quarta-feira

Bonecos de malha e remendos

  

O Tsutsu veio até Portugal para uma cirurgia, após um ataque de traças. Consultei o livro Darning e vídeos tendo optado por seguir um tutorial da minha primeira professora de malha, encontrando-se o Tsutsu totalmente recuperado. 

Fui apanhando uma malha lateral em cada carreira, tricotando a última malha de cada carreira junto com a malha lateral

Chegando ao topo utilizei a técnica que costumo utlizar nas biqueiras e algumas costuras de ombros, 

Mas o Tsutsu teve de levar um penso, como o Vasco gosta de fazer nas feridas. Fiz com um hexágono do EPP do quilt The Prince e com um tecido com uma pinha, porque a avó Sofia vive num pinhal, como alguns ursos.

Ao remendar o Tsutsu apercebi-me que tinha fio Vovó suficiente para tentar fazer um colete para o Francisco. Adquiri o esquema da Sandra, Agasalhos e Bugalhos, fiz pesquisas nos meus livros de Fair Isle e escolhi um esquema a três cores, utilizando fios que tinha em casa.



A raposa, finalmente, está terminada para ir fazer companhia à coruja Amarela, nome escolhido pelo Vasco.



No jardim a raposa calçou os sapatos e apertou o colete


O novelo que o Vasco escolheu na visita a uma das minhas lojas favoritas, The Craft Company, também já foi transformado num gorro, escondido no saco da raposa.

Juntos prontos para viajarem!

Além da roupa interior, escova de dentes, artigos de higiene pessoal, um livro e um projecto de agulhas, penso que é tudo o que preciso de colocar na mochila para viajar, uma vez mais, até casa da minha filha expatriada.

(Infelizmente deixei passar o prazo para solicitar votação antecipada, mas este país precisa de uma mudança radical e urgente, caso contrário a minha geração investiu na formação da geração mais nova que está a procurar melhores soluções de vida além-fronteiras, deixando famílias divididas, as crianças cedo têm de lidar com sentimentos de saudade e os  pais e avós da minha geração têm de aprender a lidar com a ausência de afectos presenciais, sendo a maioria trocada por mensagens e vídeo chamadas. Espero que o futuro mude, caso contrário ainda vamos viver a fase de uma velhice solitária, sem bons profissionais de saúde, governados por incompetentes egoístas! Vou ficar por aqui, porque política não é algo com que desperdice o meu tempo. Foi só um desabafo momentâneo, um grande parentese!)

segunda-feira

Ponto de cruz a fio de seda

 

O Kit e as linhas

Ponto de cruz com fio de seda será a minha nova experiência. Adquiri o fio na Soed Idee, junto com tecidos para o quilt The Prince e um esquema de ponto de cruz, do qual pretendo bordar, por agora, apenas pequenos motivos. Quando encontro sites que me agradam exploro e, a maioria das vezes, encontro textos interessantes nos blogs. O que me chamou a atenção foi a partilha de ideias da  Simone, com quem rapidamente me identifiquei, considerando interessante o seu texto Embroidery Community. A Simone promove um SAL Tonas Randjes, que iniciou em 2023 e que ainda está a decorrer. O dowload do esquema é gratuito.

Lista dos conteúdos do kit

Cartão com correspondência de cores para colocar os fios. Muito bem pensado!

Tecidos para o quilt The Prince

domingo

29 de fevereiro, um raro dia!

Gosto de associar desafios a datas, como tal, decidi fazer o applique circular, do painel central do Quilt, The Prince, no dia 29/2. Consultei um vídeo/tutorial da Margaret e o seu livro Quilts from la Gare, tendo cometido erro de medida de corte na largura da fita de tecido para fazer o viés e estava difícil de atinar com a máquina de viés. Uma vez descoberto e corrigido o erro, ficou tudo mais simples. Na etapa seguinte deparei-me com mais um desafio, tentar fazer um círculo sem compasso, tendo feito um artesanalmente, atando um tecido na ponta da caneta. Para minimizar o erro, tracei apenas 1/4 do círculo, dobrei o pano em 4 e completei o círculo vincando o tecido com o marcador da Clover. Apliquei a fita viés com caneta de cola e verifiquei na transparência de uma mesa de vidro, se estava próximo de um círculo perfeito. Para mim está mais do que perfeito! 





As cores dos tecidos terão de combinar com o tecido destas cadeiras e do tapete, uma vez que o quilt terá como destino esta sala. 

Tenho tudo a postos para iniciar o painel central, mas ainda com dúvidas se devo fazer o centro com um bordado e se vou substituir alguns desenhos a aplicar!

 Entretanto descobri que as flores que já fiz em EPP, com hexágonos de 1/2", são utilizadas apenas 4 no painel central. Irei aplicar umas flores aos círculos e vou deixar as restantes para fazer, talvez, um caminho de mesa, já que adquiri hexágonos de papel suficientes para 76 flores. Ainda bem que iniciei antes de ir visitar a família expatriada, para ter tempo de fazer nova encomenda com o tamanho certo! Iniciei já estudos de tonalidades das cores para, assim que tiver todo o material, começar o trabalho de agulha.















terça-feira

Patchwork/ Quilts e mais uma caminhada


Aproveitei as férias do Carnaval para avançar na manta We are Family, da Susan Smith. A costura à máquina é mais rápida mas a que menos me agrada! O ritmo desta etapa foi abrandado com a escolha e conjugação de cores e texturas, algo que gosto bastante de fazer. Optei por construção de blocos em cadeia. Segui os tutorias para as estrelas e os flying geese, que constam no Quilt Planning Notebook da Kate







Terminados os blocos à máquina, apliquei os corpos dos animais e emoldurei-os, para ser mais fácil a escolha da conjugação dos tecidos, por saber a posição certa de cada animal, podendo observar os vários tecidos utilizados nos blocos adjacentes. Da terça de Carnaval até hoje, consegui montar as linhas que constituem a manta, passando agora à minha etapa favorita, trabalho de mão a aplicar e bordar o que falta nos blocos dos animais. Com o patchwork  tenho aprendido imenso e o que mais me entusiasma é saber que ainda tenho um mundo por descobrir e imensas aprendizagens pela frente. Partilho dois vídeos Museum Collection - Quilters' Guild of the British Isles  e Become a Quilt Detective! , bastante interessantes para quem, como eu, gosta de patchwork. Cheguei a estes vídeos através da Kathryn e das partilhas que tem feito semanalmente Weekly Slowstitch 2024



Dava para a manta estar mais avançada mas a caminhada de domingo exigiu algum tempo da minha parte, uma vez que fui a organizadora e guia. A caminhada teve direito a logótipo relacionado com o nome M&M, das Maçãs ao Magoito, passando pela capela de S. Lourenço, nas Azenhas do Mar e pela Capela de S.Mamede, capela circular em Janas.












Dado algum atraso não chegámos a fazer os passadiços do Magoito e só alguns é que foram até ao ponto de viragem. O regresso foi sempre pelas arribas, mas eu não o fiz para preparar mais uma almoçarada no nosso telheiro, com contribuições de todos os participantes, destacando-se o prato principal, carne assada à moda da avó Teresa, feita pelo meu irmão Pedro, acompanhada por salada com alfaces, da nossa horta, acabadas de apanhar, sobremesa caseira, clementinas e laranjas do terreno dos nossos amigos da Varelinha.