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segunda-feira

Sacos para a maternidade e um exercício de escrita

 



Sou ligeiramente introvertida e tímida, características que me impedem de partilhar os meus trabalhos e ideias, num podcast. Permaneço fiel a este meu canto, fazendo uma compilação dos meus trabalhos, em jeito de portfólio, onde posso sempre voltar e consultar notas, vídeos e tutoriais, que partilhei, bem como recordar momentos criativos, viagens, livros, séries e filmes. Manter-me blogger, a cada dia que passa, torna-se mais solitário, mas é em si um exercício de escrita, sendo algo que sempre gostei de fazer. Hoje o exercício de escrita é partilhar de uma forma sintética a forma como decorei os sacos de maternidade, para a minha filha.

Comecei por preparar a minha Bernina. Após ter estado meses sem ser usada, teimava em não ligar. Recorri, como sempre que me deparo com um problema deste tipo, ao YouTube e encontrei a solução. 

De seguida, limpei e oleei a máquina de costura.

Procurei, na gaveta da família, retalhos em algodão, com cores e padrões do meu agrado, sabendo que a minha filha também iria gostar.

Desenhei, recortei e colei entretela nos tecidos. 

Apliquei à máquina.

Et Voilá!

Para um bebé que terá por companhia uma trupe canina.

A família dos 3 peixinhos foi pensada para um bebé que está previsto nascer sob o signo de Peixe.

Para um bisneto de piloto-aviador

Só falta "rechear" e parte do recheio já está feito! (a malha aqui no blog ou aqui, no Ravelry)

Ainda por teminar!
Faltam os botões!

terça-feira

Taleigo de bailarina

O primeiro taleigo do ano que fiz, seguindo as instruções da Cláudia, da Riera Alta, vai servir para o fato e as sapatilhas da minha sobrinha bailarina, e amante de gatos. 
 
Há uns anos bordei bailarinas a ponto de cruz e num outro ano bordei os dois quadros que aqui se vêem, com pontos do bordado tradicional.
Dá gosto entrar no quarto das minhas sobrinhas e encontrar aqui e acolá algo feito com todo o carinho pela tia Sofia!

domingo

Costura versus Malha

Em apenas duas aulas de costura, já consegui concluir praticamente uma saia e reaproveitar 3 saias, com pequenos e grandes arranjos. Com a Cláudia tenho aprendido imenso e, apesar do tempo voar na sua companhia, tem rendido bastante. A costura, por se conseguir ter resultados em tão curto espaço de tempo, é bastante gratificante, concordando plenamente com a mãe da Andre Sue, neste podcast, no que se refere aos resultados imediatos serem mais motivadores. O mesmo é dito neste podcast da Isabelle,  do blogue Fluffy Fibers.
O problema da costura é que não é algo que se possa fazer em qualquer lado. Sinto necessidade de ter uma boa mesa para passar e cortar os moldes e até para costurar! Para conseguir as condições ideais, dou por mim agarrada à máquina, "fechada" num quarto, tendo por companhia apenas os meus cães. Os serões gosto de os passar em família, por isso não há lugar para as costuras.
Já a malha, pode ser feita em qualquer lugar!
Apesar do tempo que levo com cada projeto, é excelente poder fazer sempre que me apetece. Quando estou quase no fim de um projeto, e já tenho mais uns quantos em mente, só me apetece dar ao dedo. Este xaile iniciei no dia 1 de janeiro e quero terminar ainda este mês. Aceitei o desafio da Andre Sue e inscrevi-me num dos seus grupos, o shawl along 2016, no instagram #shawlalong2016. Como decorre até março, será uma motivação para terminar o xaile "Céu de Outono", ainda este inverno!  


Projetos, folha a folha

 Dei o primeiro passo no sentido tentar colher mais frutos do meu trabalho, dado que estou a "reinventar-me" no Pomar às Cores. E que passo foi esse?! A escrita de um "Diário".
Na minha antiga escola, fiz uma formação em Diários Gráficos, e desde então ficou sempre a vontade de começar algo parecido. Na formação foi nos dito que não precisávamos de ter jeito para desenho, apenas vontade de "registar". Ainda assim, tive dúvidas se conseguiria fazer algo parecido. Tendo o meu marido verdadeiros Diários Gráficos e, andando com ele a escolher cadernos e materiais para o seu passatempo, fiquei mesmo com vontade de "registar". Finalmente decidi-me!
Parece uma perda de tempo?! Talvez para quem não precise, e não goste, de alguma disciplina e organização. Para mim, espero que resulte, deixando de ter trabalhos inacabados. Ataquei esta ideia numa altura em que estava impossibilitada, por uns dias, como resultado de uma queda, de fazer malha e de bordar. Deu-me imenso gozo, passar para o papel o que me inspirou a escolher os fios, os modelos, as histórias de alguns momentos, os livros que acompanharam o desenrolar dos novelos, a origem dos materiais que estou a usar. Folha a folha, conto ter no final deste ano, um "diário de memórias físicas", para encadernar. Sabia que tinha já visto algo semelhante e de repente lembrei-me que tinha sido neste podcast "Litle bobins Knit". Faz-me lembrar scrapbook, não o sendo verdadeiramente. Uma coisa é certa, estou a gostar bastante deste meu diário, que me permite sentir as texturas do que faço, nas suas cores reais, algo impossível no blogue e no Ravelry.
Estou a construir o "diário" em folhas soltas, que guardo em micas, num dossier. Já tenho a primeira folha do xaile que iniciei no dia 1 de janeiro. A primeira folha do bordado que estou a fazer, para a capa de livros da minha sobrinha Carminho. E a primeira folha da saia que comecei a fazer. Outro objetivo para este ano é tentar começar a fazer a minha roupa. Nesta primeira fase, escolhi os tecidos a combinarem com os projetos de malha e com as lãs que tenho.