quarta-feira

Outono, a "minha cor" favorita



As minhas agulhas laçam o Outono e eu sorrio a um novo projecto. Chamei-lhe Caneleiras Outonais e o esquema é da Rosa Pomar. Encontram-no na Retrosaria (clicar aqui) e no seu livro "Malhas Portuguesas".
A minha bordaleira não é o tom castanho natural, que espero conseguir arranjar para terminar um poncho! Optei por um verde, o motivo principal será na cor 539 e para a risca central escolhi a 734, pois será a sobra de um outro projecto. ( ler clicando aqui,um testemunho sobre a Beiroa)
Se são as cores da moda, não sei! São as cores que encontro quando procuro refúgio no campo, agora que chegou o Outono. São as minhas cores, de momento. Gosto de andar ao sabor das estações. Não cedo a "modas", daí continuar dedicada ao ponto de cruz, também este em cores outonais (os meus olhos apelam insistentemente a uma troca, mas sou muito teimosa!).
Dedico-me mais aos projectos quando facilmente encontro partilha de ideias e de materiais. Embarco em algumas "ondas" e ando, de certa forma, ao ritmo da maré. Mas quando os materiais me cativam, mantenho-me fiel às minhas paixões. Por isso o meu retorno à malha, será definitivo. Até porque com a prática, aprendo muito e quanto mais aprendo, mais à vontade tenho para conhecer novas técnicas, mais confortável estou para aceitar desafios, mais ânsia tenho de ganhar novos conhecimentos, mais atrevida sou. Este processo de aprendizagem é fascinante e cada vez mais acessível a todos, graças às novas tecnologias que não dispensam um acompanhamento mais próximo, por quem sabe.
Tenho feito boas escolhas de mestres, destacando a Rosa Pomar que, com o seu entusiasmo, transmitiu-me a sua paixão, contagiante, pela lã. De momento o seu livro, "Malhas Portuguesas", é um dos que me acompanha nos fins de semana.
Na cabeceira tenho o ultimo policial da Anne Perry, que comecei a ler este Verão.
"Se sentir, faz sentido", à 4ªf é quando sinto que o meu tempo aqui faz um certo sentido, por isso fica a partilha de mais um projecto de malha e de um enredo viciante, aqui e no Yarn Along.

terça-feira

Podcasts de Tricot


As meias das noites de Verão, regressaram às minhas mãos, depois de ter estado a ver mais um Podcast, da Susan B. Anderson. Enquanto faço malha, não podendo actualizar a leitura dos blogs que acompanho, por vezes aproveito para ver os podcast de algumas designers e tricotadeiras. Os da Susan, são os meus favoritos, talvez por me identificar tanto com ela e com tudo que ela vai partilhando, enquanto "conversa connosco". Conquistou-me!
Tal como ela, prefiro fazer malha com 5 agulhas, em vez da técnica de magic loop e com 2 fios, em vez de um mais grosso, obtendo um resultado mais "fofo". Gosto de ter a malha, no meu saco de alças desiguais. Gosto imenso das camisolas que faz, do seu estilo e até das músicas que escolhe!
Tal como a bióloga (eu), gosta de caminhadas e de cheirar as flores, apesar das alergias! Enfim, é uma verdadeira apreciadora da natureza, uma das suas fontes de inspiração. Estou a pensar tricotar os seus animais do bosque.
Medimos o tempo da mesma forma, somos ambas professoras.
É tão bom estar na "companhia" da Susan! Ouvir o seu riso, as suas ideias, as suas opiniões, sobre fios, livros, projectos, transformam-me numa pessoa ferozmente dedicada à malha.
Descobri o seu blog através da Cristina, uma tricotadeira portuguesa, que fez recentemente o seu primeiro podcast. A Cristina termina a partilhar este livro que vou querer comprar,  no qual vou querer investir, correspondendo assim a duas paixões que tenho, livros e malha!

domingo

Da Horta ao Pomar

A chuva nunca foi um obstáculo para nós. Ainda bem! Vivemos, assim, mais um dia entre amigos e família, na horta, no pomar e no jardim, revivendo a nossa adolescência, numa harmonia perfeita entre gerações.
Enquanto colocávamos a conversa em dia, fomos organizando o que cada um tinha levado, decidindo guardar para mais tarde o que dava para prevenir "fomes" inesperadas das crianças!
Esperava-nos um almoço com produtos naturais. Sopa com um sabor totalmente diferente,  chutney, de pêssego e amoras, cuscuz temperados com as aromáticas da horta e romã do pomar...Apenas as sobremesas, tinham sido levadas pelos "urbanos".
Durante o café dos adultos, fui explorar e colectar, com a minha afilhada Leonor, já que tinhamos sido desafiadas para uma "Varelinha Fall Gathering".
As mitenes da minha afilhada, para ver clique aqui


mitenes- instruções clique aqui
 À tarde, após uma introdução teórica, fomos a uma aula prática com o nosso amigo Pêpê.
Começámos pela Horta.

espinafres da Nova Zelândia
Na Agricultura Biológica, a competição entre a bicharada e o agricultor é muito maior do que numa agricultura que recorre a químicos. Aqui o agricultor sai quase sempre a perder.


Figos para quem ainda conseguia comer, depois da "almoçarada"!
 Os mais novos seguiam à frente, coladinhos e atentos ao nosso guia, a ponto do mais pequeno cortar caminho pisando as alfaces.



  
Os adultos igualmente atentos, mas distantes do guia, com as galinhas a chamarem-lhes a atenção. Uns mais despreocupados com a chuva do que outros!


 Mais provas irrefutáveis de que tudo é 100% natural!
" - Quando chegarmos ao Natal, pouco restará das couves"
 Enquanto aprendíamos mais um pouco de "agricultura", éramos surpreendidos por odores intensos, nesta fertilidade húmida e de cores  fantásticas!

 Visitámos, uma vez mais, a estufa.
 De momento com as mesas vazias, aguardando uma época mais favorável, em que fica coberta de alvéolos. Aqui tudo é a um ritmo diferente, quem dita as leis, quem manda no tempo, é a natureza. O agricultor respeita as regras que lhe são impostas e, pacientemente, aguarda luz verde, da mãe natureza, para avançar. Entretanto vai preparando o que pode, pesquisa e explora os produtos obtidos, fazendo experiências, aprendendo com tentativas e erros.

Seguimos para o Pomar, parcialmente destruído pelas vacas do campo vizinho, que um dia vieram às maçãs, ferindo as árvores.
"- Feitas as contas, qual foi o meu prejuízo?! Não sei dizer. Isto não tem preço!"
Ficaram intactas as árvores que as vacas desprezaram.


 No Pomar, saltou-nos à vista, uns "castiçais"  de alcachofra!
 Terminámos a "visita de estudo" no Jardim
 Um jardim que já se prepara para o Natal, embora vestido de tons outonais.



 A chuva acompanhou-nos toda a visita, a minha máquina fotográfica é a prova disso!


A distração dá nisto, lente com chuva!
Em casa fomos ver a última colheita que aguarda, na cozinha, um processo experimental  e de transformação.

 
  E na cozinha ficámos todo o resto do dia. "Já no tempo dos meus avós era assim, todos se juntavam aqui, à volta do fogo que os aquecia. Apesar da cozinha estar totalmente diferente, continua a ser a assoalhada preferida de todos."
Saímos da cozinha apenas para ir ver as crianças e os pré-adolescentes, a dançarem as nossas músicas neste palco improvisado, que lhes chamou a atenção mal chegaram, porque o Halloween está aí à porta (um pretexto que utilizaram para se mascararem, como se disso precisassem!).

Sobre as suas cabeças, também havia vestígios da actividade do casal, que trocou um dia a corrida da cidade pelo árduo trabalho do campo.
Num ambiente despreocupado e familiar, jantámos uma belíssima e enorme sopa, e confortados deixámos os mais novos transformarem a chaminé num palco de jogos de mímica.

Primeiro as crianças combinaram, em segredo, as suas representações. Desde filmes, personagens da Disney até à imitação dos adultos presentes. A tia Sofia foi fácil, entrou de mochila, desenrolou um novelo, pegou numas agulhas e começou a fazer malha!

Depois foi a vez dos adultos representarem, os pedidos dos mais novos.
Foi um dia em cheio! Eu terei de voltar com mais calma, para aprender o que preciso, com quem sabe, caso o projecto apresentado na minha Escola, seja aprovado. As distracções foram muitas, mas deu para anotar as informações mais importantes.

quarta-feira

Outubro

Aqui e acolá, o Outono apercebesse que chegou Outubro. Longas sombras propagam-se em direcção ao Inverno. O solo já se encontra atafoulhado de folhas secas, numa miscelânea de cores, de amarelo alaranjado, passando pelo tijolo até aos verdes secos e castanhos outonais. Estas são as cores que, de momento, ocupam os meus projectos, ainda em fase de planeamento, apenas no papel!
É um mês de trabalho intenso para quem é professor! Fazem-se projectos, damos o nosso melhor para que sejam aprovados no Conselho Pedagógico e esperamos. Esperamos cheios de esperança, cheios de vontade de deitar mãos à obra.
Apesar da falta de tempo (sempre uma boa desculpa!), tentei fintá-lo e conseguir arranjar um pedaço, roubado aos projectos que tenho em mãos, o Sampler e o KAL, para conseguir responder ao apelo da Virgínia, que me chegou pela Ana Paula, junto com esquemas de gorros de rápida execução. Adaptei à forma como gosto mais de fazer malha. Com o método das 5 agulhas ( magic loop não me agrada) e do lado de liga, o mais rápido para quem faz malha com o fio a passar num alfinete ao ombro.
Até agora consegui 2 gorros e, se ainda for a tempo, farei mais 2 com estas meadas de Beiroa.

Queria, também tentar fazer uma manta de bebé, transformando estes blocos da "Manta Portuguesa", de um quilting bee em que participei (com muita pena minha este projecto não chegou ao fim).

Lembrei-me de fazer a manta, graças à "Bolas de Berlim sem creme" e, uma vez mais, à Ana Paula, que tem aqui um bloco feito por ela.
Sabendo que não tenho assim tanto tempo, desafiei uma tia que, entretanto, tricotou 2 pares de botinhas para bebé, chamadas pela minha avó de carapins, e mais umas mitenes.
O importante é darmos o nosso melhor, com a certeza que foi com todas as gotas de água do mar, que se formaram os grandes Oceanos (é qualquer coisa assim, não me lembro bem da frase, apenas do seu sentido!)
Passei por aqui, porque hoje é dia de Yarn Along. Releio sempre os textos antes de publicar e verifiquei que, não só se nota a mudança de uma escrita mais calma, para uma escrita de quem está a correr contra o tempo, como também me faltava falar das minhas leituras. Então, quanto a livros estou a terminar "A rapariga do comboio" e "Uma horta em casa", para ter ideias para um dos projectos da Escola. Esqueci-me de fotografar os livros! É só clicar nos títulos e conseguem obter imagens e sinopses dos mesmos. As restantes fotografias também não ficaram grande coisa. "Depressa e bem...", acredito que deve haver alguém, mas eu não pertencerei certamente  a essa minoria!

*( 22:46 - reli e senti vergonha de um erro de português inexplicável! Nunca mais escrevo apressada! O "erro" na palavra atafulhado, foi consciente,  para brincar com a palavra)

sábado

Na margem do Tejo



Não resisti, apanhei 3 Dentes de Leão! Soprei ao vento 3 desejos e ouvi o Zé: "- Pareces uma míuda!"












Este fim de semana não caminhámos. Optámos por simplesmente passear, observar e recolher material 100% natural, para os nossos passatempos caseiros.