quinta-feira

Um bom serão

Gosto de ir ao cinema e adoro ir com os meus filhos. Ontem fui com a minha Inês ver um filme a não perder. Carente como ando da companhia dos meus filhos (são fases!), soube-me "pela vida"!
Não sou boa com as palavras por isso apenas direi, vão ver "Words and pictures" !
Não quero dizer nada sobre o filme, mas fica a pergunta, a menos importante, para os meus colegas: O que me dizem da sala de professores?! Como vos disse, é a questão menos importante e mais superficial que se podia fazer! Colegas, e não só, vão ver o filme!

segunda-feira

Cozinhando com o que tenho em casa

Normalmente faço tartes para aproveitar sobras, ou para misturar pequenas quantidades de ingredientes que tenho sempre em casa; desta vez foi esse o caso.
Tarte de espargos e frango
Massa da tarte:
Serve também massa quebrada pré comprada, mas esta receita é rápida, fácil e barata!
Para tartes doces é só substituir o sal por açúcar.
  • 250gr de farinha
  • 1 ovo
  • 125 gr de manteiga derretida
  • opcional: fermento e 1 colher de sopa de banha
Misturar tudo, amassar e moldar numa tarteira.


 Recheio:
Quanto mais cor tiver o nosso prato mais saudável é, palavra de bióloga que estuda a alimentação equilibrada para leccionar nas aulas de Ciências do 9ºano!
  • um molho de espargos verdes cozidos
  • um frasco de espargos (brancos)
  • azeitona preta descaroçada
  • um frasco de frango de escabeche
Misturar tudo e já está! Atenção, cortei os espargos para os mais distraídos e apressados não se engasgarem.
Molho:
Como disse no início, esta receita é para aproveitar o que tenho em casa, por isso recorro aos frascos antes que percam a validade.
O molho é uma mistura de polpa de tomate (mais uma cor, encarnado!) e basilico, meio frasco misturado com 3 colheres de sopa de iogurte grego, resultando numa tonalidade rosa.
Às vezes acrescento um ovo, mas neste caso não o fiz. Se o vosso molho estiver muito líquido o ovo poderá ser uma solução!
Antes de ir ao forno, polvilhei com pão e alho ralado e raspas de queijo flamengo.


Aproveitando o calor do forno e uma courgette tamanho familiar, que me chegou do Casaínho, fiz "falsas batatas fritas". Para isso cortei finamente a courgette às rodelas, coloquei num tabuleiro, com um fio de azeite, uma pitada de sal e noz-moscada. Bom para petiscar a ver um filme.

domingo

Bordando umas calças de ganga - #2

 Mais um fim de semana no Alentejo, mais uma cornucópia nas calças de ganga.
E assim passei a minha tarde de sábado...

Os cães desta vez é que pediam a minha atenção, mesmo assim deixando-me dar uns pontos!



Hoje, apesar da chuva ser convidativa ao trabalho de mãos, o dia não rendeu em trabalho, mas rendeu em alegria! A alegria do bem estar em família.

De manhã, enquanto a chuva não chegou, vivi com os meus sobrinhos uma "aventura" ao estilo "pequenos vagabundos no campo"!






Agora que regressei, assim que tiver oportunidade publicarei as calças terminadas!
Dá para perceber que ando a fazer experiências com o instagram!

sexta-feira

Vidas cor-de-rosa

Aqui, na blogosfera (mas mais no Facebook) as vidas são cor-de-rosa. Sejamos verdadeiros, a Vida NUNCA é cor de rosa. Claro que todos gostamos mais de ler sobre as coisas boas da vida, mas não nos devemos deixar iludir pelas vidas virtuais!
Confesso que a minha vida não é cor de rosa, embora me sinta abençoada pela Vida, pois tenho sempre um lugar para ir e alguém para amar.
Uma vida verdadeiramente vivida, em que nos entregamos aos outros, pode ser um caminho ladeado de rosas, o que não é o mesmo que ser cor-de-rosa. Embora as rosas seduzam com o seu aroma, cativem com a sua cor, magoam com os seus espinhos. Por muito cuidado que se tenha, caminhando numa estrada ladeada de rosas, inevitavelmente por vezes  arranhamo-nos, picamo-nos... O importante é aprender que tudo faz parte da Vida.
Tento seguir uma estrada no sentido da Felicidade! Nem sempre com um passo seguro, mas sigo em frente.

quinta-feira

Bordando umas calças de ganga - #1

Comecei por pensar num desenho. Foi fácil, pois  há muito tempo que queria bordar cornucópias na roupa. Lembrava-me de uns desenhos que arranjei, numa das minhas visitas à "Trapos e Rendas" e fiquei toda satisfeita quando me apercebi não só que tinha o desenho ideal, como também que a minha memória estava em forma!
Na impossibilidade de utilizar a minha caixa de luz, recorri ao papel químico Pelikan, para transferir o desenho.

Para mim, um desenho bem traçado e com boa definição, é meio caminho para o bordado sair bem. Recorrendo a uma caneta que adquiri recentemente na livraria Barata, seguindo o conselho de uma colega do meu curso de bordados, defini melhor o traço. Não sendo uma caneta para este efeito, serve perfeitamente pois o traço sai com o calor do secador de cabelo! Podem escolher a grossura do bico, conforme o tipo de tecido e a cor, por isso recomendo vivamente!
caneta pilot frixion ball
A etapa seguinte, a escolha das cores, dá-me imenso gozo!
Tendo a colecção completa das cores da D.M.C, torna-se uma etapa demorada e de difícil escolha. Mas tenho sempre a oportunidade de mudar de ideias enquanto bordo.

Finalmente, comecei a bordar!
(nota: todos os pontos remetem para vídeos explicativos da Mary Corbet. É só clicar nos respectivos nomes)
Comecei pelo contorno de uma das cornucópias, a ponto caseado, a duas cores, de um e outro lado do risco, ficando os pontos intercalados.
Passei para o traço central, com o ponto de cadeia "duplo".

Passei para as folhas, que adaptei do desenho, já que as instruções era de aplicar aqui missangas, o que não é aconselhável numas calças de ganga, para serem muito usadas e sujeitas a numerosas lavagens! Preenchi a folha bordando o ponto pé de galo muito junto, contornei a ponto pé de flor e salientei o centro com o mesmo ponto, mas numa cor mais viva, amarelo.
Bordada a primeira cornucópia passei para a segunda. Entretanto mudei de ideias e repensei as cores, para não ficarem exactamente iguais.

A segunda foi mais difícil bordar, pois tive a Sushi que, ronronando, reclamava mimos e atenção!
 
 Cheguei a mudar de mesa, mas não resultou!

 Voltarei com a segunda cornucópia.
Fiquem bem!

terça-feira

...

Um dia a lágrima disse ao sorriso: "Invejo-te porque vives sempre feliz." O sorriso respondeu: "Enganas-te, pois muitas vezes sou apenas o disfarce da tua dor."

segunda-feira

Tarte de framboesas

O meu filho está sempre a pedir-me para lhe fazer uma tarte que, um dia, inventei era ele pequenino. O problema é que quando se inventa, anos mais tarde é impossível repetir, por isso inventei de novo (porém, desta vez,  fica aqui o registo)!
Fiz a base da tarte de limão e de quase todas as minhas tartes doces:
  • 1 pacote de bolacha Maria esmigalhada
  • Aproximadamente 150 gr de manteiga.
Forrei a tarteira e deitei, directamente sobre a base da tarte, uma lata de leite condensado. Aprendi esta técnica, de não sujar loiça, num encontro de bordadeiras luso brasileiras. Nesse encontro a receita de uma tarte de laranja, é que me deu ideias de como fazer esta tarte de framboesas.
Ao leite condensado juntei 3 gemas.
Por cima deste preparado coloquei framboesas,  bem lavadas e escorridas.
Bati as 3 claras em castelo, adicionando açúcar, para fazer suspiro. Cobri a tarte com uma fina camada do preparado de suspiro e levei ao forno. Apesar de ser uma camada fina, "afundou" no leite condensado. Para a próxima primeiro levo ao forno a tarte sem suspiro, para ganhar consistência! 
Finalmente foi  arrefecer no frigorífico. 
Como a tarte, das memórias e sonhos do meu filho, levava chocolate,  servi com um chocolate quente, como quem serve um semifrio.


Enquanto se deliciavam os meus filhos partilharam connosco algumas das suas memórias, tentando chegar às suas memórias mais antigas. O António confessou:
"No dia em que a Mãe fez a "tal" tarte pela primeira vez, eu fiz mais uma das minhas birras para comer a sopa. Sabia que a Mãe não ia ceder, por isso, apesar de ter levado muito tempo a comer a sopa, parei com a birra e comi toda só para comer a tarte da Mãe! Esta está boa, mas gostei mais da outra. A base da tarte era forrada com o chocolate e a Mãe na altura disse que tinha feito mal, porque o chocolate ficou duro. Eu gostei foi do "erro" da Mãe, daquela camada de chocolate tão difícil de cortar!"
Que pena ter feito um esforço para evitar cair no mesmo erro, "erro" que o António tanto gostou!Um forro de  chocolate tão duro que, recordo-me de não o conseguirmos cortar e de termos recorrido à ajuda do martelo de cozinha!