sexta-feira

Lojas do Porto

Tantas e tão boas! Saliento a simpatia, boa disposição e excelente sentido de humor de todos os comerciantes que nos receberam. 
Aconselho a visita a todas as tricotadeiras, crocheteiras e afins uma visita demorada à Ovelha Negra. Da primeira vez, cheguei tarde, e dei com o nariz na porta.
 Regressei no dia seguinte e tive, uma vez mais , o prazer de estar com a Joana, que me ajudou na seleção das cores, para o próximo projecto.

 Atrasei-me no primeiro dia porque os meus sobrinhos estavam numa excitação para conhecerem a Lello (inaugurei este blog com fotografias da minha primeira visita à Lello), correndo pelas ruas até a encontrarem e depois permanecendo no seu interior fascinados!

 O meu irmão entrou com eles e eu aproveitei para ir conhecer a Lopo  Xavier, mesmo ali ao pé!

Outra loja que tinha mesmo de visitar foi o Galo Louco, onde foi bordado o painel do Porto da Scottish Diaspora Tapestry.


A minha Mãe saiu com uma gigantesca sardinha em tecido de algodão, cujo padrão era um estampado de lenços de namorados.
Na Rua das flores, além de destacar as caixas eléctricas todas pintadas, destaco um dos alfarrabistas e a Ourivesaria que virou casa de chá...



Nas ruas do Porto encontrámos constantemente grafittis!
Um lugar onde se está bem e bastante original, o bar "Aduela", onde à entrada se pode ler "Servimos quase tudo!".
Claro que também apreciámos bastante os Petiscos na Ribeirinha!

quarta-feira

Yarn Along - Enredos e Novelos



Termino o Verão com o fim de mais um livro da Kate Morton. Um emaranhado de vidas espelhadas de uma forma mágica em contos de princesas e reinados distantes. Cenários de jardins encantados e casas penduradas nos penhascos da Cornualha. Histórias tristes lembrando contos tradicionais infantis. Mistérios por desvendar, revelados entre viagens no tempo, misturando simultaneamente passado e presente. Fui desenrolando com curiosidade e entusiasmo este novelo de histórias,  intercalando-o com os novelos do SplitOlívia. Vou mudar de livro, mas os novelos de lã continuarão a ser os mesmos por mais um tempo. Espero que por pouco tempo! Já tenho um projecto que "grita" por mim. Tenho conseguido ignorá-lo, mas vamos ver por mais quanto tempo! Se tivesse conseguido ir à Shetland wool week, já o teria feito, mas assim vai ter de esperar que termine o SplitOlívia. Estou cada vez mais disciplinada. Parabéns a mim!
Yarn Along

domingo

Adeus Verão

Fechei os olhos, inclinei o rosto em direcção ao céu e deixei que a brisa marítima me fizesse cócegas nas pálpebras. Lentamente abri os olhos e contemplei a enseada. Gaivotas coscuvilhavam enquanto descansavam no grande rochedo, enquanto outras pairavam sobre a praia.


 
 
Ondas suaves batiam ritmadamente nos rochedos. Fui avassalada por uma profunda sensação de serenidade. Tentei corresponder a respiração ao ritmo do mar: inspirar e expirar, inspirar e expirar...
 
Senti a frescura do mar, o sal, a areia...
Maravilhei-me com o simples olhar deste cenário. 
Senti-me pronta para regressar e iniciar mais um ano lectivo, numa escola da cidade. Tenho um programa aliciante para cumprir e com ele, se me o permitirem, novos projectos. A bióloga que há em mim, tem vontade de desenvolver a consciência ecológica dos alunos, despertar a curiosidade pelo meio natural, desafiar para os levar a ter uma posição critica e científica perante os problemas ambientais. Enfim, apesar de...regresso com vontade e sonhos.
Enquanto me permitia desfrutar deste ambiente, o Zé, apesar de ter passado todo o Verão sem ir à praia, ficou por aqui na sombra, com os cães! Ambos preferimos a praia fora do Verão e está visto porquê!


 

sábado

Ao longo de uma linha de água

Fomos fazer o percurso com que nos cruzámos na semana passada. Os primeiros 500m levaram-me a dizer entusiasticamente que o caminho era simpático. Longe de tudo e de todos, um verdadeiro mergulho na natureza que pretendíamos refrescante. Mas o desafio que enfrentámos era algo inesperado! Depressa percebemos que era um mergulho a pique ao longo de uma linha de água, terminado numa barragem.
 Apesar de desta vez não termos desculpa com a sinalética, desistimos!
Fizemos uma pausa, ganhámos coragem para desistir (não é fácil!) e regressámos.
Barras "The Primal"
 
 Decidimos compensar o km que não fizemos, com o caminho até às pegadas de dinossauros.

 Depois da subida da "linha de água", restava-nos subir 77 degraus. Sim, aqui também nos faltou coragem para descermos todos os degraus! Percebemos, aquilo que já desconfiávamos, que a falta de exercício regular torna as caminhadas mais difíceis. Claro que os quilos a mais de um Verão de muita conversa à volta da mesa, também não ajudam!

Caminhando pela Serra

O nosso ponto de partida.
O destino escolhido, o Santuário da Peninha.
 Vestígios de actividade dos escoteiros de Sintra, facilmente identificáveis por pais de 3 escoteiros do Grupo 93!

Palácio da Pena
Cruzámo-nos por grupos de bicicleta e de segway que foram a nossa salvação impedindo-nos de andar desnorteados por muito tempo, já que a sinalética foi literalmente devorada pela natureza!
 De um lado avistámos desde o Guincho até à outra margem do Tejo, a Arrábida
 Para Colares avistámos desde a Praia das Maçãs até à Ericeira.
 Final da caminhada...
 Já com pensamento numa próxima caminhada, de muitas, pela "minha" Serra!
Não podíamos deixar de sentir o mar, optando por regressar a Lisboa pelo Guincho.

terça-feira

O tricot da Luísa

 O "Tricot da Luísa" viajou comigo, de comboio, até ao Porto.
The Great Tapestry of Scotland *
Em resultado  de uma complicação, de uma outra complicação, a minha afilhada no primeiro dia da viagem em família, pelo Douro, acabou internada por dias e dias, daqueles que não têm mais fim! Para se entreter aprendeu a tricotar e eu ganhei uma companheira para os fins de semana de malha, em família!
"A simples arte de tricotar" é um convite irresistível,  da Luísa, a pegar nas agulhas. Tão simples que é acessível até para as crianças! A leitura deste livro também permite o regresso às agulhas, para quem as deixou há um tempo, a experiência de novos pontos e a execução de projectos para todas as amantes de tricot e que não passam sem uma "boa malha"!
Oferecer uma peça de tricot
é um ato de amor... 
São horas de dedicação e de carinho, sempre a pensar se a pessoa vai gostar, se a cor a vai favorecer.
E se vai ficar uma peça bonita
"...eu sabia que ias gostar"

* fotografia copiada do facebook The Great Tapestry of Scotland

sábado

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

 
 
Com a aproximação do Outono, regressa a vontade de caminhar, sem ter de fugir ao calor. Caminhadas mais cedo, pois os dias vão sendo mais curtos.
Caminhadas com os nossos cães, sem as "distracções" permanentes de Lisboa, das quais resultam violentos puxões de trela, que me dão cabo das mãos e me envergonham. Já perdi a esperança de conseguir disciplinar este meu cão, com um intenso instinto de caçador! Talvez o passar dos anos o acalmem!

quinta-feira

KAL com a Ovelha Negra


O meu trabalho é o da direita, em cinza, aqui, no Ravelry
3 de Setembro, encontro de 3 Lisboetas para se entreajudarem com o desafio que a Joana, da Ovelha Negra, lançou. Nenhuma de nós terminou em Agosto! Um mês em que cada uma, à sua maneira, viveu de uma forma tão preenchida que não houve muito tempo para as agulhas e seus "mistérios"! 
Depois do nosso encontro, de muita conversa "entre-laçadas", cheguei a casa radiante por ter ultrapassado o impasse em que estava, para logo a seguir perceber que tinha um "desa-fio"( =desfiar o fio) pela frente! Toda a parte da frente estava torcida! Enfim, algo que todas as que frequentam encontros de malha, certamente compreenderão! Garanto-vos uma coisa, aprendo sempre imenso com os meus erros. Nunca é tempo perdido!