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segunda-feira

Um saco para a Teresa


Bordei mais um saco de maternidade para a minha neta Teresa e, quando escrevi o seu nome, lembrei-me da minha avó Teresa. Quando o bordei, sonhei com a minha neta. Imaginei-a daqui a uns anos, quem sabe já na faculdade, levando este mesmo saco na sua mala. Ou, se ela quiser, poderá um dia incorporar este pedaço de tecido numa manta de retalhos feita por ela. Isto já é a minha imaginação a escrever um novo capítulo sobre um pequeno bordado, mas com um nome que, por si só, carrega tanta história da nossa família. Não saberei onde vai chegar aquilo que hoje faço, um nome bordado, um pedaço de tecido, um simples saco … e, sem dar por isso, já estou a inventar uma história para alguém que ainda nem sequer nasceu.

Notas: Bordado com fio de seda duplo, marca Soie D'Alger 
Tesoura cegonha D.M.C - Porque é que as tesouras de bordado têm tantas vezes a forma de cegonha? Acredita-se que as parteiras, cujos utensílios tinham por vezes a forma de cegonhas devido à sua associação com bebés, costumavam levar consigo trabalhos de bordado para passar as longas horas à espera de recém-chegados. Com o tempo, as suas ferramentas médicas e kits de bordado foram-se misturando e as tesouras de bordado adotaram o desenho da cegonha. Ou talvez a forma do bico longo da cegonha se preste bem ao desenho da tesoura?

domingo

S de Setembro e de Sampler*

O plano inicial seria começar um Sampler em Setembro. Sendo o dia 4 de Setembro o dia em que se pensa que Hannah terá morrido, para celebrar a sua obra, teria sido uma boa escolha, iniciar o seu Sampler. Até porque é também o início de mais um ano letivo e a sua vida foi dedicada a um colégio. Com receio de que a cor do linho que já tenho para o Sampler da Hannah Whitaker seja demasiado escura, comprei, no dia 4 de setembro, o mesmo linho, mas num tom mais aberto, que estará à minha espera em casa da minha filha Madalena. Apesar de ter muita vontade de iniciar mais um Sampler, consegui resistir, uma vez que ainda tenho algumas “coisas” que quero fazer para a minha neta Teresa. Quero também focar-me no quarto dos netos, o que implica, igualmente, trabalhar num Sampler, o da Beatrix Potter**. 

Quando voltei a pegar no Sampler da Hannah, lembrei-me novamente da série Um Veterinário de Província. Talvez porque a série é passada em Yorkshire, a mesma região onde viveu Hannah Whitaker. E ainda bem que me lembrei! Descobri entretanto que saiu mais uma nova temporada, a sexta, da série.

No episódio quatro, adorei a história por trás de uma manta de patchwork e o facto de Helen — casada com o veterinário James Herriot — ter acrescentado à manta um quadrado bordado que contava um pouco da sua história. E, como se isso não bastasse, desafiou também a irmã mais nova, Jenny, a colocar um quadrado que contasse a sua própria história.

Escolha do fio, com a carta de cores da D.M.C

As histórias contadas na ponta da agulha, traçadas com fios, são sempre algo que me fascina! Depois de ver a Helen acrescentar um bordado à manta, pensei que também eu poderia deixar a minha marca na manta que fiz mais recentemente, para que não se perdesse uma data especial. Decidi, então, que tinha de arranjar tempo para o fazer. Redigi a caneta, sem fazer um rascunho, e assinei para que a caligrafia ficasse o mais próxima possível da minha, embora escrita na ponta da agulha. Não fiz correções e bordei tal como saiu à primeira. Apliquei o coração e agora fiquei a pensar que gostava de ter mais tempo para fazer mais pontos de acolchoamento. Aliás, é algo que quero fazer, também, na manta que fiz para os netos. Um dia faço, com tempo!

Notas: 

* Em Inglês conhecido por Sweet Sampler September 

** Inscrevi-me num SAL, no grupo  Across The Pond, apesar de já ter começado o meu Sampler! Este será o segundo SAL em que estou a participar de ponto de cruz. Embora não lide bem com prazos, gosto da companhia virtual e das partilhas, uma vez que bordar é uma atividade que pode ser muito solitária.