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terça-feira

Em Abril fiz...

O tempo voa! Tive cerca de um ano sem nada partilhar aqui e não me pareceu assim tanto tempo. A razão da minha ausência foi a falta de computador (continuo sem um apenas meu), a vida em si e uma tentativa de rentabilizar o meu tempo, minimizando o tempo que passo nas redes sociais. Recorri ao Instagram como forma de registo mais rápido e onde passei a seguir algumas bloggers e lojas/marcas de materiais. No entanto, após todo este tempo, cheguei à conclusão que o blog me faz falta e a leitura de blogs também!
Tenho necessidade de escrever para mim, dá-me gozo "falar com os meus botões", sendo uma forma de registar e de organizar as ideias, sendo uma motivação para desenvolver os projectos que tenho em curso, principalmente quando leio os vossos comentários.  Gosto de partilhar as dificuldades sentidas, novas aprendizagens e as fontes que utilizo.
Vamos ver desta vez o que me vai ocorrer à medida que vou escrevendo.

Malha
O primeiro projecto do mês concluído foi um gorro da Toft, kit adquirido Edinburgh Yarn Festival 2019. O pompom tem um toque fabuloso e pode ser utilizado em vários gorros.


Quase a terminar o Edinburgh Lanes Shawl, da Helen Stewart, fio Magpie, Swanky Sock, feito 85% em Abril. As tabelas da Helen Stewart evitam-nos enganos e permitem saber em que ponto estamos. Faço poucos xailes mas fiquei fã da Helen!
Recomendo o modelo, sendo de fácil execução, com as melhores instruções que segui até hoje, diria mesmo que não há como nos enganarmos (apesar de eu me ter enganado!). Foi um dos kits que adquiri na Edinburgh Yarn Festival. (reportagem fotográfica no instagram, Diário fotográfico). Com a sobra da cor mais clara fiz um outro projecto do qual falarei em Maio.
Trabalhei num outro xaile, da Christel Seyfarth que, para mim, foi uma estreia, tendo-o feito com duas cores em todas as carreiras, com agulhas circulares. Apenas as primeiras carreiras foram tecidas pelo direito e pelo avesso. No fim reforcei os pontos para o steek  e cortei.

O ponto central por onde cortei fiz em liga, ficando realçado entre os pontos de meia.

No topo desenhei uma onda, representativa da nossa união, o casal, dois vivendo como um só
Em ambos os lados desenhei 3 ondas, os nossos filhos
Este xaile gigantesco, não está terminado pois aguardo, há já um tempo, resposta para as minhas dúvidas relativamente à forma de o terminar. Este modelo faz parte do pacote de aulas da Knit Stars 3.0. Quanto a estas aulas, algumas são boas, outras nem por isso. As aulas do Arne e Carlos são excelentes e com elas fiz as minhas primeiras Selbu Mittens.
Não recomendo as aulas da Knit Stars uma vez que, comparando com a antiga Craftsy e actual Bluprint, é uma plataforma em que os professores não respondem às nossas questões, é consideravelmente mais cara e, praticamente mais de metade do que ensinam já  está  disponível no YouTube, livros e páginas dos professores! A Knit Stars criou uma página no Facebook, à qual recorri e onde obtive resposta de uma outra "aluna" que me tentou ajudar, mas não consegui chegar a nenhuma dica/truque, como as que partilham no decorrer das aulas na Bluprint.

Patchwork
Este mês fiz um centro de mesa com tecidos Liberty adquiridos numa das visitas à minha filha, que vive em Londres. Este projecto foi executado com o objectivo de aprender como tirar o máximo partido das réguas da Marti Michell. Assisti às aulas de Log Cabin, da Bluprint e ganhei confiança para fazer uma manta com esta técnica, que quero fazer desde que vi pela primeira vez a série Alias Grace.  O Patchwork da Alias Grace, fez-me, igualmente, querer fazer uma manta Tree of Paradise.
Iniciei um outro projecto, adquirido aquando da minha visita ao Quilt festival, em Birmingham, em Agosto do ano passado. Para este projecto segui, uma vez mais, aulas na Bluprint de Paper Piece.
 Fora de casa, pratico EPP, também com tecidos da Liberty.
Estes três projectos constituem uma aprendizagem e treino para um projecto maior, Farmer's Wife Quilt, que irei iniciar em Maio. Estive a ler o blog da Paula e achei interessante a forma como abraçou este projecto.
Com um mini projecto da Anni Down pratico e exploro materiais para applique.
O mini projecto é deste livro que adquiri no Arco-íris a Metro, uma loja que recomendo, com um serviço exemplar. Em menos de 24h recebi a encomenda que lhes pedi, tendo-me respondido com simpatia e prontidão quando questionei se me conseguiam arranjar livros da Anni Down.

Bordados
Tenho em mãos um dos bordados do projecto de patchwork da Anni Down.
Terminado A Gardener's Journal, que me proporcionou momentos de grande satisfação, tendo sido um projecto do qual nunca me cansei, senti que precisava de ter sempre comigo, independentemente do tempo que leve a fazê-lo, um projecto da Anni Down.
Estou a pensar reduzir para metade (ou menos!) a barra de suporte do painel (no topo, a vermelho)

Livros:

Li apenas dois livros e ambos foram uma decepção para mim, talvez por isso mesmo tenha lido tão pouco. O primeiro foi Terra de Espíritos, da Jodi Picoult, uma autora que me agrada bastante, mas o tema desta obra não é de todo um género que goste de ler, sendo um tema "pesado", a Eugenia.
O segundo livro, Uma Gaiola de Ouro, é de uma autora da qual li muitos livros policiais, Camilla Lackberg. Senti que estava a ler uma "novela" quase até mais de metade do livro! No final do livro reconheci a escritora de policiais.
Reli Perto da Felicidade de Richard Yates por o título ser apelativo, já não me lembrar da obra e ter o tamanho adequado para ler no avião, na viagem de ida e volta a Edinburgh.




Nota: Escrevi num computador com teclado inglês e depois tive de colocar assentos e cedilhas no telemóvel. Com as fotografias também tive alguma dificuldade! Espero conseguir melhorar todo este processo, optimizando o meu tempo!

quarta-feira

Yarn Along {April}


Malha
Estou nas mangas da Humulus. Inicialmente pensava fazer todo o esquema em amarelo, mas tive receio de não sobressair o suficiente. Numa fase tímida de cores, tive alguma dificuldade em decidir o que fazer. As azedas da minha infância, os dentes de leão e os líquenes que vestem os muros e rochedos da Serra de Sintra foram a minha inspiração. Juntei  ao amarelo das flores o verde dos caules, não tendo desistido do amarelo não só por ser a cor das azedas e dos dentes de leão, mas também porque sobre este cinza azulado fez-me ver os líquenes nos rochedos.
Dentes de Leão

Azedas

Líquenes

Leituras:
O regresso ao patchwork pesou na escolha do livro de Jodi Picoult, na minha mais recente visita à Livraria Bertrand (enquanto esperava o início da sessão de cinema) uma leitura diferente, onde vai sendo revelada a forma de "Vida Simples" das "pessoas simples", que são os Amish. Nada vou revelar do enredo, podem ler aqui a sinopse, mas gostava de partilhar algumas passagens que achei interessantes:
(...) Quando Sarah me convidou para uma sessão de acolchoamento que estava a realizar na sala,(...). Um convite para costurar era uma espécie de concessão, umas boas-vindas ao seu mundo que não tinham sido dadas anteriormente"
Num outro capítulo:
Para vocês, tem tudo a ver com quem sobressai mais. Quem é o mais inteligente, o mais rico, o melhor. Para nós, tem tudo a ver com passar despercebido. Como os retalhos que compõem uma colcha. Vistos um por um, não somos grande coisa, se nos puserem todos juntos, somos uma maravilha"

Pomar às Cores
Com esta leitura dei por mim a pesquisar sobre a vida Amish e estou a ver a série Living with the Amish (minuto 12). São radicais em alguns aspectos, não concordo de todo com a sua produção animal, pelo menos aquela que se vê penso que no episódio 4, mas aquilo de que todos falam agora, que todos procuram, o viver de forma simples, o "slow life", está presente no dia-a-dia dos Amish desde sempre! Neste momento, a viver acampada numa obra a decorrer há semanas, vinha mesmo a calhar uma experiência assim!
As publicações  que ando a ler estão como sempre relacionadas com aquilo com que ando a sonhar há um tempo, uma mudança para o campo, no "Pomar às Cores", para onde quero fazer mantas de patchwork e outros trabalhos decorativos. Tento combater a ansiedade que estou a viver neste momento de mudança, seguindo as boas sugestões da revista Calm.

Aqui encontram mais partilhas de projectos de malha de de leituras!

sexta-feira

Alias Grace e patchwork

A série Alias Grace (gostava de ter o livro!), da Netflix, revela histórias interessantes de mantas feitas de retalhos, à mão e cheias de sentido. No primeiro episódio Alias descreve o significado de alguns padrões e o que representam para ela, defendendo que toda a mulher deve fazer três mantas de patchwork antes de casar, uma com a Àrvore do Paraíso, outra com A cesta de Flores e outra com a Caixa de Pandora. 
A minha curiosidade sobre patchwork, em português trapologia, foi avivada e levou-me a novas pesquisas, todas no YouTube, uma vez que continuo acampada em casa, sem acesso aos meus livros. O fascínio pelo patchwork foi crescendo à medida que via documentários, a título de exemplo The Great American Quilt. Os vídeos dos Quilting bee despertou em mim uma vontade imensa de dar pontos à mão junto com outros tantos pares de mãos e ter conversas horas a fio com quem partilha a mesma paixão de criar à mão. 
Vou continuar com as minhas pesquisas até ao final das obras e depois deito mãos à obra. Fiquei a pensar nas descrições de Alias Grace (“It’s a log cabin quilt. Every young woman should have one before marriage. It means the home and at the center there’s always a red square, which means the hearth fire.”), tentei lembrar-me dos tecidos que tenho e talvez dê para fazer um log cabin, que não tem de ser uma manta, para a minha filha Inês. Talvez bordar palavras soltas, ou frases aqui e ali no tecido claro, mas tudo dependerá dos tecidos que tenho. Na minha imaginação já estou a adorar o processo. 
O primeiro passo dei-o hoje semeando* o pastel dos tintureiros que comprei à Alice, do saber fazer.
Fazia-me falta algo não tão repetitivo como a malha que ando a fazer. Mas a malha fica para um outro dia. 
Hoje partilho o meu primeiro trabalho de patchwork, um painel do diário de uma jardineira, que espero, muito em breve ser eu!
Estou a terminar o acolchoamento que aprendi a fazer com a Rosa Pomar. Tive o painel guardado por muito tempo, procurei por todo o lado quem me ensinasse como o acolchoar, com receio que o autodidactismo inicial falhasse nesta etapa final e deitasse tudo a perder. Foi uma sorte encontrar o lugar e a pessoa certa, para me ensinar a terminar um dos trabalhos que mais prazer me deu. Ainda não o terminei por duas simples razões, não tenho pressa em fazê-lo por não ter ainda a casa "Entre a Serra e o Mar" e porque ainda não tinha nada para preencher o vazio que vai ficar depois do painel concluído. Agora com a cabeça a mil, imersa num caos de ideias, chegou o momento certo de tirar o devido prazer com a conclusão deste diário bordado, unido com tecidos e finalmente seguro em camadas de algodão, com pequenos pontos que contornam os bordados e padrões dos tecidos. (Já tive nesta mesma situação, tendo desistido dos projectos que tinha em mente e mantendo um ritmo extremamente lento neste painel! Será que é desta?!)

*Nota: A Madalena deu-me a alegria de aparecer de surpresa hoje, sexta-feira Santa, para passar a Páscoa em família. Juntas semeámos as tintureiras que comprámos num programa Mãe e filha, antes de ela iniciar a grande aventura e desafio de explorar oportunidades fora de Portugal. O nosso País investe nos jovens mas depois "empurra-os" para a emigração, algo que não faz sentido nenhum!

Acolchoar é a palavra do dia



Acolchoar é o verbo que mais tenho conjugado nestes últimos dias!
Andei a acolchoar com os meus alunos e colegas a nossa Horta e em casa a manta, "A Gardener´s Journal".
Cada etapa desta manta tem-me guiado na descoberta de técnicas, truques e dicas e, mais recentemente permitiu-me conhecer o Slow Stitch e o Shibori quando partilhava algumas fotografias no Instagram. Todo o processo criativo é em si mesmo uma descoberta, um leque de infinitas possibilidades e um tempo de novas aprendizagens.

quarta-feira

Yarn Along

Com a aproximação das férias começamos, eu e ele, a tentar concretizar sonhos, tendo em conta algumas despesas prioritárias. Não é fácil com dois filhos ainda a estudar, com a reformulação das licenciaturas que ao passarem para 3 anos impõe 2 anos de mestrado, o que equivale a uma valente facada no orçamento  familiar (jogada de mestre dos nosso políticos?!). Só nos resta ter jogo de cintura e ver pelo prisma de que tudo o que é formação e educação, é um investimento e não um gasto. Com esta conversa toda já me perdi!
Retomando os planos para férias, condicionados não só pela verba que dispomos mas também pelos nossos cães, este ano estamos a pensar em Ilhas! Gostava de voltar à terra do meu Pai, Angra do Heroísmo e de finalmente ir à Irlanda, por isso estou a ler "Arquipélago", que o meu pai me emprestou, e a revista da Geo sobre a Irlanda do Norte, que o meu irmão me emprestou. Todas as poupanças que consigo fazer são a pensar em viagens, dando assim o meu contributo para os sonhos a dois. Se por um lado tenho poupado em livros e revistas, pois pertenço a uma família de viciados na leitura, por outro lado não resisti e desviei uma pequena verba para investir em tecidos e linhas para um novo projeto, com novas aprendizagens e adaptado ao calor que já se faz sentir, o que me leva a não querer trabalhar com lã! 
Antes que o calor aperte estou a tentar acabar a manta A Gardener's Journal * que coloquei de lado o Verão passado, tendo retomado com o desafio #craftfor20 e até agora apenas a retomei nas minhas idas ao Alentejo
Garantidamente que é o trabalho que me tem dado mais gozo fazer, embora não pareça pelo tempo que tenho demorado! Criei uma relação especial com este projeto, começou com um amor à primeira vista quando vi a revista da Anni Down na feira Créations et Savoir faire  e como tudo o que é bom e me faz feliz, tenho feito render e esticado o tempo deste namoro, inventando sempre mais um ponto para dar!
 
Quando comecei a bordar os desenhos, estava longe de pensar em fazer uma manta, mas depois  chegou-me o desafio da Chookyblue  e resolvi tentar o patchwork!
Estou na fase de acolchoamento à mão, em que contorno todos os bordados com pequenos pontos e procuro padrões nos tecidos para acolchoar. Com o fim à vista quis pensar já num novo projeto e foi por isso que fiz um pequeno desvio da verba destinada para as férias. Se não conseguir viajar pelo menos tenho com que me entreter!
Quanto a malha retomei o xaile "Céu de Outono", com que me tinha "zangado", pois tive de desmanchar todo o rendado, que tinha um erro na primeira carreira. Dava para disfarçar mas sabendo que o erro estava lá iria sempre olhar para ele! Numa perspetiva de poupança desmanchar até que nem foi mau pois assim tenho trabalho para fazer sem ter de investir em fios, nem em modelos.
Este modelo é gratuito e a Heidi Alander tem mais modelos gratuitos.
Regresso assim ao Yarn Along. Da última vez partilhei um livro que não gostei de todo! A desilusão não foi grande pois logo nas primeiras páginas pressenti um livro de auto ajuda, um tipo de leitura que não me agrada de todo, e Criatividade para mim é e passa por muito mais, mas a minha opinião fica para um outro dia, com mais tempo!
Yarn Along
*P.S Espero com esta partilha ter dado resposta às perguntas colocadas, na caixa de comentários, sobre a manta. Melanie os desenhos são da Hatched and Patched, apenas escolhi os pontos para bordar, os tecidos da manta, tendo adaptado a meu gosto os blocos propostos no livro, tentando sempre emoldurar os bordados com tecido.


domingo

Planear para rentabilizar

Iniciei um Bullet Journal! Sou tão desorganizada, esquecida, despistada e tudo mais, que não resisti a uma nova tentativa apostando num novo formato no sentido de me focar e rentabilizar o tempo. Continuarei a andar com a minha agenda para todo o lado, evitando assim mais um peso na minha mochila, ou saco.
Não quero um Bullet Journal com "floreados", mas não prescindi de umas cores e autocolantes como auxiliares e de uns separadores que fiz com washi tape que "desviei" da gaveta de uma das minhas filhas.
autocolantes  The Craft Company
Aproveitei a tranquilidade de uma manhã sozinha no alpendre para planificar maio com toda a calma, sem devaneios ou desvarios. Se atingir alguns objetivos também escrevi a recompensa a que terei direito!
Satisfeita com a minha planificação decidi dar mais uns pontos na minha manta. No início o difícil foi concentrar-me! A Princesa espreitava de um lado, a Dharma do outro e o Málibu corria sérios riscos de ir parar à piscina.


Finalmente sossegaram e eu pude dedicar-me à manta.

Estou curiosa para medir a distância dos meus pontos, que vai variando desde que a comecei a acolchoar, tudo porque descobri no livro que a Rosa Pomar me aconselhou ( The quilters Ultimate Visual guide) a seguinte tabela.
O que importa é que está a dar-me imenso gozo contornar os bordados e realçar padrões nos tecidos, a tal ponto que nem dei pelo que estava fazer à Dharma, mas fui apanhada pelo Zé!
Antes de ir para o batizado da sobrinha, o João Manel ainda conseguiu arranjar tempo para me arranjar cebolinho, orégãos e poejo para a Horta da Escola e mudámos as malaguetas de sítio já que teimam em não germinar!


Terminei em grande o fim de semana, pois tenho a bênção de ter mais do que motivos para festejar o Dia da Mãe.