quinta-feira

Ponto sem nó

Tinha planeado acabar os últimos pontos deste bordado no dia 1 de Janeiro, mas o ano começou sem pressas e só lhe peguei no dia 2. Começar o ano com ponto de cruz foi tentar aplicar uma receita que comigo nunca falha: abrandar, serenar e tentar recuperar algum equilíbrio, sobretudo quando vivo e disfarço uma dor silenciosa.

Foi assim que nasceu este blogue, com o nome Ponto sem nó, quando o ponto de cruz ocupava todo o meu tempo criativo. Com o passar dos anos, os interesses foram-se multiplicando. A curiosidade sempre foi imensa, acompanhada por uma grande vontade de aprender: chegou o bordado de Castelo Branco, a Renda por Música, um  primeiro passo para a malha e, mais recentemente, o Patchwork. O nome mudou, mas a satisfação de criar aumentou- como costumo dizer aos meus netos "A Avó Sofia não passa sem os seus brinquedos", que é como quem diz sem as minhas linhas e agulhas.

Este ano promete ser um regresso a horas a fio com ponto de cruz. Quero testar linhos, linhas e outras formas de o trabalhar. A lista de esquemas à espera é grande, a vontade é ainda maior e cada ponto é por vezes, um sorriso, outras vezes uma prece, mas é sempre uma memória que fica gravada no tecido.

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