sábado

Breve relato de umas férias familiares inesquecíveis

Os primeiros dias de férias passei-os a terminar as malhas e envelopes de roupa para o quarto neto e a tentar terminar projectos antigos. Fiquei por casa a acompanhar as obras do deck e telheiro, combinando a intervenção do jardineiro e analisando o projecto apresentado, tendo feito uma lista de algumas árvores, arbustos e flores de que gosto bastante.
Chegada dos meus pais à festa com o 60 e os meus irmãos


Fui num pulinho até ao Algarve, com os meus pais, para comemorarmos, em família e com os amigos, os 60 anos do meu irmão Carlos. Se consigo descrever o meu irmão em poucas palavras? Não, não seria justa porque não tenho o dom da palavra, nem sei adjectivos que o descrevam, Posso apenas dizer: O que seria desta família sem ele?! Uma família numerosa, em que todos se dão bem, é o bem mais precioso da vida, mas quando tem à cabeça uma cabeça como a do meu irmão é algo fora de série!
Apesar de ter sido uma breve passagem pelo Barril, deu para estar com os netos e até com a minha amiga de agulhas, a Tátá.

Na segunda quinzena gozei o presente de Natal dos meus pais, a piscina do Banzão, com quase toda a família e, por uns dias, tive a alegria de ter em casa os meus netos, tendo ido à praia com eles.

Em meados de Agosto rumei para Inglaterra, para casa da minha filha Madalena ajudando-a a preparar a chegada do meu quarto neto. Ainda assim deu para passear, conhecer a Pincushion e até ir a uma feira de Antiguidades.



A Pinchushion fica localizada em Tunbridge Wells, Pantiles, que merece uma visita.
 
Os dias que antecederam a chegada do Francisco foram passados entre o sossego da casa, a agitação dos parques infantis e quinta pedagógica e alguns curtos passeios, sempre a uma distância curta da maternidade.

Putney


O livro de cabeceira e não só.

 Feira de antiguidades em Wimbledon



Passeios ao longo do Tamisa e a Windsor  foram um pretexto para os pais ficarem sozinhos com o novo bebé.
Kew
Ao longo do  Rio Tamisa desde Kew até Westminster









Segundo passeio de barco, mais um troço do Rio Tamisa , de Hampton até Richmond



Escrevemos um postal a contar as nossas aventuras aos netos que estavam em nossa casa e o Vasco aprendeu a ir ao correio. Defendo com gosto e incuto nos netos algumas tradições.


Não faltaram idas a livrarias, algo que gosto imenso de fazer, principalmente em Inglaterra. O Vasco, depois de ver muitos e muitos livros, conseguiu escolher um para dar ao mano.


A três de Setembro nasceu o Francisco. 

Com o novo bebé na família, regressámos a Portugal muito mais ricos!

Foi fácil retomar a rotina, a rotina também faz falta! Aos fins de semana andamos a trabalhar no e para o jardim. Fomos escolher um elemento que nos permitisse introduzir o som refrescante da água.

O telheiro está quase pronto, mas ainda falta escada de acesso e acabamentos.

Os canteiros da Horta aguardam pelas minhas escolhas, que têm de ser pensadas em função do que mais consumo mas dependente da estação do ano em que nos encontramos, um Outono que mais parece Verão!

Foram umas férias intensas, ricas de bons momentos. 
De regresso à escola, posso dizer que este ano tem tudo para correr bem. Entretanto já compensei algumas aulas porque irei matar saudades da família expatriada e aproveitar para regressar à feira The Knitting and Stitching Show. Voltarei aqui com as novidades da feira, caso não me esqueça de as registar.

segunda-feira

Mais um ano lectivo terminado, mais tempo para mim

 

Apesar de ter mais tempo para mim, não me apetece estar no computador, por isso serei de poucas palavras! A camisola mostarda foi um projecto que terminei ainda no decorrer das últimas semanas de aulas. O livro que acompanhou este projecto foi A Criada, que recomendo. Detalhes da camisola, como habitualmente, encontram na minha conta do Ravelry. Ainda assim, fica a fotografia da falsa costura lateral, uma experiência para ver se uma camisola de algodão não deforma muito com o tempo!

Com a chegada do fio que me faltava consegui terminar a camisola a que chamei Canção na Aldeia. O livro que acompanhou este modelo foi The Knitting Circle e o audiobook Knitting Yarns, ambos da Ann Hood.

Com a aproximação do quarto neto, retomei os projectos de malha de bebé e ainda decorei parte dos sacos da maternidade.




O livro que  fez companhia aos últimos projectos do netos 4, foi A Livraria de Bloomsbury .

As calças que estão por terminar terão a companhia do livro O Dicionário das Palavras Perdidas.
Voltando a projetos de malha, chegou finalmente, a Galway para o projecto da manta que irá aconchegar os netos, aqui Entre a Serra e o Mar.


Uma lã muito rústica, a ponto de ter tido que colocar em vinagre as meadas antes de iniciar este desafio, guiada, passo a passo, por uma das minhas primeiras professoras, Carol Feller!

Como estamos em Julho, seguindo o #christmasinjuly, adiantei um pouco mais o calendário do Advento  iniciado o ano passado.





Como resultado de análise das despesas mensais, cortei com a Netflix e Disney, não tendo muito para falar sobre séries, dado que passei a ter acesso apenas às que fazem parte do pacote da Amazon prime. Durante o mês de julho vi apenas a série inglesa Smother, na RTP2, agradou-me e foi mais do que suficiente! 
Esta poupança reverteu para a aquisição de dois livros, Quilts from La Gare, de Margaret Mew, acompanhado de templates em acrílico e Feathering the Nest3 , de Brigitte nos saldos da Quiltmania. Investi, igualmente, numa atividade via zoom, Talk on the Patchworks of Lucy Boston, agendada para dia 2 de Agosto.

Uma atividade que me deu imenso prazer participar, foi na KnitParty  com a Paula Pereira, para apresentação dos modelos do seu livro, com direito a algumas aprendizagens. Este invento foi oferecido pela The Craft Company, em Cascais, uma das minhas lojas favoritas, onde a simpatia, bom gosto e profissionalismo nuna falham!

quarta-feira

Galinhas, galinheiro e jardim


As galinhas recomeçaram a por ovos, quase todos os dias, após um período de adaptação à nova capoeira. As plantas junto ao galinheiro crescem rapidamente graças ao fertilizante natural que recebem e em troca proporcionam uma sombra fresca às galinhas. Os Kiwis, desde que os mudei para esta zona, recomeçaram a dar um ar da sua graça. Os maracujás, embora ainda estejam em vasos, também se desenvolveram mais com este novo reposicionamento. A próxima etapa será colocá-los no solo.

Kiwis

Finalmente vamos iniciar a construção do jardim o que implica mais regras e menos liberdade para as galinhas. 



Embora a presença das galinhas seja óptima para fertilizar os solos, são grandes destruidoras de plantas, não escapando quase nenhuma à sua actividade diária, de esgravatar constantemente. Optei por fazer recolha das fezes no galinheiro e mantê-las num espaço vedado. Terão de aguardar pela construção de um "corredor" que lhes permitirá explorar o jardim sem o destruir. É bom que aproveitem estes últimos dias de liberdade!







Modelo no Ravelry


As galinhas continuam a fazer a delícia dos meus netos e por isso estou a fazer galinhas em malha feitas com o último kit que comprei no Edinburgh Yarn Festival, tendo desistido do projecto (mudam-se os tempos mudam-se as vontades!). As galinhas em malha são de fácil, rápida e agradável execução, com excepção da crista e do bico, que ainda estão por fazer.

Guardei mais um esquema de galinhas para utilizar sobras de projectos. Fica aqui, neste link, para saber onde encontrar as instruções, quando as quiser fazer. 

Os próximos meses serão de grande actividade no exterior não dispensando a presença de uma equipa de jardineiros. Sozinha seria uma obra grande demais, difícil conciliar com as rotinas diárias. Mas primeiro teremos de esperar pela conclusão de um trabalho que encomendámos à Tosca.




segunda-feira

Livros, filmes e agulhas

Não tendo o livro 84 Charing Cross Road, vi a história no filme A Rua do Adeus, da Netflix. Não é a mesma coisa mas ver um filme interessante enquanto adiantava a minha camisola, proporcionou-me uma tarde relaxante Não consigo ficar simplesmente parada a ver tv!

Recomendo vivamente  a Livraria, um filme, também com pano de fundo de livros e livrarias, com actores magníficos! A história desenrola-se numa pacata vila no litoral inglês, nos anos 50, ingredientes que, na minha opinião, têm tudo para resultar deliciosamente.

Em português estou a ler A Cidade das Mulheres, sendo a minha  leitura de cabeceira. Vou a meio do livro mas com vontade de o largar!

Sem vontade de largar, durante o dia, nas pausas que vou tendo, aperfeiçoou e leio inglês, o livro The Knitting Circle, de Ann Hood que me chegou durante a visita da minha filha. A referência a este livro li no site The Stichery da Nicki, não tendo descansado até encontrar um exemplar a um preço satisfatório, que surgiu, em segunda mão, na amazon uk

Partilho o prólogo para entenderem a minha busca incessante deste livro:

(...) It is my story, yet I do not have words to tell it. Instead, I pick up my needles and I Knit. Every stitch is a letter. A row spells out "I Love You". I Knit "I love you" into everything I make. Like a prayer or a wish, I send it out to you, hoping you can hear me. Hoping, daughter, that the story I am knitting reaches you somehow. Hoping, that my love reaches you somehow". 

No capítulo 2 li

In the car, after she had cried good and hard, she picked up her knitting and did one full row right there in the parking lot before she drove home.

Ann Hood

Quantas vezes não procurei conforto nas agulhas? Não me imagino a lidar com momentos menos bons sem o escape das agulhas e livros!

Pesquisei informações sobre Ann Hood e as suas obras, algo que habitualmente faço, tendo encontrado no YouTube entrevistas que deu, apresentações de obras e até um Ted Talk, todos interessantes. 

O primeiro livro que li da Ann Hood, penso que o único traduzido para português, também tem um vídeo no YouTube.

A propósito de clubes de agulhas, em breve terei novidades.