segunda-feira

Outono em Pedras Salgadas e Vidago



Tree Houses



Manhã em Pedras Salgadas. A beleza do Parque e a originalidade das Eco houses tornam este lugar único, um lugar onde quero voltar e ficar em família.
Como viemos só os dois optámos por pernoitar no Vidago Palace, tendo à tarde passeado pelo seu Parque.
Uma tentativa falhada de selfie para  fotografar o meu Ashburn!

As fotografias a elementos naturais correm-me sempre melhor!
Ao final da tarde, enquanto tomava um chá, peguei na malha e senti-me uma "Miss Marple"!
No domingo acordei de madrugada conseguindo o Jacuzzi exterior todo só para mim, um egoísmo que me fez sentir nas nuvens! Estava pronta para me fazer à estrada no sentido de Guimarães. 

sexta-feira

Expectativas goradas






Viemos até ao Casaínho e como passamos por Coimbra pesquisei como poderia enriquecer o nosso percurso para não ser apenas quilómetros de estrada. A Rota dos Jardins chamou-me a atenção. Seleccionei a Quinta das Lágrimas , o Parque Verde do Mondego e o Jardim Botânico. A mata da Quinta das Lágrimas encontra-se praticamente abandonada sendo difícil observar os exemplares únicos que referem no roteiro que nos "oferecem" à entrada com o pagamento de 2.50euros. Pode visitar-se o Hotel e pouco mais há para ver! 
Seguimos para a margem esquerda do Parque Verde do Mondego com o intuito de atravessarmos  a ponte  pedonal "Pedro e Inês" e lancharmos na convidativa plataforma de madeira sobre o Rio, que tínhamos visto nas fotografias do site. Encontrámos a zona das esplanadas totalmente abandonada!
Tudo nos corria abaixo das nossas expectativas. Dado o adiantado da hora, desisitimos do Jardim Botânico e o Zé, para me animar levou-me a visitar a "Bolas de tons". A loja não me decepcionou, antes pelo contrário, no entanto, e apesar de ter tido vontade de trazer comigo umas meadas, evitando assim os portes de quem compra online, não as comprei. Como consegui resistir? Fácil, a rapariga que se encontrava no momento na loja focava a sua atenção nas clientes virtuais e pouco me ligava*. Há lojas assim, deixando o cliente explorar à vontade os artigos expostos e eu até gosto disso, mas quando tenho uma dúvida e coloco uma questão cai-me bem a simpatia, a vontade de ajudar e de agradar, algo que não senti, talvez por pura timidez de quem me atendia. Enfim, há dias que as coisas não nos correm tão bem e talvez por isso tenha ficado com esta impressão negativa. Uma impressão que se assemelha um pouco há que tenho de uma outra loja de lãs, em Lisboa (obviamente que não me refiro à Retrosaria!) na qual esperava ser recebida como uma amiga, mas onde fui recebida como alguém que passa e que nem sequer pode ser considerada como uma cliente, "atendendo ao volume de compras".  Nunca senti nada assim quando visito lojas de lãs no estrangeiro, onde sou recebida como uma cliente amiga que voltará sempre! 
Com a disposição com que estávamos achámos melhor seguirmos para o sossego da Quinta. Um dia completaremos a Rota dos Jardins! Outra Rota que quero fazer é a da Lã.

Nota: mais fotografias no Instagram
*um dia perguntaram-nos se éramos o "Casal Mistério", penso que perceberam que um de nós era blogger! Raramente digo que sou blogger, só quando tenho de pedir autorização para fotografar é que o digo e sei que o comportamento/atendimento das pessoas fica condicionado!

quinta-feira

É o carteiro!

O meu carteiro quando toca à porta quase que canta: "É o carteiro!". Chega sempre com um sorriso e com aquele ar de quem está bem com a vida.
Eu recebo-o com um sorriso de quem ficou grata e feliz com a sua passagem. Desta vez fiquei mesmo muito feliz. Chegou o livro da Kate Davies e as lãs para o meu primeiro Yoke. Impressionante a eficiência dos Shetland Wool Brokers! A rapidez com que chegam as encomendas é inacreditável, até na semana da "Shetland Wool week" foram rápidos a enviar os novelos que lhes tinha encomendado. Recomendo, fiquei fã e cliente. Como dizem por aí que este vai ser o Inverno mais frio dos últimos 100 anos, é uma boa altura para dedicar o tempo livre à malha e projectos para me aconchegar!
O livro da Kate Davies é de excelente qualidade e não há nenhum modelo que não gostasse de tricotar e usar! O próximo investimento será na sua loja. Tenho consciência que neste momento a velocidade dos meus investimentos é superior à velocidade com que consigo tricotar, mas a desculpa é o facto de não saber o que vai acontecer relativamente a encomendas/compras feitas na Escócia futuramente, dado que pertence ao Reino Unido!

quarta-feira

Dar um tempo!


Estou a dar um tempo antes de retomar o colete Fair Isle. Dois ou três dias serão suficientes para me reconciliar com este trabalho! Entretanto retomei a camisola "Lobo Ibérico" que não cheguei a terminar o ano passado por sentir que os xailes me iriam dar mais jeito. Desde então fiz uns quantos xailes/écharpes (nunca são demais!) e, apesar de ter imensa vontade de iniciar o "Rusticidades Irlandesas", achei que estava na altura de terminar esta camisola antes de iniciar qualquer outro projecto!
Com a chegada do Outono retomei a consulta de "Truques Antigos para Tempos Modernos", da Rachelle Blondel  fazendo uma limpeza geral da casa, ecológica e natural. Nesta altura do ano é quando faço os primeiros "doces", um de limão e um de frutos vermelhos, para os lanches de fim-de-semana, de chá e scones. Este ano vou tentar tornar os meus invólucros de algodão (uns são de linho bordados à mão e não sei se resulta!), reutilizáveis e à prova de água.
fotografia da página 40 do livro "Truques antigos para Tempos Modernos"
Quanto a leitura de "cabeceira" ainda estou a ler "Walden ou a vida nos Bosques". Henry D. Thoreau é bastante radical mas não deixa de ter razão. Uma das expressões que simplesmente adorei: "Ser hóspede da Natureza". (mais expressões/frases aqui)
às quartas feira as minhas leituras são aqui

terça-feira

#3 Diário de um colete Fair Isle

Distracção, conversa no jardim e luz directa do sol, não combinam nem com malha a cores, nem comigo! Só ontem à noite, é que me apercebi do erro que cometi no fim-de-semana. Não queria desmanchar até porque já iniciei as malhas para o steek da cava, mas quando cheguei a casa e olhei para o meu trabalho não me restaram dúvidas que tenho de corrigir o erro. 

Não me devia ter inscrito no KAL da Andrea na recta final, mas sim no da Sarah, já que este trabalho tem sido uma aventura épica*e ainda não peguei na tesoura! A Sarah chamou ao seu desafio Shackleton CAL. Achei excelente o motivo da escolha do tema e nome do CAL, bem como a forma como a Sarah tem-no desenvolvido. O seu entusiasmo é contagiante e levou-me a ler e ver tudo o que consegui sobre a expedição de Shackleton*, um exemplo de determinação (e muito mais!).
Quando retomei a malha o meu objectivo era um dia conseguir fazer este tipo de modelos, daí pensar que me encaixava na perfeição no desafio da Sarah. Hoje olho para o meu trabalho e penso: Será que vou mesmo conseguir?! Com o desafio da Sarah sou forçada a dizer: Tenho, quero e vou conseguir!

*  Composição poética de cunho narrativo, na qual são narradas as lutas e os feitos heróicos das suas personagens. in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

(* O destino dos cães que acompanhavam a expedição fez-me imensa pena!)

quarta-feira

Lendo e tecendo fios

O início da volta bem visível , algo que não gosto muito!
Desde miúda que gosto de ler e de trabalhos manuais. Devo o prazer que tiro destes passatempos à minha família. Quando fiquei grávida da minha primeira filha quis fazer algo para ela, tal como vi a minha mãe, avó e tias fazerem para mim, para os meus irmãos e primos. Bordar para os meus filhos foi alimentar a minha paixão pelas linhas e agulhas. Viciei-me no ponto de cruz, passei para o bordado livre/ tradicional, que me levou até ao patchwork. Mais recentemente, retomei a malha. A malha não só não exige tanto dos olhos como também oferece a  excelente oportunidade de vestir peças feitas por nós.(ainda sou principiante, e sem muito sucesso, na costura!)
Enquanto desenvolvia o gosto pelos fios e agulhas, a minha curiosidade sobre a história destes trabalhos, os materiais e as diferentes técnicas, foi aumentando. Encontrei resposta a muitas questões lendo.
Quanto mais leio, mais vontade tenho de viajar, de ir aos locais de origem de determinados fios, de conhecer as tradições e técnicas associadas a certo tipo de trabalhos manuais e os diferentes estilos de vida de quem os explora, interessando-me pela componente ecológica e sustentável. Quanto mais leio, quanto mais aprendo, mais tenho a noção de um mundo para descobrir, para o qual quero pular. Cada descoberta que faço dou um passo para mudar o meu caminho. Sei o que quero, não sei bem ainda como lá chegar. Até lá vou lendo e tecendo fios, ou melhor, lã das Shetland.
Para a Biblioteca da Escola li Saramago (o filme aqui) "(...)sai o menino pelos fundos do quintal, e, de árvore em árvore, como um pintassilgo, desce ao rio e depois por ele abaixo, naquela vagarosa brincadeira que o tempo alto, largo e profundo da infância a todos nós permitiu."
Steek irá ser entre os marcadores rosa
E por falar em ecologia, sustentabilidade e flores, ao serão irei ver, em família, "Dare To Be Wild".

porque hoje é quarta feira

domingo

Um pôr de sol inesquecível e uma noite por todo o terreno

Saída de Lisboa pela Ponte Vasco da Gama.
Primeira paragem no Montijo para substituição do tubo do vaso de expansão do circuito de água (vou acabar por saber mecânica!). Nos momentos de espera peguei no meu "kit de viagem" (para este tipo de emergências) e dei uns pontos no meu Sampler. Devo dizer que o "kit de viagem" inclui trabalhos manuais para vários tipos de luz (preparada para paragens a qualquer hora), um livro, artigos de higiene pessoal, repelente de mosquitos e creme para picadas, toalhetes para as mãos, míni lanterna, uma manta e até um saco de cama! Com a experiência e tempo irei completando e compondo-o. "Aventureira" mas preparada para tudo!
Em Évora juntámos-nos ao grupo do Alentejo, da Landmania.
 Foi o nosso primeiro passeio nocturno, com início a um pôr do sol verdadeiramente espectacular. De uma beleza que só os nossos olhos podem captar. Ainda assim tirei algumas fotografias. No céu e na paisagem reconheci algumas cores que andam nas minhas agulhas nestes últimos tempos.