domingo

Retomar o Fio à Meada

Em abril estive afastada das agulhas e com nada para partilhar em termos de trabalhos manuais. Foi um mês intenso: celebrei a Páscoa em família e até recebi os expatriados por cá.

O mimo na hora de dormir.

 Na escola os dias também foram exigentes, com avaliações intercalares e, enquanto diretora de turma, enfrentei situações nada fáceis.

Felizmente, no final de abril fiz a minha primeira peregrinação a Fátima, o que me trouxe uma grande serenidade e paz interior, que tenho mantido com "pistas de oração"!

três gerações de Mães

Maio começou com a celebração do Dia da Mãe e com mais uma viagem a Inglaterra, desta vez para celebrar os 33 anos da Madalena.




Tive a oportunidade de, no primeiro dia da exposição comemorativa dos 150 anos da Liberty, a visitar e, sendo mais forte do que eu, fiz algumas aquisições. Tinha de trazer um tecido dos 150 anos da Liberty! 


Tenho de deixar registado, para quando a memória me falhar, uma frase destes dias do Vasco "Vamos fazer coisas de "adolts", por exemplo, plantar uma árvore"!


Ainda deu tempo para visitar Kensington Palace e a exposição Dress Code, bem como uma exposição de trabalhos em madeira, na loja do Japão. 

Ursos feitos por uma tribo. Não faziam parte da exposição, mas foi o que mais me encantou  tentou!

No regresso da viagem esperava-me dose redobrada de trabalho na escola, mas finalmente, este domingo abrandei o ritmo e voltei às agulhas. 

Adiantei as almofadas para o quarto da Família, iniciadas em abril, e voltei ao bordado, experimentando personalizar guardanapos com desenhos que fotocopiei para um papel estabilizador. Se resultar, tenciono usar o mesmo método no Quilt Prince e em bases para bules ou centros de mesa.







Hoje chegou um novo bastidor de mesa. Ainda o usei pouco para conseguir dar uma opinião, mas, para já, estou a gostar

Vir aqui escrever serviu para organizar as minhas ideias e guardar algumas fotografias destes últimos dias.

segunda-feira

Mês dedicado unicamente ao patchwork

O calendário deste mês, que serve como um registo do meu progresso nos trabalhos de agulhas, está quase inteiramente preenchido com EPP (English Paper Piecing), uma consequência natural das histórias que me acompanharam durante este tempo.

Tenho o hábito de escutar audiobooks enquanto tenho as mãos ocupadas, o que não me permite folhear um livro. Neste mês, deixei-me envolver pelos romances de Gill Hornby, "Miss Austen" e "Godmersham Park". As narrativas transportaram-me para cenários domésticos de grande quietude, dedicados a EPP e bordados. As palavras de Gill Hornby ecoaram no meu trabalho, tornando-me ainda mais consciente do valor dos momentos silenciosos e das pequenas alegrias que o trabalho manual me proporciona.

O que mais me fascina no EPP é a sua portabilidade e versatilidade, mas sobretudo ser um processo mediativo. Diferente de outras formas de patchwork que exigem uma máquina de costura e um espaço definido, o EPP pode ser feito em qualquer lugar: no sofá, no jardim, até mesmo durante uma viagem. Talvez seja por isso que tantas mulheres ao longo dos séculos tenham se dedicado a essa prática.  

Em EPP fiz o quarto bloco para o Queens walk:


E estou a transformar o falhanço de EPP com tecidos William Morris, num caminho de mesa. Comecei por atribuir o falhanço deste projeto à falta de tecido para repetir padrões uma vez que optei por fazer com um charm pack e 3 ou 4 tecidos adquiridos a metro. Mas depois a minha mente viajou no tempo e recordei que, propositadamente, evitei cruzes no meu padrão e tentei realçar um desenho de estrela! O resultado da tentativa de fugir ao desenho da cruz é evidente nos blocos das pontas, onde realcei 4 pontas a azul escuro e a vermelho forte. O bloco do meio fiz passado quase um ano, e o resultado foi totalmente diferente. O que aprendi com este projeto é a necessidade de planear as cores, os contrastes e a continuidade de um padrão, neste tipo de projeto, já que não é apenas uma junção aleatória de pequenos tecidos, como eu pensei fazer, pensando no contexto sócio económico em que este tipo de trabalho era realizado e não no contexto do trabalho da Lucy Boston
Canto dos trabalhos por terminar

Em relação ao Queens walk, aprendi que o melhor é colorir a página que a Sarah fornece e só depois escolher os tecidos e sua distribuição nos blocos.

Cheguei a um ponto que não queria lidar mais com o  caminho de mesa e retomei o Prince Quilt que, apesar de também ter os seus erros, dá-me sempre prazer retomar, corrigir e adaptar. Estou a pensar bordar uma das frases do meu Pai, no centro do painel.


As agulhas, juntamente com a música tiveram um efeito terapêutico de combate à tristeza da ausência física do meu pai,  mais sentida neste mês de Março.


sábado

Março, mês dos meus peixinhos

 O peixinho do dia 4, comemorou  30 voltas ao Sol!

Estreei o colete da Marie Wallin

O peixinho do dia 8, comemorou  4 voltas ao Sol!


No dia 13, o filho peixe que ganhei há uns anos, também completou mais uma volta ao Sol.

O peixinho do dia 16, o meu paizoco, teria comemorado 88 voltas ao Sol. Se deitarmos o 8 temos um símbolo de infinito. "Ao infinito e mais além"* chega a gratidão e o amor que sinto sentimos pelo meu   nosso pai. Juntámos-nos em casa dos meus pais e celebrámos este dia. Depois do almoço chegaram os mais novos para mimar a avó Fátita.

Nessa tarde, desafiada pelos meus irmãos increvi-me para ir, pela primeira vez a pé, em peregrinação a Fátima.

* O peixe de dia 4 é o grande fã do Toy Story e, quando era miúdo, tivemos de ouvir uma infinidade de vezes a sua frase favorita, ficando para sempre presente em pequenas coisas do dia a dia.

** Não sei se pela associação que faço dos "meus peixinhos", pela primeira vez sonhei na noite de 7 para 8 de Março, com o meu pai. Abraçámos-nos e foi tão real que acordei contrariada, a meio da noite, com um nó na garganta, querendo prolongar o meu sonho, aquele abraço de que sinto tanta falta!

Bordado terminado, retomei o EPP com tecidos William Morris

Terminei o bordado dos dentes-de-leão, mas optei por não emoldurá-lo para facilitar o transporte até Inglaterra, onde ofereci ao Vasco no seu quarto aniversário. Confesso que este trabalho foi um daqueles que acabaram por cair no esquecimento. Adquirido no dia em que ele nasceu e iniciado assim que chegou, só o retomei quatro anos depois! Na verdade, ainda não está completamente finalizado, pois não consegui emoldurá-lo durante a minha estadia em casa da minha filha – nem sequer o passei a ferro!

Nesta minha viagem mais recente consegui finalmente visitar a William Morris Gallery , localizada em Walthamstow, Loyd Park, uma zona que, confesso, não me cativou.

A galeria, situasse no edifício histórico Water House, exibe a maior coleção mundial de obras de William Morris, além de acolher exposições contemporâneas.





A visita foi inspiradora e levou-me a retomar o projeto de EPP, utilizando tecidos de William Morris. No entanto, à conta da falta de conhecimento e de alguns erros cometido, como ter poupado no investimento em tecidos, sei que o resultado não vai  ser o desejado. 

O facto de saber que não vai resultar tem, inesperadamente, sido o que me motiva a avançar com este projeto, para lhe por um fim rapidamente! Tudo porque quero retomar o Prince Quilt e o Queens Walk, além de estar desejosa de iniciar o novo Kit da Sarah, que me esperava em Londres. Este Kit  faz parte de um curso no qual tive de me inscrever para ter acesso às instruções e onde tenho adquirido e consolidado alguns conhecimentos.

Sempre uma apresentação cuidada!

Sinto-me igualmente ansiosa por iniciar um projeto em EPP, no âmbito das comemorações dos 250 anos do nascimento de Jane Austen. Para a adaptação que pretendo fazer do quilt Jane Austen tinha alguns tecidos e os EPP necessários, à minha espera em casa da minha filha. Desde o Brexit, antes de viajar, planifico antecipadamente a aquisição de materiais ingleses.

Adquiri a caixa de chá do Peter Rabbit, para colocar os papeis deste EPP.

Estou super satisfeita com as aquisições desta viagem. Consegui até adicionar à minha coleção de chávenas (memórias físicas das minhas viagens) uma chávena pintada com os pontos do bordado tradicional, da Royal Scholl of needle work! Visitei a loja da escola no dia de anos do Vasco, enquanto os netos brincavam no parque infantil de Hampton Court