segunda-feira

Finalmente um Verão como antigamente!

Os quatro filhos voltaram com os pais, alguns filhos e (bis)netos a Pedras D'El Rei!

Como sempre, não dispensámos uma breve passagem por Tavira.




Casa das Portas



observação de pássaros nas salinas

Fizemos as habituais visitas obrigatórias das quais destaco a Kozii

Em vésperas do casamento da minha sobrinha mais velha, encontrei na Kozii, um vestido com a "minha cara" (made from a unique hand-harvested organic lotus fabric that proves to be extremely soft and highly breathable. Hand block-printed with our exclusive tribal print, this unique dress will feel like a second skin).

O melhor destes dias, a família, os amigos, a caminhada para e da praia, os petiscos e os banhos de mar.



Os manos mais velhos divertidos na água, tal como "antigamente"!











A primeira quinzena de férias fez sentir-me voltar aos velhos tempos, em que tudo era possível. Tomados todos os cuidados, senti-me segura e celebrei dançando e cantando em plenos pulmões, sempre que tive oportunidade de o fazer.

quarta-feira

Sobre a malha mais recente



Para o Vasco levar consigo, para as terras de sua Majestade, retomei o Tsutsu Bear. O esquema é detalhado e simples de seguir, mas tenho de estar sempre a consultar. Como tal, à noite, ocupo as mãos com o Half-Half xaile, o segundo xaile escolhido para acabar com os novelos de alpaca há muito guardados. O primeiro é o da fotografia que se segue e é do arrojado Stephen West.




domingo

Fiber Trek da Sarah, a minha companheira virtual de agulhas



O meu dente de leão acabou guardado na lanterna que aguarda uma vela.

A Sarah, junto com a Susan B. Anderson e a Kate Davies, foram as artesãs que mais me inspiraram quando retomei a malha, depois de mais de 30 anos sem pegar em agulhas de tricot! Contínuo atenta a todas as publicações que fazem mas, mais recentemente, aquela que me tem inspirado é a Sarah. O seu estilo de vida, a região fascinante em que vive (lembrei-me da Mary Jane Mucklestone, que me esqueci de referir há pouco!), a variedade de trabalhos manuais que faz e as espontâneas e enriquecedoras partilhas conquistaram-me e merecerem o meu contributo como Patron. É o primeiro que faço e 3$ por vídeo, penso serem bem merecidos pelos conteúdos que a Sarah oferece. (Engraçado que, assim que me comecei a interessar pelo trabalho da Edyta Sitar (na Craftsy), a Sarah começou também um trabalho de patchwork da Edyta.)







Para me sentir acompanhada pela Sarah, aderi ao seu projecto de The Lost Words, escolhendo o Dente de Leão. Não fui criativa mas estou a gostar bastante deste Kit, da Jiggery Pokery.Tendo-o comprado no dia em que o meu neto Vasco nasceu, crio uma memória física dos seus primeiros dias passados em casa da avó Sofia.

#Dicadebordado

Começo o bordado com pequenos pontos para prender a linha e termino da mesma forma, dispensando qualquer tipo de nó.




terça-feira

O meu espaço Entre a Serra e o Mar

 

Tenho um quarto/atelier para dar asas à imaginação, criar com pontos e linhas, experimentar trapos e brincar com cores. O que torna mais fácil o momento criativo é ter tudo à mão e aos olhos, organizado q.b. e pronto a ser pegado. Para isso doei linhas e lãs, revistas de modelos e alguns livros que fizeram as delícias das artistas e criativas do Mucifal. Combatendo a ansiedade que me provoca ter "materiais" à espera da minha vontade e disponibilidade, ataquei uma coleção de novelos de alpaca, que adquiri impulsivamente numa promoção da Drops, e estou a tricotar um xaile, pegando aleatoriamente nos novelos que coloquei numa cesta. Até conseguir esvaziar a cesta vou tricotando xailes, o próximo que estou a pensar tricotar é o Half+Half . Dada a dimensão dos dois xailes, penso que terei feito uma boa opção para solucionar o acumular de novelos da Drops. 
De hoje em diante espero conseguir comprar materiais, desde lã a tecidos, apenas quando tiver um projeto em vista. Quero pôr um fim a compras impulsivas, com a desculpa de que são um investimento, porque "aproveitei promoções!".
Memórias físicas das viagens vou tentar limitar às chávenas de chá e às chamadas Tea Towels, materiais (lã e tecidos) só se for em quantidade suficiente para um determinado projeto em vista. Isto vai ser o mais difícil de cumprir tal como planeado, mas quero manter este espaço "Entre a Serra e o Mar", tal e qual como sonhei e idealizei um dia! 
 

domingo

Os milagres existem


Os milagres existem sim, mas temos de nos empenhar para que eles se realizem. É necessário dar uma ajudinha do lado de cá, todos os dias da nossa vida. Foi o que o meu paizoco fez e por isso fomos com ele agradecer à Mãe das Mães. Gostava de ter mais fé, nem sei no que acredito, mas é preciso sentir que existe algo superior a nós com que podemos contar. Os seres espirituais encontram felicidade na força do poder espiritual. Não sei o que penso, nem sei mesmo o que estou para aqui a escrever, mas tive lágrimas sentidas ao som dos sinos e nas minhas preces de agradecimento! Senti uma certa paz no fecho deste ciclo de sofrimento, lutas e vitórias. Gostava de ser como a minha irmã, mas já é uma grande bênção ter alguém como ela na nossa vida. Quando fui com a minha irmã fazer uma última prece, no fim ela beijou-me o rosto e eu explodi de alegria, com a certeza que tudo vai ficar sempre bem, desde que a tenha ao meu lado, mais os meus irmãos. 

sexta-feira

Uma nova casa para os meus livros




 Uma casa nova levou-nos a um novo estilo de vida. Começámos por tentar "destralhar" de tudo um pouco e passámos à etapa da procura de espaços públicos onde tudo aquilo que apreciamos pudesse ser desfrutado por outros. É a casa mais minimalista que alguma vez tivemos, o que nos permite mais liberdade e nos dá mais espaço e tempo. Não somos escravos da casa. Rotinas simples são suficientes para manter tudo limpo e em ordem. Ainda temos um longo caminho pela frente, mas ganhar coragem para os primeiros passos foi o mais difícil, depois fica mais fácil abdicarmos de algumas coisas e evitarmos consumir/acumular.  
Criamos novos hábitos, em vez de irmos regularmente a livrarias vamos a Bibliotecas. Aqui partilho o exterior de uma das minhas bibliotecas favoritas.

Em termos de roupa a razia foi brutal. Ainda assim quero rever o que tenho.
É tão mais simples viver com menos! 

quinta-feira

Trabalhando a "cura"





Finalmente retomei as agulhas. Se por um lado sentia a falta de ter as mãos ocupadas, por outro lado não tinha vontade de fazer nada, nem de ver nada, nem de ouvir nada! Não era eu. Regresso aos poucos à Sofia que sempre fui. Recomecei a caminhar, percorrendo as ruas desta aldeia em verso, que me levam até ao mar e comecei a ter "vontade". Comecei por um projeto pequeno de malha, o ursinho Tsutsu, com fio Vovó, recuperado da camisola que desmanchei. Simultaneamente reconquistei a concentração na leitura e devorei, literalmente, "Uma vida e três cães", de Abigail Thomas. A um ritmo mais lento, regressei a experiências culinárias, mas ainda não organizei a cozinha nova, que me tem dado dores de cabeça, por erros sucessivos e não assumidos, da projetista! O que salva a situação é a cozinha ser de facto bonita e de qualidade.

quarta-feira

Sem vontade de fazer malha, preparo-me para a mudança de casa

 Amanhã será o primeiro dia do começo da mudança de casa. Espero que não seja "mentira"* da empresa de mudanças!

Com a mudança à vista e tendo já concluído tudo para o neto e a camisola que estava a fazer, resolvi iniciar um Xaile, para utilizar as sobras de alpaca, mas não estou com vontade de fazer malha. Apesar de estar desligada da comunidade do tricot e dos podcasts assiti e recomendo a consulta das gravações da Sandra, onde ensina/explora como utilizar todas as potencialidades do Ravelry.




Kit epp, com tecidos com padrões copiados da colcha feita por Jane Austen, em conjunto com a mãe e as irmãs.

De momento virei-me para o patchwork, tendo investido em alguns livros, tecidos e num Kit.

Retomei trabalhos antigos, colocados de parte, quando comecei a pensar que não conseguiria mudar de casa. Agora, esses trabalhos, merecem toda a minha atenção. Só penso na nova casa e em pequenos detalhes que quero fazer.

Tenho visto muitos tutoriais e aulas em diferentes plataformas, além do investimento em livros de patchwork e hoje virei-me para os livros de cozinha, The Bloomsbury Cookbook e The Official Downton Abbey Afternoon Tea Cookbook: Teatime Drinks, Scones, Savories & Sweets (Downton Abbey Cookery) Cheguei a estes livros pela Miranda´s Notebook

Não vejo a hora de estar instalada. Posso ir montando a casa a pouco e pouco mas, o quarto destinado a trabalhos criativos, meus e deles, será o primeiro a ficar pronto!

Preciso muito disto! Têm sido momentos difíceis, noites de insónia e muita ansiedade. Trabalhar na cura deste mal-estar passa por deitar mãos à obra e pelo tempo em que invisto nas diferentes etapas do processo criativo.

*1 de abril, dia das mentiras

domingo

Caitlin Hunter e uma questão de números

Hoje é 21-2-21, como tal escolhi, uma vez mais, o dia de hoje para colocar a escrita em dia.





Tenho andado horas-a-fio de agulhas nas mãos a rever episódios das Knitters League, foi a forma que encontrei para me sentir acompanhada durante este isolamento. Assim que der, e numa tentativa de criar laços com a nova comunidade a que pertenço, pretendo desafiar as tricotadeiras, e não só, para um encontro de agulhas, talvez na Aldeia da Praia. Embora me considere introvertida, tenho saudades dos encontros de tricot!

Em relação à camisola que estou a fazer:

Fui cativada por uma fotografia da Luísa Ló, da Malhas&Cia e, de imediato, comecei a trocar mensagens com a Luísa, que se ofereceu para fazer um kit com a lã necessária para uma camisola, num dos meus fios preferidos, Rowan Felted Tweed. A Luísa apresentou-me duas sugestões, uma com a cor cereja e outra em amarelo. Evitando ficar sem mais uma das minhas camisolas, optei, estrategicamente, pelo cereja, uma vez que a minha filha, que mais me "leva" camisolas, adora o amarelo! Estou a gostar bastante do resultado. As instruções são claras e fáceis de seguir, no entanto os aumentos junto das tranças não me convencem, sendo feitos de igual modo, quer incline para a esquerda, quer para a direita. A primeira camisola que fiz da Caitlin Hunter, Birkin Outonal, é uma das minhas favoritas, a próxima que vou fazer é também da Caitlin Hunter, mas, a meu ver, recentemente revela uma certa tendência para modelos muito curtos. Evidentemente que ela sugere, para quem gosta de camisolas mais compridas, o local onde deve acrescentar carreiras, algo a que tenho de estar sempre atenta na hora de adquirir os fios. Outro modelo, que terei de repetir, é o que acabou por ficar para minha filha Madalena, Flores de Outono.

A malha tem sido uma ajuda de peso no combate à ansiedade!

Não vejo a hora de me instalar na nossa casa nova.

Do outro lado da rua, a vista da janela do meu futuro quarto


Por agora contento-me com caminhadas pela zona e a travar conhecimento com a gente da terra, que tem muito para me ensinar!


Antes de terminar, hoje fomos apanhar ramos de eucalipto para coroas anti-traça, uma proteção eficaz das lãs.