terça-feira

Em Abril fiz...

O tempo voa! Tive cerca de um ano sem nada partilhar aqui e não me pareceu assim tanto tempo. A razão da minha ausência foi a falta de computador (continuo sem um apenas meu), a vida em si e uma tentativa de rentabilizar o meu tempo, minimizando o tempo que passo nas redes sociais. Recorri ao Instagram como forma de registo mais rápido e onde passei a seguir algumas bloggers e lojas/marcas de materiais. No entanto, após todo este tempo, cheguei à conclusão que o blog me faz falta e a leitura de blogs também!
Tenho necessidade de escrever para mim, dá-me gozo "falar com os meus botões", sendo uma forma de registar e de organizar as ideias, sendo uma motivação para desenvolver os projectos que tenho em curso, principalmente quando leio os vossos comentários.  Gosto de partilhar as dificuldades sentidas, novas aprendizagens e as fontes que utilizo.
Vamos ver desta vez o que me vai ocorrer à medida que vou escrevendo.

Malha
O primeiro projecto do mês concluído foi um gorro da Toft, kit adquirido Edinburgh Yarn Festival 2019. O pompom tem um toque fabuloso e pode ser utilizado em vários gorros.


Quase a terminar o Edinburgh Lanes Shawl, da Helen Stewart, fio Magpie, Swanky Sock, feito 85% em Abril. As tabelas da Helen Stewart evitam-nos enganos e permitem saber em que ponto estamos. Faço poucos xailes mas fiquei fã da Helen!
Recomendo o modelo, sendo de fácil execução, com as melhores instruções que segui até hoje, diria mesmo que não há como nos enganarmos (apesar de eu me ter enganado!). Foi um dos kits que adquiri na Edinburgh Yarn Festival. (reportagem fotográfica no instagram, Diário fotográfico). Com a sobra da cor mais clara fiz um outro projecto do qual falarei em Maio.
Trabalhei num outro xaile, da Christel Seyfarth que, para mim, foi uma estreia, tendo-o feito com duas cores em todas as carreiras, com agulhas circulares. Apenas as primeiras carreiras foram tecidas pelo direito e pelo avesso. No fim reforcei os pontos para o steek  e cortei.

O ponto central por onde cortei fiz em liga, ficando realçado entre os pontos de meia.

No topo desenhei uma onda, representativa da nossa união, o casal, dois vivendo como um só
Em ambos os lados desenhei 3 ondas, os nossos filhos
Este xaile gigantesco, não está terminado pois aguardo, há já um tempo, resposta para as minhas dúvidas relativamente à forma de o terminar. Este modelo faz parte do pacote de aulas da Knit Stars 3.0. Quanto a estas aulas, algumas são boas, outras nem por isso. As aulas do Arne e Carlos são excelentes e com elas fiz as minhas primeiras Selbu Mittens.
Não recomendo as aulas da Knit Stars uma vez que, comparando com a antiga Craftsy e actual Bluprint, é uma plataforma em que os professores não respondem às nossas questões, é consideravelmente mais cara e, praticamente mais de metade do que ensinam já  está  disponível no YouTube, livros e páginas dos professores! A Knit Stars criou uma página no Facebook, à qual recorri e onde obtive resposta de uma outra "aluna" que me tentou ajudar, mas não consegui chegar a nenhuma dica/truque, como as que partilham no decorrer das aulas na Bluprint.

Patchwork
Este mês fiz um centro de mesa com tecidos Liberty adquiridos numa das visitas à minha filha, que vive em Londres. Este projecto foi executado com o objectivo de aprender como tirar o máximo partido das réguas da Marti Michell. Assisti às aulas de Log Cabin, da Bluprint e ganhei confiança para fazer uma manta com esta técnica, que quero fazer desde que vi pela primeira vez a série Alias Grace.  O Patchwork da Alias Grace, fez-me, igualmente, querer fazer uma manta Tree of Paradise.
Iniciei um outro projecto, adquirido aquando da minha visita ao Quilt festival, em Birmingham, em Agosto do ano passado. Para este projecto segui, uma vez mais, aulas na Bluprint de Paper Piece.
 Fora de casa, pratico EPP, também com tecidos da Liberty.
Estes três projectos constituem uma aprendizagem e treino para um projecto maior, Farmer's Wife Quilt, que irei iniciar em Maio. Estive a ler o blog da Paula e achei interessante a forma como abraçou este projecto.
Com um mini projecto da Anni Down pratico e exploro materiais para applique.
O mini projecto é deste livro que adquiri no Arco-íris a Metro, uma loja que recomendo, com um serviço exemplar. Em menos de 24h recebi a encomenda que lhes pedi, tendo-me respondido com simpatia e prontidão quando questionei se me conseguiam arranjar livros da Anni Down.

Bordados
Tenho em mãos um dos bordados do projecto de patchwork da Anni Down.
Terminado A Gardener's Journal, que me proporcionou momentos de grande satisfação, tendo sido um projecto do qual nunca me cansei, senti que precisava de ter sempre comigo, independentemente do tempo que leve a fazê-lo, um projecto da Anni Down.
Estou a pensar reduzir para metade (ou menos!) a barra de suporte do painel (no topo, a vermelho)

Livros:

Li apenas dois livros e ambos foram uma decepção para mim, talvez por isso mesmo tenha lido tão pouco. O primeiro foi Terra de Espíritos, da Jodi Picoult, uma autora que me agrada bastante, mas o tema desta obra não é de todo um género que goste de ler, sendo um tema "pesado", a Eugenia.
O segundo livro, Uma Gaiola de Ouro, é de uma autora da qual li muitos livros policiais, Camilla Lackberg. Senti que estava a ler uma "novela" quase até mais de metade do livro! No final do livro reconheci a escritora de policiais.
Reli Perto da Felicidade de Richard Yates por o título ser apelativo, já não me lembrar da obra e ter o tamanho adequado para ler no avião, na viagem de ida e volta a Edinburgh.




Nota: Escrevi num computador com teclado inglês e depois tive de colocar assentos e cedilhas no telemóvel. Com as fotografias também tive alguma dificuldade! Espero conseguir melhorar todo este processo, optimizando o meu tempo!

sábado

O lado bom da cidade

Passado quase um ano a tentar mudar para o campo, chegou o momento em que devo recomeçar a apreciar o que tenho e conformar-me com a ideia que talvez não seja a altura certa para trocar a cidade por uma vida entre a Serra e o Mar. Procuro reaprender a ser feliz na cidade e a olhar a "minha aldeia" com outros olhos, com os olhos da minha juventude.
Esta manhã deixei-me reconquistar pela cidade e para isso nada melhor do que uma caminhada por um dos bairros vizinhos e onde encontro muito do que preciso. (outro bairro que gosto de visitar a pé é o de Alvalade)
Café Versalhes


Biomercado

 César e castro, loja de artigos de cozinha, à procura de uma panela de cozedura muito lenta
Mais uns passos, e estava numa das minhas lojas favoritas de tecidos e materiais para trabalhos manuais, At Home
Regressando a casa
Jardim Arco do Cego
Na realidade, na cidade, não me faltam passeios agradáveis e espaços verdes, não sendo "a minha aldeia" uma zona tão cansativa como isso, sendo inclusivamente um bairro cheio de alegria, onde não falta a presença de jovens.

Já no "meu jardim" encontrei o meu irmão mais velho e juntei-me para mais uma almoço em família.

A verdade é que a "minha aldeia" está cada vez mais verde e é nela que me cruzo sempre com uma cara amiga e familiar. 
Esta forma de viver a minha cidade é o segredo para viver, não apenas conformada, mas genuinamente feliz na cidade.
Iniciei novos projectos e consegui, finalmente, não  pensar que serão para uma casa Entre a Serra e o Mar. 
We can truly be ourselves at home

quarta-feira

Yarn-Along , May


Malha:
Vou no terceiro projecto do livro Yokes, da Kate Davies. Desta vez optei por um modelo bastante diferente, sem mangas, o Buchanan. Neste momento estou preparada para iniciar a parte tão desejada, a de cores. Detalhes na minha página no Ravelry.


Leituras:
Leio um livro que é um retrato da vida dos criados que serviam a casa da família das meninas Bennet, na obra de Jane Austen, Orgulho e Preconceito. Como sou fã da Jane Austen, tinha uma certa curiosidade em ler esta obra de Jo Baker. Não vou dizer que é uma leitura que me prendeu, mas talvez seja por ter a cabeça sempre noutro lugar com tanta coisa que tenho neste momento* por resolver! Ainda assim, penso que há livros que são mesmo viciantes independentemente do meu estado de espírito e este não é um deles!

Nota:admiro a Constança Cabral, que está uma vez mais a instalar-se numa nova casa. Também o fiz com 3 crianças por duas vezes, mas nunca para fora do meu bairro!

Quanto a revistas leio Country Homes, sonhando e planeando uma possível mudança para o Campo!
Partilho e leio aqui outras partilhas semelhantes


Vendo t3+1, Praça de Londres

Tempo de mudança
Num misto de sentimentos escrevi "Vendo t3+1, Praça de Londres"! 
Será que estamos preparados para esta mudança?! Nasci e cresci neste bairro, aqui criei os meus três filhos. Para mim este bairro é como uma aldeia, onde, sem ter de atravessar uma única rua, vou a casa dos meus pais, dos meus três irmãos, da minha prima mais velha e de três tias que me são muito queridas. No comércio local consigo ter tudo quanto preciso e todos me conhecem. Tenho a minha livraria de eleição, a Bertrand, na Av. de Roma e no Campo Pequeno, onde também gosto de ir ao cinema, encontrei um grupo de malha muito simpático numa loja onde me sinto em casa e onde encontro lãs das minhas marcas preferidas e tecidos. Gosto de passar pela Leya, antiga Barata, para ver as últimas publicações e material de papelaria, que complemento com uma visita à Casa Varela. Na fase em que tento seleccionar produtos mais saudáveis, orgânicos e de produção biológica encontro o que preciso na Mercearia Criativa, no Celeiro às vezes até num dos três supermercados das grandes cadeias (Pingo Doce, Auchan e Continente). Para completar a vida saudável que tento praticar nesta minha "aldeia", vou ao Supera, um ginásio mais familiar do que o Holmes Place, ou o Fitness, que alguns vizinhos frequentam. Espaços verdes também não faltam e no Jardim Fernando Pessa, nem um parque para os cães foi esquecido. O ruído do trânsito está a compor-se, com ciclovias e parques para bicicletas. Reduziram o número de lugares de estacionamento, mas o que não faltam são parques com lugares e sendo uma zona vermelha da Emel, já poucos trazem o carro para virem às compras. 
Atingi uma estabilidade bastante "confortável". Tudo corre bem nesta "minha aldeia", equilíbrio familiar, tudo para os momentos de lazer, estabilidade profissional, já para não falar que em 3 anos peguei apenas 2 vezes no meu carro, ando a pé ou, muito raramente, apanho um transporte público.
A família questiona-me e avisa que vou arrepender-me de vender a minha casa, acrescentando "Depois de saíres daqui nunca mais vais conseguir voltar pela falta de casas que sempre houve aqui!".
Mas nós insistimos na mudança, embora com algum receio! Sempre quisemos viver no campo, achamos que está na hora. Já não temos filhos em idade escolar, dependentes do Liceu Filipa de Lencastre, nem de estarem perto de todo o tipo de transportes para se tornarem autónomos e fazerem os seus programas de estudo ou de fim-de-semana. A família em breve vai crescer e nesta fase pensamos que o mais importante é chegar o fim-de-semana e termos uma casa com todo o conforto de uma casa que é vivida dia-a-dia, no campo, para recebermos os filhos e com um espaço para os netos terem contacto com a terra, os animais e a vida simples do campo.
Tentamos mentalizarmo-nos que vai ser o melhor para nós e, principalmente, para os nossos filhos. Ganhámos coragem e finalmente assumimos que era o momento certo para arriscarmos e apostarmos na mudança! De coração apertado colocámos o nosso apartamento à venda. Nesta altura em que o mercado imobiliário está uma loucura, decidimos que era o momento de dar este passo, ou então desistir de vez e passar para um plano B!
Será a decisão certa? Não sabemos, só o tempo o dirá, mas nunca olho para trás e defendo que a vida evolui. Evolução e mudança são como duas linhas de comboio que se desenrolam paralelamente, apesar das curvas e contra curvas, evitando descarrilamentos e danos para quem viaja. Li que a vida é como uma viagem de comboio, daí ter-me ocorrido esta comparação. Se a vida é uma "viagem de comboio", há que olhar para os trilhos onde ele anda e que o mantêm em equilíbrio. Por tudo isto, penso que esta  é uma evolução natural das coisas numa família que tem tendência a mudar, a crescer!
Se não vendermos a casa até Agosto temos o plano B, com menos riscos, não tão arrojado! Até lá é preciso tentar manter alguma serenidade e não entrar em parafuso com os inúmeros contactos de agências imobiliárias, uma vez que no primeiro mês vamos tentar vender sem intermediários, profissionais sem dúvida nenhuma, mas com comissões nada razoáveis, diria mesmo escandalosas! Uma comissão que daria para comprarmos uma Detheleffs, algo que também faz parte, não dos "nossos", mas dos meus planos!
Nos planos dele está mais um Land Rover, ideia que também me agrada. Não deixem de espreitar este anúncio clicando aqui!

Yarn Along {April}


Malha
Estou nas mangas da Humulus. Inicialmente pensava fazer todo o esquema em amarelo, mas tive receio de não sobressair o suficiente. Numa fase tímida de cores, tive alguma dificuldade em decidir o que fazer. As azedas da minha infância, os dentes de leão e os líquenes que vestem os muros e rochedos da Serra de Sintra foram a minha inspiração. Juntei  ao amarelo das flores o verde dos caules, não tendo desistido do amarelo não só por ser a cor das azedas e dos dentes de leão, mas também porque sobre este cinza azulado fez-me ver os líquenes nos rochedos.
Dentes de Leão

Azedas

Líquenes

Leituras:
O regresso ao patchwork pesou na escolha do livro de Jodi Picoult, na minha mais recente visita à Livraria Bertrand (enquanto esperava o início da sessão de cinema) uma leitura diferente, onde vai sendo revelada a forma de "Vida Simples" das "pessoas simples", que são os Amish. Nada vou revelar do enredo, podem ler aqui a sinopse, mas gostava de partilhar algumas passagens que achei interessantes:
(...) Quando Sarah me convidou para uma sessão de acolchoamento que estava a realizar na sala,(...). Um convite para costurar era uma espécie de concessão, umas boas-vindas ao seu mundo que não tinham sido dadas anteriormente"
Num outro capítulo:
Para vocês, tem tudo a ver com quem sobressai mais. Quem é o mais inteligente, o mais rico, o melhor. Para nós, tem tudo a ver com passar despercebido. Como os retalhos que compõem uma colcha. Vistos um por um, não somos grande coisa, se nos puserem todos juntos, somos uma maravilha"

Pomar às Cores
Com esta leitura dei por mim a pesquisar sobre a vida Amish e estou a ver a série Living with the Amish (minuto 12). São radicais em alguns aspectos, não concordo de todo com a sua produção animal, pelo menos aquela que se vê penso que no episódio 4, mas aquilo de que todos falam agora, que todos procuram, o viver de forma simples, o "slow life", está presente no dia-a-dia dos Amish desde sempre! Neste momento, a viver acampada numa obra a decorrer há semanas, vinha mesmo a calhar uma experiência assim!
As publicações  que ando a ler estão como sempre relacionadas com aquilo com que ando a sonhar há um tempo, uma mudança para o campo, no "Pomar às Cores", para onde quero fazer mantas de patchwork e outros trabalhos decorativos. Tento combater a ansiedade que estou a viver neste momento de mudança, seguindo as boas sugestões da revista Calm.

Aqui encontram mais partilhas de projectos de malha de de leituras!

sexta-feira

Alias Grace e patchwork

A série Alias Grace (gostava de ter o livro!), da Netflix, revela histórias interessantes de mantas feitas de retalhos, à mão e cheias de sentido. No primeiro episódio Alias descreve o significado de alguns padrões e o que representam para ela, defendendo que toda a mulher deve fazer três mantas de patchwork antes de casar, uma com a Àrvore do Paraíso, outra com A cesta de Flores e outra com a Caixa de Pandora. 
A minha curiosidade sobre patchwork, em português trapologia, foi avivada e levou-me a novas pesquisas, todas no YouTube, uma vez que continuo acampada em casa, sem acesso aos meus livros. O fascínio pelo patchwork foi crescendo à medida que via documentários, a título de exemplo The Great American Quilt. Os vídeos dos Quilting bee despertou em mim uma vontade imensa de dar pontos à mão junto com outros tantos pares de mãos e ter conversas horas a fio com quem partilha a mesma paixão de criar à mão. 
Vou continuar com as minhas pesquisas até ao final das obras e depois deito mãos à obra. Fiquei a pensar nas descrições de Alias Grace (“It’s a log cabin quilt. Every young woman should have one before marriage. It means the home and at the center there’s always a red square, which means the hearth fire.”), tentei lembrar-me dos tecidos que tenho e talvez dê para fazer um log cabin, que não tem de ser uma manta, para a minha filha Inês. Talvez bordar palavras soltas, ou frases aqui e ali no tecido claro, mas tudo dependerá dos tecidos que tenho. Na minha imaginação já estou a adorar o processo. 
O primeiro passo dei-o hoje semeando* o pastel dos tintureiros que comprei à Alice, do saber fazer.
Fazia-me falta algo não tão repetitivo como a malha que ando a fazer. Mas a malha fica para um outro dia. 
Hoje partilho o meu primeiro trabalho de patchwork, um painel do diário de uma jardineira, que espero, muito em breve ser eu!
Estou a terminar o acolchoamento que aprendi a fazer com a Rosa Pomar. Tive o painel guardado por muito tempo, procurei por todo o lado quem me ensinasse como o acolchoar, com receio que o autodidactismo inicial falhasse nesta etapa final e deitasse tudo a perder. Foi uma sorte encontrar o lugar e a pessoa certa, para me ensinar a terminar um dos trabalhos que mais prazer me deu. Ainda não o terminei por duas simples razões, não tenho pressa em fazê-lo por não ter ainda a casa "Entre a Serra e o Mar" e porque ainda não tinha nada para preencher o vazio que vai ficar depois do painel concluído. Agora com a cabeça a mil, imersa num caos de ideias, chegou o momento certo de tirar o devido prazer com a conclusão deste diário bordado, unido com tecidos e finalmente seguro em camadas de algodão, com pequenos pontos que contornam os bordados e padrões dos tecidos. (Já tive nesta mesma situação, tendo desistido dos projectos que tinha em mente e mantendo um ritmo extremamente lento neste painel! Será que é desta?!)

*Nota: A Madalena deu-me a alegria de aparecer de surpresa hoje, sexta-feira Santa, para passar a Páscoa em família. Juntas semeámos as tintureiras que comprámos num programa Mãe e filha, antes de ela iniciar a grande aventura e desafio de explorar oportunidades fora de Portugal. O nosso País investe nos jovens mas depois "empurra-os" para a emigração, algo que não faz sentido nenhum!

quarta-feira

Yarn Along {March}




Após uma longa ausência a Ginny retomou o Yarn Along, mas desta vez com partilhas mensais em vez das semanais. Sendo duas das minhas paixões/vícios  os livros e, mais recentemente, a malha, o Yarn Along foi algo que sempre gostei de acompanhar e de participar. Fiquei feliz por ter recomeçado sendo este novo "formato"  mais adequado à periodicidade das minhas escritas e partilhas aqui no blog.
Malha:
Esta semana tenho como objectivo terminar as frentes e as mangas do cardigan Bibbi e terminar o gorro que certamente me irá fazer falta no passeio do aniversário da Land Rover, já no próximo fim-de-semana (mais detalhes na minha página de projectos do Ravelry).
Livros:
Ontem fui à Retrosaria e vim de lá com um saco cheio de boas leituras e dois pins (o Zé quis ficar com o meu pin da Serra da Estrela tive de comprar um segundo para mim!) Peguei de imediato no livro da Bristol Ivy, tendo ficado com imensa vontade de fazer os "exercícios propostos", considerando um excelente passo no meu percurso no mundo da malha, uma forma de atingir novas aprendizagens, de me desafiar (também adquiri, há um tempo, o pacote de aulas na Craftsy, da Bristol Ivy, no entanto ainda não fiz o projecto embora tenha assistido às aulas). A frustração é a falta de tempo comparativamente à imensa vontade de fazer, explorar, aprender e da inspiração constante que me chega quando vejo fios e modelos novos! 
A próxima leitura será "Farm to Needle, Stories of wool", e será ainda hoje! Aos livros acrescentei o número 4 da Laine, não tendo falhado ainda nenhum número desta publicação de que tanto gosto.
Quanto à leitura de cabeceira é ainda o mesmo policial da Camilla Lackberg, "O Olhar dos inocentes", como sempre, uma leitura que prende desde o primeiro capítulo!
No início do próximo mês haverá mais partilhas no Yarn Along. Espreitem aqui as deste mês!

Nota: estou sem máquina fotográfica, com péssima luz e condições para fotografar, ainda assim não queria deixar de participar no Yarn Along!

sexta-feira

Acampada em casa

Fevereiro foi bastante caótico! Obras e mais obras, que nos obrigaram a acampar na nossa própria casa, com 3 quartos distribuídos entre a sala de estar e a copa. Um desatino total! Defendo a minha saúde mental recorrendo à leitura e às agulhas e abstraindo-me do que se passa à minha volta. Assim sendo, consegui avançar nos dois casacos,(informação detalhada de ambos os projectos na minha página do Ravelry, casaco Bibbi , workshop com o André de Castro,e Cardigan Irlandês aulas na Craftsy com Carol Feller ; dois tipos de ensino, diferentes aprendizagens) embora muito lentamente pois o trabalho na escola duplicou e para "ajudar à festa" a minha filha mais velha foi operada.
Outra "coisa" que me tem feito perder tempo e me tem irritado, diria mesmo revoltado, é  a forma irresponsável e sem qualquer profissionalismo com que a chefe dos serviços administrativos da minha escola trata os assuntos ligados à carreira e progressão dos docentes! (e, infelizmente, suspeito de muitas outras irregularidades!)

Toda a malha que fiz em Fevereiro foi a ver com o Zé policiais ingleses na Netflix (Hinterland, Marcella e destaco Paranoia), estando a ver sozinha a série Rebellion (depois da nossa viagem pela Irlanda, tinha de ver esta série!).

Entretanto temos visitado algumas casas na esperança de concretizarmos o velho sonho de vivermos "Entre a Serra e o Mar"! O que está nos sites nem sempre existe "mas temos de ter casas no site!", outras não correspondem de todo ao descritivo do anúncio. Serei só eu a ter razão de queixa?! E as comissões astronómicas que as imobiliárias pedem? Estou tentada em experimentar vender a nossa casa sem recorrer a imobiliárias, evidentemente que vou ter todas as imobiliárias a baterem-me à porta, mas estou a pensar, seriamente, arriscar.

sábado

Balanço de Janeiro e projectos para Fevereiro

Malha
O primeiro mês do ano teve mudanças nas minhas rotinas diárias. A grande mudança é que, passado uns anos de pausa, retomei o hábito saudável de ir ao ginásio, só que desta vez estou a ir com a família em peso, pais, irmãos e filho (ainda não consegui levar o Zé!). Ontem fiz a primeira avaliação com uma das professoras do ginásio, que me fez um plano de treino, reservando as quintas-feiras para encontros de tricot, em vez de idas ao ginásio, tudo porque esta semana encontrei um grupo muito simpático, onde há imensa partilha e numa loja onde me sinto em casa de uma amiga. Por tudo isto fazendo o balanço de Janeiro, em termos de projectos de malha, apenas trabalhei no Cardigan Irlandês, estando quase a chegar às cavas e com uma manga por fazer, não tendo bordado nem um ponto e costuras zero.
 Para Fevereiro os planos foram alterados, não vou, por agora, terminar o cardigan, porque comecei um casaco com o meu novo grupo de malha e temos de, até 1 de Março, fazer as costas do casaco, parte das duas frentes e o que virão a ser os bolsos, um dos motivos pelo qual aderi a este projecto, aprender a inserir bolsos e praticar costuras de malha. No cós, talvez por estar animadamente a conversar, cometi o erro de ter uma agulha 3.75 e outra 4mm, o que me dificultava o trabalho, sentindo a malha apertada. Comecei então a fazer malha à "continental", resultando uma zona do trabalho com menos tensão. Se não tivesse uma data limite para concluir o trabalho, uma vez que faz parte de um workshop, teria voltado ao início do trabalho!
Gostava ainda de terminar o casaco dos torcidos para, assim que terminar o Raglan com bolsos, pegar na camisola Humulus, da Isabell Kraemer para a qual já tenho lã.
Este ano achei engraçada a ideia do "Make Nine" e decidi alinhar no desafio do Ravelry, criando uma lista de 9 projectos, bastante ambiciosos em termos de tempo de execução, sabendo desde já que terei de intercalar com projectos mais pequenos e com outros que irão surgindo. Como tal, é quase certo que, a lista sofrerá algumas alterações!
E por falar de alterações, à conta das alterações que anunciaram em termos de carreiras dos professores, tenho roubado imenso tempo não só a minha vida pessoal mas também à minha vida profissional, para conseguir tratar de toda uma burocracia, que contava não ter de fazer acreditando no profissionalismo de quem o deveria fazer. Ingenuidade minha! Após quase trinta anos de carreira tive de me sindicalizar para ter os esclarecimentos de que necessito em termos de progressão na carreira e apoio jurídico para situações com que me vou deparando. A acrescentar a tudo isto ainda terei de perder tempo com bancos. Apercebi-me que a Caixa Geral de Depósitos fica todos os meses com 5 euros e tal, por custos de manutenção da conta, sem nunca me ter avisado, algo que considero inadmissível e como tal é mais um assunto que terei de resolver.
Vamos ver se Fevereiro corre melhor e se não tenho de perder tempo com burocracias e afins, algo do qual quero distância!

Leituras, séries e jogos:
Quanto as leituras regressei aos policiais da Camilla Läckberg e estou a ler "A Ilha dos Espíritos".
Aos serões, e antes da leitura "de cabeceira", enquanto dou ao dedo com as agulhas, vejo na Netflix,  séries inglesas entre as quais The Crown e uma série policial Broadchurch.
O jogo deste mês foi o Pictionary .