quinta-feira

Felicidade é...

Namorar, ao almoço,  num dia de semana!
Almoçámos, e muito bem, na Praça, do LX Factory e por lá passeámos.
Uma das paragens obrigatórias, a livraria "Ler devagar".
 Aqui visitámos a exposição "Caras de pau", folheámos o último livro dos Urban Sketchers, perdi-me com as ilustrações do "Inventário das Árvores" e seus colegas de estante e vi de passagem alguns livros do Planeta Tangerina . Vim de lá com uma agenda, a que não fui capaz de resistir, e mais um livro da Tinta da China.
Os meses, na minha nova agenda, começam com a referência a um Parque/ Reserva Natural e é ilustrada, semana a semana, com imagens das espécies que aí podemos encontrar.
A "minha" Serra e o Mar
Caminhámos por este espaço tão bem recuperado, explorado por turistas, mas muito pouco pelos lisboetas.





Mais uma paragem obrigatória, o novo Ponto das Artes.

Já na rua, demos de caras com uma peça de verdadeira Trapologia, suspensa numa corda, acariciada pelo vento e uma Torre escondida debaixo da Ponte.

Antes de regressarmos ao ritmo de um dia de semana, fomos ainda até à margem do Tejo.
A nossa cidade é única!


* mais fotografias no  instagram

quarta-feira

Um xaile circular, com Rowan



Para provar, cá em casa, que o meu investimento em revistas é um bom investimento, estou a tricotar um xaile redondo (esquema no Ravelry, clicando aqui), da revista "The Knitter - 90 - Autumn styles" . Uma experiência nova para mim em termos de esquema e do fio.
O esquema começa pelo rendado, muito fácil. As primeiras carreiras exigem uma maior concentração, mas uma vez lançado o desenho, é fácil perceber o esquema da repetição, não sendo necessário olhar permanentemente para o esquema. A montagem das malhas também nunca tinha feito em 2 agulhas, para dar uma certa elasticidade. Outra experiência nova foi tecer a secção final em "short row". Confesso que não sou muito amiga de estrangeirismos mas não sei o termo equivalente em português! Posso tentar descrever o que fiz até aqui! Das 271 malhas, passei a primeira e teci em meia 140 malhas, sobrando-me 130. Virei o trabalho, teci 10 malhas em meia e sobraram-me, uma vez mais 130 malhas. Daqui para a frente, passei sempre a primeira malha, teci em meia até 1 malha do fim da carreira anterior, passei 2 malhas para a agulha direita e teci em meia as duas malhas juntas, nas laçadas de trás. A Nionoi explica muito bem esta técnica ssk aqui, neste vídeo. Depois deste ponto teci mais 4 malhas e virei novamente o trabalho. Um bocado difícil para mim descrever o que fiz, mas as instruções em inglês são muito claras. (clicando aqui encontra um dicionário de pontos em inglês; aqui também, pela Ovelha Negra)
Aqui, do lado direito, a passagem de 2 malhas em meia, para a agulha direita e tecidas juntas, por trás

depois do ssk, teci mais 4 malhas, voltei o trabalho e comecei a tecer uma nova carreira em meia
Outra experiência nova, para mim, foi este fio da Rowan, extremamente macio. Apesar de estar a tentar conhecer melhor as nossas lãs, não resisto a certos fios, até porque uma das minhas viagens de sonho é ir conhecer a Rowan e passar uns dias no campo inglês.
Enquanto faço malha pratico inglês, aprendo técnicas,  sei novidades de tricot, fios e livros e rentabilizo o meu tempo, seguindo alguns podcast, sugeridos pela Susan B Anderson. Estou a gostar imenso do podcast da Little Bobbins knits . É sempre bom "estarmos" num espaço tão agradável, com alguém a falar dos seus projectos em malha. Os sacos e bolsas onde a Dani guarda os projectos em curso são lindos! Eu tenho o mesmo hábito,  por isso mais um saco,  ou mais uma bolsa, nunca são demais para mim. 

Nas minhas agulhas...

Nascem umas ovelhas, nas caneleiras " de sonhadora", com o desenho adaptado do esquema gratuito Baa-ble-hat, da designer Donna Smith.
E um "portátil" como gosto de chamar às meias que tenho sempre comigo, para momentos de espera inesperados (o esquema básico que sigo, quase sempre, é o da Susan B. Anderson, clique aqui para consulta das instruções). 2ªf à tarde, tive um desses momentos, quando acompanhei a minha filha até Peniche. A caminhada pela praia foi breve, a chuva empurrou-me para o carro, o que deu para dar um avanço na segunda meia, deste par!
Umas meias, que de imediato reconheci na revista que comprei ontem, The Knitter.
E por falar de revistas, ontem comprei, também, a LandLove, a minha leitura desta manhã. Fiquei com a cabeça a mil, com as ideias de decoração para o Natal! Este ano os homens da casa, terão muito que fazer, pois algumas decorações serão feitas apenas por eles, que tanto gostam de trabalhar a madeira.
Partilho o que preenche o pouco tempo livre que consigo no meu dia-a-dia, no Yarn Along.

terça-feira

The Craft Company, em Cascais

Cascais, vila de pescadores, vítimas, no passado fim de semana, da força bruta da natureza. Violência a que não escaparam nem os cargueiros de passagem!
Cascais não é uma vila qualquer! É uma vila com sinais da passagem de sabores da "minha" Serra.
Uma vila cheia de cantos e encantos, onde identifico padrões para, um dia os repetir, passando do papel, para o linho, aprisionando assim o traço, ponto a ponto.
E lugares onde me quero perder, por horas a fio!
Um deles é a loja The Craft Company, onde encontrei a Luísa, que me apresentou à sua amiga e proprietária deste novo espaço.
 Aqui senti-me em casa, num ambiente requintadamente familiar e convidativo, onde tudo foi pensado ao mais pequeno pormenor. Onde passado e presente se misturam, numa sintonia de cores, numa harmonia de texturas.
O balcão é uma montra rica em artigos dignos do merecido destaque, sobre a qual repousa uma máquina registadora que traz para o presente um passado muito português!
A luz do lustre, que cria um ambiente familiar, difícil de encontrar em espaços comerciais, misturada com a luz necessária a quem aprecia cores, fios e texturas não foi nada amiga desta fotógrafa e da sua máquina "registadora"!
Mas, colocando de parte as desculpas esfarrapadas para a péssima qualidade do meu registo fotográfico, fica o motivo que aqui me levou, o primeiro contacto com os fios da Erika Knight.
Num ambiente despreocupado, senti o toque macio desta lã inglesa, numa sala dedicada aos workshops, na qual nos esperava um chá com scones e alguns doces, reveladora da arte e do prazer de bem receber.

Desta mesa trouxe o que me faltava para dar "aquele toque", às peças que saem das minhas mãos.


Numa das estantes, encontrei só boas publicações.
E no topo das escadas, fui surpreendida por uma colecção de "cortar a respiração"!
Já à saída, percebi a beleza do expositor da montra. As revistas repousavam em antigas máquinas de costura, aos pés de elegantes e delicadas costureirinhas. The Craft Company é mais do que uma simples loja, é um espaço onde domina o bom gosto. Aqui encontramos artigos de fazer perder a cabeça a qualquer um e não apenas às amantes de fios e afins!
Fui no final de uma tarde que se fez cinzenta. Voltarei com tempo e sol, pois passei a ter mais um motivo para visitar Cascais, durante os fins de semana, vividos na "minha" Serra.

quarta-feira

Outono, a "minha cor" favorita



As minhas agulhas laçam o Outono e eu sorrio a um novo projecto. Chamei-lhe Caneleiras Outonais e o esquema é da Rosa Pomar. Encontram-no na Retrosaria (clicar aqui) e no seu livro "Malhas Portuguesas".
A minha bordaleira não é o tom castanho natural, que espero conseguir arranjar para terminar um poncho! Optei por um verde, o motivo principal será na cor 539 e para a risca central escolhi a 734, pois será a sobra de um outro projecto. ( ler clicando aqui,um testemunho sobre a Beiroa)
Se são as cores da moda, não sei! São as cores que encontro quando procuro refúgio no campo, agora que chegou o Outono. São as minhas cores, de momento. Gosto de andar ao sabor das estações. Não cedo a "modas", daí continuar dedicada ao ponto de cruz, também este em cores outonais (os meus olhos apelam insistentemente a uma troca, mas sou muito teimosa!).
Dedico-me mais aos projectos quando facilmente encontro partilha de ideias e de materiais. Embarco em algumas "ondas" e ando, de certa forma, ao ritmo da maré. Mas quando os materiais me cativam, mantenho-me fiel às minhas paixões. Por isso o meu retorno à malha, será definitivo. Até porque com a prática, aprendo muito e quanto mais aprendo, mais à vontade tenho para conhecer novas técnicas, mais confortável estou para aceitar desafios, mais ânsia tenho de ganhar novos conhecimentos, mais atrevida sou. Este processo de aprendizagem é fascinante e cada vez mais acessível a todos, graças às novas tecnologias que não dispensam um acompanhamento mais próximo, por quem sabe.
Tenho feito boas escolhas de mestres, destacando a Rosa Pomar que, com o seu entusiasmo, transmitiu-me a sua paixão, contagiante, pela lã. De momento o seu livro, "Malhas Portuguesas", é um dos que me acompanha nos fins de semana.
Na cabeceira tenho o ultimo policial da Anne Perry, que comecei a ler este Verão.
"Se sentir, faz sentido", à 4ªf é quando sinto que o meu tempo aqui faz um certo sentido, por isso fica a partilha de mais um projecto de malha e de um enredo viciante, aqui e no Yarn Along.

terça-feira

Podcasts de Tricot


As meias das noites de Verão, regressaram às minhas mãos, depois de ter estado a ver mais um Podcast, da Susan B. Anderson. Enquanto faço malha, não podendo actualizar a leitura dos blogs que acompanho, por vezes aproveito para ver os podcast de algumas designers e tricotadeiras. Os da Susan, são os meus favoritos, talvez por me identificar tanto com ela e com tudo que ela vai partilhando, enquanto "conversa connosco". Conquistou-me!
Tal como ela, prefiro fazer malha com 5 agulhas, em vez da técnica de magic loop e com 2 fios, em vez de um mais grosso, obtendo um resultado mais "fofo". Gosto de ter a malha, no meu saco de alças desiguais. Gosto imenso das camisolas que faz, do seu estilo e até das músicas que escolhe!
Tal como a bióloga (eu), gosta de caminhadas e de cheirar as flores, apesar das alergias! Enfim, é uma verdadeira apreciadora da natureza, uma das suas fontes de inspiração. Estou a pensar tricotar os seus animais do bosque.
Medimos o tempo da mesma forma, somos ambas professoras.
É tão bom estar na "companhia" da Susan! Ouvir o seu riso, as suas ideias, as suas opiniões, sobre fios, livros, projectos, transformam-me numa pessoa ferozmente dedicada à malha.
Descobri o seu blog através da Cristina, uma tricotadeira portuguesa, que fez recentemente o seu primeiro podcast. A Cristina termina a partilhar este livro que vou querer comprar,  no qual vou querer investir, correspondendo assim a duas paixões que tenho, livros e malha!