quinta-feira

Regressei a Londres



Finalmente conseguimos viajar sem exigências relativamente a testes e vacinas COVID! A pouco e pouco vamos retomando um ritmo normal, mas nunca deixaremos de nos referir a "antes e depois do COVID", um marco no tempo, tempo que ficou suspenso nas nossas vidas.

Não tivemos oportunidade de viajar por Inglaterra uma vez que uns dias deixávamos o Vasco na creche e pelas 6 (a maioria das vezes muito antes das 6) íamos apanhá-lo. Quando chegou o fim-de-semana o Vasco ficou doente e os planos caíram por terra. Não consegui ir ao Festival of Quilts, dadas as greves nos transportes, sendo os transportes alternativos tão dispendiosos que seria algo para lá do razoável. Também não consegui visitar Antique Textiles Company, erro meu que não consultei o Instagram onde estava a informação do fecho, devido a um retiro em Northumberland. Nada disto teve importância, Londres tem sempre muito para oferecer e tudo pode ficar para uma próxima vez. O mais importante, ajudar os filhos, conseguimos fazer!

Antique Textiles Company


Mimei a minha paixão por tecidos e afins com uma visita à Liberty e  com a compra de tecidos para o meu novo vício, EPP!


Como sempre o tempo voou e soube a pouco!

Ao correr da pena (o português nunca será o melhor porque umas vezes falarei por mim e outras falarei pelos dois!), escrevo o que mais me agradou fazer, sempre na companhia do Zé, que também fez as suas escolhas e garantiu um registo fotográfico:

 a visita ao Mundo da Beatrix Potter










a exposição de William Turner, a decorrer no Tate Britain, onde também tivemos a oportunidade de ver The Procession de Hew Locke,


o passeio até Hampstead Heath




regresso a Angel, em Camden Passage, para mais uma visita à Loop e a uma loja de artigos de pintura e desenho.


Os bonecos únicos da Julie Arkell




 Portobello (sem mercado, mais calmo) 

Tentarei copiar estes vasos nas pérgolas cá de casa!




a  ida a Richmond ,




Descobrimos bairros, ruas e ruelas,



Ficámos à porta do  Casa Museu do Sherlock Holmes mas visitámos a loja onde encontrámos uma coleção bastante original de bules.

Sempre que passávamos por uma livraria entrávamos, não tendo resistido a vários livros infantis, com ilustrações que me cativaram. Quem ganha com esta minha paixão são os netos!

Ficam as memórias mais doces, todos os passeios diários com o Vasco por Maida Vale, Little Venice  e as idas ao parque.








terça-feira

Aprendizagens de patchwork - parte II





Por muito boas razões, interrompi a manta que estava a fazer. Assumi o papel de avó de férias, com todo o tempo do mundo para os netos. Na realidade estive mais tempo com o Vasco, que ficou em nossa casa, evitando voar para a frente e para trás, entre Londres e Lisboa.

Mantive o ritmo do  Summer Mystery 2022 até à semana 7, tendo conseguido retomar a manta, por incrível que pareça, quando voltei ao trabalho e às minhas rotinas diárias. 

Semana 6

De empreitada fiz as semanas 8 e 9 do Summer Mystery 2022, da Edyta Sitar.


Bloco central sem cortes, aproveitando ao máximo o padrão do tecido


Balanço final

Pontos positivos: aprendi imenso, o ritmo foi bom e a motivação esteve sempre presente, graças ao trabalho em equipa que a Edyta Sitar proporcionou, bem como o apoio da Luísa, da dotQuilt, ao criar um grupo para quem estava a fazer em Portugal.

Pontos negativos: desperdício de tecido, não foi possível fazer a melhor escolha dos tecidos para os blocos, uma vez que só era revelada a construção da manta etapa por etapa.

Conclusão MUITO pessoal: trabalho de máquina condiciona horário e local para este tipo de projecto. Estava ansiosa por chegar ao acolchoamento à mão, que me irá permitir fazer durante os serões de Outono, em família. Costura à mão, ponto a ponto, permite um maior controlo do trabalho e é uma cascata de endorfinas para o meu organismo.

Não tendo conseguido manter o ritmo deste desafio, peguei num novo trabalho para me acompanhar durante e entre viagens. Não me apetecia malha, uma vez que não queria iniciar mais um projecto sem ter terminado o casaco Árvore da Vida e a correção do xaile Pássaros da Praia Grande. Sendo projectos enormes ocupariam muito espaço na mochila de viagem. A opção foi iniciar uma manta com os tecidos Liberty que tinha em casa, tendo adquirido mais variedade em Londres. A inspiração veio dos vídeos da  Christie Jones Ray que a Luísa Ferreira Nunes gentilmente me sugeriu. Deste projecto escreverei um outro dia.