Tenho a ideia de que me mudei para esta casa em abril — penso até que foi no dia 1. Lembro-me de ter brincado com o trocadilho: “Até parece mentira!”
Nem de propósito, dediquei todo o mês de abril a bordar, em ponto de cruz, casas dos projetos que tenho em curso. O objetivo — infelizmente falhado — era terminar o bordado destinado à biblioteca da minha filha, como forma de agradecimento pelo presente do Dia da Mãe.
Não consegui concluí-lo a tempo, mas tomei uma decisão: não vou começar mais nenhum projeto enquanto não terminar o bordado para a minha filha Inês. Há trabalhos que pedem tempo e, sobretudo, coração.
É de coração cheio que guardo na memória o fim de semana do Dia da Mãe, oferecido pela minha filha Inês e pelo meu filho (genro) Luís. Deixo aqui, ainda que incompleto, um registo fotográfico que não consegue traduzir a alegria destes dias e a concretização de um fim de semana que há muito que queria fazer.
Foram momentos de felicidade, mas também de coração apertado pela perda da minha filha, que celebrava o seu primeiro Dia da Mãe após a partida da sua bebé.
Num misto de emoções, ficam as memórias e a certeza de que há laços que permanecem para sempre.
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| Workshop de pintura na Museu/Fábrica da Vista Alegre |















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