, combinado com as meadas da Drops, há muito a aguardar um caminho. Talvez experimente a camisola Ranunculus ou a Sunday Sweater! Gostava ainda de experimentar  o Xaile Douro, que a Filipa Carneiro sugeriu na passada sexta-feira, mas temo ser ambiciosa atendendo ao pouco tempo disponível. Tento ser disciplinada na compra de fios e modelos, investindo apenas nos modelos necessários para os fios que já tenho e nos fios que combinem com sobras ou meadas, que adquiri por impulso, noutros tempos! E a propósito adquiri um modelo de xaile , que vi no podcast da Emma para utilizar as minis que comprei no Edinburgh Yarn Festival. De imediato lembrei-me que preciso de colocar as mangas na minha camisola! O mal de interromper os projectos é que levo muito tempo a retomá-los porque já não me lembro o que se seguia!

Após a organiação das ideias, para a partilha no Yarn-Along, sinto que tenho tudo alinhado para os próximos tempos. Não foi tempo perdido no computador, antes pelo contrário, foi muito útil!

Livros

Tenho folheado as minhas últimas aquisições de livros com modelos de meias, a Laine  e de luvas. Faço um esforço enorme para não iniciar já um par de meias, pois considero serem um projecto mais portátil e adequado ao calor. Quero aproveitar estes dias frios, e o confinamento, para adiantar camisolas. Mas a verdade é que, na nossa nova casa, vamos precisar todos de meias novas, uma vez que iremos ter mesmo de nos descalçar antes de entrar em casa. Nada como meias bonitas para motivar a família a cumprir uma regra antiga mas que nem todos seguiam!

Na cabeceira tenho "Uma noite no Expresso do Oriente", mas ando tão cansada que me tenho perdido nos primeiros capítulos de apresentação das personagens! Gostei do último livro que li da Veronica Henry, "Uma Receita de Família".

No momento em que ía partilhar com a Ginny, descobri que, provavelmente irá fazer uma pausa na rubrica Yarn-Along.

segunda-feira

Sacos para a maternidade e um exercício de escrita

 



Sou ligeiramente introvertida e tímida, características que me impedem de partilhar os meus trabalhos e ideias, num podcast. Permaneço fiel a este meu canto, fazendo uma compilação dos meus trabalhos, em jeito de portfólio, onde posso sempre voltar e consultar notas, vídeos e tutoriais, que partilhei, bem como recordar momentos criativos, viagens, livros, séries e filmes. Manter-me blogger, a cada dia que passa, torna-se mais solitário, mas é em si um exercício de escrita, sendo algo que sempre gostei de fazer. Hoje o exercício de escrita é partilhar de uma forma sintética a forma como decorei os sacos de maternidade, para a minha filha.

Comecei por preparar a minha Bernina. Após ter estado meses sem ser usada, teimava em não ligar. Recorri, como sempre que me deparo com um problema deste tipo, ao YouTube e encontrei a solução. 

De seguida, limpei e oleei a máquina de costura.

Procurei, na gaveta da família, retalhos em algodão, com cores e padrões do meu agrado, sabendo que a minha filha também iria gostar.

Desenhei, recortei e colei entretela nos tecidos. 

Apliquei à máquina.

Et Voilá!

Para um bebé que terá por companhia uma trupe canina.

A família dos 3 peixinhos foi pensada para um bebé que está previsto nascer sob o signo de Peixe.

Para um bisneto de piloto-aviador

Só falta "rechear" e parte do recheio já está feito! (a malha aqui no blog ou aqui, no Ravelry)

Ainda por teminar!
Faltam os botões!