quarta-feira

Praticar, praticar, praticar

primeira tentativa com apliquick

Needle turner appliqué, resulta melhor para mim!

Comecei por consultar um tutorial para aplicar com frezzer paper, uma vez que já utilizei este método, com resultados razoáveis. Para aplicar os cavalos e as cabras, considerei este método, mas depois pensei melhor e achei que estava na altura de praticar  o applique com as ferramentas que adquiri para esse propósito e que não foram nada baratas. Encontrei, nas minhas pesquisas, um bom tutorial, completei o estudo com mais um tutorial e depois deitei mãos à obra. O truque é saber que vou falhar uma e outra vez, ainda assim, avançar. Esquecer o perfeccionismo e pensar que estou a praticar, a traçar o meu caminho ao meu ritmo e que, como em tudo na vida, praticar, praticar, praticar um dia irá permitir-me fazer  melhor.

A primeira tentativa para aplicar as cabras falhou de tal maneira que não podia deixar passar! Decidi tentar com o primeiro método que aprendi e experimentei, utilizando a agulha para virar o tecido à medida que vou moldando o desenho. É o método indicado pela designer Deborah, sendo também utilizado e recomendado  pelas designers Jo,  Margaret Mew, Sue Spargo. Sendo elas as mestres do applique, devem ter alguma razão para utilizar o método mais tradicional, não sendo certamente por ser o mais económico.  Obtive um resultado satisfatório embora longe de estar perfeito. Ainda assim aceitável. Sinto que, com a agulha, é mais fácil moldar o tecido do que ter o tecido previamente cortado e colado a um suporte.

 As cabras devia tê-las feito num tecido mais escuro, mas nenhum me agradou. 

A almofada dos cavalos, é a pensar nos netos, que adoram montar. Para o mais novo, fiz a almofada das cabras, um dos seus animais favoritos. A almofada das cabras ficou mais feminina, propositadamente, a pensar também na neta. 

A minha companhia nas tardes de agulhas tem sido os meus canitos.

De manhã, bem cedo, dei com a Luna à minha espera!

Estou quase a terminar as almofadas e espero, até ao final do mês de Setembro terminá-las. Para isso ainda me falta o material necessário para os acabamentos e um pouco mais de energia, porque tenho andado adoentada. Dá para perceber quando não estou bem, são os dias em que não pego nas agulhas.

Sem energia, foquei a minha atenção em aprendizagens mais teóricas e no contexto histórico do patchwork, tendo assistido a excelentes documentários no YouTube , a maioria da autoria da The Quilters Guild UK.

domingo

Instantâneos - Parte II

Vivi um Verão em família, preenchido com momentos efémeros, de uma felicidade imensa, que um dia, talvez a memória já não consiga devolver-me mesmo que apenas imagens ténues e desfocadas. Por isso, fotografo. Com a lente, capto o instante(âneos), guardando numa imagem aquilo que os olhos viram e o coração sentiu. Com as linhas, ponto a ponto, fui criando nas tardes quentes de Verão, em que fugíamos do calor intenso, e no fresco dos serões, memórias que posso tocar, daqui a uns anos e associar a este Verão.



Na barriga da mãe, não se tem apenas outro corpo. Fabrica-se a alma. Mia Couto


Canção escrita pela minha afilhada Leonor para o meu neto Francisco, para celebrarmos antecipadamente mais um aniversário, antes do seu regresso a Inglaterra.


Primos
Nós, filhos e netos
Até já!
As "flores do Francisco", florescem todos os anos para o dia 3 de setembro.

Irei sempre associar este Verão ao Sampler da Beatrix Potter, que será para o quarto dos netos.

Em família, com os meus irmãos, no Banzão, apesar da ausência, senti diariamente a presença do Paizoco. Os meus irmãos são fotocópias perfeitas do meu pai, em tudo, o que me faz senti-lo ainda mais presente, mesmo ausente. Longe da vista, mas perto entranhado no coração. 

Paizoco, em cada mergulho no mar ou sessão de hidroginástica na piscina, estavas lá comigo.