E assim iniciei as minhas férias, com uma viagem que há muito tempo andava para fazer!
segunda-feira
Amesterdão e arredores , registo fotográfico
E assim iniciei as minhas férias, com uma viagem que há muito tempo andava para fazer!
terça-feira
Um banco de pontos de bordados
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| Habitualmente os materiais não estão no chão, mas teve de ser para apanhar o conteúdo do kit completo |
Tendo retomado o bordado resolvi atualizar-me pesquisando e vendo tutoriais na Crewel Work Company e na Royal School of Nedlework. Fiquei entusiasmada quando descobri que a RSN criou um Stitch Bank, que é como quem diz, um banco de pontos e está incrível. Assisti ao vídeo de apresentação deste trabalho, onde é explicado o funcionamento deste banco de dados.
A ideia partiu de uma bordadeira da RSN, atualmente reformada, que decidiu fazer o que se está a fazer com o banco de sementes para que as espécies vegetais no nosso planeta não se extinguem. No vídeo, acrescentam ainda a dificuldade em desenvolver uma aplicação que identifique um ponto a partir de uma fotografia, já que, ao contrário das flores, os pontos de bordado não são amplamente fotografados. Referem ainda que disponibilizam, gratuitamente, peças da sua coleção — estudadas ao detalhe, restauradas e acompanhadas da informação disponível sobre cada uma.
Na minha última visita à RSN adquiri uma chávena com os símbolos de alguns dos pontos que fazem parte deste banco.
Seguindo a sugestão dada no vídeo explicativo da plataforma, decidi apadrinhar dois pontos em nome dos meus pais. À minha mãe, dedico esta homenagem por ser a responsável pela minha paixão pelas agulhas e por ser a minha mestra nos primeiros passos no mundo dos bordados*. Foi ela quem me ensinou o ponto Portuguese Knotted Stem Stitch. Ao meu pai, agradeço a ajuda preciosa, que com os seus conhecimentos de informática, sempre me ajudou a aperfeiçoar os desenhos que queria bordar. Em nome dele, gostaria de patrocinar o ponto de veludo.
Contudo, ambos os pontos já tinham sido adotados por outros patrocinadores. Por isso, optei por escolher um ponto com nome português – o Portuguese Border Stitch – e, para não ter de escolher entre o nome da minha mãe ou o do meu pai, registei-o em meu nome, com o meu apelido de solteira. Não sou oficialmente "madrinha" do ponto, pois isso exigiria uma doação mínima de 300 libras, mas fiz a minha contribuição, para manter o meu propósito de homenagear, de alguma forma, os meus pais, a quem devo tanto, inclusive o meu gosto por passar horas a fio bordando.
Hoje retomei, com mais confiança, o Crewel Work, graças ao acesso dos tutoriais no Stitch Bank. Não quero ser injusta com a Phillipa Turnbull, pois ela fornece todas as explicações necessárias e de forma clara, e até disponibiliza alguns tutoriais gratuitos no YouTube. O kit que adquiri na altura não oferecia a opção de incluir os tutoriais, algo que atualmente já é possível. Nas instruções deste modelo, a Phillipa menciona que o desenho original poderá ter sido criado para celebrar um casamento e hoje fazemos 36 anos de casados. Um bom dia para retomar este bordado.
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| Bodas de Prata e renovação de votos |
Partilho o registo que fiz conforme avançava no Stitch Bank.
Nota: O ponto principal do Bordado de Castelo Branco no Stitch Bank é designado por Bayeux Stitch
domingo
Arquivo memórias com receio* de as perder.
Ontem, quis assinalar os 85 anos da minha mãe nos trabalhos de mão que trago comigo - as minhas memórias físicas como lhes gosto de chamar: pequenos fragmentos retalhos do passado, cuidadosamente guardados, que encerram em si os momentos e dias especiais que vivi. À minha mãe devo a minha paixão pelas agulhas. Recordo-me de a ver, toda a minha vida, com algum trabalho de agulhas, fosse malha, crochet ou bordado. Tinha de ser minha convidada especial para bordar no painel da Tapeçaria da Diáspora Escocesa! E não se ficou por aí: foi também professora das participantes que se juntaram já na reta final deste projeto..
Assinalei os 85 da minha mãe, retomando um trabalho iniciado por ela, nas nossas aulas de bordado. Foram aulas que serviram para a minha recuperação* da motricidade fina. A minha mãe enfiava-me os fios nas agulhas e juntas bordávamos: eu, almofadas para o Menino Jesus em Castelo Branco, ela, lenços de namorados, um para cada um dos filhos mais um para ela e o meu pai.
Fica aqui também o registo: terminei o 16ºbloco do Queens Walk Quilt, no dia de anos da minha mãe, durante o serão.
Antes quis terminar o bordado da Vieira, símbolo do Caminho de Santiago, onde fui com os meus pais agradecer o sucesso da cirurgia ao meningioma. Este é um dos vários bordados que decidi incluir no painel central do Prince Quilt. A história das alterações deste painel fica para um outro dia.
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| Para bordar por cima de um bordado, utilizei tela solúvel em água. |
Uma vez mais juntámos a família que estava por cá, mas a minha irmã teve de sair mais cedo, pois voltou ao palco.
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| A avó Fátita com alguns netos e bisnetos. Faltavam os expatriados ( não os considero emigrantes porque sinto que os nossos sucessivos governos chutam os jovens para longe das famílias!) |
Foi com orgulho que voltei a ver a minha irmã a dançar no Palácio de Seteais, no fim de semana passado.
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Nota: receio e não medo; Quem já passou por um meningioma sabe a importância de guardar num lugar seguro as memórias que se podem apagar de um dia para o outro.
quarta-feira
"Um Caminho para andar"
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| 2º dia: Crer com Esperança |
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| 3º dia: Amar com Esperança |
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Os 3+1 manos, fizemos O Caminho e levámos connosco toda a Família. A mana desafiou-nos, o pai deu-me o empurrão e seguiu comigo, de vez enquando acotevelava-me e chamava-me a atenção "Sofia pára de falar comigo, segue as pistas de oração, escuta quem te chama!".
O primeiro dia foi difícil, não fisicamente, mas espiritualmente, viver O Caminho. Talvez só ao terceiro dia, tenha finalmente, conseguido orar com Amor (Fé sem amor é fanatismo).
Entre momentos de silêncio, para interiorizar as palavras A peregrinação é a oração dos pés, e momentos de partilha, fomos trilhando O Caminho.
Dividiram-nos em grupo, cada irmão num grupo diferente, e no meu grupo partilhei com confiança e senti esperança. Escrevi no meu caderno, todos tinhamos um caderno, "Escrevam"- dizia a Núria. Sim é importante registar para depois poder voltar aquele momento. Obriga-nos a refletir profundamente nas pistas de oração.
Todos os dias houve espaços preenchidos com sorrisos e brincadeiras, que alegraram O Caminho e que me deram a certeza que devo fazer O meu Caminho sem nunca me esquecer de sorrir à Vida.
No companheirismo tolerei até o ressonar de alguns, o ruído de outros e alguns écrãs à noite. Os desconhecidos tornei-os irmãos na oração, ancorei-me aos meus manos e tudo se tornou simples. O silêncio perturbado pelos passos de 103 caminheiros, a que se misturavam os sons da natureza aproximou-me do essencial.
Ao fim de três dias compreendi as palavras do meu Pai "Só quero um caminho para andar".
Começámos a peregrinação apresentando-nos e eu disse:
" Sou mãe de 3, avó de 4 e professora de muitos. Venho com os meus irmãos e venho porque o meu Pai sempre disse que só queria Um caminho para andar".
Não me recordo de qual de nós disse, na apresentação:
"O nosso irmão mais velho ficou a cuidar da nossa mãe!"
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| Eu e a minha irmã levámos tatuados nos tornozelos aviões e o Zé foi-nos buscar a Fátima usando um boné da Força Aérea! Todos estes pequenos Grandes gestos, carregados de simbolismo, marcaram-me... como uma tatuagem no coração. |
Já passaram muitos dias, mas só hoje* - depois de uma troca de mensagens entre irmãos - senti vontade de partilhar que finalmente descobri o sentido das palavras do meu pai:
"Só quero um caminho para andar" e farei delas a essência da minha Vida!
Construo o mapa da minha Vida, onde traço o meu caminho, tentando fazer da minha vida uma peregrinação.
* não sei se, consciente ou inconscientemente, estava a aguardar pelo dia 21!
domingo
Retomar o Fio à Meada
Em abril estive afastada das agulhas e com nada para partilhar em termos de trabalhos manuais. Foi um mês intenso: celebrei a Páscoa em família e até recebi os expatriados por cá.
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| O mimo na hora de dormir. |
Na escola os dias também foram exigentes, com avaliações intercalares e, enquanto diretora de turma, enfrentei situações nada fáceis.
Felizmente, no final de abril fiz a minha primeira peregrinação a Fátima, o que me trouxe uma grande serenidade e paz interior, que tenho mantido com "pistas de oração"!
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| três gerações de Mães |
Maio começou com a celebração do Dia da Mãe e com mais uma viagem a Inglaterra, desta vez para celebrar os 33 anos da Madalena.
Tive a oportunidade de, no primeiro dia da exposição comemorativa dos 150 anos da Liberty, a visitar e, sendo mais forte do que eu, fiz algumas aquisições. Tinha de trazer um tecido dos 150 anos da Liberty!
Tenho de deixar registado, para quando a memória me falhar, uma frase destes dias do Vasco "Vamos fazer coisas de "adolts", por exemplo, plantar uma árvore"!
Ainda deu tempo para visitar Kensington Palace e a exposição Dress Code, bem como uma exposição de trabalhos em madeira, na loja do Japão.
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| Ursos feitos por uma tribo. Não faziam parte da exposição, mas foi o que mais me |
No regresso da viagem esperava-me dose redobrada de trabalho na escola, mas finalmente, este domingo abrandei o ritmo e voltei às agulhas.
Adiantei as almofadas para o quarto da Família, iniciadas em abril, e voltei ao bordado, experimentando personalizar guardanapos com desenhos que fotocopiei para um papel estabilizador. Se resultar, tenciono usar o mesmo método no Quilt Prince e em bases para bules ou centros de mesa.
Vir aqui escrever serviu para organizar as minhas ideias e guardar algumas fotografias destes últimos dias.




































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