sábado

Viajando no tempo







O representante do Rei, perante a ausência de aplausos do povo, utilizou a expressão "Raios vos partam!", o que me fez sorrir pois era a mesma expressão que o meu Avô António nos dizia após uma tarde com os 11 netos "na reinação" a lhe darem cabo da paz no seu "reinado"! 


 "Torneio de armas a cavalo em honra de D. João, pela sua aclamação como Regedor e Defensor do Reino, após ter morto o Conde Andeiro. Nuno Álvares Pereira, Fronteiro-Mor do Alentejo, recruta homens de armas e adubamento de Cavaleiros."- transcrito da página do evento




Centro Interpretativo da Ordem de Avis.
Na viagem de regresso da época Medieval aterrámos na barragem do Marvão.
Ficou um caminho por fazer mas que já anotámos para uma próxima expedição. Tamanha quietude,  perturbada apenas pelos sons harmoniosos da natureza, foi o quanto bastou para desejarmos voltar!
Ribeira de Seda

quinta-feira

Parar, pensar, planificar

As 5° feiras são os dias que intitulei os Dias dos 3 Ps, Parar, Pensar, Planificar. Sou bastante curiosa  e adoro aprender. Para não me dispersar, com as minhas aprendizagens teóricas, quase sempre baseadas em leituras, antes de passar à fase de experimentação,  paro, penso e planifico o que quero fazer, o que tenho de fazer, quando penso que terei tempo e os materiais indicados para o fazer, evitando gasto de tempo e dinheiro desnecessários. Quero iniciar uma nova experiência quando chegar o calor, altura em que habitualmente dou descanso às agulhas de tricot porque os fios que gosto de trabalhar são quentes demais para as minhas mãos.  Espero que o material que encomendei chegue na altura certa e sem peripécias alfandegárias.  Até lá organizei os meus "inacabados" e alinhei-os para ver o fim ao fio da meada de trabalhos que já duram há bastante tempo.
Esta semana terminei as "Caneleiras de Sonhadora", tal como tinha planeado.Agora venha o próximo trabalho!
O bullet journal tem sido uma excelente ajuda para isto e muito mais, tal como o "Diário de projectos".

quarta-feira

Apreciando uma lã



A melhor lã de sempre para "destricotar" é a Beiroa. Como os meus filhos me dizem "Coisas à mãe!". No mínimo sou diferente das restantes pessoas pois estou a partilhar uma apreciação de um fio pela facilidade em ser desmanchado, mas já muito foi dito sobre a Beiroa e nada tenho a acrescentar a não ser a rapidez com que desmanchei várias carreiras e apanhei novamente as malhas exatamente na carreira e na malha que pretendia.
Estava a fazer a primeira caneleira "Ego do Mar" quando notei que, com o entusiasmo de ver chegar o castanho natural na cor cinza, tinha feito uma carreira a mais. Inicialmente fui tentada em deixar ficar! Parei, pensei um pouco, observei, calculei e concluí que a proporção de 4 carreiras do primeiro padrão, para 2 carreiras na mesma cor é bastante diferente de 4:3! Já "destricotei" outros fios, alguns nem dá para reaproveitar, no entanto desmanchar Beiroa foi simples e rápido. Retirei todas as malhas das agulhas, puxei o fio e apanhei as malhas na carreira que pretendia num piscar de olhos!
Aconselho vivamente o modelo "Caneleiras Poveiras" a quem está tentada a iniciar modelos tricotados com cores. É simples, a lógica do padrão não exige uma constante consulta do esquema e nunca tem mais de 3 malhas de intervalo entre duas cores. Com Beiroa têm uma infinidade de hipóteses para testarem e desafiarem a vossa criatividade, jogando com cores e se, com o entusiasmo de verem o efeito desta lã nas vossas agulhas, se precisarem de desmanchar algumas carreiras é extremamente simples voltar para trás, sem desperdiçar lã ou perder a cabeça. 
E a propósito de Criatividade o livro que estou a começar a ler é o da Elizabeth Gilbert, que tem sido tão falado nas redes sociais, ocorre-me neste momento o último episódio da Katie, Inside Number 23. O título é verdadeiramente elucidativo, é mesmo isso que sinto, quando tenho a coragem de me "soltar" é pura Magia, ainda assim tenho um forte palpite que não vou gostar deste livro!
O livro "Malhas Portuguesas" já li, reli e consulto sempre que me surge uma dúvida. Partilho no Yarn Along, não porque o esteja a ler mas porque estou a seguir o modelo das Caneleiras Poveiras.
Todas as 4ª feiras

segunda-feira

Dia 6, 6ªf

Iniciei o xaile "Olívia Alentejana" num dia 13, um número que sempre me deu sorte. Tendo os números bastante influencia em mim, como tenho referido em outras ocasiões, fiz tudo para terminar o meu projeto no dia 6, 6ªf e mais, terminei com um Picot e mates de 6 pontos!
Inacreditavelmente a chuva não partiu com abril e, após dias de um sol esplendoroso com temperaturas quase de 30ºC, a chuva regressou este maio!
Aguardo por melhores dias para esticar este meu trabalho, mas como está quase a finalizar o KAL da Ovelha Negra, tirei umas fotografias para partilhar (só quando descarreguei as fotografias é que vi que a lente tinha gotas de chuva. Com a idade estes detalhes começam a escapar-me, a mim e aos meus olhos!).

Branco na espuma do mar, castanho nos troncos e amarelo nas chorões
Inicialmente não estava a gostar da conjugação das cores porque não estava a contar com este branco mas mais pérola, ou bege. Isto de nos inspirarmos nas cores da natureza que nos rodeia, tem muito que se lhe diga!
Foi o Alentejo que me inspirou mas neste cenário encontrei  as mesmas cores!

Nota: não foi de propósito mas publicado a 9 que é um 6 ao contrário!

sábado

A melhor das combinações!

Um projeto do livro "Malhas Portuguesas" tricotado com Beiroa, é aquilo a que chamo uma combinação perfeita!
Quando meto uma ideia na cabeça ninguém ma tira e por isso, apesar da chuva fui, ou melhor fomos, até à Retrosaria onde chegámos encharcados!
Graças à simpatia e ajuda quer do Filipe quer da sua colaboradora, mexi e remexi, toquei, senti, baralhei-me, mas finalmente consegui decidir o modelo e as cores de Beiroa.
Zagal
Cobertor
Cobertor e João
Bucos
Alfeire
Não é possível não hesitar perante tanta cor, principalmente quando não temos prática e estudo da teoria da cor que me daria a confiança necessária na conjugação de cores para um trabalho de malha! Com muita ajuda consegui trazer lã, não para uma algibeira, que era a minha ideia inicial, mas para umas Caneleiras Poveiras. Vou fazer algo que nunca fiz, para dar resposta a um simpático convite que recebi na sexta-feira, bastante inesperado mas que me deixou muito feliz. Será uma filmagem a fazer malha num local escolhido por mim, divulgando um pouco de Portugal, usando algo que tricotei, o que será mais difícil pelo calor que espero que chegue entretanto! Decidi mostrar como se faz malha à portuguesa, tendo escolhido para o efeito um modelo a cores, para mostrar que Fair Isle e modelos circulares não se fazem apenas em meia, como na maioria dos países, mas também se fazem em liga, no caso de Portugal e do Peru, pelo menos!
Espero que o filme tenha mais qualidade do que estas fotografias, para isso vou contar com a máquina de filmar do meu irmão e com mais umas ajudas em termos de imagem.
Entretanto vou iniciar as Caneleiras "Ego do Mar"!

quarta-feira

Em qualquer lado!

Gosto de trabalhos de mãos que possa fazer em qualquer lado, por isso retomei recentemente a malha, que não fazia desde a gravidez do meu último filho (para cada um deles obriguei-me a tricotar pelo menos uma peça!). 
Quando levava os meus filhos a atividades durante as quais tinha de ficar à espera, ou mesmo ao parque infantil, andava sempre comigo com o ponto de cruz (se não tinha luz lia!). Com a idade os olhos ficaram cansados e a exigirem uma excelente luminosidade, às vezes até mesmo uma lupa, para bordar contando os fios do linho. Optei pelo bordado livre, mas em função do bastidor, também deixou de ser um trabalho assim tão portátil. E foi assim que retomei a malha, onde sinto maior liberdade em termos de local para dar as minhas laçadas mas que, por agora e com os conhecimentos que tenho, não dá muito espaço à criatividade.
Palavras e expressões como "nunca" e "não consigo" não fazem parte do meu léxico, mas sim "praticar", "aprender" e "estou motivada para". Talvez assim alcance uma etapa mais criativa, no que diz respeito à malha, como a da Lene, "Dances with wool". Encontrei o seu trabalho no podcast "Fruity Knitting", muito recente mas com profissionalismo ausente na grande maioria dos podcasts! Este casal Australiano, a viver na Alemanha, reconciliaram-me com a malha (andei zangada!) e motivaram-me a tentar fazer um colete e umas pantufas em fair isle, (talvez no Inverno!) mas em liga, como aprendi no workshop da Rosa Pomar.
Dada a minha preferência por projetos que me permitem, não só fazer em qualquer lado como brincar com as cores e padrões, estando a adorar acolchoar a minha manta à mão, resolvi comprar o livro da Jessica Alexandrakis, "Quiting on the go", ler um pouco sobre o patchwork feito à mão e talvez fazer uma pequena experiência, que já habita na minha cabeça há muito tempo!
No Yarn Along, ao contrário do que é habitual, partilho um livro "técnico" pois ainda estou a ler o Romance da Kate Morton.
Quanto a malha estou na última secção do xaile "Olívia Alentejana", modelo Jujuy, da Joji Locatelli. A Xana, uma das participantes no KAL da Ovelha Negra, pesquisou Jujuy e partilhou no nosso grupo a imagem. 
Achei a iniciativa interessantíssima, tanto que estou a pensar fazer o mesmo tipo de pesquisa daqui para a frente. Será mais uma fonte de inspiração na hora de escolher as cores dos fios!

segunda-feira

KAL da Ovelha Negra

 No fim de semana, enquanto o vermelho das papoilas me pedia mais uns pontos na minha manta...
O amarelo nos prados pedia-me mais umas laçadas no meu xaile e assim foi!

domingo

Planear para rentabilizar

Iniciei um Bullet Journal! Sou tão desorganizada, esquecida, despistada e tudo mais, que não resisti a uma nova tentativa apostando num novo formato no sentido de me focar e rentabilizar o tempo. Continuarei a andar com a minha agenda para todo o lado, evitando assim mais um peso na minha mochila, ou saco.
Não quero um Bullet Journal com "floreados", mas não prescindi de umas cores e autocolantes como auxiliares e de uns separadores que fiz com washi tape que "desviei" da gaveta de uma das minhas filhas.
autocolantes  The Craft Company
Aproveitei a tranquilidade de uma manhã sozinha no alpendre para planificar maio com toda a calma, sem devaneios ou desvarios. Se atingir alguns objetivos também escrevi a recompensa a que terei direito!
Satisfeita com a minha planificação decidi dar mais uns pontos na minha manta. No início o difícil foi concentrar-me! A Princesa espreitava de um lado, a Dharma do outro e o Málibu corria sérios riscos de ir parar à piscina.


Finalmente sossegaram e eu pude dedicar-me à manta.

Estou curiosa para medir a distância dos meus pontos, que vai variando desde que a comecei a acolchoar, tudo porque descobri no livro que a Rosa Pomar me aconselhou ( The quilters Ultimate Visual guide) a seguinte tabela.
O que importa é que está a dar-me imenso gozo contornar os bordados e realçar padrões nos tecidos, a tal ponto que nem dei pelo que estava fazer à Dharma, mas fui apanhada pelo Zé!
Antes de ir para o batizado da sobrinha, o João Manel ainda conseguiu arranjar tempo para me arranjar cebolinho, orégãos e poejo para a Horta da Escola e mudámos as malaguetas de sítio já que teimam em não germinar!


Terminei em grande o fim de semana, pois tenho a bênção de ter mais do que motivos para festejar o Dia da Mãe.