segunda-feira

"Como uma criança no ToysRus!"

Foi assim que as minhas sobrinhas me descreveram na nossa saída de Campo ao Pinhal. O objetivo era a observação e recolha de líquenes, mas eu entusiasmei-me e passei para o musgo e do musgo para os fetos e dos fetos para os cogumelos! Há uns anos falava-lhes, tal como fiz com os meus filhos, no Mundo Mágico de pequenos duendes e fadas que habitam no Bosque e que fazem dos cogumelos os seus lares. Desta vez falei na magia da reciclagem, das sucessões ecológicas, do ciclo da matéria e da vida. Nunca mais me calava!
Quando finalmente me calei escutámos os sons do pinhal, o vento nas folhas, os pássaros, a caruma a estalar a cada passo que dávamos. O nosso silêncio neste monólogo com a natureza, em que ela nos segredava os seus mistérios, foi interrompido por uma das minhas sobrinhas "-A tia parece uma criança no ToysRus!" A verdade é que elas entraram na minha "onda" e paravam para aprisionarem os raios do sol espreitando pelas copas das árvores, as borboletas nas suas danças primaveris, os pequenos insetos...
Se já estava feliz, fiquei super feliz com o passeio da tarde com o meu Pai e as minhas sobrinhas. A primeira paragem foi na escola do bairro, para cumprimentar os novos habitantes.
Continuámos a nossa saída de campo junto à Ribeira.
No regresso parámos junto do portão da Quinta vizinha para recolha de mais material!
 Perante o que vislumbrei não resisti e meti conversa com um dos trabalhadores que transpunha o portão. Com orgulho, entre sorrisos e brincadeira foi-nos contando a sua vida e o privilégio que tinha sido crescer ali, no meio dos animais. Apresentou-nos  o simpático burro Jerónimo, a galinha Maria e suas familiares e os patos dos quais já não recordo os nomes. Despedimo-nos com a promessa de voltarmos.
Para culminar o dia em grande fiz malha com o meu novo grupo, as minhas sobrinhas. 
Depressa perdi o interesse pelas agulhas, não havia agulhas que me seduzissem rodeada de tantos sobrinhos curiosos e fascinados com as histórias da tia Sofia. Discutem entre eles se são verdadeiras ou não, quem é que acredita em quê e os mais séticos exigem-me provas!
( falta o fotógrafo e um dos mais novos!)
A Vida é uma constante aprendizagem e com os mais novos tornam-se únicas, tal como este novo novo conceito de felicidade, "ser criança no ToysRus!".
Tenho pena de ter estado tão pouco tempo na casa dos meus pais, mas enquanto tiver nem que seja apenas um dos meus filhos em casa, sinto que é aí o lugar a que pertenço.

quinta-feira

Projetos de costura

Meias de Março terminadas!
Aproveitando a interrupção letiva, voltei à minha Bernina. Terminei uma bolsa para pequenos projetos de malha e hoje fiz esta capa de livros, para a minha Compincha. Consultei o vídeo e instruções da Nicole e para o fecho o vídeo da Riera Alta.
Tive de começar por substituir a lâmina do meu cortador e para isso consultei um vídeo com as instruções completas.
Desisti do projeto inicial que era utilizar o tecido herdado da Avó, bordar-lhe umas flores, mas o tecido era pouco resistente para uma capa que vai ter muito uso.
Resolvi então utilizar o tecido da Alice no País das Maravilhas que escolhi numa das minhas visitas à Retrosaria. Achei que o tema do tecido tinha tudo a ver com as leituras da minha sobrinha, no entanto, quando estava a dar os pontos finais na capa tomei consciência da cor do fundo do tecido, algo sem dúvida a evitar para as mãos de uma leitora que anda sempre com um livro para todo o lado! Gosto sempre de dar um toque final e para isso utilizo o pé de acolchoar.
Nestes pequenos projetos já me corre quase tudo bem! Utilizando os livros da Poppy Treffry tenho ideia de fazer mais uns quantos projetos de costura, aplicando tecidos.
Entretanto terminei o primeiro pacote de aulas de costura. Tenho 3 saias transformadas e duas feitas desde o inicio. Aprendi algumas bases  de costura, o primeiro passo para tentar conseguir viver de uma nova forma, evitando comprar peças feitas, não sei bem a onde, nem em que condições, com materiais sintéticos e pouco amigos do ambiente. Tenho ainda muito para aprender e muito mais por praticar. Acredito que o segredo está em arriscar, experimentar e praticar.  Para voos mais altos investi no livro da Merchant & Mills, Workbook.
Com este meu novo livro vou-me aventurar a fazer roupa para mim! Por agora serei a única vítima deste meu idealismo e espero um dia sentir-me tão a vontade a fazer roupa como me sinto na execução de pequenos projetos.

quarta-feira

Nas minhas mãos tenho...



Nas agulhas...
...o xaile "Waiting for Rain", primeiro modelo que faço da Sylvia Bo Bilvia, Adaptei com ajuda da Raquel e da Filipa para liga, já que faço malha à portuguesa,  passando o fio por um alfinete ao peito. O fio é da Drops e comprei no Clube de Tricot.

Estou a estrear as agulhas ChiaoGoo e estou encantada com o cabo, nem parece que está lá,  ao contrário de outros que se comportam com uma forte teimosia! Para saber mais sobre estas agulhas aconselho o podcast da Tea House Knits, que teve direito a um merecido destaque no último número que adquiri da revista The Knitter. E por falar em podcasts, este é um dos KALs em que me inscrevi depois do desafio lançado pela Kristin.
Ao deitar...
... troco as agulhas por um livro. Ontem comecei a ler "Do lado de Canaã", de Sebastian Barry, sendo ainda cedo para tecer uma opinião, no entanto posso dizer que ainda não entrei em sintonia com a escrita do autor, talvez pelo adiantado da hora a que li o primeiro capitulo. Aconselharam-me o livro na Bertrand por ser o livro da semana e em função do meu perfil de leitora. Normalmente acertam, vamos ver se desta vez também não falharam! Gosto do comércio de bairro, onde não somos apenas mais um cliente e o atendimento é personalizado. Centros comerciais não são para mim e multidões consumistas muito menos!
Mais livros e malha aqui!

terça-feira

Páscoa com 20 e um KAL pelo meio

Padrinhos e afilhados trocaram livros, molduras e doces
No jardim dos avós houve caça aos ovos do coelhinho da Páscoa
Juntou-se tudo e voltou-se a dividir igualmente por todos!
Foi um dia em cheio, como sempre quando nos juntamos todos na Casa de Família! Somos 21 mas, ainda assim, consegui fazer umas carreiras na minha segunda meia, talvez para o KAL das meias de março!
À tardinha, enquanto os via a jogar à bola, fiz mais umas carreiras!
Hesito em participar num KAL que já iniciou há um tempo e que se aproxima do fim a passos gigantescos, até porque não precisamos de aderir ao KAL para irmos vendo as meias espetaculares que estão a ser feitas por todas as participantes! Um KAL se por um lado me motiva e ajuda a não colocar o projeto de parte, por outro lado cria-me uma certa ansiedade. Assumir um desafio com uma data confesso que me tira uma parte do gozo e da descontração próprias de todos os passatempos a que me dedico. É como se o passatempo se  virasse contra mim e me apontasse o dedo dizendo: "Se não terminares, serás excluída!". Não estou certa se me estou a conseguir explicar, mas pode ser que alguém desse lado me entenda. Ser professora, mãe, ter cães, tomar conta da casa e muito mais, tudo a precisar de um grande investimento de tempo, leva-me a um esforço enorme para me abstrair da falta de tempo que tenho e da sensação permanente de o tentar esticar. Com um KAL chego a sentir que encontrei mais uma "coisa" para me irritar com o Sr. Tempo! Por exemplo, se não fosse o querer terminar as meias ainda em março, não teria pegado neste projeto enquanto os via a jogar à bola. Talvez me tivesse juntado a eles, como sempre faço! Para não sentir tanta "pressão", inscrevi-me igualmente no KAL #23HarryPotterKal, que me dá mais tempo, caso não me apeteça terminar estas meias em março, assim sinto-me melhor com este projeto enquanto anda nas minhas agulhas.
Apesar do que acabei de "teclar", neste momento estou a participar não em 1, nem em 2, mas em 3 KAL! O das meias, o #soxceteracwKal com as "Caneleiras de sonhadora" e as mitenes "Preto no Branco"  (termina em abril) e no KAL do podcast YarnGasm, com "Abril águas mil" (termina em maio)! Dá para acreditar?! 

segunda-feira

Leituras para um dia-a-dia sustentável, criativo, tradicional e não só!

O blogue da Rachelle Blondel é verdadeiramente inspirador, por isso quando vi este livro na Bertrand, não me passou despercebido e trouxe-o comigo. O prefácio da Dottie Angel, é uma promessa à leitura que eu procurava:
"Este livro apresenta várias maneiras de "ganhar tempo", para que possamos parar de vez em quando, respirar fundo e apreciar a beleza da natureza que nos rodeia (...) . Se estivermos dispostos a segui-los, os conhecimentos e as práticas de antigamente ensinar-nos-ão a cuidar de nós e do nosso planeta. No presente, ao voltar a dar importância a rituais diários como tratar da casa, do nosso corpo e de tudo o que nos rodeia é possível encontrar alegria e gratidão. (...)
(...) Se procura um estilo de vida mais tranquilo e simples (...) incluir entre os seus livros de consulta esta pequena pérola de sabedoria"
Da Bertrand também tenho, mas há já um tempo o Almanaque. Quando o comprei pensei de imediato nos que tinha visto na feira de Estremoz!
Quanto a revistas não falho uma da LandLove!
Neste número destaco o trabalho da Celia Lewis, uma ilustradora da natureza, com alguns livros que gostava de ter, especialmente o "An illustraded Country Year" .
Para não ficar apenas pela leitura, vou viver um pouco da experiência da Vida no Campo, num dos workshops agendados para dia 2 ou dia 9 de abril, na Mercearia Criativa, com o Pedro Varandas, um homem que, junto com a sua família, um dia trocou a Cidade pelo Campo.
O Kit foi uma ideia genial para quem só precisa de ter algo pensado e organizado, por alguém experiente, para saber ao certo por onde começar!
fotografia do facebook da Mercearia Criativa
*Nota: sustentável no dicionário da Priberam
1. Que se pode sustentar.
2. Que se pode defender.
3. Que tem condições para se manter ou conservar (ex.: desenvolvimento sustentável). = SUSTENTADO