segunda-feira

Edinburgh Yarn Festival

Algumas das minhas viagens são feitas em função de feiras e festivais de trabalhos manuais. A primeira experiência foi em Paris, há já uns anos Creations et Savoir Faire , onde regressei com a Madalena uns anos mais tarde. Seguiu-se uma viagem a Londres para a Feira The Knitting and Stitching Show. A Madalena sempre me acompanhou nestas minhas aventuras. Desta vez não lhe foi possível, mas consegui matar as saudades da expatriada, pois foi ter connosco no dia seguinte. No lugar dela tive por companhia o meu paciente, dedicado, curioso e desinibido marido. Desinibido sim, o oposto de mim e da Madalena, sempre tímidas e algo reservadas! Graças a ele, que me apresentava às pessoas, que ele sabia que eu gostaria de conhecer, conheci gente espectacular, professoras das aulas virtuais a que assisti e tive oportunidade de dialogar com alguns habitantes da Shetland, o que aumentou a minha vontade de ir a Shetland Wool Week.

O livro autografado pela Ann Kingstone, do qual vou fazer um casaco com uma árvore (designado por woodkirk), próprio para uma bióloga amante de botânica. Adquiri também a lã. 
A adquirir um kit, deste livro da Marie Wallin e do qual não paguei portes, uma gentileza para me compensarem das coŕes em falta!

A escolher um fio  de meias para o fotógrafo mais simpático da feira! 

O kit do gorro que já fiz 
Daqui trouxe o kit para o Edinburgh Lanes Shawl

Uma simpatia, o Jamieson! Aqui investi numa carta de cores e adquiri um kit do gorro deste ano da Shetland wool week e o livro publicado no decorrer da Shetland Wool Week de 2018

A minha professora online, da Craftsy, actualmente Bluprint, de torcidos.

Comprei o kit da camisola exposta, e fiquei em amena cavaqueira com o escocês deste stand enquanto o empenhado e dedicado do meu marido, foi levantar dinheiro para que nada me faltasse!  O escocês só dizia que eu tinha de o tratar muito bem a noite, ao que lhe respondi, " e todos os dias da nossa vida"!

Edinburgh, até uma  próxima vez!

terça-feira

Em Abril fiz...

O tempo voa! Tive cerca de um ano sem nada partilhar aqui e não me pareceu assim tanto tempo. A razão da minha ausência foi a falta de computador (continuo sem um apenas meu), a vida em si e uma tentativa de rentabilizar o meu tempo, minimizando o tempo que passo nas redes sociais. Recorri ao Instagram como forma de registo mais rápido e onde passei a seguir algumas bloggers e lojas/marcas de materiais. No entanto, após todo este tempo, cheguei à conclusão que o blog me faz falta e a leitura de blogs também!
Tenho necessidade de escrever para mim, dá-me gozo "falar com os meus botões", sendo uma forma de registar e de organizar as ideias, sendo uma motivação para desenvolver os projectos que tenho em curso, principalmente quando leio os vossos comentários.  Gosto de partilhar as dificuldades sentidas, novas aprendizagens e as fontes que utilizo.
Vamos ver desta vez o que me vai ocorrer à medida que vou escrevendo.

Malha
O primeiro projecto do mês concluído foi um gorro da Toft, kit adquirido Edinburgh Yarn Festival 2019. O pompom tem um toque fabuloso e pode ser utilizado em vários gorros.


Quase a terminar o Edinburgh Lanes Shawl, da Helen Stewart, fio Magpie, Swanky Sock, feito 85% em Abril. As tabelas da Helen Stewart evitam-nos enganos e permitem saber em que ponto estamos. Faço poucos xailes mas fiquei fã da Helen!
Recomendo o modelo, sendo de fácil execução, com as melhores instruções que segui até hoje, diria mesmo que não há como nos enganarmos (apesar de eu me ter enganado!). Foi um dos kits que adquiri na Edinburgh Yarn Festival. (reportagem fotográfica no instagram, Diário fotográfico). Com a sobra da cor mais clara fiz um outro projecto do qual falarei em Maio.
Trabalhei num outro xaile, da Christel Seyfarth que, para mim, foi uma estreia, tendo-o feito com duas cores em todas as carreiras, com agulhas circulares. Apenas as primeiras carreiras foram tecidas pelo direito e pelo avesso. No fim reforcei os pontos para o steek  e cortei.

O ponto central por onde cortei fiz em liga, ficando realçado entre os pontos de meia.

No topo desenhei uma onda, representativa da nossa união, o casal, dois vivendo como um só
Em ambos os lados desenhei 3 ondas, os nossos filhos
Este xaile gigantesco, não está terminado pois aguardo, há já um tempo, resposta para as minhas dúvidas relativamente à forma de o terminar. Este modelo faz parte do pacote de aulas da Knit Stars 3.0. Quanto a estas aulas, algumas são boas, outras nem por isso. As aulas do Arne e Carlos são excelentes e com elas fiz as minhas primeiras Selbu Mittens.
Não recomendo as aulas da Knit Stars uma vez que, comparando com a antiga Craftsy e actual Bluprint, é uma plataforma em que os professores não respondem às nossas questões, é consideravelmente mais cara e, praticamente mais de metade do que ensinam já  está  disponível no YouTube, livros e páginas dos professores! A Knit Stars criou uma página no Facebook, à qual recorri e onde obtive resposta de uma outra "aluna" que me tentou ajudar, mas não consegui chegar a nenhuma dica/truque, como as que partilham no decorrer das aulas na Bluprint.

Patchwork
Este mês fiz um centro de mesa com tecidos Liberty adquiridos numa das visitas à minha filha, que vive em Londres. Este projecto foi executado com o objectivo de aprender como tirar o máximo partido das réguas da Marti Michell. Assisti às aulas de Log Cabin, da Bluprint e ganhei confiança para fazer uma manta com esta técnica, que quero fazer desde que vi pela primeira vez a série Alias Grace.  O Patchwork da Alias Grace, fez-me, igualmente, querer fazer uma manta Tree of Paradise.
Iniciei um outro projecto, adquirido aquando da minha visita ao Quilt festival, em Birmingham, em Agosto do ano passado. Para este projecto segui, uma vez mais, aulas na Bluprint de Paper Piece.
 Fora de casa, pratico EPP, também com tecidos da Liberty.
Estes três projectos constituem uma aprendizagem e treino para um projecto maior, Farmer's Wife Quilt, que irei iniciar em Maio. Estive a ler o blog da Paula e achei interessante a forma como abraçou este projecto.
Com um mini projecto da Anni Down pratico e exploro materiais para applique.
O mini projecto é deste livro que adquiri no Arco-íris a Metro, uma loja que recomendo, com um serviço exemplar. Em menos de 24h recebi a encomenda que lhes pedi, tendo-me respondido com simpatia e prontidão quando questionei se me conseguiam arranjar livros da Anni Down.

Bordados
Tenho em mãos um dos bordados do projecto de patchwork da Anni Down.
Terminado A Gardener's Journal, que me proporcionou momentos de grande satisfação, tendo sido um projecto do qual nunca me cansei, senti que precisava de ter sempre comigo, independentemente do tempo que leve a fazê-lo, um projecto da Anni Down.
Estou a pensar reduzir para metade (ou menos!) a barra de suporte do painel (no topo, a vermelho)

Livros:

Li apenas dois livros e ambos foram uma decepção para mim, talvez por isso mesmo tenha lido tão pouco. O primeiro foi Terra de Espíritos, da Jodi Picoult, uma autora que me agrada bastante, mas o tema desta obra não é de todo um género que goste de ler, sendo um tema "pesado", a Eugenia.
O segundo livro, Uma Gaiola de Ouro, é de uma autora da qual li muitos livros policiais, Camilla Lackberg. Senti que estava a ler uma "novela" quase até mais de metade do livro! No final do livro reconheci a escritora de policiais.
Reli Perto da Felicidade de Richard Yates por o título ser apelativo, já não me lembrar da obra e ter o tamanho adequado para ler no avião, na viagem de ida e volta a Edinburgh.




Nota: Escrevi num computador com teclado inglês e depois tive de colocar assentos e cedilhas no telemóvel. Com as fotografias também tive alguma dificuldade! Espero conseguir melhorar todo este processo, optimizando o meu tempo!

sábado

O lado bom da cidade

Passado quase um ano a tentar mudar para o campo, chegou o momento em que devo recomeçar a apreciar o que tenho e conformar-me com a ideia que talvez não seja a altura certa para trocar a cidade por uma vida entre a Serra e o Mar. Procuro reaprender a ser feliz na cidade e a olhar a "minha aldeia" com outros olhos, com os olhos da minha juventude.
Esta manhã deixei-me reconquistar pela cidade e para isso nada melhor do que uma caminhada por um dos bairros vizinhos e onde encontro muito do que preciso. (outro bairro que gosto de visitar a pé é o de Alvalade)
Café Versalhes


Biomercado

 César e castro, loja de artigos de cozinha, à procura de uma panela de cozedura muito lenta
Mais uns passos, e estava numa das minhas lojas favoritas de tecidos e materiais para trabalhos manuais, At Home
Regressando a casa
Jardim Arco do Cego
Na realidade, na cidade, não me faltam passeios agradáveis e espaços verdes, não sendo "a minha aldeia" uma zona tão cansativa como isso, sendo inclusivamente um bairro cheio de alegria, onde não falta a presença de jovens.

Já no "meu jardim" encontrei o meu irmão mais velho e juntei-me para mais uma almoço em família.

A verdade é que a "minha aldeia" está cada vez mais verde e é nela que me cruzo sempre com uma cara amiga e familiar. 
Esta forma de viver a minha cidade é o segredo para viver, não apenas conformada, mas genuinamente feliz na cidade.
Iniciei novos projectos e consegui, finalmente, não  pensar que serão para uma casa Entre a Serra e o Mar. 
We can truly be ourselves at home

quarta-feira

Yarn-Along , May


Malha:
Vou no terceiro projecto do livro Yokes, da Kate Davies. Desta vez optei por um modelo bastante diferente, sem mangas, o Buchanan. Neste momento estou preparada para iniciar a parte tão desejada, a de cores. Detalhes na minha página no Ravelry.


Leituras:
Leio um livro que é um retrato da vida dos criados que serviam a casa da família das meninas Bennet, na obra de Jane Austen, Orgulho e Preconceito. Como sou fã da Jane Austen, tinha uma certa curiosidade em ler esta obra de Jo Baker. Não vou dizer que é uma leitura que me prendeu, mas talvez seja por ter a cabeça sempre noutro lugar com tanta coisa que tenho neste momento* por resolver! Ainda assim, penso que há livros que são mesmo viciantes independentemente do meu estado de espírito e este não é um deles!

Nota:admiro a Constança Cabral, que está uma vez mais a instalar-se numa nova casa. Também o fiz com 3 crianças por duas vezes, mas nunca para fora do meu bairro!

Quanto a revistas leio Country Homes, sonhando e planeando uma possível mudança para o Campo!
Partilho e leio aqui outras partilhas semelhantes


Vendo t3+1, Praça de Londres

Tempo de mudança
Num misto de sentimentos escrevi "Vendo t3+1, Praça de Londres"! 
Será que estamos preparados para esta mudança?! Nasci e cresci neste bairro, aqui criei os meus três filhos. Para mim este bairro é como uma aldeia, onde, sem ter de atravessar uma única rua, vou a casa dos meus pais, dos meus três irmãos, da minha prima mais velha e de três tias que me são muito queridas. No comércio local consigo ter tudo quanto preciso e todos me conhecem. Tenho a minha livraria de eleição, a Bertrand, na Av. de Roma e no Campo Pequeno, onde também gosto de ir ao cinema, encontrei um grupo de malha muito simpático numa loja onde me sinto em casa e onde encontro lãs das minhas marcas preferidas e tecidos. Gosto de passar pela Leya, antiga Barata, para ver as últimas publicações e material de papelaria, que complemento com uma visita à Casa Varela. Na fase em que tento seleccionar produtos mais saudáveis, orgânicos e de produção biológica encontro o que preciso na Mercearia Criativa, no Celeiro às vezes até num dos três supermercados das grandes cadeias (Pingo Doce, Auchan e Continente). Para completar a vida saudável que tento praticar nesta minha "aldeia", vou ao Supera, um ginásio mais familiar do que o Holmes Place, ou o Fitness, que alguns vizinhos frequentam. Espaços verdes também não faltam e no Jardim Fernando Pessa, nem um parque para os cães foi esquecido. O ruído do trânsito está a compor-se, com ciclovias e parques para bicicletas. Reduziram o número de lugares de estacionamento, mas o que não faltam são parques com lugares e sendo uma zona vermelha da Emel, já poucos trazem o carro para virem às compras. 
Atingi uma estabilidade bastante "confortável". Tudo corre bem nesta "minha aldeia", equilíbrio familiar, tudo para os momentos de lazer, estabilidade profissional, já para não falar que em 3 anos peguei apenas 2 vezes no meu carro, ando a pé ou, muito raramente, apanho um transporte público.
A família questiona-me e avisa que vou arrepender-me de vender a minha casa, acrescentando "Depois de saíres daqui nunca mais vais conseguir voltar pela falta de casas que sempre houve aqui!".
Mas nós insistimos na mudança, embora com algum receio! Sempre quisemos viver no campo, achamos que está na hora. Já não temos filhos em idade escolar, dependentes do Liceu Filipa de Lencastre, nem de estarem perto de todo o tipo de transportes para se tornarem autónomos e fazerem os seus programas de estudo ou de fim-de-semana. A família em breve vai crescer e nesta fase pensamos que o mais importante é chegar o fim-de-semana e termos uma casa com todo o conforto de uma casa que é vivida dia-a-dia, no campo, para recebermos os filhos e com um espaço para os netos terem contacto com a terra, os animais e a vida simples do campo.
Tentamos mentalizarmo-nos que vai ser o melhor para nós e, principalmente, para os nossos filhos. Ganhámos coragem e finalmente assumimos que era o momento certo para arriscarmos e apostarmos na mudança! De coração apertado colocámos o nosso apartamento à venda. Nesta altura em que o mercado imobiliário está uma loucura, decidimos que era o momento de dar este passo, ou então desistir de vez e passar para um plano B!
Será a decisão certa? Não sabemos, só o tempo o dirá, mas nunca olho para trás e defendo que a vida evolui. Evolução e mudança são como duas linhas de comboio que se desenrolam paralelamente, apesar das curvas e contra curvas, evitando descarrilamentos e danos para quem viaja. Li que a vida é como uma viagem de comboio, daí ter-me ocorrido esta comparação. Se a vida é uma "viagem de comboio", há que olhar para os trilhos onde ele anda e que o mantêm em equilíbrio. Por tudo isto, penso que esta  é uma evolução natural das coisas numa família que tem tendência a mudar, a crescer!
Se não vendermos a casa até Agosto temos o plano B, com menos riscos, não tão arrojado! Até lá é preciso tentar manter alguma serenidade e não entrar em parafuso com os inúmeros contactos de agências imobiliárias, uma vez que no primeiro mês vamos tentar vender sem intermediários, profissionais sem dúvida nenhuma, mas com comissões nada razoáveis, diria mesmo escandalosas! Uma comissão que daria para comprarmos uma Detheleffs, algo que também faz parte, não dos "nossos", mas dos meus planos!
Nos planos dele está mais um Land Rover, ideia que também me agrada. Não deixem de espreitar este anúncio clicando aqui!

Yarn Along {April}


Malha
Estou nas mangas da Humulus. Inicialmente pensava fazer todo o esquema em amarelo, mas tive receio de não sobressair o suficiente. Numa fase tímida de cores, tive alguma dificuldade em decidir o que fazer. As azedas da minha infância, os dentes de leão e os líquenes que vestem os muros e rochedos da Serra de Sintra foram a minha inspiração. Juntei  ao amarelo das flores o verde dos caules, não tendo desistido do amarelo não só por ser a cor das azedas e dos dentes de leão, mas também porque sobre este cinza azulado fez-me ver os líquenes nos rochedos.
Dentes de Leão

Azedas

Líquenes

Leituras:
O regresso ao patchwork pesou na escolha do livro de Jodi Picoult, na minha mais recente visita à Livraria Bertrand (enquanto esperava o início da sessão de cinema) uma leitura diferente, onde vai sendo revelada a forma de "Vida Simples" das "pessoas simples", que são os Amish. Nada vou revelar do enredo, podem ler aqui a sinopse, mas gostava de partilhar algumas passagens que achei interessantes:
(...) Quando Sarah me convidou para uma sessão de acolchoamento que estava a realizar na sala,(...). Um convite para costurar era uma espécie de concessão, umas boas-vindas ao seu mundo que não tinham sido dadas anteriormente"
Num outro capítulo:
Para vocês, tem tudo a ver com quem sobressai mais. Quem é o mais inteligente, o mais rico, o melhor. Para nós, tem tudo a ver com passar despercebido. Como os retalhos que compõem uma colcha. Vistos um por um, não somos grande coisa, se nos puserem todos juntos, somos uma maravilha"

Pomar às Cores
Com esta leitura dei por mim a pesquisar sobre a vida Amish e estou a ver a série Living with the Amish (minuto 12). São radicais em alguns aspectos, não concordo de todo com a sua produção animal, pelo menos aquela que se vê penso que no episódio 4, mas aquilo de que todos falam agora, que todos procuram, o viver de forma simples, o "slow life", está presente no dia-a-dia dos Amish desde sempre! Neste momento, a viver acampada numa obra a decorrer há semanas, vinha mesmo a calhar uma experiência assim!
As publicações  que ando a ler estão como sempre relacionadas com aquilo com que ando a sonhar há um tempo, uma mudança para o campo, no "Pomar às Cores", para onde quero fazer mantas de patchwork e outros trabalhos decorativos. Tento combater a ansiedade que estou a viver neste momento de mudança, seguindo as boas sugestões da revista Calm.

Aqui encontram mais partilhas de projectos de malha de de leituras!