segunda-feira

Shetland Sweater - as mangas parte 1

Camisola pendurada na parede do stand

Vi a camisola que estou a fazer já no fim do dia no festival de Edimburgo. Tanto eu como o meu marido considerámos que era uma das mais bonitas, tendo em conta o nosso estilo. Como era o final do dia, as minhas economias já tinham sido todas gastas, mas o Zé gostou tanto da camisola que se ofereceu, de imediato, para sair do festival e ir levantar o dinheiro que faltava para a compra do livro e das lãs necessárias. Enquanto isso fiquei a falar com o senhor do stand, uma conversa muito animada, era super divertido e fez-me prometer que faria uma camisola para o meu marido, dado que ele se tinha oferecido para resolver o meu "problema monetário". Saímos do stand, amigos da família, com um convite para os visitar na Shetland e com oferta de dois livros (este e este).
Até hoje ainda não tinha iniciado este projecto para cumprir a promessa de fazer primeiro a camisola para o landmaníaco. 
Quando comecei a ler as instruções deparei-me com a situação de a escrita ser para quem domina a construção deste tipo de camisolas, sendo super minimalista. Procurei resposta para as minhas dúvidas no Ravelry, consultando os projectos já realizados, mas fiquei na mesma. Decidi que estava na altura de assistir às aulas da Elizabeth Zimmermann, uma vez que, pela leitura dos seus livros, calculei que teria resposta para as minhas dúvidas nos seus vídeos.
Livro complementar às aulas

A aula que me foi útil na construção desta camisola 

Confirmei que o número de malhas indicadas no modelo correspondem às percentagens da EZ, 90% de malhas no cós*,(mas no meu caso fiz com 100%) considerando 100% o número de malhas à volta do peito e 20% para iniciar as mangas, terminando a manga em 50% de malhas (estas percentagens são diferentes nos yokes!).No entanto a EZ não coloca malhas para o steek, fazendo um tubo até chegar aos ombros, sobre o qual coloca a manga e assim determina o corte para o encaixe da manga. Neste ponto hesitei e achei preferível consultar a Amy D., na Bluprint, Simple Sweaters: Strand &Steeked.
Seguindo as instruções da Amy D., fiz a manga tal como a EZ recomenda, fazendo dois aumentos a cada quarta carreira, no entanto as primeiras 8 carreiras fiz como dizia no modelo, em cada segunda carreira e só depois é que passei para os aumentos a cada quarta carreira (esta emenda consta na errata do livro), tendo obtido o número de malhas (faltavam apenas 2 malhas) e a percentagem certa, a 20 carreiras do fim da manga, que correspondem a duas repetições do padrão da mesma. Fiz a repetição do padrão uma vez e na 8ª carreira fiz os dois aumentos que faltavam e a partir deste ponto fiz a última repetição sem ser em circular, o que implica alterações também no corpo e é aquilo que é designado pela Amy como Modified drop sleeve, que torna a camisola mais elegante. Vou acreditar que sim! A minha incerteza levou-me a consultar a minha "bíblia do Tricot"e confirmei que a sugestão da Amy é capaz de resultar!


Ainda não estou segura do que estou a fazer e como tal comprei mais um livro do qual falarei um outro dia e como cheguei a ele.
Enquanto espero aprender mais com consulta dos livros que estão para chegar, vou iniciando o corpo da camisola e vendo a terceira temporada na Netflix, de Anne with an EOntem vi "Dois Papas" e recomendo vivamente!

*Nota. a EZ utilizava o cós para "esconder" mensagens, mensagens que ela designou de secretas. Nos vídeos mostra algumas mas com datas e nomes. A Amy dá o exemplo "Se encontrar esta camisola é favor devolver a ..." e refere mensagens de amor.

sexta-feira

Conversa fiada acerca de livros e aulas

Começo o novo ano apenas com horas a fio de conversa fiada, melhor dizendo, de escrita fiada. Talvez consiga organizar as minhas ideias!
Os últimos dias de férias têm sido, entre idas ao Banzão e vindas a Lisboa, nos momentos calmos faço malha em frente ao computador, a assistir a aulas com a fantástica Elizabeth Zimmermann e à noite leio os seus livros. As aulas foram adquiridas na Schoolhouse Press , com a certeza que seriam um bom complemento aos livros, o que me permitiria arranjar a resposta para muitas dúvidas que tenho, e assim foi. Um dos problemas que tinha foi a camisola que iniciei no final do ano*, cujas as instruções são minimalistas, deixando imensas dúvidas em termos da sua construção. Se aprendi bem as lições da Elizabeth Zimmermann conseguirei ultrapassar as dificuldades com que me for deparando. Para já estou a fazer uma manga, verificando o número de pontos por 10 cm (gauge), servindo igualmente para medir a cava. Depois partilho o processo completo se o conseguir fazer sem comprometer direitos de autor!
Numa das aulas a EZ faz referência a uma manta da Shetland que todos os bebés devem ter e de imediato lembrei-me de um pacote de aulas da Bluprint, da Gudrun Johnston, The Shetland Hap Shawl . Assisti a mais aulas e adicionei mais um projecto que quero fazer este ano, aos projectos que tenho andado a estudar para o meu neto. Na realidade estava a pensar fazer mais bonecos do que roupa uma vez que nascerá em Maio e malha só irá usar no Outono/Inverno. Poderei fazer umas peças em algodão mas como só servirão umas semanas estou mais virada para os bonecos que duram mais tempo e que poderão, um dia mais tarde, fazer parte das suas memórias. A pensar nos bonecos assisti também às aulas da Susan B. Anderson, na Bluprint e adquiri na Amazon o livro Knitted Animal Friends
Falando de livros técnicos, lembrei-me que tenho uns livros  da Jen para acompanhar as aulas no YouTube e que gostava de fazer alguns projectos que me permitissem adquirir novas aprendizagens e desenvolver as antigas. Além destes livros aguardo o Distitch, com o qual quero aprender a reforçar o tecido em malha e realçar pontos a cores, por agora é tudo o que sei sobre este livro. 
Com todos estes livros, aulas, técnicas que quero desenvolver  e modelos que quero fazer, fica difícil evitar uma certa ansiedade enquanto organizo as ideias. O querer usar os fios e modelos que comprei no EYF, antes de iniciar novos projectos, também não ajuda nada, mas só me faltam dois projectos e um já iniciei, é a Shetland sweater que estou a fazer.
Com tudo isto ainda quero terminar o Xaile Pássaros da Praia Grande, agora que, finalmente, encontrei o método ideal para costurar as bordas do xaile. Já experimentei e está a resultar!
Mas além da  malha  também quero retomar o patchwork (e mais este!).
Para manter alguma disciplina/organização o melhor é pensar no patchwork separadamente da malha, como tal fica para um outro dia.
Se me ajudou esta escrita? Apenas me apercebi que tenho imensa vontade de aprender, o que me leva a pequenos investimentos. Para que não seja dinheiro desperdiçado tenho de passar da teoria à prática, pegar nas agulhas e experimentar alguns projectos desses livros e aulas. O difícil está em decidir o que fazer primeiro, com que materiais, para que finalidade e por aí fora. A minha cabeça faz lembrar um cesto de novelos, mas os novelos são as ideias, e deparo-me com a situação que não sei que novelo/ideia pegar primeiro. Nunca vos aconteceu esta situação?
Já me passou pela cabeça fazer como no filme Julie and Julia, mas em vez de culinária seria a minha paixão pela malha que me levaria a partilhar o passo a passo das aprendizagens que quero conquistar assistindo às aulas da EZ, complementadas com outras aulas. Os direitos de autor iriam complicar bastante o processo por isso talvez até o faça, mas sem partilhar publicamente. Acho uma forma engraçada, disciplinada e organizada de adquirir novas aprendizagens.

* final do ano iniciei o kit de uma camisola, a que mais gostei no festival de Edinburgh, com lã da Shetland a ouvir o concerto de Inverno do Sting. Tentei, desta forma, criar uma memória feliz na despedida de uma ano que me foi particularmente difícil, como forma de reconciliação com 2019 e esperança de um 2020 tão feliz que "apagará" as coisas menos boas de 2019.

quarta-feira

Yarn Along (December)

Malha:
Comecei Dezembro a tentar terminar a camisola para o Landmaníaco, estando quase a terminar uma manga e depois é só fazer a segunda manga. A lã e o modelo foram escolhidos pelo landmaníaco, com a promessa que, em troca de ter sido a minha companhia e repórter fotográfico da visita a Edinburgh Yarn Festival, eu far-lhe-ia uma camisola e umas meias à sua escolha. Adaptei o modelo para fazer sem costuras, as costas são lisas a pedido do Landmaníaco e vai ter punhos. As notas estão na minha página do Ravelry.
As meias estavam paradas porque senti necessidade de introduzir um fio mais resistente no calcanhar. Chegou hoje um novelo Mondim, um dos meus fios preferidos para meias e que quero experimentar numa camisola.


Nota:Com o Natal à porta, a malha de Novembro, não me é possível partilhar para não estragar nenhuma surpresa!

Leituras:
Junto com a encomenda do novelo, e já que estava a pagar portes, veio a última Laine e um Kit para umas luvas, experimentando assim, pela primeira vez a técnica Marlisle. Modelos com árvores, plantas e animais são um perdição para uma bióloga tricotadeira!
Na cabeceira, para leitura antes de dormir tenho "O coração de Inglaterra" (Vídeo entrevista com o autor), escolhido por ter a minha Madalena a viver em Londres. Estou a gostar bastante, mas como ando próximo da exaustão a leitura tem sido  mais lenta do que é normal, pois dá-me o sono rapidamente.

Quando tenho necessidade de intervalar o estudo da Ecologia e do corpo Humano, com outro tipo de estudo, leio os livros da Elizabeth Zimmermann´s. Tal como a Elizabeth Z, quando retomei a malha há uma meia dúzia de anos, depressa adoptei agulhas e método circular. Com a leitura das suas obras ganhei a confiança que me faltava e passei a acreditar que é possível simplificar projectos complexos, mas acima de tudo dá-me imenso prazer ler os seus livros escritos de uma forma, que recorda a escrita adoptada por bloggers. Ela teria sido, sem dúvida nenhuma, uma blogger excepcional e eu teria adorado participar num dos seus acampamentos! Aguardo a chegada de uma das suas obras que relata esses mesmos acampamentos.
A filha Meg Sawsen conta que o título "Knitting Without Tears" não foi o escolhido pela mãe, mas sim "The opinionated Knitter" título que os editores recomendaram-lhe substituir. Mais tarde veio a publicar um livro com o primeiro título e que reflete a sua filosofia.
O que me levou a regressar à Elizabeth Z. foram as aulas da divertida e sábia Amy Detjen, na Bluprint (recomendo vivamente). As suas aulas, com todas estas leituras, deram-me confiança para arriscar e tentar fazer modelos de criança, tentando aplicar a fórmula matemática que a Amy ensina, sendo a autora a Elizabeth Z., daí ser designada por EPS  (Elizabeth´s Percentage System Sweater)
A leitura leva-me sempre a pesquisas mais alargadas e com elas fui encontrar este vídeo da Meg Sawsen, um tutorial completo para uma camisola, fazendo-me sentir num acampamento de tricot.

Por recomendação da Amy adquiri aquilo a que chamo a Bíblia do tricot*, The Principles of Knitting, da June Hemmons Hiatt. Penso que aqui encontrarei as respostas para muitas dúvidas que vão sempre surgindo a cada novo modelo que faço. Talvez encontre, finalmente, a resposta que nunca obtive, sobre o melhor acabamento para o meu xaile "Pássaros da Praia Grande".
Não sei o motivo pelo qual este mês não houve partilhas no Yarn-Along, talvez por causa das Festas, ainda assim não quis deixar de partilhar o que tenho nas agulhas e os livros onde, entretanto, descanso as mãos.

*ATENÇÃO Sofia : em caso de dúvida, não esquecer de consultar a errata!

Livros técnicos, Bluprint, Patreon e Ko-fi

Isto de andar a explorar na Net/Web tem muito que se lhe diga. Começa tudo apenas com uma imagem que nos cativa e depois nos remete para outra página que dá mais detalhes sobre aquilo que nos chamou a atenção, que entretanto fala de uma outra coisa e quando damos por isso já não nos lembramos onde tudo começou. Tentei recriar os passos mas não estou certa se foi este o caminho que percorri até chegar às minhas recentes aquisições. Um dos podcast que sigo é o Knitting the stash, e  penso que terá sido aqui o meu primeiro contacto com a Jen Arnall, no início deste ano. Entretanto penso que foi no Instagram que começou a aparecer fotografias do seu último livro   e em simultâneo comecei a ter notificações no Youtube dos tutoriais que acompanham o livro. Perdi o fio à meada e não sei ao certo como cheguei ao site e dei por mim a investir nestes dois livros, que me irão permitir novas aprendizagens e melhorar técnicas. Mas claro que não fiquei por aqui, a Net/Web tem destas coisas e em dias chuvosos pode ser tramado! Quando quis reencontrar o caminho que me levou à Jen ao chegar ao Knitting the stash dei de caras com outro livro e não resisti, uma vez que também me remetia para um site Inglês.
A culpa foi da chuva que me fez ficar com mais tempo disponível para andar por aqui a explorar e divagar. Realço que assim que efectuei o pagamento dos livros a Jen Arnall enviou-me os ebooks para se precisasse de consultar antes da entrega da encomenda, algo que revela um grande cuidado com o cliente.
A propósito de despesas tenho a subscrição da bluprint (recomendo)e investi em dois pacotes de aulas da Knit Stars (0.1 e 0.3), já fiz uma "doação" em troca de aulas à Jude Hill mas nunca me decidi em ser Patreon. A razão pela qual nunca o fiz é que ainda ninguém me conseguiu convencer com os argumentos que apresentam. Alguns oferecem descontos temporários de modelos de malha, entrevistas com designers muito interessantes mas com informações que as designers já facultam nos livros, na Bluprint e nos blogs, e ainda descontos em fios e afins, o que leva a compras por impulso no sentido de aproveitar as promoções. No meu caso preferia que disponibilizassem aulas, truques e dicas interessantes e não aquelas que estão à distância de um clique na Net/Web (as marcas dos fios facultam imensos tutoriais, bem como as designers). Considero mais justo o tipo de plataforma que a Knitting de Stash encontrou, a Ko-fi. Se considero que o conteúdo do seu blog/podcast me enriqueceu de alguma forma, posso doar desde 3$ até ao valor que eu entender. Há youtubers que apelam a que nos tornemos patreon que publicam duas vezes por mês, outros muito menos mas o pagamento cai sempre de uma forma regular, independentemente do conteúdo do "episódio" e se nos agradar mais do que um autor/criador de um podcast, a despesa no final de um mês não é de todo razoável, a meu ver. Como tal vou "pagando cafés" pontualmente a quem me dá em troca bons momentos de lazer e de aprendizagem, mais frequentemente compro modelos lançados pelas podcasters/youtubers. 
Neste momento tenho nas agulhas um modelo que comprei à Melody e na calha uns bonecos da Susan B. AndersonTenho também o primeiro modelo publicado da Melissa e um da SofiaEstes modelos adquiri como forma de agradecimento pelas partilhas públicas das designers.
Antes de ir preciso de defender os livros! Os livros são uma excelente fonte de informação, proporcionando bons momentos. Apesar destes livros que comprei estarem disponíveis em eBook, ainda mantenho o vicio do papel. Tenho consciência que é uma opção muito menos ecológica e mais cara, atendendo ao que paguei em portes, mas gosto de descansar as mãos nos livros, de lhes sentir o toque e o cheiro, não há nada a fazer!

Yarn Along (November)


As etiquetas estão lindas, apetece bordar os desenhos! 


Vovó foi o nome que dei à camisola (modelo gratuito do Espace Tricot) e que estou a fazer (modificações descritas clicando aqui) com o fio Vovó. Uma das razões que pesou mais na escolha desta lã foi no descritivo dizer que "não tem tendência a ganhar borboto", uma preocupação minha que ainda não consigo colocar de parte! Quer a "mistura" de lã da Serra da Estrela, quer a da Quinta do Pisão , são agradáveis de trabalhar e, embora ainda não tenha terminado e lavado a camisola, posso dizer que adoro o toque e a forma como a peça cai, já que a provei antes de iniciar as mangas. Optei pelas cores naturais, sendo o branco de ovelhas da "minha" Serra, dado que a Quinta do Pisão pode dizer-se que fica em Sintra, uma vez que pertence ao parque natural Sintra/Cascais.
Este será o primeiro de uma lista de projectos que quero fazer para explorar os fios portugueses, dos quais conheço muito pouco, apenas Mondim, LaradaBeiroa e ligeiramente o fio Mé-mé. Numa época em que se apela ao consumo do que é local, e em que devemos ter consciência da nossa pegada verde, decidi que está na altura de conhecer mais fios portugueses. A verdade é que gosto bastante da lã da Shetland, da lã Irlandesa e de alguns fios da Rowan, mas são fios que adquiri nas viagens e Feiras/Festivais, os quais guardam em si memórias físicas dessas viagens e, assim sendo, não me pesa tanto na consciência.
Leio o livro mais recente de Meik Wiking, autor do estrondoso sucesso do Hygge.O  autor, neste livro, revela a importância de coleccionar-mos memórias! Gosto de ler em inglês para ir praticando/aprendendo, no entanto o livro original é em dinamarquês e por isso espero não perder nada por ter adquirido a versão em português. Quando andava na universidade adquiri interesse pela psicologia daí ter curiosidade nos livros de Meik Wiking.
Meik Wiking recomenda que devemos "criar momentos inesquecíveis e, sobretudo, felizes, que moldarão quem sou e serei no futuro.(...) as memórias são as peças angulares da nossa identidade. São o nosso super poder, que nos possibilita viajar no tempo e nos liberta das limitações do momento presente." Ao longo do seu estudo conclui que "as pessoas recordavam vivências que (...) envolviam os sentidos".
A malha permite criar memórias felizes, físicas (as peças que faço) e sensoriais. Fazer malha envolve sentidos e uma imensidão de emoções, o cheiro da lã, o toque, a textura de uns trabalhos e a cor de outros. Todos os projectos de malha requerem um investimento da nossa atenção, alguns projectos mais desafiantes tornam o esforço de concluir a peça inesquecível!
Ponto a ponto colecciono memórias, ao ritmo e em jeito de preces e desejos. Sempre que me aconchego numa peça feita por mim, sempre que vejo alguém com uma das minhas peças, associo ao momento e lugar onde comprei o fio, onde teci a peça, os desafios com que me deparei ao longo do processo, por onde andei e com quem estive, conversas que me marcaram, filmes e séries que vi, músicas que ouvi, livros que li, cheiros e sabores.
Uma das minhas memórias de infância favoritas, são os passeios que dávamos em família, durante os quais, enquanto brincava com os meus irmãos e primos, a minha mãe, tias e a minha avó faziam malha.

Eu sou a pequenina a dar trabalho!
O sorriso inesquecível de uma avó que recordo sempre feliz e com um trabalho nas mãos
Emocionada com as minhas memórias, termino partilhando no Yarn Along da Ginny, do blog Small Things.


segunda-feira

Maçãs de Fontanelas

No Land Rover a caminho da Praia da Aguda


A fotografar o projecto que tenho nas agulhas e o livro que estou a ler para o Yarn-Along de Novembro


Poupadas às motas de todo o terreno



Caminhada depois do piquenique

Fontanelas
cerveja artesanal com maçã 
Como já disse há uns meses, adiámos a ideia de sair definitivamente da cidade, talvez até à nossa reforma. Passámos para um plano B, que implica repensar a nossa casa. Discutimos com os nossos filhos várias ideias, pedimos opinião aos arquitectos da família e finalmente temos um projecto a ser executado. Estamos a repensar a casa a vários níveis e começámos já com algumas arrumações na cozinha no sentido de diminuir o plástico que temos em casa, que substituímos por caixas de pirex. Claro que não nos ficámos apenas pelos tupperwares, substituímos também as colheres e copos medidores e comprámos mais um raspador que me fazia falta.
Depois de passarmos uma manhã fechados em casa e uma tarde a fazer compras para a cozinha, de utensílios e de ingredientes/comida, precisávamos de sair da cidade. Apesar de vivermos numa aldeia dentro da cidade, rodeados de espaços verdes, todos os fins de semana temos de ter injecções de ar puro.
Aproveitámos e fomos no domingo até ao Festival da Maçã Reineta, com direito a um piquenique na Praia da Aguda. Não falhamos o Festival da Maçã pois é sempre uma oportunidade de convívio com os locais, aprendendo sempre alguma coisa com esta gente boa, que trabalha a terra e lida com animais. Desta vez a conversa até deu para a cerveja artesanal.
As maçãs serão para assar e para M.F.A. Alterei ligeiramente a receita e agora faço com açúcar "castanho" próprio para crumble (1h13m do vídeo) e mistura de farinhas. Vou experimentar  fazer um MFA com farinha de amêndoa e outro com farinha de noz. Com tanta maçã talvez experimente uns bolinhos que encontrei no YouTube. Para os gulosos preguiçosos também encontrei uma receita para micro ondas, que é feita numa chávena num minuto, Apple Mug Cake, encontram clicando aqui.

sábado

Em Outubro fiz...

 Malha 
Terminei o casaco Em busca da Felicidade, da Marie Wallin. Tinha-me queixado da demora na entrega da lã por parte da Loop, mas o erro foi com a empresa distribuidora. Assim que tive a lã, retomei o casaco. Deparei-me com um problema por resolver, o "enrolar" do cós.
Como tinha ouvido a Fabi dizer num podcast que tinha aplicado i-cord para um xaile não enrolar, achei melhor tentar fazer o mesmo. O resultado não podia ter sido melhor, estou francamente satisfeita comigo mesma, por acreditar que devo arriscar e ter confiança em modificar modelos para obter resultados mais do meu agrado. Este casaco é um bom exemplo disso! Fui atrevida e modifiquei a secção dos ombros, a largura do casaco (mas por mero acaso!) e os acabamentos. Nada como praticar, assistir a aulas, estar atenta a quem sabe e ter uma forte motivação em aprender.
A camisola do landmaníaco está a andar e só faltam as mangas. Entretanto comecei uma camisola, à qual também só faltam as mangas (modelo gratuito do Espace Tricot), para experimentar o fio Vóvó, que estou a adorar! 
 Li
Estranhas Emoções, da Kate Atkinson, ao contrário de todos os livros da autora que já li, não me prendeu, talvez por estar a reler!
A Semente de Bruxa era o livro da semana, na Bertrand e chamou-me a atenção por ser da Margaret Atwood, autora do livro que está por trás da série Alias Grace, da Netflix . A livreira, que me conhece, disse que eu iria gostar e acertou. Aulas de teatro numa prisão e Shakespeare é uma combinação perfeita para um enredo divertido e pedagógico.
Ainda estou a ler As últimas horas da antiga Luz do Sol e do pouco que li, já partilhei algumas passagens com os meus alunos extremamente interessantes. Recomendo.
O Cérebro de Farinha já o li há um tempo, mas retomei a leitura de alguns capítulos, aquando da comemoração do Dia Mundial  da alimentação, com os meus alunos. Este ano o foco é na Sustentabilidade, uma perspectiva que os interessou dado que no ano anterior o programa de Ciências era Ecologia e o deste ano é Saúde.
Passeios










Recomendo vivamente uma ida até ao Alentejo com estadia no Monte do Serrado de Baixo e almoço em Évora, no Moinho do Cú Torto.
Num taleigo, Pão Alentejano acabado de sair do forno


Manta Alentejana
 Visita ao Moinho