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| Filhas /"meninas" das alianças |
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| Nas mãos da Fátita após a renovação dos votos |
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| Embrulhado em tule |
O desenho escolhido para este Biscornu, segundo a designer, teve como inspiração a Música da Sara Groves. De acordo com o que li a letra é um cântico de Natal, originário da Baviera do século XV e baseia-se em Lucas 2:11.
Tradução do cântico:Que a nossa alegria não tenha fim, Aleluia!
Pois à terra Cristo desceu, Aleluia!
Neste dia Deus nos deu
Cristo, o Seu Filho, para nos salvar.
Cristo, o Seu Filho, o Seu Filho, para nos salvar.
Vede a mais bela rosa em flor, Aleluia!
Que brota do ramo de Jessé, Aleluia!
O Verbo fez-Se carne, Aleluia!
Ele é o nosso Refúgio, Cristo Senhor, Aleluia!
Enquanto bordei, não pensei na frase com este sentido, mas sim como um desejo de que a minha irmã, o Miguel e as filhas permaneçam felizes, continuando este caminho ao lado de todos nós, a família mais alargada; que a alegria que ontem partilhámos não tenha fim.
Há tradições que atravessam gerações. Para uma noiva, os ingleses dizem: "Something old, something new, something borrowed, something blue." . O "velho" era para ser o botão do vestido de noiva da minha irmã, mas, infelizmente, não deu. O "novo" é o biscornu para as alianças das bodas de prata. Para o "emprestado", ainda pensei num botão do meu vestido de noiva, mas também não consegui encontrar. O "azul" foi a cor escolhida para o fio de bordar. No fim de contas, consegui cumprir dois dos meus objetivos: o azul e o novo. Já não é nada mau e é motivo suficiente para ficar feliz com o resultado final, apesar de a frase que bordei mal se ler, por ter retirado, sem o substituir, o esquema exterior que a enquadrava. Para que a frase pudesse ser lida corretamente, teria de ter feito uma almofadinha em vez de um biscornu. Mas, se há coisa de que gosto, é de me desafiar e de aprender novas técnicas. Por isso, preferi arriscar e concluir o meu primeiro biscornu, mesmo sabendo que isso iria comprometer o resultado final. E não faz mal, porque o sentimento que quis bordar continua lá, que é, afinal, o que realmente importa.
Após ter concluído a frase, optei por bordar a data e copiar de um outro esquema o motivo central, uma vez que este era alusivo ao Natal, com numerosos sinos. Ainda tentei bordar as iniciais dos noivos e das filhas, sobre um fio de linho. Enganei-me a fazer o espelho da letra C. Resultado? Tive de desmanchar e vi o caso mal parado! É extremamente difícil desfazer um ponto tão pequeno sem cortar o linho! Acabei por desistir, até porque a família expatriada estava para chegar e corria sérios riscos de não conseguir terminar o biscornu a tempo das bodas.
Consegui este resultado seguindo um tutorial de onde tirei dicas bastante úteis : (traduzido com IA a partir de um vídeo, texto adaptado ao passo a passo que desenvolvi neste projeto)
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| criei uma bordadura que me facilitou a contagem dos pontos e só depois fiz o ponto atrás |
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| C desmanchado. O esquema das letras deve de ser invertido, de cima para baixo e em espelho.É um excelente exercício de ginástica mental! Esta inversão é indispensável porque, ao unir os dois lados do biscornu, só assim as letras ficam na posição correta para serem lidas. |
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| tirei um fio do linho para ter um guia para o corte |
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| dobragem dos cantos |
A linha exterior de ponto atrás (backstitch) tem de ter exatamente o mesmo número de pontos em ambas as peças.
Neste caso, o esquema indicava usar dois fios (confere mais resistência) da meada DMC para fazer o ponto atrás à volta de todo o desenho, mas, por esquecimento não foi isso que fiz em ambas as peças, tendo utilizado o fio de seda - também resistente - com que bordei o esquema.
Depois tirei um fio e cortei o tecido deixando uma margem de cerca de 10 mm (aproximadamente 3/8 de polegada) à volta de toda a peça.
Antes de aplicar a entretela, era recomendado marcar o centro de cada lado do desenho com um marcador de malha, para ajuda a manter o desenho perfeitamente centrado durante a montagem. Um cuidado extra, que despensei visto que com a bordadura que optei por bordar era fácil localizar o centro, contando pontos. Também era recomendado marcar o centro do desenho, para facilitar a colocação do botão, mas como descentrei o desenho com as datas, também não fiz este passo do tutorial.
A seguir, adicionei entretela termocolante. Cobri o verso do bordado para prender os fios no lugar para faciltar o enchimento da peça. Assim os fios mantêm-se no sítio e nada se solta enquanto estamos a encher o biscornu.
Importante: não se deve aplicar a entretela em todo o tecido. Ela deve ser colocada apenas na área interior da linha de ponto atrás. Isto porque, quando cosemos as duas partes, estamos a trabalhar exatamente sobre essa linha de ponto atrás e não queremos que a entretela fique nessa zona, pois criaria volume extra e dificultaria dobrar a margem. Basta medir a área interior, cortar a entretela ao tamanho certo e passá-la a ferro.
De seguida, dobrei as margens do tecido para dentro. Não é necessário passar o ferro para vincar; basta dobrar cuidadosamente. Uni ambos os quadrados com ponto de alinhavo, usando o mesmo fio, e na mesma cor, que utilizei no ponto atrás, desta vez duplo.
Para coser o botão utilizei, como era recomendado, linha de costura, porque oferece mais resistência, o que é necessário dado que temos de puxar as duas partes centrais uma contra a outra e a linha precisa de aguentar essa tensão.
Por fim, enchi o biscornu com mistura de alfazema e enchimento que utilizo nos bonecos que faço para os netos. Recomendavam casca de noz, mas como não vi necessidade de lhe conferir peso extra, guardei-a para os bonecos que bordei da Stacy Nash.