domingo

Alinhando projetos e memórias

 

Terminado o mês de fevereiro, registo as memórias do que vivi e alinho/organizo os meus projetos, fazendo um balanço dos avanços e anotando o que ficou por fazer, para não me perder pelo caminho.

No SAL do GH1857 fiz alguns pontos, mas avancei pouco! Como desculpa, tenho a vontade de bordar com o novo bastidor, ao qual ainda faltam os pés. Tenho bordado apoiando-o na mesa, o que implica uma postura incorreta. Pensei que resultasse, mas o desenrascanço, desta vez, não resultou!


Estas fotografias, de um livro, tirei-as nas férias do Carnaval, quando fomos ajudar a Madalena com a mudança de casa e com a cirurgia do Vasco.

O Vasco portou-se melhor do que muitos adultos: com confiança e sem medo, mostrou curiosidade, questionando os procedimentos de forma educada e tranquila. Ao final do mesmo dia teve alta e, com muito orgulho, exibiu o seu certificado quando chegou a casa: “Avó, envia fotografia para a família em Portugal!”

Um momento simples, para guardar na memória. Entre caixas por arrumar e o cansaço natural do dia, houve espaço para ternura e aquele orgulho bom que só as crianças sabem demonstrar com tanta transparência. Mais uma lição de um neto para a avó Sofia— às vezes são os mais pequenos que nos ensinam a enfrentar o desconhecido com serenidade.


Deste Carnaval fica também a memória da mudança de casa da Madalena, um passo gigantesco na sua vida! Antes da mudança, a Madalena teve o cuidado de nos presentear com flores e plantas, que levámos para a sua nova morada.

No primeiro dia da mudança, os avós entretiveram os netos, protegidos do frio, no teatro do costume. Entre risos e pequenas aventuras, houve tempo para histórias e brincadeiras.

Guardo na memória e arquivo aqui um Carnaval diferente: marcado por coragem, novos começos e gestos de ternura.



As frases que guardo destes dias foram do Vasco: "A minha casa é a tua casa avó!" e " O que eu queria eras tu!".

Foram dias intensos e, apesar de ter levado comigo o projeto de ponto de cruz mais simples de pegar, não lhe dei nem um ponto. O avanço que lhe dei, foi em casa, ao serão, nos dias em que estou mais cansada.

Comigo, como é costume, trouxe materiais que encomendei previamente para os meus trabalhos. Destaco o linho que faltava para terminar o bordado iniciado em janeiro, Stitch by Stitch mending my Heart.

Não lhe dei mais nenhum ponto, porque, depois de regressar, dediquei-me inteiramente ao meu projeto para a Páscoa — que me esperava em Inglaterra — Coco’s Garden, da Teresa Kogut. Estou a bordar num linho 32ct, escolhido pela cor, o que acabou por resultar no erro de bordar a um só fio num linho onde deveria ter usado fio duplo.

Antes do Carnaval, ainda adiantei o bordado iniciado na última semana de janeiro e, como tal, não o considerei um Blessing Sampler, apesar de o texto do bordado se enquadrar perfeitamente, a meu ver, no espírito de uma bênção, em jeito de prece. 

Tenho os projetos alinhados e vamos ver se não inicío mais nenhum enquanto não termino pelo menos os pequenos que tenho em mãos!

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