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sexta-feira

Em casa, numa tarde fresca






Antes da chegada do calor, tento fazer um casaco para me acompanhar na próxima ida a Inglaterra, onde um casaco é sempre bem-vindo, mesmo em Agosto! Faz parte dos meus planos passear pelo campo Inglês, o que me levou a adquirir, finalmente, o audiobook Rural Hours. Estou ainda no início mas certamente será um livro que irei recomendar.

Numa tarde chuvosa, como a de hoje, de agulhas nas mãos escuto Rural Hours e penso nas férias. No que diz respeito a Virginia Woolf, fiquei com vontade de caminhar e observar com outros olhos Richmond e, quem sabe, encontrar a casa onde Virginia Woolf viveu. Com a mudança de casa da Madalena, tive a oportunidade de conhecer lugares que até então me passavam despercebidos mas dos quais há imensas referências nas minhas leituras mais recentes, como por exemplo Putney, onde o marido da Virginia Woolf viveu com a família, antes de casar. 

Antes de retomar as agulhas digo que sou feliz com a nossa mudança para uma aldeia entre a Serra e o Mar. Embora não viva 100% no meio rural, vivo horas de felicidade rural, com uma planta que de repente floriu, a roseira que me presenteou com as suas flores, uma árvore que deu fruto, os pássaros que ao final da tarde aceitam o meu convite para um banho, as galinhas que se manifestam à minha chegada, a estrelinha que fez ninho na casa de cortiça que deixei no pinheiro manso, tantos e tão grandes detalhes que fazem parte de uma rotina diária vivida longe da agitação, do ruído, da luz e do ar citadino!



Notas (assim consigo guardar fotografias e vídeos):
1. Qualquer pausa que faça é uma oportunidade para os meus cães abusarem e conquistarem um lugar que não é deles!

2 . Enquanto teci os pontos de uma das mangas, em Felted tweedvi o documentário sobre a Beatrix Potter e um visionamento leva sempre a mais outro vídeo.

segunda-feira

Leituras de Verão e audiobooks

bordados por terminar para fazer uma capa de livros


A lista  dos audiobooks não pára de crescer, mas é sempre acompanhada pela lista de livros que quero ler, sentir o cheiro do papel, descansar as minhas mãos das agulhas e trocar as ervas e folhas secas do jardim, pelas leves folhas dos livros. No Verão a minha escolha vai para livros de bolso, fáceis de andarem comigo para todo o lado. Adquiri 2 livros da autora de policiais Margery Allingham, da Coleção Vampiro e, só depois lembrei-me que uma das minhas primas tinha ficado com a coleção completa da minha avó Teresa. Desafiada pela Kate Davies, pretendo ler, pelo menos, os 10 livros que ela indica no seu blogue. Graças à Kate Davies cheguei a mais um canal do youtube, muito interessante, Shedunnit. Ouvi o episódio divulgado no blogue da Kate, como forma de começar a conhecer uma autora que me irá acompanhar por uns tempos e que certamente terá feito companhia, em muitas tardes de leitura, à minha avó Teresa.

Antes dos policiais viajo até uma ilha imaginária da Shetland (a autora optou por não descrever uma ilha real), lendo O Café junto ao mar, com uma escrita simples e descomplicada, o enredo  promete envolver culinária, algo que aprecio sempre para copiar experiências culinárias.

Quanto a audiobooks estão na minha lista os livros:

  Rural Hours, divulgado pela Miranda, dinamizadora de um clube de leitura que acompanho e onde encontro boas sugestões de leitura.

 The Potting Shed Murder, também sugestão da Miranda.

quarta-feira

Abril afinal não foi de águas mil!

 Abril foi um mês com dias bons, para caminhadas, jardinagem, estudos para a horta e trabalhos de mãos ao ar livre. 

































Fiz o Trail da Cruz Alta, em Sintra e o meu grupo de caminhadas inscreveu-se no Trail do Zêzere mas, como da última vez tive imensas vertigens, optei por fazer, na véspera do trail, apenas os passadiços do Penedo Furado. Valeu o convívio e a paisagem deslumbrante numa Primavera que pincelou* artisticamente vales e montanhas do Zêzere.

As minhas mãos andaram ocupadas, de dia com o patchwork e à noite com a malha. Deu para terminar a manta dos netos We are Family e o xaile do Kal mistério. Confesso que não fiquei fã de projectos que não conheço o resultado final. Neste caso resultou a conjugação das cores mas em termos de dimensão acho que deveria ser um pouco maior para usar como gola. Enquanto aguardava novas pistas do xaile fui avançando no casaco azul faltando, neste momento terminar a frente direita e as mangas. Sempre que tive tempo livre ao ar livre, fui preparando hexágonos para o quilt The Prince.

Em termos de leitura destaco o livro O pequeno caderno das Grandes Verdades e o audiobook da Kate Morton, Homecoming, recomendando os dois. Nos livros da Clare Pooley, reconheço e revejo-me a passear pelos bairros londrinos, em que vivem as suas personagens, talvez por isso goste tanto da sua escrita, através da qual viajo para junto dos meus filhos e netos!

Nota: as pinceladas da Mãe Natureza...




terça-feira

Livros de patchwork

Quando o patchwork  me cativou, foi o primeiro passo para a descoberta de histórias que me apaixonam. Gosto, não só de aprender as técnicas e materiais que permitem um melhor resultado, mas também aprender em termos históricos tudo em relação às minhas novas aprendizagens. Foi assim que cheguei a Quilters´guild e ao canal que têm no YouTube, tendo descoberto uma partilha que aborda temas do livro Quilt Treasures que adquiri em segunda mão, recomendado pela Margaret Mew como o livro que "se só tiverem dinheiro para um livro é este que devem comprar". Encontro os livros informativos e históricos na amazon.uk, em segunda mão, nada dispendiosos, diria mesmo inacreditavelmente baratos e em bom estado. 


Os livros a que chamo "do momento", tenho sempre à mão.


Consegui o livro da Sara Larson Buscaglia, algo que não estava nada à espera, mas a distribuição de livros melhorou consideravelmente e até a Bertrand tem o livro. Um livro que recomendo, com uma abordagem moderna em relação aos quilts, revelando uma preocupação em termos de sustentabilidade no que diz respeito ao tingimento e fibras utilizadas.


imagem copiada do pdf que acompanha o livro


Em termos de audiobook adquiri An Americain quilt, mas ainda não consigo dar uma opinião, uma vez que ainda estou a escutar o audiobook da Kate Morton, Homecoming. A única coisa que posso dizer é que o pdf que acompanha o livro tem imagens fabulosas e foi uma agaradável surpresa ter acesso ao dowload das imagens do livro! Só pelas imagens já valeu a pena!

sexta-feira

The Prince Quilt - W.I.P



No processo de preparação do quilt the Prince e ao comprar tecidos da Barbara Brackmanencontrei textos, extremamente interessantes, sobre as nossas chitas de Alcobaça*. Tentarei integrar, neste quilt, um verdadeiro tesouro, um pedaço de chita/tecido, que me foi oferecido pela avó Pessanha, uma avó que muito admiro!

Tecido antigo, com uma grande história e alguns remendos, talvez da Avó Pessanha

Optei por não colocar no centro,o tecido da avó Pessanha, por contrastar demasiado com os restantes tecidos.

Susan Smith partilha, nas instruções, que o esquema deste quilt foi inspirado em dois quilts antigos, um cuja a proprietária é a Janet O'Dell, e um outro da Jane Pizar. O motor de pesquisas rapidamente me colocou, uma vez mais, no trilho da Margaret Mew  e na leitura do seu blogue. A Susan Smith pensou num quilt para um rapaz bebé, muito especial, penso que seja o neto! Tendo eu só netos, acho que fiz uma boa escolha de modelo de quilt para fazer para a casa da avó Sofia.

Está dar-me imenso gozo passar estes dias de pausa lectiva de volta de uma cesta cheio de tecidos, aplicando e colorindo uma tela em branco, à semelhança de um pintor, traçando os desenhos com agulhas e linhas. 

Experimentei as técnicas sugeridas pela Susan, para aplicação das flores em EPP, tendo optado por seguir o meu extinto, não cortando o tecido de base, retirando o papel antes de aplicar, mantendo algumas das costuras e colando as que ficam sem alinhavo. Estou satisfeita  com o resultado.


A coroa que dá o nome ao quilt, é aplicada, mas optei por bordar a ponto de cruz uma coroa do nosso sampler de família. Infelizmente o fio de seda, de Castelo Branco, que utilizei, desbotou. Ainda vou pensar se deixo ficar ou não.

Copiei a coroa deste Sampler

A coroa bordada a ponto de cruz

O que tenho visto e escutado durante este processo, como companhia, além dos meus fiéis companheiros de 4 patas: 

Audio book : The Enchanted April, Elizabeth Von Arnim, sugestão da Miranda Mills. Quando terminar, com o crédito do próximo mês vou adquirir An American Quilt, da Rachel May

Podcasts: Stich in Time, no qual a Susan refere a Rebecca, a quem dei o meu apoio adquirindo um esquema de ponto de cruz, estando na minha lista de projectos que quero fazer brevemente. A Susan recomenda um blog, Two Threads Back, extremamente interessante e que passei a seguir.

Filme no YouTube: From Time to Time

Termino com a partilha de um dos meus momentos entregue a este projecto.

*Fui ao Mucifal tentar comprar das nossas chitas e também encontrei na Lola Botana, de Viana do Castelo, no entanto o tecido não me agradou, sendo muito diferente do tecido da avó Pessanha e dos algodões que adquiri para este projecto. Talvez, um dia, integre as nossas chitas estreando-me a fazer um quilt da Margaret New, o Euphemia.