quinta-feira

A minha irmã

Além de ter   a melhor irmã do mundo tenho também a mais paciente! Só agora é que terminei estou  a terminar um dos presentes do Natal de 2013, mas ainda falta fechar os corações com uns pontos invisíveis.


Com a Família a crescer, para evitarmos "corridas" numa época que se quer vivida com paz e serenidade, há uns anos que sorteamos entre irmãos o casal para trocar o presente de Natal. Ainda assim, não consigo terminar a tempo os presentes que teimo em fazer! Estes corações estiveram quase um ano na minha mesa! Primeiro a desculpa foi a falta de enchimento, depois não me decidia como os queria terminar, por último a desculpa foi não ter o tecido certo para a parte de trás. Mas pronto, consegui que ficassem prontos antes deste Natal. Tinha de ser, porque no sorteio calhou-me, uma vez mais a minha irmã, que é o mesmo que dizer, o casal A.P.
Um dia li ...
"Stitches are the words of our needle language; Without them we cannot speak" - Embroidery 1945
A minha escrita na ponta da agulha é lenta, mas é assim que gosto de "escrever" o que me sai do coração. Um presente com alma tem de sair de pontos dados com a alma nas mãos. Estou com dificuldade em me expressar, mas o que quero dizer é que enquanto conseguir farei os meus presentes (mesmo com atrasos)!

quarta-feira

Não há uma sem duas, nem duas sem três!

Cá em casa normalmente é assim, começo por tricotar uma peça para uma das minhas filhas, a outra pede logo também uma igual e eu fico para o fim! Por isso não fiquei apenas por um par de mitenes. Queria ter seguido o esquema da VeryPink, mas a Inês insistiu no mesmo esquema. Este par resolvi chamar de Marcianas, já que estou a tricotar com "Marte" de Malabrigo. Gosto bastante da qualidade do fio e do efeito da cor. Sendo uma meada de tamanho generoso, talvez tricote com o mesmo fio, mas o esquema Align, para mim.
 Quanto a livros, quando investi no livro "Mãos à obra", comprei também a última obra de Sveva Casati Modignani, contando com uma história que me envolva na vida da Família Sogliano. Ainda estou a ler o mesmo livro da semana passada, não tendo ainda pegado neste, daí não partilhar com vocês uma opinião. Posso apenas dizer que já li obras desta autora, sendo livros de leitura simples, em que os episódios se sucedem de tal forma interligados que não há como não ficarmos presos à leitura.
Livros e fios, à 4ªf, é na página Yarn-along! Estas partilhas são, para mim, uma motivação para levar um projecto até ao fim e uma forma de "organizar" o meu espaço, físico e "mental".

segunda-feira

A importância de um título

Nos dias que correm evito, cada vez mais, conjugar o verbo comprar mas não resisto aos convites da Livraria Bertrand. Não tendo conseguido passar a tarde de sábado a aprender com a Rosa Maria, achei que podia ultrapassar a minha frustração, lendo o livro da filha, que certamente muito aprendeu com a mãe! Quando cheguei à Bertrand não me recordava do nome do livro  que queria comprar em que queria investir. Comecei a varrer as estantes tentando focar a minha atenção apenas naquele livro. Adoro livros e é sempre um perigo entrar numa livraria, ainda mais em saldos! Tentando abreviar as minhas buscas, abordei uma funcionária da livraria:
- Por favor, sabe me indicar onde posso encontrar o livro da Constança Cabral?
- Não estou a ver!
- Tem um blog!
- ?! - com ar surpreendido
- O livro ensina a fazer de tudo um pouco, costura, arranjos florais, culinária...
- Assim, só pode ser o livro " Mãos à obra"! A ensinar de tudo um pouco, só pode ser o livro em que estou a pensar! Está ali em cima.
Espreito e lá estava ele, em cima de uma das bancas das promoções! Reconheceria aquela capa à distância.
Sigo triunfante para a caixa e, continuando a nossa conversa, discutimos a importância da escolha de um título para uma obra. Ambas concluímos que o título "Mãos à obra", neste caso, foi a escolha certa, permitindo-nos uma busca bem sucedida.
Já li o livro e estou feliz com o meu investimento. Cá em casa podem contar com duas ferramentas, talvez as mais dispendiosas referenciadas no livro, uma Bernina e a Kitchen Aid, (também encarnada!), o resto é com cada um. Vai depender da forma como querem pegar neste livro/ ferramenta. Espero que façam algumas anotações, pois este livro é daqueles que se querem "usados"!
  Já escrevi a minha dedicatória e coloquei-o ao alcance de todos. Com 2015 à porta, apeteceu-me desafiar a família para uma mudança.  Está na altura de  deitar "mãos à obra", não sozinha, mas com a família e amigos, guiados pela Constança.
Nesta dedicatória, cada um cá de casa, sabe exactamente para quem é "Atenção", "Força nisso", "Gastem estas folhas". com o entusiasmo não consegui poupar nos pontos de exclamação, nem nos :), algo que me esforço por evitar.
Eu já comecei e pelo fim! Resolvi dar destino ao tecido laminado que tenho há já algum tempo. Tive de fazer um remendo para ter 60 cm de largura, mas pouco importa, resultou na mesma.
padrão muito bem escolhido pela minha filha, para mim
 Quanto ao molde, como não tinha papel com a dimensão necessária, improvisei um compasso com a sobra do corte, dobrei o tecido em 4 e desenhei apenas 1/4 da circunferência.
Também já tinha a fita de viés, o que resultou numa junção de cores bastante original.
a linha foi mais fácil escolher a conjugar com o padrão
 Por último, desafiei a  minha paciência, passando o elástico a toda a volta!

 Graças à Constança revivi o passado. O tempo em que, em casa da minha Mãe, existiam toucas feitas por ela, como esta. Não havia tecido laminado, mas não era impedimento nenhum para a minha Mãe que recorria a casas de plásticos ou à película com que forrava os manuais escolares, aplicada em tecido.
 A minha Mãe sempre gostou de fazer tudo à mão, dando sempre um toque especial e perfeito, a tudo o que fazia. Revejo a Dona de casa que a minha Mãe foi e é, no livro da Constança. Espero que cá por casa digam o mesmo e que, também eu, um dia o possa dizer quando os meus filhos tiverem as suas casas. Gostava de lhes transmitir o prazer de transformar uma casa num Lar, vivendo ao sabor das estações, apreciando as pequenas grandes coisas da vida.
Fica a fotografia de um trabalho da minha Mãe, eu vestida de Pipi das meias altas. Um trabalho simples que me encheu o coração de alegria, que se vê estampada no meu rosto, que se sente neste sorrriso rasgado, quase tão comprido como a trança.

quarta-feira

Tricot e leituras

Da primeira vez que participei no "Dia Mundial de Tricotar em público", comprei à C. este livro.
  Já tricotei um poncho, com bordaleira,  e hoje andei a ver esquemas de meias. No livro, a autora sugere algumas leituras, "A good read: Knitting in Literature".
 Um dos livros, na literatura infantil, que autora aconselha é as "Mulherzinhas" e por coincidência foi alvo de uma aposta entre mim e a minha irmã. A minha irmã defendia que a Beth, não chegava a morrer e eu insistia que sim. Para tirar as teimas reli a obra e de facto no volume "Little Women" a Beth resisti à escarlatina, mas no volume 2 despedimos-nos de Beth. A minha afilhada está a ler o livro e é ela que vai decidir qual das duas manas tem razão!
2º volume das "Mulherzinhas", também com o nome "Aquelas Mulherzinhas"
No seu livro, Melanie inicia o capítulo das meias escrevendo :"For me, handknitted socks are almost lingerie. No one may know you're wearing them, but they make you feel special", algo com que estou inteiramente de acordo! Por isso este será o "Inverno das meias". Comecei um novo par, com um fio da Drops, cujo o nome é urze (674).

A minha urze apanhei numa visita a "Aldeia da Pena",
 Aqui no topo da Serra.
 

Hoje, acrescento às minhas leituras, blogues participantes no "Yarn-along"

terça-feira

Tarde de tricot

A "designer" anda com as mãos frias! A minha avó dir-lhe-ia "mãos frias coração quente", eu limitei-me a terminar o projecto para as mãos, que tinha em mãos, retomando as mittens que estava a tricotar.
os materiais do meu tricot à portuguesa
Como sou muito distraída recorri a um contador de voltas.
 A marcadores de cores diferentes, sinalizando assim o inicio da agulha 2.
E aos apontamentos que vou registando na minha conta Ravelry. Apesar de simples este projecto não me correu bem, na hora do remate. Tive de fazer pesquisas até encontrar um acabamento mais elástico!
Treinei tricotar umas voltas sem ser à portuguesa, pois não ando muito bem das cervicais, apesar de usar o alfinete ao peito! Apercebi-me que o ponto fica mais laço e por isso retomei o "tricot à portuguesa".
mini meias da Serra d'Ossa
A "jornalista" também já fez a encomenda de um par de mittens, para conseguir fotografar e escrever nas suas reportagens, mantendo as mãos quentes.
Entretanto tenho um boneco a pedir para ser tricotado! Vai ter de esperar.
Comprei o livro na feira de Londres, e é da AK.

segunda-feira

Made by me - #8; 2014

Decidi arrumar o meu "canto", terminando alguns projectos e dando destino a novelos e meadas que comprei impulsivamente. Claro que gostava de tricotar um poncho como este, mas por agora não me meto em nada que leve muito tempo, nem muitos novelos, para não entrar em grandes despesas. Como gosto de me sentir acompanhada, podendo conversar com tricotadeiras experientes, juntei-me a um desafio, lançado pela Maria Cenoura. Vou tricotar mais umas meias. Fiquei viciada! Destricotei a meia da aula que tive com a Nionoi e agora vou tricotar um par, com a perna mais alta. Gosto bastante deste fio, próprio para pequenos projectos, não só pela sua composição mas também pelo efeito de "jacquard" .
As meias farão conjunto com este xaile.
 O xaile foi terminado, numa Serra de sonho, em terras alentejanas.


 Um fio assim é estimulante! Na ânsia de ver o resultado, depois de começar a tricotar, não vou querer largar as agulhas!
Antes de pegar no tricot, vou aproveitar a luz natural e adiantar "A árvore da Vida", dos meus Pais.
Ao serão, começarei as meias.
A minha semana começa a um ritmo lento, sem muitas horas lectivas, permitindo dedicar-me aos meus projectos e com eles participar no "Made by you, Monday".

quarta-feira

Yarn-along

Achei a ideia de partilhar o que estamos a ler, junto com o trabalho que temos nas mãos bastante interessante! Livros e trabalhos de mãos, para mim, são a união perfeita.
Esta tarde continuarei a tricotar as Cranford mitts.
Quanto a leituras vou espreitando o livro "Malhas Portuguesas" para tirar dúvidas que vão surgindo. Mais logo, continuarei a ler "No País da Nuvem Branca" , nesta fotografia sem a capa protectora para que possam ver o livro. Comecei a leitura esta semana e posso dizer que me prendeu. Acompanho a aventura de duas mulheres, de origens bem distintas, que viviam em Londres e que, por razões diferentes, decidem casar com colonos (em 1852) da Nova Zelândia, tornando-se amigas durante a viagem de barco. Ambas não conhecem os futuros maridos, sendo um fazendeiro e o outro um magnata da criação de ovelhas. Por isso conto com numerosas referências à criação de ovelhas "(...) uma mistura de sangue das ovelhas welsh mountain iria melhorar a qualidade da lã".
Nunca tinha lido nada da Sarah Lark , mas devo dizer que a sua escrita conquistou-me.
Lá fora chove, o que torna irresistível o convite a ficar em casa, a tricotar e ler!
Acrescento às "ocupações" desta tarde chuvosa, a leitura que vou fazer dos blogues que aqui vou visitar ;)

segunda-feira

Do pé para a mão

Dos rosas,
Para os azuis.

 Tudo, "made by me" às 2ªf e não só!
Participo assim na Made by you- monday, da Cindy e no K.A.L de Novembro, promovido pelo "Tricot das cinco".
A Nionoi dá uma ajuda em português!

domingo

A quase perfeita e a quase, quase perfeita!

O primeiro par de meias que tricotei, com 5 agulhas, foi com um fio grosso e praticamente não era visível a mudança de agulha. Após a lavagem não é de todo visível. No entanto, o segundo par de meias,  tricotado com fio próprio, estava a desanimar-me. A minha meia parecia ter 4 revesilhos! Vi meias perfeitas nos blogues que sigo e decidi que tinha de descobrir a solução para conseguir o mesmo resultado. Consultei a Nionoi e o livro "Malhas Portuguesas", da Rosa Pomar e tive a resposta! Lá estava no livro da Rosa Pomar:
"Alguns conselhos: (excelente ideia incluir dicas e conselhos!)
Se o ponto de passagem de uma agulha para a outra se notar no trabalho, proceder da seguinte forma: uma vez trabalhadas todas as malhas de uma agulha, trabalhar sempre ainda mais duas malhas da agulha seguinte com a agulha da mão direita antes de pôr a uso a agulha que ficou vazia"
A Nionoi enviou-me um vídeo e tentei tricotar a 2ª meia seguindo as novas instruções. Na zona do pé, com receio de me enganar, não tive o mesmo cuidado e por isso ficou novamente com a marca da mudança de agulhas. Espero que depois de lavadas não se note tanto.
Caso para dizer:
 "Errando e aprendendo!"
Praticando, praticando, praticando!
Tricotando, tricotando, tricotando!
Mais um conjunto completo, desta vez um xaile com meias. Embora não pareça, dada a fraca qualidade de cor/luz da fotografia o rosa é exactamente igual!

terça-feira

Tricot, o novo yoga

Os movimentos ritmados das agulhas de tricot até podem ser, e são, relaxantes, mas quando os pedidos e as ideias surgem em catadupa, começo a ficar stressada, com a incapacidade de esticar o tempo ao mesmo ritmo a que tudo se acumula na minha mesa!
 Para retomar o meu ritmo "zen", comecei então a folhear livros, procurando organizar ideias. Fiz listas, brinquei com as cores, desenhei, tirei notas e respirei fundo. De stressada passei a satisfeita, mas sentindo a ânsia de colocar em prática os projectos e de rapidamente ver resultados!
 Para aproveitar os novelos excedentes, decidi tricotar meias e mittens, completando assim conjuntos de acessórios de moda, com os xailes. Para alguns xailes, terei de tricotar com mais do que uma cor. Uma boa oportunidade de praticar o jacquard,  algo que quero fazer desde que vi as perneiras da Serra d'Ossa.
Xaile, "folhas de Primavera"
Vou experimentar adaptar esquemas de ponto de cruz, primeiro apenas com duas cores.
xaile "ondas do mar"
Este será o primeiro passo na procura de inspiração no que me rodeia, tentando personalizar os meus projectos, tal como a Felicity Ford nos aconselha. Sou ambiciosa?! Sou! Quero aprender sempre mais e mais!! O livro da Felicity vai para a lista de compras que quero fazer.
Este fim de semana, "estudando" com a Madalena, no Jardim do Museu do Traje, iniciei um registo fotográfico que servirá, no futuro (espero que bastante próximo!),  de inspiração à escolha de cores e padrões.

Estola "rosas de Verão"

Vou continuando a imaginar mais projectos, do que aqueles que faço, mas à minha maneira consigo Keep Calm and crafting on !