sábado

Natal 2014

Tudo se torna mais simples, quando a Família decide que o Natal é alegria de ver os mais novos a abrir presentes e simplificamos sorteando a troca de apenas um presente entre casais. Mesmo assim andei atrapalhada para concluir os presentes todos até dia 24!
Comecei por tentar saber o que os meus sobrinhos gostariam de ter. Depois de falar com os meus irmãos decidi por almofadas de sementes e luvas de tricot. Fui para a net pesquisar as sementes mais indicadas para as crianças, optando por uma mistura de trigo, linhaça e alfazema. Identifiquei as almofadas interiores com inicias da Sizzix.
Pedi ajuda aos meus filhos, que desenharam caras de "montros" para os primos, para aplicar na "fronha", feita em burel e tecido de algodão.


Coloquei etiquetas.
Só faltando embrulhar o primeiro conjunto de presentes.
Durante o dia dedicava-me às almofadas, à noite tricotava os restantes presentes. Na hora de embrulhar lembrei-me de comprar um rolo do IKEA para desenhar e pedi ao Zé para personalizar todos os presentes.


Para mim este é o espírito de Natal, cada presente a pensar com carinho, em cada um que o vai receber.

sexta-feira

Pinha

 24 anos da minha Inês e, como é tradição, moldei um salame de chocolate com a sua inicial, para bolo de anos. Este ano fiz também uma pinha e foi um sucesso.

Adaptei a receita original, fiz com muito mais amêndoa e cortei na manteiga:
  • 400 gr de manteiga sem sal (fiz com sal e apenas 375gr)
  • 400 gr de açúcar branco
  • 4 ovos
  • 150 gr de amêndoa pelada torrada e partida ( fiz com aproximadamente 350 gr)
  • 1 pacote de bolacha Maria
  • 125 gr de natas ( utilizei um pacote inteiro de 200ml)
Bater a manteiga com o açúcar até ficar branca. Juntar os ovos inteiros, um a um, batendo sempre e por fim as natas, continuando a bater.
Triturei aproximadamente 150 gr de amêndoa com a bolacha na KitchenAid e adicionei ao creme, na receita original apenas se acrescenta a bolacha.
Colocar no frigorífico para ser mais fácil moldar a pinha.
Com a falta de tempo moldei algo parecido com uma pinha e forrei "à balda" com amêndoas inteiras (as 150gr de amêndoa, da receita original é apenas para forrar a pinha). Feito com calma fica uma pinha bem gira para uma mesa de Natal. Um toque final é fazer "chuva" de caramelo líquido sobre a pinha, mas só na hora de servir! Fiz logo e o efeito desapareceu. Guardar no frigorífico até à hora de servir.
Um doce, que pode decorar uma mesa de Natal, podendo ser feito com tempo para desfrutar em pleno os dias de natal, em família.
Todos adoraram e por isso vou fazer uma Pinha para este Natal, mas que se pareça com uma Pinha!
Há que ter calma na cozinha!
A minha Inês merece muito mais que uma Pinha feita à pressa, mas este ano, o trabalho na Escola não deu para mais! Esta minha filha é a única cá de casa que gosta de festejar em grande. As festas chegam a durar 3 dias e logo ela nasceu a uns dias do Natal!

Com este frio sabe bem!



Tricot do KAL de Novembro, da Tricot das cinco.
Diverti-me a fotografar as minhas "mãos", nas mãos da minha filha!


 

quinta-feira

Um bairro, uma aldeia

Viver no meu bairro é como viver numa aldeia e é muito "fixe"!
Temos uma árvore dos desejos.

Peguei, aleatoriamente, em alguns desejos ao vento e li...
Uma cabine de leitura,
Temos onde ler, à sombra ou ao sol.

Anteontem, quando estava a chegar à Escola, até me cruzei com a "bicharada" do campo!

E ontem, as escolas do meu bairro, as minhas escolas do tempo de aluna e agora de professora, juntaram-se num corta-mato, no Parque de Jogos do INATEL. Quando os meus filhos andavam no Jardim Escola era aqui que terminávamos os nossos dias, era aqui que gostávamos de estar. Enquanto eu bordava ou lia, eles brincavam. Era uma Mãe muito descontraída e eles gostavam disso!

É saudável a vida do meu bairro.
Gosto do meu bairro e ainda mais de saber que, sem sair do mesmo passeio, caminhando por um dos quarteirões deste bairro, tenho a casa dos meus pais, rodeada das casas dos filhos, irmãos e sobrinhos. Somos uma Família que criou raízes no solo deste bairro onde nascemos, crescemos e vivemos. É por isso que, apesar de morar a 10 minutos da minha Escola, preciso quase de meia hora e muitos sorrisos para lá chegar, sem atrasos! Aqui desenvolvi um sentido de pertença que só sinto também "Entre a Serra e o Mar", o meu refúgio da agitação desta minha aldeia citadina.

terça-feira

Retomando a Tradição

Com o nascimento dos meus filhos comecei a antecipar as decorações de Natal, para o dia 1 de Dezembro. Este ano decidi retomar a tradição embora, há já uns dias, tenha colocado num lugar de destaque os nossos Presépios "permanentes" e tenha decorado uma míni árvore.
o nosso primeiro Presépio, ao lado uma "Caixa de desejos"

Calendário do Advento, feito por mim com tecido comprado na feira de Paris.
 Depois de muita combinação familiar decidimos retomar a tradição de decorarmos a Árvore de Natal, no dia 8 de Dezembro, dia da Imaculada Conceição e Dia da Família. Quando os filhos crescem há "coisas" que passam a ter de ser agendadas para que todos estejam presentes! Enfim, algo a que já me vou adaptando. Mas consegui juntar, num feriado, os meus filhos e ao som de músicas de Natal, preparámos um lanche, decorámos a nossa árvore e o nosso Lar.
24 decorações de Natal,que vinham por fazer, junto com o tecido do calendário. Este ano ainda tenho mais uma "costurice" que quero fazer!
O Pai Natal presente na Árvore de Natal, desde o primeiro Natal da minha filha mais velha.
 As  duas primeiras velas do Advento só ontem foram acesas, pois só ontem decidi o que queria para o centro.
Corações e estrelas de tecido cortados com a Sizzix Big Shot
  Este ano junto das velas, coloquei as nossas recordações Escocesas e, uma vez mais, os "nossos" filhos.
A Inês  nasceu em Dezembro por isso "carrega" o pinheiro na companhia de um cão, já que é a que mais passeia os nossos cães
A Madalena é a nossa "Esquilinho"
O António vive na "descontra"!
O nosso centro tem uma quinta vela, a das nossas bodas de prata, que será acesa no dia de Natal.
Desencantei as decorações mais antigas da casa, coloquei na minha costureirinha e os meus filhos ficaram encantados! 
 Todos os anos o presépio feito pelos meus filhos, com pasta fimo, tem um lugar especial na nossa sala. Engraçado porque fizeram também o Pai Natal, deviam ter receio que ele se zangasse, até moldaram um pinheiro e um saco de presentes!
 Quanto ao lanche estava uma delícia e "A culpa é das bolachas"!
Experimentámos moldar pinheiros, com manteiga de amendoim e Nutella, fazendo o tronco com um pau de canela, mas quando chegou a hora de colocar amêndoas torradas, em vez de cereais, como diz aqui na receita, só tínhamos amêndoas laminadas e, apesar de delicioso, em nada se pareciam com pinheiros, tendo dado direito a muita risada e trocadilhos!

Não vamos desistir e faremos nova tentativa de construir um pinhal coberto de neve!
Por agora, vou retomar as costuras de Natal, Keep calm, crafting on !

quinta-feira

A minha irmã

Além de ter   a melhor irmã do mundo tenho também a mais paciente! Só agora é que terminei estou  a terminar um dos presentes do Natal de 2013, mas ainda falta fechar os corações com uns pontos invisíveis.


Com a Família a crescer, para evitarmos "corridas" numa época que se quer vivida com paz e serenidade, há uns anos que sorteamos entre irmãos o casal para trocar o presente de Natal. Ainda assim, não consigo terminar a tempo os presentes que teimo em fazer! Estes corações estiveram quase um ano na minha mesa! Primeiro a desculpa foi a falta de enchimento, depois não me decidia como os queria terminar, por último a desculpa foi não ter o tecido certo para a parte de trás. Mas pronto, consegui que ficassem prontos antes deste Natal. Tinha de ser, porque no sorteio calhou-me, uma vez mais a minha irmã, que é o mesmo que dizer, o casal A.P.
Um dia li ...
"Stitches are the words of our needle language; Without them we cannot speak" - Embroidery 1945
A minha escrita na ponta da agulha é lenta, mas é assim que gosto de "escrever" o que me sai do coração. Um presente com alma tem de sair de pontos dados com a alma nas mãos. Estou com dificuldade em me expressar, mas o que quero dizer é que enquanto conseguir farei os meus presentes (mesmo com atrasos)!

quarta-feira

Não há uma sem duas, nem duas sem três!

Cá em casa normalmente é assim, começo por tricotar uma peça para uma das minhas filhas, a outra pede logo também uma igual e eu fico para o fim! Por isso não fiquei apenas por um par de mitenes. Queria ter seguido o esquema da VeryPink, mas a Inês insistiu no mesmo esquema. Este par resolvi chamar de Marcianas, já que estou a tricotar com "Marte" de Malabrigo. Gosto bastante da qualidade do fio e do efeito da cor. Sendo uma meada de tamanho generoso, talvez tricote com o mesmo fio, mas o esquema Align, para mim.
 Quanto a livros, quando investi no livro "Mãos à obra", comprei também a última obra de Sveva Casati Modignani, contando com uma história que me envolva na vida da Família Sogliano. Ainda estou a ler o mesmo livro da semana passada, não tendo ainda pegado neste, daí não partilhar com vocês uma opinião. Posso apenas dizer que já li obras desta autora, sendo livros de leitura simples, em que os episódios se sucedem de tal forma interligados que não há como não ficarmos presos à leitura.
Livros e fios, à 4ªf, é na página Yarn-along! Estas partilhas são, para mim, uma motivação para levar um projecto até ao fim e uma forma de "organizar" o meu espaço, físico e "mental".

segunda-feira

A importância de um título

Nos dias que correm evito, cada vez mais, conjugar o verbo comprar mas não resisto aos convites da Livraria Bertrand. Não tendo conseguido passar a tarde de sábado a aprender com a Rosa Maria, achei que podia ultrapassar a minha frustração, lendo o livro da filha, que certamente muito aprendeu com a mãe! Quando cheguei à Bertrand não me recordava do nome do livro  que queria comprar em que queria investir. Comecei a varrer as estantes tentando focar a minha atenção apenas naquele livro. Adoro livros e é sempre um perigo entrar numa livraria, ainda mais em saldos! Tentando abreviar as minhas buscas, abordei uma funcionária da livraria:
- Por favor, sabe me indicar onde posso encontrar o livro da Constança Cabral?
- Não estou a ver!
- Tem um blog!
- ?! - com ar surpreendido
- O livro ensina a fazer de tudo um pouco, costura, arranjos florais, culinária...
- Assim, só pode ser o livro " Mãos à obra"! A ensinar de tudo um pouco, só pode ser o livro em que estou a pensar! Está ali em cima.
Espreito e lá estava ele, em cima de uma das bancas das promoções! Reconheceria aquela capa à distância.
Sigo triunfante para a caixa e, continuando a nossa conversa, discutimos a importância da escolha de um título para uma obra. Ambas concluímos que o título "Mãos à obra", neste caso, foi a escolha certa, permitindo-nos uma busca bem sucedida.
Já li o livro e estou feliz com o meu investimento. Cá em casa podem contar com duas ferramentas, talvez as mais dispendiosas referenciadas no livro, uma Bernina e a Kitchen Aid, (também encarnada!), o resto é com cada um. Vai depender da forma como querem pegar neste livro/ ferramenta. Espero que façam algumas anotações, pois este livro é daqueles que se querem "usados"!
  Já escrevi a minha dedicatória e coloquei-o ao alcance de todos. Com 2015 à porta, apeteceu-me desafiar a família para uma mudança.  Está na altura de  deitar "mãos à obra", não sozinha, mas com a família e amigos, guiados pela Constança.
Nesta dedicatória, cada um cá de casa, sabe exactamente para quem é "Atenção", "Força nisso", "Gastem estas folhas". com o entusiasmo não consegui poupar nos pontos de exclamação, nem nos :), algo que me esforço por evitar.
Eu já comecei e pelo fim! Resolvi dar destino ao tecido laminado que tenho há já algum tempo. Tive de fazer um remendo para ter 60 cm de largura, mas pouco importa, resultou na mesma.
padrão muito bem escolhido pela minha filha, para mim
 Quanto ao molde, como não tinha papel com a dimensão necessária, improvisei um compasso com a sobra do corte, dobrei o tecido em 4 e desenhei apenas 1/4 da circunferência.
Também já tinha a fita de viés, o que resultou numa junção de cores bastante original.
a linha foi mais fácil escolher a conjugar com o padrão
 Por último, desafiei a  minha paciência, passando o elástico a toda a volta!

 Graças à Constança revivi o passado. O tempo em que, em casa da minha Mãe, existiam toucas feitas por ela, como esta. Não havia tecido laminado, mas não era impedimento nenhum para a minha Mãe que recorria a casas de plásticos ou à película com que forrava os manuais escolares, aplicada em tecido.
 A minha Mãe sempre gostou de fazer tudo à mão, dando sempre um toque especial e perfeito, a tudo o que fazia. Revejo a Dona de casa que a minha Mãe foi e é, no livro da Constança. Espero que cá por casa digam o mesmo e que, também eu, um dia o possa dizer quando os meus filhos tiverem as suas casas. Gostava de lhes transmitir o prazer de transformar uma casa num Lar, vivendo ao sabor das estações, apreciando as pequenas grandes coisas da vida.
Fica a fotografia de um trabalho da minha Mãe, eu vestida de Pipi das meias altas. Um trabalho simples que me encheu o coração de alegria, que se vê estampada no meu rosto, que se sente neste sorrriso rasgado, quase tão comprido como a trança.