sábado

Mãos criativas, são mãos ocupadas

Dificilmente conseguimos evitar levar as mãos à cara! A avó Sofia escolheu ocupa-las fazendo uma manta de patchwork para o berço do neto. É extremamente fácil, mesmo para quem nunca fez este tipo de trabalhos e, apesar de isoladas/os em casa, é seguro aprender na companhia da Maura. Investi num pacote de aulas e recomendo para quem nunca fez este tipo de trabalhos.
Para quem quer evitar gastos, fica a sugestão dos tutoriais gratuitos da Rita (um dia ainda vou fazer esta manta) e da Missouri Star Quilt Company com uma infinidade de tutoriais. Para quem não tem máquina de costura recomendo os vídeos da Jude, sempre com trabalhos extraordinariamente criativos!
Voltando à manta, já tinha os tecidos que adquiri na At Home, juntamente com etiquetas que ajudam a organizar o trabalho, para quem não faz tudo de empreitada e tem de guardar blocos já cortados.

Alfinetes sem plástico  da Tulip. As minhas agulhas são também Tulip e adoro a apresentação em tubos de ensaio, para o meu "laboratório" de costura e bordado

Reciclei um lençol velho, sobre o qual apliquei as tiras de tecido de uma forma aleatória. Estudei a forma como queria dispor os quadrados, uni-os obtendo um conjunto de quatro tiras e estou na fase do acolchoamento. Pensei em acolchoar com Linha de Sashiko mas não tinha a cor que queria. Experimentei as linhas que comprei na minha última visita à Loop, mas não apresentam a resistência desejada, acabei por acolchoar com linha própria para acolchoamento.
Na parte de trás usei um tipo de flanela suave ao toque do bebé 
Sei que fui vaga mas tenho de respeitar o trabalho da Maura!
Quem ainda não sabe o que oferecer no dia do Pai, fica a partilha das instruções de uma Manta, por uma blogger do país vizinho, da qual estava a contar receber uns materiais, mas estamos as duas a reconsiderar e a pensar o que fazer, aguardando uma resposta da distribuidora para mais esclarecimentos em relação às medidas que estão a tomar para o coronavírus.
Para quem não aprecia este tipo de trabalho e gosta mais de trabalhar com papel, recomendo o tutorial mais recente da Kate, sobre encadernação. A Kate tem também videos de patchwork e não só, sendo uma companhia bastante agradável quando tenho as mãos ocupadas com trabalhos manuais.
Volto a recomendar a série da Netflix, Alias Grace, para quem gosta de Patchwork e o filme How to Make an Americain Quilt, sempre bom de ver e rever.
Sejam criativos/as e mantenham as vossas mãos ocupadas, longe da cara.

sexta-feira

Fico em casa, pela nossa saúde!

imagem da net

Hoje ainda fui à escola, muito contrariada. Pensei em faltar pois não há nada mais valioso do que a Vida, mas a contar que teria as turmas a metade e planeando dar as aulas no pátio da escola, resolvi arriscar. Tomei esta decisão por pensar que poderia fazer diferença esclarecer alunos ainda longe de conhecerem a realidade do que estamos a viver, alertar para o que são cuidados de higiene extrema e explicar-lhes o verdadeiro significado de ISOLAMENTO. Como professora de Ciências e Bióloga acredito que, pelo menos alguns alunos, ouvem o que digo e que não duvidam dos conhecimentos científicos que lhes tentei transmitir. Por fim expliquei como iríamos trabalhar nos próximos dias, mas como sei que o trabalho não vai ser o mesmo do que quando estão acompanhados por nós, acrescentei algumas sugestões de como passarem o tempo de isolamento. 
Fico em casa, pela nossa saúde e vou manter as mãos ocupadas, para evitar levá-las à cara, com trabalhos manuais, leitura e acompanhar as sugestões do Casal Mistério. Foi no blog deles que li o apelo fique em casa! pela nossa saúde , no qual o casal Mistério assume o compromisso de irem partilhando ideias para o isolamento.
Eu fico em casa e, se não me cansar do computador por ser o meu meio de trabalho com os alunos, se as cervicais não se queixarem, tentarei ir partilhando o que ando a fazer cá por casa, sozinha e em família.
E vocês, o que vão fazer por casa? Fica a pergunta porque estou certa que, se em termos profissionais for possível, também vão ficar em casa! pela nossa saúde.

segunda-feira

Ao ritmo da Vida

Tudo o que faço de trabalhos manuais está condicionado pelo tempo que tenho disponível na minha rotina diária e nos fins-de-semana. No decorrer do ano lectivo, o tempo escasseia e os momentos do dia que tenho para os trabalhos manuais são quase sempre ao final do dia, sem luz natural, com horas de cansaço acumulado e coincidente com as horas de momentos em família, quer isto dizer que são horas no sofá da sala e de muita distracção. Para estes momentos guardo a malha. Gosto de pegar num trabalho e de o levar até ao fim, mas de facto nem sempre acontece. Há trabalhos cuja conclusão é adiada porque exigem mais atenção ou luz. De momento tenho duas camisolas inacabadas e um xaile. Tal não se deve à necessidade de concentração e de luz mas porque a vida também comanda os meus trabalhos. Com a chegada do neto, as peças que estava a fazer para mim, passaram para o fundo da cesta da malha, escondidas entre novelos e projectos para o neto. Ficarão por lá até ao doce ritmo da vida lhes dar uma hipótese de serem terminadas.
Mas a vida também se intromete nos bordados e no patchwork, e neste tipo de trabalhos as condições de luz são uma forte condicionante, ainda mais do que na malha!
Para me ajudar a arrumar ideias e projectos, faço aqui um ponto da situação.
Retomei um trabalho de ponto de cruz que estava parado desde a minha última viagem aos Açores. Este fim-de-semana, à semelhança do tempo em que os meus filhos eram crianças e brincavam no jardim dos avós enquanto eu fazia o ponto de cruz ao sol, dei uns pontos neste trabalho que quero concluir, e decidi que estava na altura de concluir os trabalhos de ponto de cruz, fazer um kit que ainda não iniciei e bordar uma fralda para o neto.
A manta Farmer's Wife foi empurrada para o lado pela vida. O entusiasmo que lhe estava a dedicar, pensando no dia em que ia mudar-me para "aquela" casa nas Maçãs, morreu no dia em que perdi a casa. Este fim-de-semana, conversando com o meu marido, concluímos que não vamos abandonar o nosso sonho e, por isso, acho que em breve vou ressuscitar este projecto.
Com a chegada do neto retomei a manta Here, There and Everywhere imaginando um quarto para os netos em casa dos avós, com este painel na parede ou mesmo numa cama de grades. Os mapas estão a ser desenhados pelo avô Zé e a avó Sofia ficou responsável por bordar e juntar os retalhos da manta.
A Vida abençoa-me regularmente com visitas da minha expatriada e para ela quero terminar este painel, com a certeza que lhe irá colorir os dias mais acinzentados de uma Londres carente de sol.
Com uma certa urgência terei de terminar a colcha do berço do neto.
A Vida é uma desculpa para a indisciplina que reina nos meus trabalhos manuais, Vida que se mete sempre no caminho de todos os trabalhos, sem excepção, mas é a Vida que é responsável pelo triunfo de tarefa cumprida. É a Vida que me inspira, que me motiva, que me empurra para a meta. Não me recordo de fazer por fazer, talvez fazer para aprender, mas quase tudo o que faço tem sentimentos, sonhos e emoções em cada ponto.
Em relação à malha, com a excepção das peças que fiz para o neto, servem apenas o objectivo de ter momentos de descontracção no final do dia, de não me enervar em filas de espera ou em horas mortas entre aeroportos. Ainda assim a malha dá-me imenso prazer durante o processo e quando termino um projecto. Visto com orgulho as peças que fiz e fico feliz quando vejo a família usar as malhas que fiz.

quinta-feira

Um doce rápido da Avó Sofia


A semana da avó Blogger é sempre bastante intensa. A minha sorte é que tenho um filho que adora cozinhar e que me vai aliviando o peso de pensar nas refeições. Sim, pensar é o que me cansa mais, decidir o que fazer, tentando agradar a "gregos e troianos". Sendo o seu aniversário quis agradá-lo ao máximo fazendo, a seu pedido, salame de chocolate, mas quando estava a bater os ovos lembrei-me que a grávida não pode comer ovos crus. Como o António adora frutos vermelhos, decidi fazer uma receita que a minha tia me tinha acabado de falar ao telefone, experimentando adaptar ao gosto cá de casa.
É simples e muito rápido! Colocasse numa taça suspiros, acrescentasse natas batidas, eu acrescentei um pacote de  chantilly da Leitaria do Paço. Já com os suspiros mergulhados, os meus não tanto assim, (para a próxima vez coloco 2 pacotes, 600gr) coloquei, por cima, o fabuloso caramelo da Leitaria Quinta do Paço, que não fazia parte da receita da minha tia, tal como a amêndoa laminada que acrescentei ao caramelo. Para cortar o doce, leva framboesas no topo. Sempre a pensar na grávida, fiquei com receio de não conseguir lavar devidamente as framboesas, como tal recorri a um pacote de mistura de fruta congelada, bem mais fácil de lavar. Tudo feito sem medidas, tal como a minha avó Teresa, mas posso dizer, porque ainda me lembro, que utilizei uma caixa de 6 suspiros, uma pequena porção de caramelo, talvez 1/3 do frasco, amêndoa torrei um pacote inteiro mas devo ter utilizado meio pacote e a fruta coloquei um pacote inteiro. 
As fotografias não fazem justiça à beleza desta delícia, mas à luz da velas foi o melhor que consegui. O bordado fiz há uns anos para o meu filho.

quarta-feira

Yarn Along - March

António com apenas algumas horas, nascido a 4/3/95, com 4 250 Kg e 52cm. Fralda bordada por mim, conjunto de malha feito pela avó Fatita
Afinal a Ginny continuou com o Yarn Along, como tal também retomo as minhas participações, ainda que hoje, de uma forma muito sucinta! Quero dedicar todo o tempo que conseguir ao meu filho que faz hoje 25 anos.

Malha
Como vai sendo habitual, tinha escolhido um projecto de umas meias para tricotar entre aeroportos, na minha viagem mais recente a Londres. No entanto a meia que fiz já está desmanchada e virou mais um Baby Surprise Jacket, da EZ. Um erro de estampagem fez com que a meia perdesse uma grande parte do azul-escuro, o que resultou numa meia muito avermelhada que ninguém iria vestir. Como tal tive de dar outro caminho a este novelo e como hoje todos os caminhos vão dar ao meu neto que está quase a chegar, ele ganhou mais um casaco, embora não aprecie muito a composição/toque deste fio para bebé.

Livros
Na véspera da viagem estava a ler "A História de uma Serva", livro que escolhi por causa de ser da Margaret Atwood, a mesma autora do livro Alias Grace que foi transformado numa das séries que mais gostei da Netflix, por causa do Patchwork. Como precisava de um livro mais leve para a viagem comecei a ler  "Sr Sherlock Holmes", leitura que estou quase a terminar para retomar "A História de uma Serva". O que posso dizer acerca destes livros, muito pouco, o primeiro não é um tema do meu agrado e interesse, quanto ao Sr Sherlock Holmes, deve ser a primeira vez que posso dizer que preferia ter visto o filme a ler o livro. Talvez pelo grau de cansaço, talvez por ter misturado leituras, talvez porque ultimamente tenho sempre a cabeça noutro lado, não sei, não consigo explicar o pouco interesse nestes livros. Preciso, urgentemente, de um livro que me cative mais, daqueles que não conseguimos largar, que se colam às nossas mãos!
Se gostam de malha e livros, na primeira quarta-feira de todos os meses, voltem sempre aqui e aqui.

sexta-feira

A avó blogger vai a Londres

Quinta-feira terminei as aulas, fui a casa despedir-me do meu filho, agradecer-lhe ficar a tomar conta dos cães e voei, com o meu marido, para Londres. Como chegámos muito tarde ficámos num hotel em Lutton e só seguimos para Londres na manhã de sexta-feira. Almoçámos com a expatriada o que deu para matar, um bocadinho, a saudade, o resto teria de ficar para mais tarde.
Como estávamos em Oxford Street decidimos ir ver roupa para o neto. A diferença dos preços ingleses, para os nossos preços é estupidamente absurda! Num país cujos vencimentos são superiores aos nossos, a roupa de bebé tem um preço muito mais justo. No meu bairro, tentei comprar camisinhas com gola para vestir por baixo das malhas que estou a fazer e só encontrei de 19 euros para cima. No Marks & Spencer uma camisa com calção de peitilho ficava por 12 libras! É apenas um exemplo para justificar a razão pela qual perdi a cabeça, ao ponto de ter de despachar, no regresso, uma mala para o porão e ter virado uma avó "mochileira", como  no tempo dos interrails. Só agora, a escrever, é que me apercebi que poderia ter comprado aqui de casa, como quase tudo, hoje em dia. Ainda assim, não me arrependo do tempo que andámos a escolher a roupa para o neto, não só porque na loja havia mais variedade e podia sentir o toque das peças, mas sobretudo porque foram momentos emotivos inesquecíveis. Pegar numa pequena peça de roupa fez nos sentir que o nosso neto está quase aí para dar um novo sentido às nossas vidas.
Mas não fomos a Londres com o propósito de andar nas compras, mas sim para estarmos com a minha filha mais nova, a noiva! Como vai sendo habitual quando a visitamos aproveitamos para explorar pequenas vilas/aldeias inglesas e a forma como se vive fora da grande cidade. Há muito que andava com curiosidade de conhecer a Cantuária  e como a família concordou fomos os quatro até Canterbury com a ideia de ficarmos por lá todo o fim-de-semana, o que não veio a acontecer.
Inglaterra penso que sofre do mesmo mal que outros países, o abandono de pequenos locais como este. Muitas lojas fechadas, mais pedintes na rua do que em outros locais que visitámos, com um aspecto de que algo não está bem. Canterbury é bonito sem sombra de dúvida, construções lindíssimas carregadas de história, a catedral está a ser restaurada, mas não tinha muito para oferecer a quem visita, pelo menos no Inverno.
A minha camisola aqui no Ravelry
A camisola que fiz para a Madalena aqui, no Ravelry
Às cinco passámos pela experiência do verdadeiro chá inglês, muito mais em conta do que em Londres, e depois estávamos prontos para regressar a casa. O que Inglaterra tem de bom são os transportes, principalmente o comboio, o meu transporte favorito, que nos permite mudar de ideias, ir a quase todo o lado, praticamente a qualquer hora do dia.

Terminámos o dia em King's Cross, verdadeiramente de cara lavada, com uma nova dinâmica, onde no futuro serão as novas instalações da Google.
Um Brunch foi a melhor forma de começar o domingo, seguindo-se uma caminhada pelo bairro da minha filha, com paragem obrigatória na Loop e na Bird Blend.



Sempre a pensarmos nos filhos fomos explorar  Brick Lane e as lojas de música, numa tentativa frustrada de trazermos algo especial para o mais novo.

 Apesar de virmos de mãos a abanar, valeu o passeio e a vivência de todo aquele ambiente, com boa música a ecoar pelas ruas grafitadas. Para agradar a todos em vez de terminarmos a tarde numa casa de chá, fomos a um pub, uma BrewDog
Segunda-feira a minha filha tirou a tarde e foi nos dar a conhecer a loja física da Fresh, com os produtos favoritos para os cuidados da pele destes avós.
O xaile que estou a usar descrição aqui no Ravelry
Seguiu-se o circuito das fabulosas livrarias inglesas, com passagem pela Fortum Mason.

Na terça feira, após as compras/investimentos na Loop, em materiais necessários para os meus trabalhos  manuais decidimos fazer uma caminhada ao longo do Regent's Canal, até ao parque Victoria.

Para experimentar aplicar o feltro na manta Here, There and Everywhere

Linhas para acolchoar manta de patchwork, ver como e se resulta!

Há barcos muito giros e originais ao longo de todo o canal, fotografei apenas este pela forma como escreveram o nome do barco. À hora do almoço, de um dia de semana, há imensa gente a correr nas margens do canal e a andar de bicicleta.  


O melhor destas idas a Londres é estarmos com os nossos filhos, sim, sou como a minha avó Teresa, os genros são filhos que ganho. Desta vez a nossa estadia teve um gostinho especial porque serviu para conversarmos sobre o casamento. A última noite foi particularmente especial, uma ida ao teatro, ver um musical, o Mamma Mia, Recomendo vivamente e, surpreendentemente, o avô também!
A vida cultural e social de Londres é fascinante! Foi a forma ideal de aproveitar as férias do Carnaval.