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sexta-feira

Sementeiras

 


O calendário que a Madalena me ofereceu para sementeiras mensais. Escolhi o dia 8 de cada mês para semear, data do nascimento do seu filho Vasco.



Infelizmente, até agora, nada germinou! Vou tentar iniciar o processo de uma outra forma, à semelhança da germinação de feijões nas aulas de ciências naturais. Só após germinar em algodão e água, no escuro, é que colocarei as sementes em terra, na estufa. Este mês utilizei uma embalagem de comida, que ia seguir caminho para o papelão.


Para complementar o calendário, estou a pensar bordar a ilustração de cada mês, para utilizar em quadros ou paineis de patchwork. Com mais um pouco de tempo, e vontade de bordar letras, algo que nunca gostei muito,  talvez acrescente a  frase do mês ao trabalho final! Fica o registo da ideia e depois logo se vê!

domingo

Fiber Trek da Sarah, a minha companheira virtual de agulhas



O meu dente de leão acabou guardado na lanterna que aguarda uma vela.

A Sarah, junto com a Susan B. Anderson e a Kate Davies, foram as artesãs que mais me inspiraram quando retomei a malha, depois de mais de 30 anos sem pegar em agulhas de tricot! Contínuo atenta a todas as publicações que fazem mas, mais recentemente, aquela que me tem inspirado é a Sarah. O seu estilo de vida, a região fascinante em que vive (lembrei-me da Mary Jane Mucklestone, que me esqueci de referir há pouco!), a variedade de trabalhos manuais que faz e as espontâneas e enriquecedoras partilhas conquistaram-me e merecerem o meu contributo como Patron. É o primeiro que faço e 3$ por vídeo, penso serem bem merecidos pelos conteúdos que a Sarah oferece. (Engraçado que, assim que me comecei a interessar pelo trabalho da Edyta Sitar (na Craftsy), a Sarah começou também um trabalho de patchwork da Edyta.)







Para me sentir acompanhada pela Sarah, aderi ao seu projecto de The Lost Words, escolhendo o Dente de Leão. Não fui criativa mas estou a gostar bastante deste Kit, da Jiggery Pokery.Tendo-o comprado no dia em que o meu neto Vasco nasceu, crio uma memória física dos seus primeiros dias passados em casa da avó Sofia.

#Dicadebordado

Começo o bordado com pequenos pontos para prender a linha e termino da mesma forma, dispensando qualquer tipo de nó.




segunda-feira

Sacos para a maternidade e um exercício de escrita

 



Sou ligeiramente introvertida e tímida, características que me impedem de partilhar os meus trabalhos e ideias, num podcast. Permaneço fiel a este meu canto, fazendo uma compilação dos meus trabalhos, em jeito de portfólio, onde posso sempre voltar e consultar notas, vídeos e tutoriais, que partilhei, bem como recordar momentos criativos, viagens, livros, séries e filmes. Manter-me blogger, a cada dia que passa, torna-se mais solitário, mas é em si um exercício de escrita, sendo algo que sempre gostei de fazer. Hoje o exercício de escrita é partilhar de uma forma sintética a forma como decorei os sacos de maternidade, para a minha filha.

Comecei por preparar a minha Bernina. Após ter estado meses sem ser usada, teimava em não ligar. Recorri, como sempre que me deparo com um problema deste tipo, ao YouTube e encontrei a solução. 

De seguida, limpei e oleei a máquina de costura.

Procurei, na gaveta da família, retalhos em algodão, com cores e padrões do meu agrado, sabendo que a minha filha também iria gostar.

Desenhei, recortei e colei entretela nos tecidos. 

Apliquei à máquina.

Et Voilá!

Para um bebé que terá por companhia uma trupe canina.

A família dos 3 peixinhos foi pensada para um bebé que está previsto nascer sob o signo de Peixe.

Para um bisneto de piloto-aviador

Só falta "rechear" e parte do recheio já está feito! (a malha aqui no blog ou aqui, no Ravelry)

Ainda por teminar!
Faltam os botões!

quarta-feira

40ºC entre linhas e costuras

The Workbook

Com o abuso de calor que tem feito fujo a sete pés da malha! Resultado? Ainda estou na secção 2 do xaile que estava a fazer a semana passada, não fiz mais nenhum quadrado da manta e continuo com uma meia meia feita!
Como não gosto de estar parada voltei-me para as costuras com a minha filha Madalena, influenciada por ela e pela Sarah, da Fiber Treck, um dos primeiros podcast que comecei a seguir. Recomendo o livro da Merchant &Mills, para quem quer começar a fazer roupa. A tesoura comprei na Crafts&Company, onde encontram mais material da mesma marca. 
Quando abandono a máquina de costura passo para pontos à mão no projecto de Sashiko que mais parece brincadeira de criança sendo, por isso mesmo, algo divertido e descontraído de se fazer, com resultados surpreendentemente interessantes!
Quanto a leituras estou a terminar o livro que iniciei na semana passada da Camilla Lackberg.

sábado

Junho "Por aí..."

Admito, estou viciada em quadrados de malha que vou fazendo "Por aí..."!
Algo que também vou fazendo "por aí...", sem qualquer objectivo definido, apenas uma forma de relaxar e reutilizar, são pedaços de tecido alinhavados que tomam forma em papel também ele reaproveitado.

domingo

Land Rover e Boro

 
 Eu remendei, ele tratou do resto!
 Desta vez foi a porta do meu lado!
Na hora do regresso à cidade, a minha irmã registou o momento e enviou-nos esta fotografia com a legenda, muito bem escolhida, "A caminho do pôr do sol".

sexta-feira

Perceber, sentir, dar tempo...



Voltei a bordar com lã. Preciso de perceber como se comportam os tecidos e fios, sentir as texturas dos diversos pontos (estas circunferências serão o espaço ideal para experimentar!). Ponto a ponto vou reflectindo sobre o que quero fazer a seguir. Talvez utilizar o bordado com os tecidos da "Loja dos Escoceses". O tempo definirá o destino deste bordado.

quinta-feira

Tingir e Alinhavar

 A primeira experiência com ímanes resultou numa lua perfeita, numa cor imperfeita!
 Pensava que iria obter azul e tive de me contentar com a cor do algodão e tingi a noite, ou seja, o fundo do pano. Terei de fazer mais pesquisas para conseguir o azul índigo, o que é difícil sem ter a planta! Por agora as experiências são com corantes que o meu filho tinha da Escola de Artes António Arroio, desconhecendo por completo a sua composição.
 No frasco e na panela ficou o azul que eu queria no linho e no algodão!
Aproveitando a Lua, fiz mais uma experiência reutilizando tecidos. Não consegui um fundo com o gradiente ideal de cor (se é que isso existe?!). Mas parti do Mar, para o verde da "minha" Serra, terminando nas noites frescas que imperam no Monte da Lua.
Utilizei a primeira imagem que trabalhei no Picasa. Chaminés gémeas fazendo lembrar os gémeos da família e as falsas gémeas, como o nosso Pediatra apelidava as minhas filhas por tão próximas que eram e por tão grande cumplicidade que as unia. Na base apliquei um tecido dobrado, para depois bordar o desenho do telhado do Palácio da Vila.
A árvore (ainda com muitos ramos e rosto por bordar!) é um elemento que representa o bosque que me rodeia, onde sempre gostei de caminhar, explorar com as crianças da família, por isso abraça as gémeas e por elas é abraçada.
No azul encontro o Mar e o Rio das maçãs, que nem comecei a bordar, nem cheguei a aplicar!
Enfim, não é mais do que uma experiência que não terminei por não estar a gostar do resultado, mas com a qual aprendi alguma coisa. Foi o primeiro de muitos passos que quero dar para "Alinhavar memórias". Por pouco que seja é sempre bom aprender!