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quarta-feira

Yarn Along (December)

Malha:
Comecei Dezembro a tentar terminar a camisola para o Landmaníaco, estando quase a terminar uma manga e depois é só fazer a segunda manga. A lã e o modelo foram escolhidos pelo landmaníaco, com a promessa que, em troca de ter sido a minha companhia e repórter fotográfico da visita a Edinburgh Yarn Festival, eu far-lhe-ia uma camisola e umas meias à sua escolha. Adaptei o modelo para fazer sem costuras, as costas são lisas a pedido do Landmaníaco e vai ter punhos. As notas estão na minha página do Ravelry.
As meias estavam paradas porque senti necessidade de introduzir um fio mais resistente no calcanhar. Chegou hoje um novelo Mondim, um dos meus fios preferidos para meias e que quero experimentar numa camisola.


Nota:Com o Natal à porta, a malha de Novembro, não me é possível partilhar para não estragar nenhuma surpresa!

Leituras:
Junto com a encomenda do novelo, e já que estava a pagar portes, veio a última Laine e um Kit para umas luvas, experimentando assim, pela primeira vez a técnica Marlisle. Modelos com árvores, plantas e animais são um perdição para uma bióloga tricotadeira!
Na cabeceira, para leitura antes de dormir tenho "O coração de Inglaterra" (Vídeo entrevista com o autor), escolhido por ter a minha Madalena a viver em Londres. Estou a gostar bastante, mas como ando próximo da exaustão a leitura tem sido  mais lenta do que é normal, pois dá-me o sono rapidamente.

Quando tenho necessidade de intervalar o estudo da Ecologia e do corpo Humano, com outro tipo de estudo, leio os livros da Elizabeth Zimmermann´s. Tal como a Elizabeth Z, quando retomei a malha há uma meia dúzia de anos, depressa adoptei agulhas e método circular. Com a leitura das suas obras ganhei a confiança que me faltava e passei a acreditar que é possível simplificar projectos complexos, mas acima de tudo dá-me imenso prazer ler os seus livros escritos de uma forma, que recorda a escrita adoptada por bloggers. Ela teria sido, sem dúvida nenhuma, uma blogger excepcional e eu teria adorado participar num dos seus acampamentos! Aguardo a chegada de uma das suas obras que relata esses mesmos acampamentos.
A filha Meg Sawsen conta que o título "Knitting Without Tears" não foi o escolhido pela mãe, mas sim "The opinionated Knitter" título que os editores recomendaram-lhe substituir. Mais tarde veio a publicar um livro com o primeiro título e que reflete a sua filosofia.
O que me levou a regressar à Elizabeth Z. foram as aulas da divertida e sábia Amy Detjen, na Bluprint (recomendo vivamente). As suas aulas, com todas estas leituras, deram-me confiança para arriscar e tentar fazer modelos de criança, tentando aplicar a fórmula matemática que a Amy ensina, sendo a autora a Elizabeth Z., daí ser designada por EPS  (Elizabeth´s Percentage System Sweater)
A leitura leva-me sempre a pesquisas mais alargadas e com elas fui encontrar este vídeo da Meg Sawsen, um tutorial completo para uma camisola, fazendo-me sentir num acampamento de tricot.

Por recomendação da Amy adquiri aquilo a que chamo a Bíblia do tricot*, The Principles of Knitting, da June Hemmons Hiatt. Penso que aqui encontrarei as respostas para muitas dúvidas que vão sempre surgindo a cada novo modelo que faço. Talvez encontre, finalmente, a resposta que nunca obtive, sobre o melhor acabamento para o meu xaile "Pássaros da Praia Grande".
Não sei o motivo pelo qual este mês não houve partilhas no Yarn-Along, talvez por causa das Festas, ainda assim não quis deixar de partilhar o que tenho nas agulhas e os livros onde, entretanto, descanso as mãos.

*ATENÇÃO Sofia : em caso de dúvida, não esquecer de consultar a errata!

terça-feira

Lar doce Lar

Individual/pano de tabuleiro, bordei para a minha filha
Bainhas abertas algo que também gosto de fazer, muito relaxante!
O fim-de-semana convidava a ficar em casa e foi mesmo isso que fiz! O desenrolar lento do tempo em sintonia com o desenrolar dos meus novelos, à medida que ia tecendo os últimos pontos nas luvas da minha irmã, momento acompanhado por um chá e mais um filme francês, foi extremamente relaxante. Tão relaxante que dei comigo a meio da tarde com vontade de dormitar! Reagi e fui para a cozinha, respondendo assim a um pedido da minha filha. Fiz doce de limão/Lemon Curd (com os limões da minha escola) e de framboesa em quantidades generosas para distribuir pela família.
Limoeiro da minha Escola

Consegui finalmente terminar as luvas da minha irmã e as minhas estão quase finalizadas (tive de desmanchar uma até ao polegar por ter mais uma repetição do esquema, 12 carreiras!). Entretanto tenho andado a pesquisar modelos com torcidos, como já tinha escrito na quarta-feira passada. Com a leitura de blogues que sigo fielmente encontrei a leitura ideal para o ponto em que me encontro, apetece-me fazer camisolas e aprender sobre as diferentes construções. Já tenho dois pacotes de aulas da Craftsy, um da Amy Herzog e um da Amy Detjen . Estou na fase em que quero decidir o modelo e deitar mãos à obra, mas hesito pois não sei por onde começar! Yoke. cardigan, camisola simples,...O que será mais indicado para começar? Estou perdida entre vários modelos que gostava de fazer e de ter, já mudei tantas e tantas vezes de ideia! Uma coisa é certa, gostava de um modelo com torcidos (na publicação nº2 Making, Fauna, há uma camisola que me anda a tentar, a mesma que a Fabi falou aqui!) e quero utilizar a lã que tenho em casa, talvez a Amélia ou a Wollmeise, evitando gastos desnecessário e participando assim no KAL da Raquel. Não quero perder mais tempo a pesquisar, alguma sugestão?! Gostava de começar um novo projecto no próximo fim-de-semana, já com a camisola "Lobo Ibérico" terminada!

Nota: O episódio 22 da Fruity Knitting Podcast tem a informação que obtive nas aulas da Craftsy, acerca da construção de camisolas e adaptação à nossa forma/medida. Recomendo, tem interesse e a convidada deste episódio é a Ann Budd, que fala igualmente na construção de diferentes tipos de camisolas.

Malha e livros

Nas agulhas tenho uma camisola, que é uma junção de dois modelos, de dois fios e de 2 estreias. 
As estreias são, arriscar a misturar 2 modelos da mesma designer e os dois fios, um deles português e do Porto, que ainda não tinha usado. No que refere ao modelo, escolhi o padrão menos alto, para evitar que os olhos dos outros recaiam sobre zonas do corpo em que ganhei largura. Ainda assim vou ter desenhos na zona da barriga, algo que devia evitar pois não me beneficia, mas arrisquei por gostar de desenhar esquemas semelhantes aos do ponto de cruz. Alterei os punhos, fazendo-os menos altos e com malha 1 por 1, porque é a forma como sei montar malhas com o meu acabamento favorito (link para o vídeo, no Ravelry). Uma dica que aprendi, com a divertida Amy Detjen, para não haver enganos aquando da união das malhas em circular, é colocar marcadores ou alfinetes, desta vez coloquei de 20 em 20 malhas, o que também ajuda na contagem final de malhas.

Em relação aos fios, o Trianon é da Lopo Xavier, na cor cinza e amarela, junto com Kidsilk Haze, da Rowan. O tecido que resulta da junção destes dois fios é super fofo e macio. O que me fez escolher estes fios foi o resultado de uma visita à  The Craft and Company, em Cascais, onde muito conversei com a Sacha, que generosamente dispensou o seu tempo para partilhar a história por detrás da Companhia Lopo Xavier (a Sacha contou muito mais, dava um romance de leitura viciante!) que muito me fascinou. Tinha de experimentar os fios da Lopo Xavier e, para obter o número de pontos o mais próximo possível dos modelos, tive de juntar o Kidsilk Haze, tendo conseguido valores próximo com um resultado surpreendente! Os detalhes do projecto podem ser consultados no Ravelry.
Este projecto não tem sido feito de forma solitária porque, a convite da Sacha, tenho-me juntado a novas companheiras de agulhas, em Cascais, uma das vilas, aqui perto, mais bonitas e com mais vida do que a sempre deslumbrante Sintra.


Este projecto abalroou os modelos que estava a fazer para o neto que chega em Setembro, mas foi para aproveitar o facto de ainda não estar um calor insuportável para o fazer, e estava ansiosa para começar um modelo do livro Kalevala.* 
O primeiro macacão ficou em espera! Os restantes modelos ficaram a faltar costuras e botões. 


Umas calças iniciadas que ficaram à espera do elástico.

Umas meadas aguardam o projecto ideal!

Livros
Vou descansando os braços da malha lendo o livro, Crime na Quinta das Lágrimas primeiro contacto com o autor português Lourenço Seruya. Grata aos Livros no Armazém por me apresentar novos e prometedores autores e à Maria João pela oportunidade de conversar com o Lourenço.

A Dora Santos também tem influenciado algumas das minhas escolhas e A Cidade das Mulheres é um exemplo disso, sendo mais um livro para acompanhar estes projectos. 
Viciada e apaixonada por livros, livrarias e bibliotecas, tenciono passar pela livraria do Ricardo, na próxima ida à The Craft Company.

* Livro Kalevala, o texto épico, em Português, 

segunda-feira

#5 - Diário de um colete Fair Isle com um final Feliz!

Preparar o trabalho para cortar, apanhando malhas com agulha de crochet. Secção do padrão em que claramente a cor "intrusa" não resultou!
Mais um erro mas que acabou por não ser grave foram as malhas centrais do steek, deviam ser 2 e não uma o que implicou um corte mais difícil e arriscado!
Steek concluído, falta apanhar as malhas
apanhar malhas da cava
Na etapa final do colete senti um misto de entusiasmo e receio. 
Como o meu filho diz, a malha deixa-me na "descontra" (a par da descontracção vem a distracção, o que me levou a cometer variadíssimos erros!) mas, chegado o "momento da verdade", fiquei mais ansiosa e insegura, do que qualquer outra coisa! Quando comecei a ver que o "Steek" estava a resultar, o meu coração pulou de alegria e até dancei, para gozo da família! 

a separar os fios para fazer ponto de "Arraiolos" no remate
A fase de remates e acabamentos voltou a ser mais serena e meditativa. A fotografia que tirei, ao colete terminado, partilhei nos KALs em que estava a participar mas, como ficaram com péssima luz e enquadramento, voltarei a tirar uma melhor para partilhar aqui.
Apesar do erro na escolha das cores, estou feliz com o resultado final e todo o processo em si! Aprendi muito e principalmente aprendi errando. Logo no início suspeitei do erro da escolha da cor, agora e após esta aprendizagem tornou-se mais do que óbvio como devo jogar com as cores e o que devo evitar. Evidentemente que ainda tenho um longo caminho pela frente e muitas horas para praticar. 
Desde que regressei à malha o meu objectivo era conseguir fazer Fair Isle e com "Steek". A Rosa Pomar deu-me as bases e a motivação para o fazer, a Mary Jane Mucklestone nas aulas da Craftsy foi o meu apoio ao longo de todo o processo. Estou muito satisfeita com as aulas da Craftsy e estou pronta para mais um projecto acompanhada desta vez pela  Amy Detjen, com quem já muito aprendi sobre a construção de uma camisola Yoke e ainda nem sequer iniciei o projecto! Aguardo que a minha filha escolha as cores para encomendar a lã, depois ainda terei de esperar pela chegada da encomenda. Estas "férias" entre aulas da Craftsy utilizo para fazer T.P.C (trabalhos de casa) que marquei a mim mesma, são eles, terminar pelo menos um projecto dos que tenho nas agulhas antes de recomeçar com as aulas. 

Como gosto de aproveitar as promoções da Craftsy investi nas aulas da Susan B. Anderson, para aprender mais sobre as variadíssimas técnicas de construção de meias. Para estas aulas já tenho o material, uma meada que o Zé escolheu na nossa viagem à Irlanda para ter uma "memória física" feita por mim. Nada melhor do que umas meias para recordar os km que palmilhámos em terras irlandesas.