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segunda-feira

Celebrar o Dia Mundial da Criança com Beatrix Potter

ainda falta bordar apontamentos que não são a ponto de cruz

Encontro uma ligação ainda mais especial ao trabalho de  Beatrix Potter e ao legado que nos deixou, desde que a minha filha teve de ir viver em Inglaterra. Tudo o que me aproxima da terra que agora acolhe a minha filha desperta em mim um sentimento de pertença e proximidade. É uma forma de me sentir ligada aos caminhos que ela percorre diariamente. Mas a minha ligação a Beatrix Potter já vinha de muito antes. Quando estava grávida do meu filho, apaixonei-me pelo seu Mundo imaginário através dos seus contos. Comprei seis posters com imagens retiradas da obra de Beatrix Potter para decorar o quarto do António, juntamente com vários outros pequenos detalhes. Ainda hoje guardo com carinho essas memórias e tenho os quadros, em molduras diferentes (mudadas para habitarem o quarto dos meus sobrinhos), no espaço onde costumo dedicar-me aos trabalhos de mãos.

Agora, como avó, continuo ligada ao Mundo criado pela Beatrix . Escrevo cartas para os meus netos em papel ilustrado com personagens de Beatrix Potter e, quando eles ficam cá em casa, leio-lhes os seus contos antes de adormecerem. 

Há dois fins de semana, os netos que vivem aqui perto passaram cá a noite. Antes de dormirem, li-lhes dois contos e contei-lhes também que estou a bordar algumas personagens, que tão bem conhecem, para decorar o quarto dos netos — um espaço muito especial que irá nascer no quarto onde atualmente tenho os meus hobbies. Muitas mudanças estão para acontecer! A ideia é mudar, com as linhas e agulhas, para o jardim de Inverno, que quero construir. Assim, o quarto ficará disponível para acolher os netos quando cá vierem dormir, rodeados por algumas das personagens que já fazem parte do seu imaginário e que agora começam também a ganhar forma nos meus bordados.

Sábado consegui terminar o ponto de cruz, mas faltam ainda as linhas a ponto atrás do Ned Neddles, o PIP da Stacy Nash e da Esquilinho Miss Hazel, para acompanharem as leituras dos contos de Beatrix Potter. Falta escolher o enchimento para os bonecos, nos quais pretendo fazer um bolso nas costas, com o molde de coração da Sarah, para colocar mensagens para aos netos, para lhes ler após a leitura dos contos - sempre a construir memórias com e para eles! A estes bonecos irei juntar uma raposa e, talvez, um sapo, um ratinho e um ganso, conforme correr o enchimento dos bonecos. O coelho não sei se vou fazer porque o Petter é um coelho muito especial.

No iníco de cada história do livro que tenho traduzido, e lido aos netos, há sempre informação adicional a cada conto: 

imagem do pinterest

O conto do Esquilo Papa- Nozes: Em 1901, Beatrix Potter passou o Verão com a sua família em Lingholm, uma casa à beira do Derwentwater, na região dos Lagos. Enviou uma carta sobre os esquilos que ali vira a Norah Moore, a filha de oito anos da sua antiga precetor: "Uma velha senhora que vive na ilha pensa que les atravessam o lago quando as nozes ficam maduras; mas como é que eles conseguem ultrapassar a barreira da água? Talvez façam pequenas jangada!" A carta passa depois a contar a história do Papa-Nozes, o esquilo atrevido que acaba por ser castigado pelo Velho Castanho, a coruja com a aqual Beatrix substitui a velha senhora da sua carta. O livro resultante foi dedicado a Norah. Contém várias paisagens do belo lago Derwentwater, que continua bastante inalterado até hoje.

imagem do pinterest

O conto da Senhora Toca-E-Foge: Embora vários animais dos livros de Beatrix Potter tenahm sido baseados nos prórios animais de estimação, muitas vezes ela também lhes atribuía qualiades humanas. A personagem da Senhora Toca-e-foge foi inspirada em Kitty McDonald, uma velha lavadeira escocesa, "uma senhora baixinha, rechonchuda e engraçada, tão morena como uma baga, que usava vários saiotes. Beatrix contou a história pela primeira vez à sua prima Stephanie Hyde Parker, em 1901 mas esta acabou por ser dedicada, quando publicada em 1905, a Lucie Carr, filha do vigário de Newlands, o vale em que o conto se passa. O ouriço domesticado de Beatrix, Mrs. Tiggy-Winkle (Senhora Toca-E-Foge), serviu-lhe de modelo: "Desde que possa dormir nos meus joelhos, está tudo bem, se for preciso ficar imóvel e de pé durante meia hora, primeiro começa a bocejar pateticamente, e depois morde mesmo! No entanto, é uma criatura muito querida.

Os contos de Beatrix Potter fazem-me recordar também os vários ouriços que fomos salvando aqui pelos terrenos. Construi no jardim abrigos para os proteger, mas a nossa Luna, com a sua energia e curiosidade, infelizmente, mantem-nos afastados. Ainda assim, continuo a olhar para estes pequenos animais com ternura, querendo protegê-los, e vou deixando no pinhal água na altura de maior calor.

O que admiro na obra de Beatrix Potter são as suas aguarelas (não apenas as dos contos, como tive o privilégio de admirar numa exposição no V&A) e a capacidade de transformar a simplicidade da natureza, dos animais e da vida familiar em memórias que atravessam gerações.

Estou ansiosa por iniciar o Sampler da Beatrix Potter, não bordado por ela, mas que estava no seu quarto de dormir. Acumulo projectos que quero fazer e projectos já iniciados, ao contrário de há 30 anos, ou mais, quando iniciei a minha jornada pelo ponto de cruz. Na altura iniciava e terminava um projecto, sem partir para outro, mas hoje é algo impossível estando a ser constantemente bombardeada com imagens inspiradoras nas redes sociais. Falta de disciplina? Provavelmente não! Ouvi dizer (minuto 24 a 26) que até é bom para a saúde mental ter vários projectos em curso. A ser verdade a minha saúde mental em breve ficará fortemente robusta! 

Fotografias de livros da minha Biblioteca:




Manta de patchwork e papel de William Morris no quarto de Beatrix Potter


Aguardo a chegada, em Julho, do livro da exposição Drawn to Nature. Após as minhas pesquisas encontrei o melhor preço na Fnac e ainda fico com pontos no cartão.

No dia da criança recordo a frase da Lya Luft

A Infância é um chão que a gente pisa a vida inteira

Tão verdade! "A infância não passa completamente...ela permanece como uma base invisível de tudo o que sentimos, acreditamos e construímos na vida adulta"

Malha e um agulheiro



A minha filha Madalena trouxe um kit da Sarah para ter as agulhas organizadas, que deveria fazer primeiro antes de me lançar em projectos maiores, mas não resisti e iniciei a manta, We Are Family.  Ainda assim já estive a trabalhar no Kit tendo revisitado o vídeo da Jude Hill.

Estou ansiosa por ter as agulhas de malha livres de trabalhos por terminar, para brincar com tecidos, cor e linhas, registando memórias em mantas, painéis e talvez toalhas, trabalhos que no futuro serão uma forma de revisitar histórias de uma vida vivida para e com a família, uma vida de viajante, de jardineira, de sonhadora e de tudo o que fez e faz de mim a pessoa que sou hoje.




O foco agora é limpar as agulhas de tricot, como tal, terminei o gorro do neto mais novo, o Francisco e a coruja do mano Vasco.



Fica por terminar a roupa para a raposa do Francisco, o cavalo e um boneco para o António. 


Finalmente terminei o meu casaco, tendo conseguido estrear no dia 13, no aniversário da Compincha (minha sobrinha). Usei o presente dos meus filhos, um vale, na The Craft Company , numa encomenda de fio da Rowan para um casaco básico para ter apenas um trabalho de malha nas agulhas, para os serões à luz ténue da lareira. Fui a Cascais com a Madalena e os miúdos, para conhecer a casa de chá, que também serve refeições, da Craft Company. O Vasco, que é uma verdadeira esponja e absorve tudo o que o rodeia, quis escolher um novelo e imitar umas jovens inglesas que estavam a tricotar, dizendo " O Vasco faz o gorro!".Conclusão, tenho um gorro para fazer enquanto aguardo a chegada do meu fio.


Após ter assistido à palestra da Nicola, na qual apresenta dois samplers e as respectivas histórias das raparigas que os bordaram, fiquei com vontade de retomar a minha antiga paixão, o ponto de cruz. A parte histórica dos trabalhos de mãos atrai-me imenso e considero extremamente interessantes, daí procurar livros dedicados a estes temas. De momento oiço o audio book Threads of life , livro que recomendo e já agora a consulta do site da Clare, autora do livro.


O livro de cabeceira é  Mrs March e no projeto da escola, "10 minutos a ler", leio o livro que o meu irmão Carlos me ofereceu no aniversário "Eu vi uma flor selvagem". 

Livros, filmes e agulhas

Não tendo o livro 84 Charing Cross Road, vi a história no filme A Rua do Adeus, da Netflix. Não é a mesma coisa mas ver um filme interessante enquanto adiantava a minha camisola, proporcionou-me uma tarde relaxante Não consigo ficar simplesmente parada a ver tv!

Recomendo vivamente  a Livraria, um filme, também com pano de fundo de livros e livrarias, com actores magníficos! A história desenrola-se numa pacata vila no litoral inglês, nos anos 50, ingredientes que, na minha opinião, têm tudo para resultar deliciosamente.

Em português estou a ler A Cidade das Mulheres, sendo a minha  leitura de cabeceira. Vou a meio do livro mas com vontade de o largar!

Sem vontade de largar, durante o dia, nas pausas que vou tendo, aperfeiçoou e leio inglês, o livro The Knitting Circle, de Ann Hood que me chegou durante a visita da minha filha. A referência a este livro li no site The Stichery da Nicki, não tendo descansado até encontrar um exemplar a um preço satisfatório, que surgiu, em segunda mão, na amazon uk

Partilho o prólogo para entenderem a minha busca incessante deste livro:

(...) It is my story, yet I do not have words to tell it. Instead, I pick up my needles and I Knit. Every stitch is a letter. A row spells out "I Love You". I Knit "I love you" into everything I make. Like a prayer or a wish, I send it out to you, hoping you can hear me. Hoping, daughter, that the story I am knitting reaches you somehow. Hoping, that my love reaches you somehow". 

No capítulo 2 li

In the car, after she had cried good and hard, she picked up her knitting and did one full row right there in the parking lot before she drove home.

Ann Hood

Quantas vezes não procurei conforto nas agulhas? Não me imagino a lidar com momentos menos bons sem o escape das agulhas e livros!

Pesquisei informações sobre Ann Hood e as suas obras, algo que habitualmente faço, tendo encontrado no YouTube entrevistas que deu, apresentações de obras e até um Ted Talk, todos interessantes. 

O primeiro livro que li da Ann Hood, penso que o único traduzido para português, também tem um vídeo no YouTube.

A propósito de clubes de agulhas, em breve terei novidades.

quinta-feira

Não tenho mais tempo, o tempo ficou apenas diferente!

Com a certeza de que é preciso continuar  faço um esforço diário e incorporo o que tenho de aceitar como "normalidade", nas minhas rotinas diárias, sem grandes sacrifícios mas com alguma preocupação em relação à família.
Com a certeza de que é preciso continuar, tento não me atormentar mantendo as mãos ocupadas. Mas as agulhas direccionam o meu pensamento para os dias do longo internamento em que troquei ideias de bainhas abertas e bordados com enfermeiras pacientes e conversei com médicos dedicados acerca da perfeição dos seus pontos e de formas da recuperação da minha motricidade fina. Enfim, memórias positivas que consigo ter desses dias graças a médicos e enfermeiras/os formidáveis que tive, que temos e que hoje lutam por todos nós. Revolta-me saber que há quem não fique em casa desrespeitando todos os que estão na linha da frente empenhados em defender a nossa saúde!
Talvez por isto e por muito mais, a minha concentração esteja sempre a ser testada e consecutivamente falho. Estando de férias de Páscoa e fechada em casa, aparentemente teria mais tempo, mas não, não tenho mais tempo. Tenho apenas um tempo diferente, uma interrupção, que coloca na minha frente um caminho novo.
Este "tempo diferente" que poderia ser de horas a fio dedicadas a criatividade, tem sido preenchido pela monótona repetição de pontos de meia e liga, tecendo peças em malha para o neto que nascerá em Maio. Hoje tenho nas agulhas um casaquinho com um padrão que tem sido um consolo e, como sigo parcialmente umas instruções, consigo envolver o pensamento numa ténue criatividade. Ainda assim, quando fico cansada da repetição do esquema e me apetece brincar com cores, salto para o Sampler a ponto de cruz.

Depois de Tudo
De tudo ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar

Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro.

Fernando Sabino, trecho adaptado de III- O Escolhido, do livro O Encontro Marcado

terça-feira

Yarn Along (Setembro)





Retomei mais um ano lectivo, desta vez com uma acção de Burnout super interessante. As actividades que desenvolvemos fizeram sentir-me parte de um grupo coeso e permitiu reflexões individuais. Quanto a estratégias para o evitar tenho muitas e duas são a leitura e a malha. Este mês iniciei com a leitura da última obra de Joanne Harris e retomei o casaco "Em busca da felicidade".  
Do que li de Joanne Harris, transcrevo: 
" Também eu tenho cicatrizes de várias marcas. Essa ideia reconforta-me. Sou como a colher de pau; a tábua de cortar; a mesa. A vida pegou em mim e fez de mim algo diferente. Mas o que é que eu mudei? O que fiz para tornar as pessoas à minha volta diferentes?(...) Quando era nova, acreditava que podia passar pelo mundo como o vento pela erva, mal lhe tocando, nunca tocada, a espalhar as minhas sementes até ao céu. Quando era nova. (...) Cinquenta anos costumava parecer tanta idade. Cinquenta era meio século."
Quanto à malha, lançar padrões, brincar com as cores, desenhar com lã, ter fios nas duas mãos, uma a falar com a outra, tal como as mãos de um pianista é o tipo de projecto que mais gosto de ter nas agulhas.
Retomo assim a minha participação no Yarn Along.

quarta-feira

Páscoa entre a Serra e o Mar

jogo entre primos
Jogo tios e sobrinhos
Final do dia, tempo de caminhar até ao mar.
 Jogo ao serão.
Um novo dia, uma nova caminhada.
No pinhal enquanto os adultos preparavam a caça aos ovos.

O "caçador" mais novo e meu afilhado
  Redistribuição equitativa da "caça" pelos "caçadores"
A Dharma e eu aguardamos a chegada do nosso presente de Páscoa, doce como um Torrão de açúcar!
Estes dias mantive as minhas mãos ocupadas com uma almofada em Sashiko
À noite pegava na malha tendo feito metade da segunda manga do meu yoke, que tive de desmanchar por ter montado o número de malhas errado, resultado de tanta conversa cruzada. Já desmanchei e, para não me zangar com a manga e porque penso que a lã trabalhada vai ficar mais disfarçada no cós do corpo, já montei as malhas e vou unir para iniciar o corpo. Os alfinetes dama garantem-me a não torção do trabalho quando o unir!
Quando as minhas mãos abandonavam as agulhas, lia. Gostei de navegar com Jean Perdu e de "viver" a sua reconciliação com a vida na "aldeia de pescadores, onde "revi" este nosso lugar "Entre a Serra e o Mar" (...) uma íntima pátria. Suficientemente pequena para  caber inteira nos seus corações. Suficientemente grande para os proteger. Suficientemente bela para permanecer para sempre como um local de nostalgia. (...) significava agora felicidade, paz, calma. Significava a sintonia e a consciência do conhecimento de um ser. (...) naquela sua pequena pátria do tamanho do coração".  No fim da leitura fui presenteada com receitas de cozinha francesa e de livros para "diversas ocasiões".
Este livro foi uma companhia agradável nos primeiros dias da pausa lectiva. Nos últimos dias, ao deitar, lia "A Queda dos Gigantes", mais uma trilogia fantástica do Ken Follett.
No final das férias, o que custou foi a despedida deste lugar mais que perfeito, da casa da família que os meus pais nos arranjaram,  regressar à cidade e dividirmo-nos pelas nossas casas!

Simplesmente Mondim

Malha:
Infelizmente tenho passado horas no Hospital com a minha Mãe, o que me levou a iniciar umas meias. Nos momentos mais difíceis, as horas "a fio" tornam-se mais toleráveis. Há um tempo andava sempre com um bordado para ocupar as minhas mãos e até a mente, quando podia ou precisava, mas agora só consigo fazer malha.
"Sua vista fraca já não há de poder contar os fios da cambraia ou da talagassa fina; e a meia que serve para fazer tantas coisas bonitas ou úteis, faz-se com a maior perfeição e presteza sem precisar de estar aplicando os olhos", citação de Almeida Garret, no livro "Malhas Portuguesas", de Rosa Pomar.
Voltando às meias, optei por não fazer qualquer tipo de ponto trabalhado, Mondim "fala por si" e não ando com cabeça para nada! Ainda assim trabalhei o calcanhar uma vez que o fiz com uma cor lisa e contrastante (mais informações no Ravelry). 
O toque da lã Mondim é extremamente agradável e estou a adorar o resultado final. E a propósito de Mondim, apenas uma curiosidade e mais uma breve citação ao livro da Rosa Pomar, companheiro de autocarro a caminho do Hospital:
"Mondim da Beira, 15 quilómetros a sul de Lamego, era ainda nos inícios do século XIX um afamado centro de produção manual de meias de lã de vários géneros, sendo conhecida por Mondim das Meias".
Serão umas meias quentes e confortáveis para as viagens pelo norte da Europa. Não pensava fazer mais meias tão cedo! Meias de lã só nas viagens e nos passeios de todo o terreno pois não sinto frio nos pés quase o ano inteiro! 
Avisaram-me que as meias não poderiam ser lavadas à máquina, o que não me incomoda nem um pouco. Serão tratadas com o carinho que as peças à mão e 100% de lã merecem. Dá-me um certo prazer pensar que terão um tratamento especial!
Comecei a dedicar-me à malha recentemente, mas quanto mais aprendo mais exigente sou quando chega o momento de escolher fios. Tenho procurado, cada vez mais, fios sem mistura de fibras sintéticas ou tratamentos químicos. Por outro lado, apesar de gostar imenso da lã escocesa e da irlandesa, sempre que possível opto por fios portugueses, ou por lojas portuguesas, apoiando o nosso comércio.* Claro que nas viagens procuro sempre trazer "memórias físicas"* normalmente em forma de fios e materiais que utilizo nos trabalhos de mão. 
Leitura:
Escolhi ler mais um livro que herdei das arrumações de uma das casas da família, talvez da da minha irmã! Não foi o título que me chamou a atenção, nem a autora, mas sim a referência, na sinopse, à Irlanda. Apenas na segunda parte é que consegui viajar até à Irlanda, com as irmãs protagonistas desta história e com elas recordar a minha viagem do Verão passado. Talvez esta seja a verdadeira motivação para a leitura do livro "O Barco Encantado" de Luanne Rice.

*Quando a verba é curta opto pelos fios da Drops, que compro no Clube de Tricot
* Numa visita ao Sheep Wool Center na Irlanda, fiquei a saber que nem toda a lã que se vende na Irlanda é de origem Irlandesa, sendo apenas "tratada" na Irlanda.

quarta-feira é dia de Yarn Along